22 fevereiro, 2018

É proibido proibir...

Bela expressão esta, talvez a mais utópica e venenosa da Democracia. Senão vejamos: são, ou não são os jornalistas quem mais se agarram a esta treta, e simultaneamente quem mais a usa como ferramenta chantagista para fazerem o que bem entendem?

Ainda só passaram poucos dias, lá estavam eles, em uníssono, em todos os canais de tv a fazer o choradinho do costume, acusando o presidente do Sporting de ditador, de ser contra a liberdade de expressão, quando todos sabemos do currículo corporativista e anti-democrático que lavraram pela sua mão , ao fazerem do resto do país uma colónia de Lisboa.

Não é que Bruno Carvalho seja para levar a sério, porque é mais um vigarista disfarçado de homem de barba rija, mas os jornalistas não são mais respeitáveis. Vejam lá a diferença que há entre a forma como abordam os casos relacionados com o FCPorto comparados com os clubes de Lisboa. Aliás, por que se admiram que a má reputação de que gozam esteja tão radicalizada na sociedade se os melhores profissionais não ousam demarcar-se dos que os envergonham?

O caso mais recente saiu hoje nas 1ªas capas dos jornais com a decisão do Tribunal da Relação considerar ilícita a divulgação dos emails benfiquistas como se tratasse de uma absolvição. O JN, o mesmo jornal que serve de cópia ao telejornal do Porto Canal trazia este título: "Juízes calam FCPorto no caso dos emails". Estão a perceber o sentido destas aberrações entre a fonte de informação e o destinatário? Será que o FCPorto não tem nada a ver com o Porto Canal? De onde vem o capital do Porto Canal, quem paga os salários ao pessoal? Será o Jornal de Notícias? Responda quem sabe, e explique quem pode. 


21 fevereiro, 2018

Francisco J. Marques, é director de Comunicação do FCPorto, não é Presidente!

Não conheço pessoalmente o Francisco J. Marques, nem qualquer dos colaboradores do programa Universo Porto da Bancada, e afins.

Feito o esclarecimento, suponho ficar descartada qualquer suspeita de proteccionismo da minha parte sobre a(s) pessoa(s) em causa, ou interesses de outra ordem.

O que sei (e só posso falar daquilo que sei), é que, goste-se, ou não, Francisco J. Marques é a única personalidade da direcção intermédia do FCPorto que vem dando a cara na defesa do clube.

Vou-me cingir apenas à sua figura, sem qualquer motivação protagonista, porque ele não precisa, nem tão pouco desvalorizar a colaboração dos demais comentadores (que é também importante), mas apenas para simplificar o texto. Seja como fôr, é ele o principal responsável pelo que é divulgado. F.J.Marques, não defende o clube  ao mais alto nível, mas defende-o indirectamente com as revelações das ilegalidades do principal adversário do FCPorto, o que já não é pouco.

Se venho alertando para a possibilidade de o programa UPB correr o risco de banalização, a culpa não é de Francisco J. Marques, é de quem tem a autoridade máxima do FCPorto, e essa pessoa é o presidente Pinto da Costa. Quem se recusa a aceitar a realidade dos factos e aponta para outros alvos a responsabilidade do que está a acontecer, é porque recusa também obedecer à ordem natural das coisas: a  hierarquia das competências. Para mim, a escala não pode ser outra, é a que referi.

No programa de ontem, aconteceu o mesmo que vem acontecendo desde o início, vimos Francisco J. Marques apelar (quase suplicar) mais uma vez ao próprio Governo, e também à Ordem dos Advogados, sabendo  de antemão que não é ele, nem ali, que compete apresentar as devidas reclamações, o que indicia um certo desespero, e alguma impotência. Se há quem o critique por não querer ultrapassar competências que não são suas, não serei eu quem o vai imitar, porque essa é uma maneira mesquinha de atirar FJMarques para a fogueira.

Sou incapaz de fazer juízos de valor enquanto não tenho razões ou indícios para o fazer. Até ver, Jota Marques merece-me consideração e respeito, tanto mais quanto nos tempos de hoje é raríssimo encontrar pessoas dispostas a dar o corpo às balas, como costuma dizer-se. Pelo contrário, nesse triste papel estão a colocar-se figuras com responsabilidades de tôpo no clube, que poucos têm a coragem de censurar. 

PS-Grande victória do FCPorto! Grande bofetada de luva branca no sistema, na bagunça que é o futebol português. A parte negativa foi a lesão de Alex Telles, o melhor jogador do FCPorto, para mim 10 vezes melhor que Brahimi (o menino querido de alguns).           

19 fevereiro, 2018

A hipocrisia dos media lisbonários e o dorminhoco Porto Canal


Quem tem espírito crítico e capacidade para não misturar a crítica construtiva, que busca sempre a perfeição consciente e impossível, sem a confundir com o bota-abaixismo, devia ficar grato, em vez de ficar melindrado. 

Júlio Magalhães, é o Director-Geral do Porto canal, mas não gosta de ser criticado, mesmo que seja pela positiva. Foi nele que apostou o presidente Pinto da Costa para liderar o Porto Canal, e não consta  que lhe tenham sido impostas restrições no alinhamento programático e editorial da empresa, ou  qualquer outro tipo de reservas. Do que não terá sido impedido de fazer, imagino, são  programas de qualidade, de grandes audiências, distantes do lixo big-brotherista dos canais lisboetas. 

Costuma dizer-se que a sorte protege os audazes. Às vezes, é preciso ousar desafiar o déjà vue para fazer dinheiro.  Para o efeito é preciso um pedacinho de coragem e outro tanto de paciência. Há negócios de retorno um tanto lento, mas que dignificam, ao contrário de outros (como as Quintas dos Segredos e os Big-Brothers), que prostituem. Vou sugerir um,  sem estar à espera de receber comissão nem agradecimento, relacionado com a comunicação social. É de borla, mas requere um ingrediente sem o qual não vingará: autenticidade. Quarenta e cinco por cento dos programas de TV são politicamente correctos, o que em português autêntico significa: fictícios. Os outros 45 por cento são socialmente degradantes (mas dão dinheiro), e os 10% residuais, positivos e pedagógicos (uma miséria).   

