16 setembro, 2019

Um domingo de sorte...

Houve um esforço final, é verdade, mas a sorte não o traiu


Afinal, alguns dos atletas que estavam em dúvida, acabaram por entrar em campo, e jogaram. Estas coisas acontecem, mas, na minha opinião, deviam evitar-se. Cheguei à conclusão que Sérgio Conceição prefere espremer até ao limite o esforço físico dos jogadores que lhe dão mais garantias, a alterná-no com outros mais frescos. É uma opção legítima, mas de risco elevado que já nos custou caro. Marega, e Aboubakar que o digam (só para falar nestes dois).  Alex Telles foi um herói, conseguiu aguentar-se muito tempo, mas não resistiu aos excessos de uma titularidade incondicional. Se juntarmos a este hábito do treinador, outros, igualmente perniciosos, como  o de reagir tardiamente, quando a equipa dá sinais de relaxar, temos um cocktail altamente perigoso.

Foi o que sucedeu no jogo de ontem, com o Portimonense. Talvez a entrada de Nakajima não tenha sido feliz, mas a decisão foi algo tardia (faltavam poucos minutos para o fim do jogo), nunca é um estímulo para o atleta, é quase um SOS, um "resolve tu", e o resultado foi o que se viu. Quem me conhece, sabe que não sou daqueles que me atiro aos treinadores quando algo corre mal. Gosto de lhes dar tempo, assim como aos jogadores, para mostrarem o que valem. Mas, há limites. Sérgio Conceição devia ter mexido na equipa logo, assim que sofremos o primeiro golo, para evitar que o adversário crescesse, e os nossos entrassem em "pânico", como veio a acontecer. Se o 1-0 é um resultado perigoso, o 2-0 é traiçoeiro, porque pode induzir ao relaxamento.

Este ano entraram alguns reforços de qualidade, e mesmo assim, nem todos parecem ter agradado ao treinador, o que é um tanto incompreensível, visto ter dado o seu aval à contratação, por exemplo, do argentino Saravia (que não tem jogado). Depois, continuamos a ter no plantel um grupo de jogadores interessantes, mas com limitações técnicas antigas. Danilo é um deles. É aplicado, por vezes eficaz, gosta de jogar, mas continua a ter grandes dificuldades em rematar, tanto com o pé, como com a cabeça. Assim por alto, em 10 oportunidades, acerta uma na baliza. Sem pretender ousar substituir-me a Sérgio Conceição, acho que algumas das dificuldades técnicas dos jogadores podem ser perfeitamente corrigidas com treino específico. O caso de Danilo é paradigmático. Vejamos: ele procura o golo, quer mostrar serviço, mas não tira daí muito proveito, porque não faz o movimento certo para ter sucesso. Remata com a cabeça frequentemente, mas quando salta, raramente consegue elevar a cabeça acima do nível da bola, e quando é assim não pode dar a direcção correcta à cabeça, ou seja, imprimir-lhe o movimento descendente (de cima para baixo) e a força necessária. Isso explica porque é que a bola sobe sempre demais. Com os pés, passa-se o mesmo. A bola sobe demais porque, ao abordá-la, ou é o tronco que não leva a inclinação para a frente, ou é o peito do pé que faz levantar demais o esférico raspando-o pela base. Estas coisas dependem do jeito de cada um, é natural, mas são perfeitamente aperfeiçoadas se os treinos forem regulares e de acordo com a habilidade específica de cada jogador.

Resumindo: ainda há muito para corrigir. O treino não pode ser apenas uma rotina, tem de responder às dificuldades técnicas que um conjunto de jogadores não consegue dominar. O Ronaldo ainda goza da reputação de "o melhor do mundo", e nem sequer é pelas suas qualidades técnicas genéticas, é pela sua pertinácia de querer sempre fazer melhor. E treina sozinho, muitas vezes... E é isso que mais admiro nele. Messi, é naturalmente mais evoluído, parece uma máquina de carne e osso, mas o Ronaldo tem uma força de vontade que Messi não tem, e supera-o nos resultados. Ora, não é isso que o FCPorto precisa, mas podia servir de inspiração ao treinador do FCPorto para ensinar os jogadores menos assertivos.

Quanto ao jogo de ontem, é para não esquecer.

14 setembro, 2019

Do futebol, uma dúvida


Apenas um pormenor sobre o FCPorto. Não é a primeira vez que abordo este tema. As últimas notícias indicam que neste momento há 5 jogadores do plantel com  problemas físicos (lesões). Portanto, é pertinente ter abordado mais uma vez este potencial problema, e a razão é simples: o histórico de situações deste tipo vem sendo habitual no FCPorto de Sérgio Conceição.

