Há um jornalista do JN (único jornal que compro), de seu nome Nuno Miguel Maia, cujo trabalho parece circunscrever-se exclusivamente ao Processo Apito Dourado e ao FCP/Pinto da Costa.
Nunca nada li de sua lavra que fosse favorável às teses do FCPorto. Não é que isto seja novidade, mas tratando-se de um jornal sediado no Porto não se lhe pedia que andasse com o FCPorto ao colo mas, no mínimo que conseguisse dar um ar de imparcialidade, o que equivaleria a um meritório toque de classe e seriedade. Como tal não costuma acontecer, a ideia com que ficamos desse senhor pode-lhe até ser indiferente, mas é a ideia de que não é um jornalista honesto.
Ontem, quem leu a notícia relacionada com a alegada falência da Superfute deJosé Veiga, este mesmíssimo senhor jornalista não resistiu à tentação de colar a boa-nova ao nome do filho de Pinto da Costa. A página 13 do JN trazia esta frase: "Ex-empresário e Alexandre Pinto da Costa arriscam dez anos de proibição do exercício de actividades comerciais".
Hoje, na página 21 do mesmo jornal num discreto canto inferior lá vinha a "rectificação" obrigatória a dizer: " Alexandre Pinto da Costa está a trabalhar em Portugal, no Porto, possuindo negócios ligados ao ramo automóvel. Não se encontra portanto nos E.U. - ao contrário do que ontem, por lapso, foi noticiado pelo JN, numa notícia sobre o processo de falência da Superfute."
Observem bem, agora a dupla grosseria da desculpa. Primeiro, o autor da notícia "reconhece" um lapso que traduz a sua total falta de rigor em confirmá-la antes de a publicar. Depois, não assume a autoria da mesma preferindo atirar a responsabilidade para o "JN"...
Em boa verdade, não deixa de se compreender a baixeza de carácter, porque a responsabilidade maior pela proliferação deste tipo de jornalistas é de quem não tem a coragem de os demitir por lapsos desta natureza...
A propósito, alguém é capaz de me sugerir um jornal a sério?