É o seguinte: num momento em que a Comunicação Social de Lisboa decidiu apresentar um protesto de suposta (digo eu) indignação, contra as declarações polémicas de Bruno de Carvalho (presidente do Sporting) que desaconselhavam a aproximação dos adeptos com a comunicação social, não seria um excelente mote para um programa/debate? Por que não ousar fazer o que ainda nenhum canal português fez sem cuidados corporativistas nem perfídias? Alguém acredita que um programa deste tipo, composto por jornalistas corajosos e íntegros e com um excelente pívôt ia ter pouca  audiência? Que estaria condenado ao fracasso? Eu, não acredito. Só que, atingi um nível de descrença tão grande na classe (como na dos político) que, para mim, o mais difícil é saber se ainda existem em Portugal jornalistas corajosos, mas sobretudo íntegros! Essa, é a minha grande dúvida! Se ainda existirem jornalistas independentes (não à moda de Lisboa, claro), penso que um programa desse tipo só podia ser bem sucedido, sobretudo no Porto (no Porto Canal). Havia tanto, mas tanto mesmo para discutir e esclarecer! Bem organizado, frontal e descomprometido, podem ter a certeza que era um programa de audiência nacional e de verdadeiro serviço público!

A outra dúvida, consiste em saber se o actual Presidente do FCPorto, e seus colaboradores próximos, estariam dispostos a conviver sem preconceitos nesse mundo tenebroso e arrojado chamado frontalidade.  

PS: Não gosto do estilo tresloucado e bronco do presidente do Sporting, e muito menos almejo alguém parecido para o FCPorto. Mas, não deixo de lhe reconhecer alguma razão nas queixas dirigidas à comunicação social. Muitas e mais fundamentadas razões, tem o FCPorto. Daí a ideia de realizar um programa no Porto Canal sobre o jornalismo em Portugal.


15 fevereiro, 2018

Breve comentário sobre o FCPorto-Liverpool



Como portista que me orgulho de ser (e portuense também), vou dizer algo que nem todos os que gostam do FCPorto concordarão: a derrota de ontem caiu-me mal pelo número de golos sofridos, mas aceitei-a melhor do que a pouca vergonha que grassa no futebol português. Senti tristeza sim, mas perante a diferença de qualidade entre as duas equipas, conformei-me. Já com as vigarices, não há conformismo possível para mim.

Vamos lá ver. Uma equipa como o FCPorto, que tem praticamente o mesmo plantel que tinha com Lopetegui e Nuno Espírito Santo, que produzia um futebol monótono, de bola para trás e para o lado, que sentia extrema dificuldade para chegar à baliza adversária, cuja solução era fazer marcha a trás, comparada com a de Sérgio Conceição, desculpem-me o brejeirice, era uma grande droga!

Sérgio Conceição fez quase um milagre. E por quê? Porque conseguiu transformar jogadores medianos em bons jogadores, e os bons em muito bons. Agora, o que ele não pode é transformá-los muito mais que isso, porque não depende apenas dele, mas sim de dois factores incontornáveis: das características intrínsecas de cada jogador, e do contexto em que jogam.

Aquilo que mais me fascinou no Liverpool, foi a rapidez de execução da equipa, a precisão, a inteligência, e um detalhe que em Portugal nunca se quis cultivar: o futebol duro, mas leal! Os jogadores do FCPorto não podem ser censurados pelo que aconteceu. A realidade é esta: o Liverpool é muito melhor em todos os aspectos. Uma, ou outra entrada mais dura (é verdade), que o árbitro consentiu indevidamente, quase todos os desarmes do Liverpool derivaram de um enorme poder de antecipação. Tantas foram as ocasiões em que os nossos tinham a bola mais próxima que os adversários, e foram quase sempre ultrapassados. Como detesto a xico-espertice, mesmo no futebol, apesar da derrota, senti um grande alívio por não ver jogadores (de parte a parte), a atirarem-se para o chão, a perderem tempo, a simularem faltas, enfim a ver futebol de 1º. Mundo. A jogar assim, este Liverpool pode ser um sério candidato ao caneco da Champions!  

Não obstante, é justo lembrar que os primeiros 25 minutos (+/-), foram muito bem controlados pela equipa. A concentração era grande, e a primeira oportunidade até foi nossa. O grande problema é que os níveis de concentração para jogar contra equipas desta qualidade têm de ser muito superiores aos do nosso campeonato. A diferença foi essa. Houve uma distracção, sofremos um frango, e tivemos o azar de jogar numa noite de chuva ininterrupta... Nós temos a equipa mais combativa e resiliente do nosso campeonato, mas para campeonatos de países como a Inglaterra, da Alemanha, ou mesmo de Espanha, temos de nos superar, e nem sempre isso basta.

Não é o momento para particularizar, mas um jogador como o Brahimi, tão idolatrado por alguns, tendo potencial técnico falta-lhe a objectividade e sentido prático. Ontem, aconteceu o que já aqui afirmei há muito, quando disse que num campeonato diferente teríamos muitos dissabores com as suas constantes "entregas" de bola aos adversários por querer fazer tudo sozinho e não ter a noção das suas limitações. Vi-o a fazer duas ou três jogadas interessantes, mais nada. Não foi o único, já sei, mas como sempre acontece quando uma equipa de desiquilibra, os melhores, os mais fiáveis comem por tabela. 

De qualquer modo, louva-se a atitude do público, e dos Superdragões, que mesmo na derrota souberam animar a equipa. Os mais esquisitos foram-se embora, e qualquer dia vamos vê-los outra vez a assobiar a equipa com o pacote de pipocas na mão. Se assobiassem para as pessoas certas talvez os assobios tivessem alguma utilidade...     


14 fevereiro, 2018

Para lá das 4 linhas há a dignidade de um clube a defender

Resultado de imagem para onstituição da República
Hoje, há jogo grande no Dragão, um jogo em que mais uma vez o FCPorto vai ter de se superar para levar de vencida o milionário Liverpool. Não será a primeira vez que tem de lutar contra estes tubarões, nem será certamente a última. Vamos todos acreditar nas capacidades do treinador e dos jogadores que, mais do que nunca, têm de jogar muito concentrados e confiantes. Eu, confio nesta equipa e em Sérgio Conceição. Vai ser difícil, mas acredito numa boa surpresa. 

Posto isto, retomo o assunto do costume, que é a dinâmica vigarista do polvo encarnado que nem as investigações em curso da PJ consenguem travar.

O Benfica continua a beneficiar da colaboração de todos os canais da capital com o desplante do costume. A SportTv criou um novo programa para o efeito com um nome muito "sugestivo" (Juízo Final), só possível num país onde a Lei mais parece o banco do Victória de Setúbal a levar pancada do tresloucado Fávio Coentrão.  Estas artimanhas nem sequer deviam ser permitidas por lei, porque são criadas exactamente para gerar mais confusão nas arbitragens sempre para benefício do clube do regime. Mas, estamos em portugal (com letra minúsculas).