Só resta saber se a mesma mensagem já foi absorvida pelo treinador. É demasiado cedo para começarmos a ter este tipo de problemas, quando ainda nem disputamos meia dúzia de jogos. Se isto não convida a uma reflexão profunda dos métodos usados para trabalhar a condição física dos jogadores, tomando em consideração o perfil físico de cada jogador, então não imagino o que pode convidar.

Espero que, uma vez mais, não insistam no mesmo erro, e deixem correr o marfim, à espera que tudo se resolva, sem corrigir eventualmente o que está mal nesta matéria. Se nada fôr feito, não há argumentos que possam poupar o treinador dos seus métodos de treino, ou, quem sabe, do próprio modelo de jogo. Que isto não é muito normal, não é.


12 setembro, 2019

Justiça, em Portugal? Que é essa merda?


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É tão risível a argumentação dos juízes Rui Teixeira, e de Maria Féria, do Tribunal da Relação de Lisboa, que só agrava a já péssima reputação da justiça portuguesa. De tal modo, que até a mim me custa escrever a palavra justiça, porque ao fazê-lo posso estar a dar-lhe uma credibilidade que pura e simplesmente não existe. E já agora, não posso deixar de censurar o vocabulário usado pelo JN sobre esta execrável decisão quando diz que o tribunal da relação (com minúsculas) arrasou o Ministério Público, como se tratasse de um bombardeamento, ou de um jogo de futebol... 

Este país, está mesmo uma merda, em todos os aspectos! Mas algo de positivo se pode concluir desta pouca vergonha: ficamos com a nossa desconfiança reforçada nesta matéria, isto é, em Portugal NÃO HÁ JUSTIÇA, há gente a brincar com coisas sérias, e a julgar, quando devia ser julgada e provavelmente condenada, fosse Portugal um genuíno Estado de Direito... Mas não é! Palavra de homem! Coisa que os políticos de agora jamais saberão o que significa, porque continuam a falar do Estado de Direito como se isso em Portugal fosse uma realidade.

Mas, há aqui um detalhe que convém não esquecer. Aparentemente, se este golpe de asa do T.R. de Lisboa visa apenas lançar o odioso da decisão para cima do Ministério Público, e não passar de mais um acto de teatro entre pares (Tribunal R.L., e MP), como pode ser o caso, o Ministério Público terá obrigatoriamente de dar uma resposta à altura. Mas cá para mim, palpita-me que isso não vai acontecer... Uma reacção destas, seria digna, e apropriada a uma instituição que ainda acredita viver numa democracia. Mas, se não a tomar, estará a assumir que teme, e se rende, à ditadura em que se tornou o país.

É por estas, e por outras, que quando uma estrutura de poder não funciona sectoriamente (trata-se do poder político), é para os mais altos representantes que devemos apontar responsabilidades. Ontem, citei aqui a pessoa do presidente da república e do 1º.ministro, precisamente por avaliar as coisas por esta ordem. 

Pela mesma razão, mas por motivos diferentes, censuro o presidente Pinto da Costa. Sempre fui avisando que as coisas podiam não correr bem se ele, e a SAD, não apresentassem pessoalmente uma queixa firme numa reunião com o Governo, ou com o próprio PR. Fiaram-se na justiça e resultou nisto. É no que dá optar pelo politicamente correcto...

Sr. Pinto da Costa, não fique triste, revolte-se!


PS-Tomem bem nota, para a posteridade: 

a imagem perfeita da pouca vergonha, em Portugal, é ver a bancada do estádio da luz recheada de uma corja de políticos a sorrir para o mundo, como se fossem todos filhos de pais incógnitos. Isto é, orfãos de encarregados de educação...


11 setembro, 2019

Vamos contentar-nos com lamentações? Para que serve a União Europeia?

O Tribunal da Relação de Lisboa decidiu, esta quarta-feira, não levar a SAD do Benfica a julgamento, no caso e-Toupeira, considerando que não se concluiu que os corpos sociais da Benfica SAD "concordaram ou anuíram à conduta do arguido" Paulo Gonçalves.
No acórdão da decisão, a que o JN teve acesso, lê-se que a SAD do Benfica só iria a julgamento se o crime tivesse sido "cometido em seu nome e no interesse coletivo" das pessoas que nela ocupassem uma posição de liderança ou "sob a autoridade das pessoas com posição de liderança". Posição essa que o arguido Paulo Gonçalves, ex-assessor jurídico do Benfica, não tinha, "já que não foi mandatado pelos corpos sociais para intervir em processos pendentes nos Tribunais judiciais e não estava nas suas funções laborais intervir nos mesmos", considerou a Realção.
A decisão do juiz desembargador Rui Teixeira, que confirma a da juíza Ana Peres na fase de instrução, motivou uma reação por parte do diretor de comunicação do F. C. Porto que, na terça-feira, frisou que Paulo Gonçalves assinava documentos como membro da SAD encarnada.
Nota de RoP: Se  já não tinha uma opinião famosa do país, agora tenho uma certeza: somos governados por um Estado corrupto, amigo de gangsters. Está-me a ler, sr. Marcelo Rebêlo Sousa? E você, seu 1º- Ministro de Cartilheiros?  Se não fosse um aldrabão, louvava-lhe a competência. Assim, não passa de mais um vigarista.
Nota 2: Mesmo assim, nunca perdoarei a Pinto da Costa se aceitar pacificamente esta decisão do Tribunal de Recurso de Lisboa. Existe na estrutura do FCPorto, uma pessoa respeitável, experiente, que podia muito bem apoiar de alguma maneira o clube. Foi magistrado de prestígio, e exerce agora o cargo de presidente da Assembleia Geral do clube e da SAD. É pai do actual ministro do Ambiente, chama-se José Manuel Matos Fernandes. 

Recordo, para que conste, o que ele disse por altura da entrega da Roseta de Ouro em 2018:
    "Juro que acabo de ser apanhado de surpresa. Ainda por cima, numa fase em que juízes e futebol são um cocktail supostamente indesejável e em que nós, magistrados, temos de nos proteger, pelos vistos, da canalha com que andamos envolvidos. Devo dizer que nunca dei por ela e dizer que em tempos em que não era dirigente de futebol andei em bem piores companhias.

"O que posso dizer depois desta surpresa completa? Ainda bem que está aqui na sala o meu ilustre cardiologista, pode dar-se o caso de ele ainda hoje ter de prestar alguns serviços ao seu paciente. A todos vós, muito obrigado. Viva o FC Porto!"

08 setembro, 2019

Portugueses fora de Lisboa preferem a Regionalização?!


Se a sondagem publicada no JN for fiável, pode ser um sinal positivo. Pode ser...
Mas, numa primeira análise, peca por incluir o referendo, o que significa dar uma segunda oportunidade aos que, em 1998, atraiçoaram a Constituição da República. O referendo é a PIDE dos falsos democratas. É uma espécie de Benfiquistão da Democracia...







  




01 setembro, 2019

Timor-Leste


Valter Hugo Mãe *

Depois do massacre no cemitério de Santa Cruz, tornou-se insuportável a hipocrisia dos estados em relação a Timor-Leste. A descolonização portuguesa, tardia, foi negligente culminando uma ainda mais negligente ocupação de séculos. O país soube nada acerca de criar paridade, não ultrapassou um racismo elementar, auferiu dos lugares, das pessoas, dos seus corpos, sem convicção alguma de caminhar para a igualdade, para a tão retórica e prometida integração. A colonização foi uma aberração histórica que trouxemos até demasiado recente. Quando vimos em direto as imagens grotescas de Timor-Leste, assistimos à falência moral da nossa propalada história de feitos tão bravos quanto cruéis.

Poucas vezes o povo português se mobilizou emotivamente com uma causa como com esta. Diria que nunca mais vi o mesmo mar de acenos brancos, comoções pela paz que exigiam dos governantes da altura uma ação imediata. Claro que foi a divulgação internacional das imagens do massacre, mormente na CNN, que criou o efeito de indignação na diplomacia do Mundo. Foi a imprensa internacional e foi Kofi Annan, secretário-geral da ONU, homem do Gana, que já vinha revelando uma preocupação para com a situação e a intenção clara de defender aquele povo no sentido da sua libertação.

Portugal, de povo unido, podia muito pouco depois de haver abandonado atabalhoadamente os países que ocupara, mais ainda, depois de guerrear com eles, matando milhares, destruindo quanto pudesse. Éramos o maior aliado num misto de profunda culpa e vergonha.

Passam 20 anos desde o referendo que estabelece a independência de Timor-Leste e o consequente nascimento da sua democracia. O mais que se sabe é a luta contra a miséria. Que vocação tivemos para deixar na miséria os países ocupados! Até a naturalmente riquíssima Angola sangramos de fome. Até o Brasil não foi, para nós, senão o imenso celeiro de onde extorquíamos bens. Integrámos ninguém. Abastecemo-nos e mestiçámos por gulas, não por respeito humano, vontade de ouvir, partilha.

Hoje, o meu orgulho é no povo timorense que soube resistir e soube escolher a independência. Com todo o empenho de tantos, há vinte anos, o mérito é de quem resistiu ali. Esta data é uma vitória que elogia Timor. A diplomacia e a comoção portuguesas não serão mais do que a solidariedade possível depois do abuso. A memória do todo é o único caminho para um futuro onde nada disto se possa repetir.