Esta nova xico-espertice vermelha foi ontem debatida com propriedade pelos comentadores do Programa Universo Porto da Bancada, deixando outra vez no ar aquele sentimento misto de vazio e impotência habitual. Os comentadores do UPBancada expressam-se bem, argumentam com seriedade, e com a isenção possível de quem fala em causa própria.  Porém, fazem-no, obedecendo a uma estratégia demasiado defensiva, reduzindo factos graves a simples protestos, na vã expectativa de serem bem sucedidos na consideração dos destinatários. Ora, sinceramente, acho esta estratégia fraca, e um tanto infantil na frequência e no estilo. Ou os nossos comentadores têm boa fé a mais, ou sofrem de uma ignorância enorme sobre a realidade do país onde vivem, se é que ainda acreditam  que os destinatários se regenerem quando não têm nada para regenerar, porque lhes falta bom senso e isenção.

Já cansa falar sempre do mesmo, e ainda mais cansa constatar a estagnação na objectividade do programa, se não querem perceber que tanto a FPF como a Liga e respectivos departamentos, estão empenhados em não reagir e ignorar o que lá é exposto, por mais escabroso e incómodo que isso seja.  Está visto que é essa a estratégia. Se não fosse, já tinham agido de outra maneira. O intuito é óbvio, é tentar descredibilizar o FCPorto, tanto quanto fôr possível. Na minha opinião, é chover no molhado continuarmos a levantar questões a auditores decididos a fazer da surdez uma estratégia. Admito mesmo que seja propositada para provocar reacções explosivas à comunidade do FCPorto para justificar castigos pesados... Tudo é possível. Daquela gente tudo se pode esperar, sendo que desse "tudo", a malvadez supera a sensatez.

Nesta interpretação, acho ser preciso ir mais longe, beliscar o que ainda há do brio pessoal dos altos representantes do Estado visto que, como salta aos olhos, do brio institucional já sabemos do que a casa gasta... O que me parece despropositado é que o FCPorto, e neste caso o programa Universo Porto da Bancada, continue a protestar optando por um contexto recreativo quando devia ser de índole constitucional, levar o caso ao Governo.

Que sentido faz num Estado de Direito, arrogante e pouco fiável como o nosso, chamar a PSP, se formos assaltados, se nem uma estação de televisão os convence a obedecer à chamada? Não aparece hoje, nem amanhã, nem passado 8 mêses, que é exactamente o tempo decorrido entre o início das queixas ao CA, e CD da Federação, apresentadas no programa Universo Porto da Bancada, e o dia de hoje. Começa a ser patético andarmos tanto tempo a "chamar a polícia"* (8 mêses) não por telefone, nem por email, mas através do Porto Canal, sem a polícia dar sinais de vida, e mesmo assim insistir-se no pedido de socorro. Isto é tão grave quanto os casos comuns em que devido à ausência da Justiça se promove a justiça pelas próprias mãos. Não chega berrar pelo fogo, é perioritário atacar o fogo se os bombeiros estão ausentes. E importa destacar, quando falamos de justiça pelas próprias mãos, que não estamos a falar de casos individuais, falamos de um clube com milhões de adeptos espalhados pelo território que já foi várias vezes provocado em alguns estádios adversários, que de um momento para o outro pode reagir de forma agressiva por se sentir marginalizado. Não chega elogiar-lhes a tolerância, o  civismo, importa persuadir o  Estado a ajudá-los de forma activa, caso contrário ainda vamos assistir a uma catástrofe (mais uma,a juntar aos incêndios).

O país é mal governado, e não é de agora. Há corrupção na vida pública e privada, e não é pouca. Por este andar a tendência é para crescer. Ainda assim, temos uma Constituição, à  qual sempre podemos recorrer quando os poderes intermédios não cumprem a contento as suas obrigações.

É muito estranho que no seio da SAD portista não haja alguém que ouse recorrer ao documento mais importante do Estado apenas para reclamar coisas tão simples e tão poderosas como o direito de repelir a discriminação e a injustiça.

Enfim, tanta parcimónia,num país dito democrático é incompreensível. Tem dias que me imagino na África do Sul do apartheid, tal é o medo de quem não o devia ter.

PS-"Chamar a Polícia", neste caso, pretende dizer reclamar junto do Governo, até porque os emails foram entregues à Unidade Nacional da PJ contra a corrupção.

12 fevereiro, 2018

FCPorto no campo e na Administração

Foi tão evidente, e categórica, a victória do FCPorto sobre o Chaves, que dispensa comentários. Então, aquele golo à inglesa de Tiquinho, sem deixar cair a bola no chão, e o requintado de Sérgio Oliveira, controlando a bola no peito para depois desferir um petardo no meio das redes, são do melhor que vi neste Portugal de trafulhas. São muito raros golos desta categoria no nosso futebol, porque me parece depender mais da iniciativa individual do jogador, do que do trabalho dos treinadores.Digo isto, precisamente por serem golos que exigem muita ousadia, e sobretudo muito talento. Mas quando entram nas redes, compensam o preço de um jogo inteiro. 

Sobre o jogo, só me ocorre felicitar os jogadores (todos), e sobretudo o bom senso de Sérgio Conceição, por saber moralizar o Soares depois do raspanete (merecido) que lhe deu. Cheguei a recear que uma reprimenda demasiado radical pudesse ter como consequência a saída do excelente goleador, porque não temos assim tantos no plantel, apesar de G. Paciência, Aboubakar e Marega. Todos, não são demais, se considerarmos as três frentes em que estamos (ainda) inseridos.

Quanto à questão (grave) da defesa do clube, continuo muito apreensivo ,e receio que todo o esforço dos atletas e das respectivas equipas técnicas possa esbanjar-se por efeito da sabotagem do Polvo. Podem-me acusar de pessimista, mas a verdade é que esse Polvo, sendo perverso, e de cariz mafioso, continua a agir como tal, malgrado estar sob investigação.  As grandes seitas do crime são provocadoras; só se deixam intimidar quando forem travadas, e mesmo assim pecisam de vigilância permanente. São mesmo bandidos!

Convém não esquecer que há muita mais gente, para além das figuras de maior destaque, que não sendo propriamente filiada no grupo de cartilhados colabora com eles e que têm um impacto tremendo na opinião pública que convém não ignorar.

No programa Universo Porto da Bancada ainda se faz notar uma estranha ingenuidade quando se referem à comunicação social e a alguns camaleões que por lá vão ganhando a vida. Já não é a 1ª. vez que vemos referenciar o Rui Santos (da SIC), por reconhecer razão a algumas queixas do FCPorto. O estilo dele é mesmo esse, uma espécie de passo atrás para engraxar (o de "independente) e a seguir avançar dois passos à frente para envenenar (o de venenoso). É apenas uma ave de rapina que só merece ser "abatida", e não referenciada para coisa nenhuma, excepto como um modelo de vigarista. Como ele, e de géneros diversificados, há muitos. Centenas, ou talvez milhares.

Quando ligo qualquer canal de Lisboa, sei que o silêncio daquela gente me basta para lhes tirar a radiografia moral. Então, o esforço por não falarem do Benfica/Máfia é tão evidente que só posso concluir uma coisa: se não são cartilhados, são cúmplices, o que anda lá perto... Não acredito absolutamente em ninguém dos media de Lisboa!

Muitas vezes penso cá para mim se seria capaz de me calar caso visse o presidente do meu clube envolvido numa teia tão vergonhosa como está Luís Filipe Vieira. Quando se deu o Apito Dourado, sempre disse que se Pinto da Costa estivesse metido em grandes esquemas de corrupção devia ser julgado e se fosse caso para isso, condenado. Só que havia um detalhe, sempre suspeitei que aquilo de que  acusavam Pinto da Costa era marosca e não tinha pernas para andar, como veio a provar-se. Ao contrário do Benfica de Vieira, tudo o que é do conhecimento público tresanda a crime organizado, não há comparação possível. Foi por isso que sempre apoiei Pinto da Costa. Contudo, se tiver de o criticar, critico, como faço sempre que se justifica.

Concluindo: os golpes palacianos dos media e dos órgãos federativos vão de certeza continuar a empurrar o Benfica para o título, e não estou certo se nos devolverão "os títulos" perdidos estes 4 anos se Justiça for feita.       

11 fevereiro, 2018

Um bom conselho à SAD do FCPorto...


Resultado de imagem para soares dias arbitro
Não acredito que os senhores da SAD portista, a começar pelo Presidente Pinto da Costa, estejam convencidos que os árbitros portugueses levam em conta as queixas contra eles que todas as semanas fazem no programa Universo Porto da Bancada, Francisco J. Marques e restantes comentadores. 

Assim como não acredito que lhes passe pela cabeça a angélica esperança que essas denúncias os faça desviar dos objectivos traçados, que é ajudar o Benfica a "conquistar" o penta.

Eu, no seu lugar, pensaria melhor, porque, para acreditar nessas possibilidades seria preciso que:
  1. Os árbitros fossem honestos, e não são
  2. Que fossem competentes, e não são
  3. Que fossem corajosos, e não são
O conselho que quero dar, à SAD, é este:

continuem calados e invisíveis se porventura logo à tarde o FCPorto for, pela enésima vez,  impedido de vencer o jogo por interferência do árbitro, ou pelo VAR. Tudo o que disserem depois, não passará de palha. Quem a quiser, que a coma.

Pela parte que me toca só me ocorre dizer uma coisa: se o FCPorto não ganhar este campeonato, será também da responsabilidade da SAD. 

PS-Quem fôr católico, que reze. Quem não fôr que reze também.  

09 fevereiro, 2018

Rui Rangel, a vergonha da Justiça!

Resultado de imagem para Rui Rangel
Rui Rangel e Fátima Galante só vão conhecer na próxima quarta-feira as medidas de coação, no âmbito da Operação Lex, da qual são arguidos.
Rui Rangel e Fátima Galante não apareceram esta sexta-feira no Supremo Tribunal de Justiça. Os seus advogados, João Nabais e Paulo Sá e Cunha, respetivamente, chegaram cerca das 10 horas. (do JN) [ler o resto aqui]
Nota de RoP: 
Os tempos mudaram, não há dúvidas, e em muitos aspectos não foi para melhor. Desde sempre, a maldade dos homens acompanhou as sociedades, não é de agora. A opção pela via da marginalidade tem diversas explicações. Uma, é a pobreza extrema, outra é a demência, e a mais execrável de todas, a ambição desmedida a coberto do poder.                                                              
Rui Rangel é Juiz, ainda vai ser inquirido, e já deixou graves sinais do seu baixo carácter. Não compareceu no Supremo Tribunal, mesmo depois de ter beneficiado de mais alguns dias do prazo para se apresentar, como lhe confere o estatuto. É esta a diferença entre o passado e o presente. Em casos destes, quando homens com responsabilidades semelhantes eram apanhados pela Justiça, alguns, por preservarem alguns pingos de vergonha, chegavam ao ponto de se suicidarem. Mas, que diabo, já nem se esperava tanto! O mínimo dos mínimos que se podia prever de Rui Rangel, é que respeitasse a Justiça, já que não sabe respeitar-se a si próprio quando foge da Lei como um homenzito banal.
A dignidade é o único estatuto válido. As profissões, são um substantivo, uma actividade. Valem o que valem, como aqui se percebe.  

08 fevereiro, 2018

Do centralismo ao futebol


Ninguém me pode acusar de radical, se fôr sério, e estiver atento ao que tem vindo a público sobre as ligações obscenas do Benfica com figuras influentes na área desportiva, financeira, informativa e judicial. Se acrescentar a este já expressivo grupo a classe política, não corro o risco de exagerar, porque é também conhecida a ligação fanática que têm com o clube do regime. Só os leitores assíduos do RoP sabem, fazendo uma retrospectiva do que venho aqui escrevendo, e mesmo denunciando, apenas sustentado em comportamentos e observações atentas do que vai acontecendo pelo país.

Sempre estranhei e censurei a conduta segregadora da comunicação social de Lisboa com o Porto e o FCPorto, e foi por essa percepção que cedo me apercebi desse cancro chamado centralismo. Naturalmente, a comunicação social foi sem dúvida o sector mais contaminado,  o que mais deu nas vistas. Por contágio seguiram-se todos os outros sectores, e nem vale a pena elencá-los um, a um. Com coerência, começaram por nos retirar os poucos meios de comunicação social que ainda possuíamos. Jornais e rádios, todos foram à vida. Televisão, não foi preciso porque ainda não a tínhamos, só agora a temos, e mesmo assim foi preciso o FCPorto para o conseguir (a melhor decisão de Pinto da Costa dos últimos anos). 

A tudo isto juntou-se o futebol, e claro, o sempre presente Benfica, essa "jóia" da coroa que os centralistas querem entronizar no ADN dos portugueses como se fossem todos animais domésticos de mau gosto. Hoje, sabemos a porcaria, a vergonha nacional que é o Benfica...

Que me tolerem a imodéstia, mas quem estava no caminho certo era eu, e não alguns tantos que andaram todos estes anos a fazer de conta que tudo o que acontecia de mau ao FCPorto, e à cidade, nada tinha a ver com política e centralismo (que nem sequer sabiam o que era). Para esses, o FCPorto tinha de jogar contra tudo e contra todos, como se tivessemos o dever de vergar aos caprichos mafiosos centralistas, e abdicar do direito à Justiça. Quem se amolavam, eram os treinadores e os jogadores, como comprovam os últimos 4 anos... Falar de Pinto da Costa, da sua aparente apatia perante o que se passava tornou-se  uma heresia para certos adeptos. A gratidão, levada ao extremo, traiu-os tornando-se, sem o perceberem, cúmplices dessa negligência.