*Escritor 
(JN)

Nota de RoP:
A lucidez, ao contrário dos gostos, não é, nem pode ser comparável ao gostar do azul, ou do vermelho. É uma questão de seriedade intelectual, independente e intransponível. É uma espécie de diamante no meio de pedras sem brilho. E afinal, nem pedras são, trata-se de gente vulgar. Por isso, considero Valter Hugo Mãe, o intelectual mais honesto da actualidade.   

28 agosto, 2019

À saída do Estádio das Trevas houve portistas agredidos. Sabiam? E agora? Calámos?

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Francisco J. Marques deu a cara pelo FCPorto,
 e revelou o que outros não sabiam.
 Convém não esquecer este detalhe...


Não fôra a mentalidade vulnerável de alguns comentadores portistas, não precisava de perder tempo com explicações dispensáveis. Quero com isto dizer, que lamentavelmente  nem todos os portistas têm consciência da verdadeira dimensão dos prejuízos causados ao FCPorto pelos seus inimigos. Fossem os prejuízos exclusivamente desportivos, seria também  lamentável, mas incomparávél com os que  acontecem há uns anos a esta parte. Senão, atentem que eu não chamei adversários aos causadores desses danos, chamei inimigos, porque como concordarão, não são um, ou outro clube rival mais competitivo que nos estorva, é aquilo a que outros portistas atentos (e bem informados) chamam, e bem, "o clube do regime".   

E por que será que estou a escrever com tanto "preciosismo", se quero que a união entre portistas se mantenha sólida e cada vez mais coesa? É simples. Porque ainda há entre nós quem se deixe influenciar pelo que dizem e escrevem os nossos inimigos! Influências tão infantis que já chegaram ao ponto de criticar o Director de Comunicação do FCPorto, Francisco J. Marques. Críticas essas, que por mais toleráveis que sejam, não se justificam, quando se trata de alguém que deu a cara para denunciar aquilo que poucos sabiam. Esquecer isto, é ser portista do tipo moínho de vento, isto é: frágil e  imprevisível.

O nosso maior problema não está no nome do clube rival, do adversário. O problema está no regime que o sustenta e ampara. Em suma, nos nossos multifacetados inimigos.  É esse monstro real (sem coroa)  que nos persegue e ataca, e em várias direcções. Funcionam, quer a partir de estações de televisão (privadas e estatais), dos jornais desportivos e generalistas, quer do próprio poder político! Se as acusações que aqui  assumo fossem levianas, se tudo isto não estivesse a acontecer, se não fosse uma realidade, podiam-me acusar à vontade de difamação que não me restava outra coisa que não "meter a viola no saco", e calar-me. Só que, sendo pura verdade, não será qualquer juiz que me fará mudar de opinião. Essa, é inalterável. 

Contudo, e pelas mesmas razões, não são apenas os portistas manipuláveis, os únicos responsáveis por estarmos a dar demasiadas oportunidades ao dito inimigo (clube do regime), que continua a tirar vantagem da situação, é também o silêncio, não apenas do presidente (porque esse ainda é visível), como do Dr.Fernando Gomes, do Dr. Adelino Caldeira, e restantes elementos da SAD! Ainda não abriram a boca para falar aos portistas (como lhes competia) sobre este caso concreto, mais que não fosse para dizerem se confiam, ou não, na Justiça, porque nós ainda não temos a certeza de nada, portanto, não fomos esclarecidos. O que sabemos, é através do F.J.Marques, e não consta da boca dele nada alusivo à opinião dos membros da SAD. Por conseguinte, tanto o longo silêncio da SAD, como o súbito emudecer da Justiça só têm contribuído para aumentar os prejuízos do FCPorto. E os adeptos são sempre os mais prejudicados, como se constatou sábado passado, de forma criminosa!

Foi justamente por ter ouvido ontem Francisco J. Marques noticiar  que mais uns adeptos do FCPorto tinham sido barbaramente agredidos à saída do "Galinheiro das Trevas", é que falei dele e dos seus críticos "portistas". Um desses feridos foi  internado no Hospital S. João. Foi por eles que voltei a trazer à baila este assunto, por adeptos que seguem o clube para todo o lado, pelos que acompanham e prestam apoio ao FCPorto sujeitando-se a ser agredidos por bestas protegidas pelo regime.