Apesar disto, folgo em saber que foram precisos vários anos para surgir nas redes sociais um blogue portista (Baluarte do Dragão) onde já se começa a associar o futebol à política, e a perceber como o centralismo está inevitavelmente ligado ao escândalo do Benfica.

Que tempo perdido não termos votado sim à Regionalização! Pergunto: e hoje? Seríamos capazes de votar outra vez contra a regionalização? Querem saber a minha opinião? Penso que nem assim nos mobilizávamos.

Não, eu não gosto de radicalismos. Apenas acção e bom senso, quando tal se impõe.

07 fevereiro, 2018

Porto Canal, cuidado com a liberdade da treta

Não conheço profissão mais paradoxal que a de jornalista. Agarram-se como lapas a argumentos que eles próprios, por isto ou por aquilo, não conseguem respeitar, mesmo que violando o próprio código deontológico. 

Ontem, Júlio Magalhães, decidiu ir ao telejornal da noite esclarecer o jornal "I" de uma provocação de 1ª página que fez contra o FCPorto, supostamente por ser subsidiada por várias câmaras nortenhas. Esclarecer não tem mal nenhum, mas pareceu-me mais uma atitude de subserviência do que isso. Acho que não devia fazê-lo; antes de mais, porque se tratou de uma não notícia, portanto de uma provocação sem fundamento, como aliás toda a gente sabe, e depois porque não se responde a pasquins, combate-se, senão passamos a alinhar pelo mesmo estilo.

A cereja no bolo, de Júlio Magalhães, foi quando, depois de explicar tudo muito bem, acabou com um mimo, que foi elogiar o jornal "I", quando tinha acabado de falar do centralismo dos media da capital... Se há coisa que a mim me repulsa é ver alguém criticar uma coisa, e logo a seguir elogiá-la. Pode ser um "anjo" de pessoa, mas fico logo de pé atrás com o seu carácter.

São personalidades destas que podem destruir o melhor dos projectos porque não partem para ele com as ideias bem definidas. Como na Democracia, não podemos abusar da liberdade que ela nos faculta sem a disciplinarmos. O Porto Canal só pode conviver com a bipolaridade Generalista/FCPorto se impuser estatutos que a equilibrem.

Por exemplo, imaginemos que um dia o Porto Canal Generalista convida alguém que a pretexto do escândalo dos emails decide desvalorizar o caso, e que além disso critica veementemente as denúncias do Francisco J. Marques no Porto Canal/FCPorto. Em tese, segundo os critérios editoriais do jornalista Júlio Magalhães, nada impedirá uma situação dessas. Aliás, já por várias ocasiões pude observar alguns convidados com vontade de venderem o peixe encarnado como vendem nos outros canais, mas até ver, o bom senso conteve-os. Se amanhã, aparece alguém atrevido e faz a experiência, pergunto: é para continuar? O Porto Canal Generalista passará a seguir o exemplo dos canais de Lisboa e abandalhar a ética com medo de ser acusado de coartar a liberdade? E depois? Terá capacidade para gerir um imbróglio dessa natureza com os interesses do Porto Canal/FCPorto o seu patrão?

Pode compreender-se a situação, porque ela não é fácil, mas sem nunca abdicar da condição de canal assumidamente focado na descentralização. Esqueça-se a ideia de chamar ao canal gente que está ou esteve ligado ao centralismo porque nada de positivo lhe vai acrescentar. Por fim, há um detalhe no qual Júlio Magalhães deverá pensar muito bem antes de se "abrir" a gente e a instituições manifestamente inimigas do Porto e do FCPorto. Se, não tiver o cuidado de seleccionar os convidados, um dia ainda vai ser ele a poluir o Porto Canal com o mesmo lixo tóxico que vemos nos canais de Lisboa.





06 fevereiro, 2018

Meirim, o presidente de disciplina da FPF, indisciplinado

Resultado de imagem para josé manuel meirim benfica
Onde paira a integridade deste homenzinho?

Este, é outro cartilheiro que se tivesse o "azar" de viver num país a sério, há muito estava a prestar contas à Justiça. 

Portugal perdeu a dignidade e arrisca-se a perder também o estatuto de país civilizado que nem a União Europeia consegue mascarar.

O Governo português, representado pela Secretaria de Estado do Desporto, não lê jornais, não vê televisão, nem ouve a rádio, coisa inusitada em órgãos de soberania, por norma  atentos ao que se passa no mundo. Se assim procede, não pode saber o que vale este homem. Confia, sempre nos pupilos (como nos incêndios...). A coberto deste lindos argumentos, foi incapaz de evitar que um dos seus militantes tivesse sido preso por crimes impróprios a representantes de alto gabarito, como foi o 1º. Ministro Sócrates. Tudo dentro da normalidade (como nos intermináveis escândalos). 

Talvez devêssemos mudar o nome a Portugal, e inventar outro, como Entroncamento, por exemplo, designativo mais indicado a coisas fenomenais, no pior sentido da palavra.


05 fevereiro, 2018

Se há virtudes na sociedade portuguesa, a frontalidade não é certamente


Na realidade, é um pesadelo viver neste país, e ainda acreditar que a corrupção é um fenómeno circunstancial. Não é! Nem todos somos corruptos, mas o país já tem gente demais a construir essa reputação. Gente graúda, frise-se... 

Para que a interpretação do que digo não deixe dúvidas, passo a informar desde já, que os escassos programas que vejo nos canais lisboetas são uma excepção à regra das minhas preferências, e que mesmo assim, não significa que confie absolutamente na integridade intelectual de quem neles participa. Refiro-me concretamente á "Quadratura do Círculo", e ao "Eixo do Mal", ambos na SIC, de Pinto Balsemão (responsável-mor pelo que se faz de melhor, e pior, na SIC).

Foi num desses programas ("Eixo do Mal") que, depois de ouvir ambíguas críticas aos casos dos bilhetes oferecidos pelo Benfica ao actual Ministro Mário Centeno, pude confirmar os cuidados com que todos os participantes abordaram o tema para evitarem tocar no nome do Benfica. Curiosamente, o programa "A Quadrtura do Círculo" não foi transmitido, como é habitual às 5ªs feiras, com os comentadores do costume, sendo substituído por outro sem qualquer aviso, para debater o processo que envolve o juiz Rui Rangel. Dei por mim, a tentar perceber por que razão o assunto não pôde ser debatido na "Quadratura do Círculo", mas não cheguei a nenhuma conclusão...  Estranhei, no mínimo.