Esta situação degradante continua a afectar o clube, mas também os adeptos e sócios que a sofrem na pele como ninguém. E não duvidem, as vigarices e as injustiças não vão parar. O FCPorto ganhou no "galinheiro", só encostou ao clube do regime na pontuação, mas isso é suficiente para accionarem o modo "fazer as coisas por outro lado". Não duvidem! Um dos agredidos referiu mesmo que um agente da PSP viu o que estava a acontecer, e não foi ajudá-lo! O FCPorto, os seus digentes, não podem continuar a fazer de conta que não sabem o que está a acontecer, ou então não vale a pena denunciar estas barbaridades pela voz do Director de Comunicação do FCPorto que está sob constante observação dos cartilheiros do Regime, com o carrasco José Meirim à cabeça.

Das duas uma, ou os dirigentes do FCPorto mostram o que valem, e têm coragem para enfrentar o poder político, obrigá-los a assumir se sabem com rigor o que está a acontecer, e explicar por que é que permanecem calados. E (digo eu), na improvável hipótese de justificarem o silêncio com um "NIM", responderem então que não assumirão qualquer responsabilidade do que possa vir a acontecer se um dia seja um adepto benfiquista a ser agredido por qualquer suposto portista. Acrescentando, nesse caso, e por mais grave que fosse essa agressão, a responsabilidade teria de ser endossada ao Estado português, nas pessoas dos senhores Primeiro Ministro, e Presidente da República. O que, num país civilizado, significaria cumplicidade criminosa do Estado. 

Se estou a  exagerar, expliquem-me então por que é que não tenho papas na língua a tirar conclusões tão "óbvias". O óbvio não é o que esconde, é o que se vê. E os líderes da SAD terão papas na boca a abafar-lhes a voz? Que estranha maleita esta, a do silêncio que castra a liberdade e o direito à defesa...

Será por temerem poderes de autoridade duvidosa?
  

PS-Espero que nenhum parente próximo dos elementos da SAD tenha o azar de um dia ser agredido, como foram os adeptos acima citados, porque nesse caso hipotético duvido que se mantivessem impávidos e serenos, como agora estão.    

26 agosto, 2019

O Museu

Valter Hugo Mãe

Um Museu Salazar na casa onde o ditador nasceu não é possível que seja isento de saudosismo. Há uma atmosfera de capela na ideia impossível de apagar. Qualquer que seja o nome que se dê a este espaço, o perigoso enfoque está criado. Por mais que se destituam os conteúdos de ideologia, o gesto corrompe-se por definição. Os malfeitores devem ser lembrados pelos lugares onde mataram e onde morreram, é isso que nos ensina e nos urge lembra


Não é verdade que favorecer a memória de Salazar como um "filho da terra", figurão na História do país, seja só uma liberdade democrática, porque não é. É uma desfaçatez. Salazar mandou assassinar, criou campos de concentração, torturou, mentiu, falseou eleições, dispôs do país e das colónias como se fossem sua mercearia e seu jogo de soldadinhos. Por isso, o que diz respeito à saudade de Salazar não é opinião, é desfaçatez. Não é exercício democrático, é branqueamento de um regime que assassinou, torturou, mentiu e empobreceu os bolsos e os espíritos dos portugueses e de todos os povos de que os portugueses tiveram a ilusão de ser proprietários.

O museu que tinha de haver era o que se perdeu com a sede da PIDE. Aí, sim, haveria de se espanar o saudosismo. A simples ostentação daquelas portas e daquelas paredes serviria para se contar a História a partir do prisma da decência; aquele que imediatamente diz que nenhum poder se pode arrogar a perseguir os seus opositores. Ninguém nos pode voltar a diminuir na liberdade de pensamento e de expressão. Não nos podem matar.

O entusiasmo de Leonel Gouveia, eleito pelo PS na autarquia de Santa Comba Dão, é, no mínimo, inusitado. Já sabemos que o diabo encontra meios de colocar os néscios ao seu serviço, também já suspeitávamos que muita da Esquerda trabalhasse na verdade para a mais pura Direita. Que fizesse um favor tão grande ao fascismo é que não estaria à espera. De Centro Interpretativo a lugar de velas é um passo. Com o rumo que o Mundo leva, se não formos mais espertos, o que vemos a acontecer espantados em outros países regressa ao nosso em esplendor. Quero dizer, para matar as saudades dos assassinatos e dos desaparecimentos, e da tortura e da mais elementar mentira. Vai ser uma curiosidade, depois, ver onde nasceu o novo ditador para cuidar de lhe manter a casinha em pé e ir para lá interpretar o raio que parta.
*Escritor


Nota de RoP:

Costuma dizer-se, que mais cedo se apanha um mentiroso que um côxo. Quantos Leonel Gouveias deste país andam por aí a exibir bandeiras do PS, com o amor a Salazar no coração?  