Já com o "Eixo do Mal", uma conclusão pude tirar: ninguém foi capaz de discutir o caso com a frontalidade que ele merecia. Como noutros casos, criticaram em função das suas simpatias políticas, o que é natural, mas com muito menos objectividade do que é habitual. Estranhamente, quase todos apontaram baterias para o Ministério Público com acusações de cumplicidade com o Correio da Manhã, sem destacarem o ponto mais importante e ao mesmo tempo complexo: a coragem, e as dificuldades que estão a colocar à Procuradora Joana Marques Vidal para prosseguir o seu trabalho.

No fim, pensei para comigo quão difícil é, neste país, conviver com a Lei, quando há uma multidão invisível de gente graúda a vulgarizá-la, ora através de alterações convenientes, ora a ignorá-la. O Juíz Rui Rangel é apenas um grão de areia na engrenagem dos que estão nesse grupo. Assim, torna-se praticamente impossível limpar de corpos estranhos os bastidores da lei, e da investigação policial.

A dureza da Lei é coisa não grata para muitos que deviam ser os primeiros a impô-la, está comprovado. As televisões conseguiram invadir áreas sagradas, como a da Justiça, e banalizaram-na, tornando-a frágil e recreativa. Os media, são os principais manipuladores sociais, e  a Lei não é excepção;  não porque a estimem, mas para a controlarem.  

Não sei até que ponto é consistente aquilo que foi dito no programa, mas a ser verdade que o Correio da Manhã tem fontes de informação no Ministério Público, se tem, é preciso prová-lo para depois se fazer aquilo que nunca se conclui, que é julgar, e condenar exemplarmente  quem anda a poluir éticamente o país.

Tenham a relevância social que tiverem,  a Lei, é mesmo assim: dura. Quem não apreciar o género só tem uma alternativa: viver sem chular os outros. 

04 fevereiro, 2018

Sr. Pinto da Costa, nunca pensei que me fizesse sentir vergonha deste FCPorto tão medricas


Resultado de imagem para Pinto da Costa


A paciência tem limites, mas há muitos que abusam dos limites da paciência, e esses não merecem  tolerância.  

Estou farto, e decepcionado, com o comportamento de Pinto da Costa, e dos restantes membros da SAD. É inadmissível que um clube como o FCPorto, permita ser tão maltratado e desconsiderado como tem sido nos últimos anos pelas instâncias do desporto. O senhor Presidente Pinto da Costa não tem o direito de usar, e abusar, do respeito que conquistou junto dos portistas no passado, para os desrespeitar, precisamente agora que pouco ou nada tem feito para continuar a merecer a sua consideração. Que Pinto da Costa não se importe, é um problema seu, agora, se pensa que todos os portistas se revêem nesta maneira permissiva e cobardola de administrar o clube, pensa mal, mesmo que tenha a apoiá-lo meia dúzia de portistas de conveniência. 

Pessoalmente, e enquanto portista e ex-sócio, sinto-me envergonhado com a permissividade  do FCPorto na lida dos constantes atropelos à Lei, por parte da FPF, da Liga, e da própria Secretaria de Estado do Desporto, sempre que se trata do nosso clube.

Todos esses organismos, todos, repito, estão descaradamente apostados em ignorar as queixas do FCPorto. Só não vê quem não quer, ou a quem não convém ver. Os árbitros, são o reflexo mais que  evidente do desprezo, e mesmo hostilidade, que votam ao nosso clube. Temos provas cabais disso, e parece que temos medo de as apresentar.

Isto é tão revoltante, quanto insuportável. Até um clubezeco de bairro como o Estoril, se dá ao luxo de gozar com um problema que é seu (a insegurança de uma bancada do seu Estádio), deturpando e ocultando pareceres técnicos  do relatório do próprio LNEC.  O presidente do FCPorto permite que um responsável do Estoril chegue ao cúmulo de insinuar que fomos nós que encenámos a derrocada da bancada para ganharmos na secretaria o jogo. 

Tenham paciência. Um bandido é um bandido, não é outra coisa. O que temos de fazer para nos defendermos deles é exigir, repito, exigir, e não pedir que as autoridades intervenham. Se estas se recusam também a trabalhar, só temos é de exigir ao GOVERNO, e não pedir, que assuma as suas responsabilidades.

Se mesmo assim, não tivermos resposta, só temos uma saída: desobediência civil. Ou então, entregar o FCPorto aos facínoras.

PS:
OK, o FCPorto ganhou, e passou para a frente, e quando ganha, ninguém ousa tocar no ídolo, no irrepreensível Presidente. Espero que tenham a mesma postura calma e tolerante se o Sérgio Conceição não bastar para evitar outro descalabro. Que os Deuses nos ajudem! Só podemos contar com a fé, está visto (mais uma vez).


02 fevereiro, 2018

Estou consigo, honorável senhora Procuradora!

Joana Marques Vidal

E estou também contra todos os que a tentam intimidar. Coragem! A razão e a dignidade, estão do seu lado e não dos estafermos que a tentam derrubar! Esses, são dejectos a imitar pessoas.

Desejo-lhe muita sorte, porque o Polvo é gigantesco e perigoso.
    

01 fevereiro, 2018

Compreensão precisa-se! A cada macaco, o galho devido.


Há coisas que não têm explicação, mas outras há que se podem e devem explicar, caso contrário corremos o risco de estarmos a ser injustos com os jogadores.

Quando se inventam frases para identificar as particularidades de um clube, como no caso do FCPorto a invenção da célebre máxima "Contra tudo e contra todos", houve razões objectivas para optar por esse nome. Houve, razões e ainda há, como os últimos acontecimentos atestam, de continuarmos a ser prejudicados pelos clubes e o poder de Lisboa. Além destas razões, tínhamos uma condição que não temos agora, que faz toda a diferença, e que tem uma explicação: o FCPorto tinha uma liderança forte, e competente, o que tornava mais fácil lutar contra as arbitrariedades a que estamos "habituados".

Nesse tempo, em que o Presidente era o mesmo de agora, era ele que intervinha para defender o clube, e quem escolhia os jogadores que precisava de contratar. Era essa postura, atenta, próxima e interventiva, que transmitia aos treinadores, e aos planteis, uma garra acrescida que agora não existe. É apenas no treinador e nos adeptos que os jogadores se sentem apoiados, não tanto na figura principal. 

Ora, é aqui que quero chegar. Não faltou quem malhasse no plantel no último jogo contra o Moreirense. Até os comentadores do pós match do Porto Canal, normalmente muito compreensivos, algumas vezes com elogios exagerados aos jogadores, foram demasiado causticos com eles, parecendo ignorar as restrições de um plantel que sempre souberam ser curto, e o consequente desgaste que isso comporta. Ninguém ficou mais frustrado que eu nesse jogo, tanto pela exibição como pelo resultado, só que dadas as circunstância, acho que até lutaram muito. Lutaram "contra tudo e contra todos" dentro das suas possibilidades no momento. A gestão do treinador sempre esteve condicionada, não foi naquele jogo. 

Sem desprezar o colectivo, o Felipe foi um duplo defesa, ele estava em todo o lado, quis marcar e esforçou-se muito, ao contrário do Brahimi tantas vezes mimado que nem se viu no jogo. O Alexe Telles que não sabe jogar mal, nem é dado a caprichos de vedeta, foi outro mouro de trabalho. O Marega idem. O próprio Soares fez tudo para marcar mas a ansiedade não o deixou. Enfim, todos denunciaram aquilo que já era expectável, a fadiga física, mas sobretudo psicológica! Quem é responsável pelo plantel ser curto? Eles? O treinador? Por favor, cada macaco no seu galho. Se julgam que tenho gosto em criticar Pinto da Costa, julgam mal, porque o que hoje mais gostaria era de continuar a ter motivos para o elogiar, mas não tenho. Isso, lamento, pertence ao passado.  Aliás, mais uma vez, decidiu agir tarde na exposição ao Conselho de Arbitragem da FPF, só depois de nos terem negado 15 grandes penalidades! Então, ninguém considera a hipótese de censurar o Presidente só pelo que fez no passado? Então, será o Sr. Pinto da Costa o FCPorto? Para mim, não é. Okey, vale mais tarde que nunca, o plantel foi reforçado, mas e os pontos que se perderam por nos mantermos passivos, quem nos vai devolver? Agora? 

É preciso compreender que os jogadores são humanos como nós. Não ficam imunes a injustiças, nem se sentem moralizados sabendo que estão a representar um clube odiado pela capital, cujo poder, apesar de mafioso e prepotente ainda existe, como se constata. E, não o podendo dizer abertamente, sabem que o FCPorto está muito só nesta batalha desigual.  

31 janeiro, 2018

Caros leitores,


espero que não tenham dado por perdido o tempo que vos fiz consumir com a leitura de posts cuja temática crítica assentou exaustivamente no silêncio da Admnistração do FCPorto e do Presidente perante a discriminação negativa levada a cabo pelos árbitros contra o nosso clube. Fui muito repetitivo no tema, porque sabia que os "padres encartilhados" estavam determinados a cumprir a sua missão e não iam desistir dela facilmente enquanto não fosse apresentada uma queixa formal ao Governo.

Hoje, fiquei relativamente animado por saber que, finalmente, a Administração do FCPorto se decidiu a fazer uma exposição à Comissão de Arbitragem da FPF sobre os erros das arbitragens, embora considere uma perda de tempo idêntica ao momento da decisão, e a opção dos destinatários. Tal como os árbitros, o Conselho de Disciplina já deu imensos sinais de alinhamento com os árbitros e com os clubes do regime (Benfica e Sporting). A não ser que a ideia da SAD seja dar uma última oportunidade para o CD se redimir das asneiras até agora cometidas, mas se assim fôr é um erro, porque quem lá está não vai passar de cúmplice de ilegalidades a cumpridor impoluto de legalidades. Dar oportunidades a gente deste calibre é pactuar com foras da lei.

Lamento mais uma vez que o FCPorto reaja tarde e a más horas quando o clube está em perigo de ser prejudicado e mesmo assim não mostre coragem para abordar directamente o Governo. A menos que a decisão obedeça a uma estratégia jurídica assente em pressupostos que obriguem a certos protocolos. Apesar do escândalo do "polvo" começar a ser finalmente divulgado pela PGR, não me surpreenderá nada se as queixas agora apresentadas cairem novamente em saco rôto. É que, os cartilheiros andam obcecados, e não escondem um objectivo comum, que é oferecer o Penta ao Benfica, ou, em último recurso, entregar o Campeonato ao Sporting.  Eles são arbitrários, não são árbitros.

Mais uma vez, o FCPorto age por reacção, não por precaução. 




30 janeiro, 2018

Há coisas que julgamos ultrapassadas, mas é preciso recuperá-las porque fazem falta

Provavelmente já cá não estarei no dia em que a dignidade vier a ser restaurada em Portugal (isto, dentro de um espírito optimista).  Por mais que não queira falar dos políticos, é impossível. A menos que, por um estranho fenómeno, deixasse de avaliar as responsabilidades pela ordem lógica da escala dos poderes, seria de admitir tal possibilidade.

Num país como o nosso, onde a bagunça se tornou num estilo de vida, alterar esta situação vai ser uma tarefa muito árdua. Para quê reavivar factos se eles estão constantemente a acontecer? As provas, são sucessivas, são já uma rotina.

Nem o auto-convencido Rui Rio, que conseguiu convencer alguns eleitores portuenses de uma integridade pessoal desproporcional à fama que angariou, teria categoria para limpar todos os vícios instalados na política. Precisamos de homens de outra envergadura. Homens que acabem definitivamente com a promiscuidade entre a política e o desporto de forma categórica, em vez de oportunistas sem coragem nem vontade.

Quando oiço políticos como Nuno Melo, dizer com a maior naturalidade que tem colegas adeptos (como ele) do Benfica fanáticos, não é preciso puxar muito pela cabeça para se ter uma ideia da mentalidade que impera na classe política do país. Chegamos a um ponto tal de vulgaridade (não confundir com popularidade) que até parece ser impossível viver sem o futebol. Eu pertenço a esse grupo, mas não desempenho funções de estado relevantes, e isso faz toda a diferença. Sou mesmo de opinião, que para actividades específicas, onde a neutralidade é fundamental, como a Justiça, e muitas outras, devia ser vetada a ligação ao desporto, exactamente para evitar suspeições. E foram os próprios políticos que tornaram natural essa proximidade, com conceitos de liberdade incompatíveis com as exigências dos cargos, o que atesta de per si a fraca noção que têm dos mesmos. Se defendo o distanciamento entre funções de alta relevância política e os desportos populares, não é por razões elitistas, mas porque as rivalidades clubistas só podem ser atenuadas pela percepção de um Estado isento também na aparência (como a mulher de César).

Ninguém pode negar a ninguém, nem aos políticos, o direito de gostar de um determinado clube de futebol, ou qualquer outro desporto, mas uma coisa é gostar de um clube, outra bem diferente, é à sombra disso, usar o cargo para o beneficiar, ou para prejudicar outros. Isso, é a perversão total da política e da própria democracia. Foi o que já aconteceu, e o que continua a acontecer, e não é só na política, é na banca, na comunicação social e no desporto (futebol).  Em tudo, enfim.