Haverá uma diferença assim tão grande entre o espírito de um salazarista e de um centralista? Olhem que não, olhem que não...

25 agosto, 2019

As peneiras encarnadas pagam-se caras

Marega,
Treina-me esse remate e serás indomável


Ontem, o Marega podia ter goleado o Benfica, não fosse tão perdulário a rematar. Pelo menos, falhou mais 2 golos! 


Mesmo assim, fez uma grande exibição. O FCPorto dominou o Benfica no galinheiro, sem a menor contestação. Jogou rápido, muito concentrado, defendeu bem, e atacou melhor. Executou passes acertados, trocou a bola ao primeiro toque, e pressionou alto sem dar grandes oportunidades à equipa da casa. 
Isto, aplica-se obviamente a toda a equipa, e a melhor prova desse domínio foram os 90 minutos de "férias" na baliza de Marchesín.  Ninguém pode agora negar que Sérgio Conceição não fez bem o trabalho de casa. O que é preciso é manter-se assim.



22 agosto, 2019

Que debates tem feito o Porto Canal sobre a Regionalização? Quantos?


"Quando me fazem convites para almoçar, ou jantar, ou mesmo convites profissionais, nunca digo Não. Não gosto de desiludir as pessoas. Às vezes tenho 3 reuniões quase à mesma hora, ou 3 jantares marcados para o mesmo dia. Ainda por cima detesto burocracias. Não anoto nada.  A minha secretária é que sofre."

Estas, foram parte das respostas que Júlio Magalhães, Director Geral do Porto Canal deu à revista "Notícias Magazine"  sob o tema da dificuldade que algumas pessoas têm de dizer Não.  Numa primeira avaliação, e se não levarmos em conta o contexto da referida entrevista, esquecendo a actividade profissional do entrevistado, provavelmente, a tendência dos leitores inclina-se para pensar que Júlio Magalhães é "um gajo porreiro" . Eu próprio, acho que sim, que deve ser um tipo de contacto fácil, independentemente do que pensamos do "porreirismo". Mas se juntarmos às respostas que ele deu à revista, o modo e a escassez de rigor como gere o Porto Canal, perceberemos facilmente por que é que isso acontece. E nesse caso, já não achamos piada nenhuma à sua forma demasiado blasée de dirigir uma empresa de televisão, que nem sequer é sua. O "porreirismo" pode transforma-se em anarquia.

A culpa, não é dele, é de quem o contratou, e  também parece estar a borrifar-se para o sucesso do Porto Canal. Para não deixar aqui uma ideia  demasiado crítica de Júlio Magalhães, cito de memória os poucos canais de cultura que aprecio e gostaria que fossem poupados a repetições exaustivas que em nada beneficiam os autores: "Caminhos da História", "Nota Alta", "Mentes que Brilham" , "A Falar é que a Gente se Entende" . A área desportiva também podia melhorar, sobretudo a programação criada para debater e (defender) o FCPorto. Está bem a transmissão dos jogos das modalidades.  E é tudo.

Os programas referidos, já não são novos, mas não sou contra a sua continuidade, pelo contrário. Agora, o que está a falhar é a continuidade de outros, a aposta na qualidade informativa sobre a Regionalização. Ainda há poucos mêses éramos informados pelo Porto Canal que tencionavam intensificar esta temática, mas de repente deixaram-na morrer, e é isso que tem falhado. A continuidade regular de certos programas não é levada a sério, e assim é mais complicado gerar audiências. 

Foi já a 7 de Maio que vimos o único programa de jeito, ou melhor, uma interessante entrevista feita por Tiago Girão ao Presidente da CCDR-N, Fernando Freire de Sousa, onde se debateu o ardil das sedes fictícias de instituições que vieram para o Porto, mas que tinham os administradores e a maioria do pessoal em Lisboa. Foi mais uma entrevista que um debate, mas mesmo assim, um bom, um utilíssimo programa. Mas, foi o único verdadeiramente interessante. A partir daí, voltou tudo ao mesmo. Assim, não vale a pena. Seria fundamental convidar gente seriamente empenhada na causa, e evitar a presença de políticos que andam há anos a fingir o seu regionalismo, que não acrescentam nada ao tema, e só servem para baralhar e desestabilizar. Seria fundamental que o critério qualificativo dos protagonistas, a sua autenticidade de regionalistas não  fosse negligenciado, sob pena de voltarmos a perder tempo.    

É surpreendente como os representantes do principal accionista (FCPorto) andam tão distantes  do Porto Canal e do seu bom funcionamento. Um deles até lá tem uma filha a ganhar a vida... Nunca é demais lembrar a quem de direito que o FCPorto é uma associação desportiva cotada em bolsa. É que, às vezes, o silêncio misturado com a ausência parece provocar amnésia.

21 agosto, 2019

Blah, Blah, Blah, Blah, Blah ! Chega de vigarices, garotos!

Professor de Coimbra que estudou tentativas de regionalização cético em relação à sua concretização


O docente da Universidade de Coimbra Daniel Gameiro Francisco não acredita que seja desta vez que a regionalização vá para a frente, afirmando que o tema surge ciclicamente há décadas, associado à preparação dos debates que antecedem eleições.


Daniel Gameiro Francisco, professor na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra que desenvolveu trabalhos sobre o tema, considera que “o sistema político se viciou em falar em descentralização e em regionalização” periodicamente “como quem vai regularmente a uma missa ou a uma cerimónia qualquer”, mas isso “não tem grande significado real”.

“Há aqui uma espécie de sismógrafo. Quando o sismógrafo da regionalização começa a tremer, é porque se aproxima qualquer tipo de momento importante para o sistema político, normalmente eleições. A partir daí tudo desaparece. 

Portugal é um país de regionalistas com amnésia”, considerou, em declarações à Lusa.
O docente, que fez a sua tese de mestrado sobre o tema, salientou que nas últimas décadas se fala na regionalização quase sempre em associação à preparação do debate eleitoral, ou autárquico ou legislativo, embora também já tenha acontecido antes de eleições presidenciais.
“É cosmética. O sistema político português, os seus principais protagonistas nunca realmente estiveram interessados em regionalizar. 
E em descentralizar também não, mas como a descentralização em Portugal se limita um pouco à escala municipal, com esse grau de descentralização consegue-se viver. 
Agora, com mais do que isso, com preparar o Estado para se adaptar às grandes necessidades do território, inclusive as que são regionais, nunca houve uma vontade muito prolongada”, disse.
O professor universitário considera que o Estado está organizado de uma forma que não responde ao que o país precisa, “organiza-se para si próprio, vive para si próprio e não vive para o país, que, aliás, conhece muito mal”. De vez em quando volta ao tema como uma “espécie de apaziguamento de consciência”.
“Grande parte dos nossos governantes já foi regionalista na sua vida, mas, quando assume funções no Estado, o Estado envolve estas pessoas numa outra lógica, que é a própria posição centralista do Estado, e que os leva a esquecer tudo o resto. Portanto, é a partir dali que se governa o país e ponto final”, disse, salientando, contudo, a “coerência mais longa de posição regionalista de alguns políticos”.
Numa altura em que o tema voltou à ordem do dia, Daniel Gameiro Francisco considera que falar de regionalização é como a história de Pedro e do lobo.
“Ao fim de tanto falarmos no lobo, ele pode vir, tanto se fala dele que ele pode vir, mas não acredito”, reforçou, considerando que o país está “em mais um desses momentos quase litúrgicos, quando, ainda por cima, se fala muito do interior, da desertificação, da situação de abandono”.
O docente considerou que a necessidade das regiões permanece, mas já não é a mesma que existia após o 25 de Abril.
“As comissões de coordenação [e desenvolvimento regional] vão fazendo um simulacro. Não é mau trabalho, é um bom trabalho, mas não chega, não chega”, acrescentou.
A necessidade do planeamento regional das funções do Estado permanece, mas hoje a regionalização “teria a ver com o estar preparado para desafios que são mais recentes”.
“Não é só o equilíbrio do desenvolvimento das regiões, mas o tipo de desenvolvimento que é necessário adaptar a cada uma delas, porque, apesar de tudo, elas têm muitas semelhanças, mas também têm especificidades”, disse.
Entre os desafios atuais, o professor destacou a economia digital, a transição energética, o federalismo municipal para levar para a frente novos projetos – questões que “não existiam há 30 ou 40 anos”.
Dr. Daniel Gameiro Francisco

Nota de RoP:

Sobre este artigo de opinião, incontestavelmente coerente, falta apenas acrescentar, que todos os governos que se seguiram ao 25 de Abril, além de incompetentes, pecaram, e continuam a pecar, por traírem a Constituição. E convém termos a noção clara de quão grave e criminoso é o significado desta palavra.

Por outras palavras, podemos acrescentar que as promessas temporárias da Regionalização, mais não são que o melhor certificado da génese vigarista dos políticos portugueses. Da direita, ao centro, e do centro à esquerda. Ninguém escapa. Assim, é muito fácil acusarem os cépticos de pessimismo, e manterem-se no poleiro como se fossem gente.

Este é o Portugal dos pequeninos que se orgulha de separar o país.