Fica-nos bem descartarmo-nos dos preconceitos, mas isso não funciona se os substituirmos por outros ainda piores sem nos darmos conta. Hoje, entende-se normal o tratamento por tu entre pessoas que mal se conhecem. Não é grave, é verdade, mas não deixa de ser uma abertura excessiva de confiança quando o conhecimento recíproco é recente.  O "você", era uma espécie de sala de espera para o "tu", não era um preconceito. O "tu" só aparecia após algum tempo, quando as pessoas ganhavam mais confiança entre si, e mesmo que não aparecesse podiam ser boas amigas na mesma tratando-se por você.

Nas televisões instalou-se essa moda mas nem por isso se consolidou o respeito. Tanto no futebol como na política, os debates estão ao mesmo (baixo) nível. Hoje, há certas pessoas que não pedem desculpa quando têm de passar defronte de outras numa fila ou numa escadaria porque acham que ao fazê-lo estão a assumir a culpa de qualquer coisa, mas é precisamente o contrário, estão apenas a mostrar boa educação, que é o que todos nós gostamos de receber quando acontece connosco.

Enfim, isto daria pano para mangas. A globalização, e sobretudo os hábitos da indústria cinematográfica americana, são corresponsáveis pela maioria das "modernidades" e de  comportamentos sociais estranhos, mas somos nós que temos de escolher o que é mais indicado para o nosso país. Passamos mais tempo com o telemóvel na mão do que a conviver com as pessoas. Estamos  a hipervalorizar as coisas, e a desvalorizar as pessoas.

Não há modernidade que supere a sensatez. É o que falta na política também. O resto, virá por simbiose. 

       

29 janeiro, 2018

Contradições de uma informação sociopata


Resultado de imagem para sociopata

Assisti, há dias, a uma pequena entrevista realizada a jovens investigadores da Universidade do Minho que anunciavam a descoberta das causas pelo aumento benigno da próstata. Segundo foi apurado, uma das razões, deve-se à falta de uma substância neurotransmissora chamada serotonina, responsável por outro tipo de doenças, entre as quais consta o irregular funcionamento do humor e do  próprio sono. De uma forma sintética, é mais ou menos isto.

Numa primeira análise, devia tratar-se de uma notícia positiva, não só para a comunidade cientifica, como para quem é vítima das doenças a que reportam. Acompanhei a referida entrevista no programa "Mentes que Brilham" do Porto Canal, e compreendi a satisfação natural como foi divulgada, quer pela apresentadora, quer pelos jovens investigadores. Também eu gostei de saber da notícia, e achei a descoberta extraordinária.

Assim mesmo, há qualquer coisa que não bate certo neste mundo árido de notícias positivas, que em nada contribui para as levar a sério. A saber: se quando chegamos a casa, em vez de ligarmos a televisão instintivamente, pensarmos um pouco antes de carregar no botão, talvez cheguemos à conclusão que a melhor maneira de evitar contrair doenças do género, é mesmo abdicar do hábito, já que  99,9% dos noticiários são preenchidos com péssimas notícias, crimes e outras desgraças. 

O que adianta aos doentes a descoberta da cura do fôro mental, se a promoção das doenças nos invade a própria intimidade através dos media, criando maus hábitos ao cérebro, todos os dias, e a toda a hora?

Só os iluminados dos jornalistas convivem bem com axiomas estúpidos. Defendem coisas que deontologicamente deviam repudiar. São eles quem, vaidosamente, afirmam que uma boa notícia não é notícia. Não é assim? 

É caso para pensar se não estarão comprometidos com a indústria farmaceutica, e se também ganham a vida a criar doentes pelo outro lado, como diria um presidente orelhudo de um certo clube lá para as bandas da Mouraria e arredores...     

25 janeiro, 2018

Fado: "Isto é uma ordem!"

Quero escrever um poema

Possivelmente um pouco comprido
Porque me vou por na pele dum bandido
Quero adulterar a poesia
E fazer uma combinação de palavras
Verdadeira, embora dura e fria
Completamente despida de amor
Porque me vou por na pele dum corruptor
Sei que o resultado vai ser degradante
Porque vou vestir a pele dum narcotraficante
Sei o que escrevo porque não estou demente
Porque vou vestir a pele dum presidente
Sei que este é um trabalho sem ter esplendor
E nunca o pode ser porque trato aqui dum ditador
Um tipo cheio de dinheiro mas que é maltês
E que apodreceu o edifício do futebol português
É muito rico mas faz figura de urso
E como outros o fazem, preparo-lhe este discurso
Que começa desta forma desastrada e desordeira
Como não podia deixar de ser, desta maneira:
-Atenção benfiquistas
Não façam caso das notícias com verdade
Ordeno-vos que sigam apenas as minhas pistas
Só escrevem a verdade os maus jornalistas
E há por aí alguns jornais e revistas
Que ao nosso clube tentam denegrir
Mas eu tenho o controlo de tudo e continuo a sorrir
Acima de tudo não liguem aquelas notícias
Que descrevem as minhas atrozes sevícias
Não escutem o mentiroso do Francisco J. Marques
Que devia andar era a arrumar carros nos parques 
Se tiverem o arrojo e a pouca vergonha
De mudarem para o Porto Canal
Eu dou-vos um tratamento que vão parar ao hospital
Sou neste momento o dono deste império
E falo a sério muito embora eu ande longe de ser sério
Adiram todos os que ainda não o fizeram à Benfica TV
E se não o fizeram têm de me explicar o porquê
Comprem o Record e sobretudo A Bola
Nem que depois se sintam avariados da tola
A TVI24 é o melhor canal do país
Porque é controlado pelo José Eduardo Moniz
O que se diz por aí sobre a famosa porta dezoito
Não passa duma intrujice e duma aleivosia
Aquilo é apenas a porta da nossa drogaria
Aquilo que se diz sobre missas rezadas pelos nossos padres
É falso, porque os visados são apenas nossos compadres
Os que dizem que eu controlo o governo, a justiça desportiva
Os meios de comunicação, feia invenção,
O conselho de arbitragem, a federação e a liga
Tudo isso não passa duma cantiga
Eu é que sei manter a nossa imensa chama bem viva
Os que assim falam decerto enfrentarão castigos
Porque me invejam por eu em todo o lado ter imensos amigos
Por vezes há um ou outro doutor
Que me pede bilhetes porque já me fez algum favor
E eu respondo com elevação e educação, qual corrupção?
Por isso benfiquistas vos ordeno porque nunca é demais
Estão proibidos de ler certos jornais
Por isso vos digo incondicionais lampiões
Tenho cuidado com certos canais das televisões
Quero que cada benfiquista durma descansado
Porque o penta-campeonato já está comprado
E para terminar em beleza
Tenho a certeza
Todo o lesado do BES que seja um anormal
Não se esqueça de ir festejar para o Marquês de Pombal

Enra Bandoa Guias


(Extraído do Baluarte Dragão)

Eliminar