19 agosto, 2019

Ao Porto


Entendo bem porque Dom Pedro, o primeiro do Brasil, à inauguração daquele maravilhoso país, quis de qualquer modo deixar o coração no Porto, cidade intrincada que se ama apenas por maturidade. Não é para paixões inconsequentes, o Porto é uma disciplina, uma localização espiritual que se reconhece sobretudo no mapa da resiliência.


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Valter Hugo Mãe *

Julgo que aprendi a amar o Porto pela robustez do casario. Vinha de olhos cheios com as minhas terras de Guimarães, onde passávamos sobretudo pela aldeia, as pessoas esparsas, uma rarefação maior, e encontrava nos Aliados a monumentalidade da pedra, a declinação em direção ao rio onde a pedra é uma ideia contínua. Eu via um povo contínuo. Gente junta como a fazer força, a erguer uma cidadania preparada para qualquer ataque.
Diziam-me que era a cidade Invicta, a que nunca sucumbiu. E o meu pai explicava sempre que o fascismo começou a cair ali, e que a consciência elementar do bem e do mal se apurava muito mais naquele lugar, na cidade monumental do trabalho. Mostrava os braços. O meu pai foi longamente um administrativo, mas mostrava os braços porque a palavra trabalho esplendorava quando implicava o dispêndio físico. O Porto, eu via pelas pedras habitadas, era uma ideia conquistada a certo milagre físico. Não se entende sem assombro e sem sombra.
Lembro bem da idade em que comecei a ir de comboio sozinho às livrarias e às lojas de discos na Cedofeita e nas imediações do Rivoli. Erguia a cabeça como um portuense orgulhoso, mesma carne daquela antiquíssima equação. Eu lembro do entardecer, quando o povo eminentemente proletário recolhia e o intrincado das ruas deitava fantasmagorias sobre a minha solidão. Pouca coisa enriqueceu o meu imaginário mais do que isso. Essa insinuação de gente no bulício quase nenhum que me pareceu invariavelmente coisa de inverno. Uma estranheza de sentir prazer ao demorar ali, demorar no entardecer, chegar à noite com o frio, um pouco de vento, o silêncio profundo.
Em algumas alturas, como agora, vou deitar os olhos pelo promontório da Sé e espio só como é obrigatoriamente brava a vida naquele lugar. Seguimos meditando naquelas pedras, fugazes na sua eterna memória, na sua paciente resistência. O Porto permanece feito para amores maduros. Entrega-se devagar, talvez se entregue nunca. Num frasco de vidro ou num poema, sei bem que também eu lhe deixarei, inevitavelmente, o coração. Sinto pelos braços um leve sobressalto. Pudesse o poema levantar as pedras, ser físico, valer à cidade como quem nela trabalhou.

Escritor

Nota de RoP: 

Valter Hugo Mãe foi protagonista de um programa cultural do Porto Canal, no qual fazia também o papel de entrevistador. Foi do melhor que vi na televisão do FCPorto. É um comunicador do melhor que há neste país. Como sempre, o que é bom, se não é bem estimado,procura novos ares... 

PS-Esta crónica sobre o Porto é uma delícia para a alma portuense 

18 agosto, 2019

O céu azul estará a chegar? Palpita-me de repente que sim?

Temos goleador? Eu acho que temos.


Tapar o sol com a peneira, como se dizia antigamente, significa encobrir as causas de um problema durante algum tempo, com iniciativas ténues, habitualmente inadequadas, que só servem para o agravar numa espécie de fuga às responsabilidades. Este, é o risco que os dirigentes do FCPorto optaram por correr, deixando em paz os prováveis autores de uma série incontável de crimes, que apenas podem contribuir para a prescrição dos processos de que são acusados. No caso, as ditas iniciativas nem sequer foram assumidas pessoalmente pelos administradores da SAD, o que à partida retirou ao processo peso institucional, deixando, como se constata, o clube  vulnerável às perfídias dos criminosos.  

Isto não é nenhuma novidade, é corrente, e uma das causas principais dos maiores problemas do FCPorto que estão na origem das muitas preocupações de numerosos portistas, desde uns tempos a esta parte.  É um facto.

Se querem saber, neste momento, nem sequer interessa explorar demasiado quem está do lado dos dirigentes, ou quem está contra, embora não se possa afirmar que é algo de insignificante, porque não é (quem comanda, tem de assumir responsabilidades). Neste momento, o que devemos fazer é pensar no nosso clube como elo principal de união, mais nada. Somos todos portistas, temos de ser uma família, uma comunidade de gostos e classes diversas, mas com o símbolo do Dragão a colar-nos. Isto, é irreversível. Tem de ser irreversível! E temos de nos proibir reciprocamente de interpretar as diferentes opiniões de cada um, sempre como uma barreira. Pode até ser uma alternativa. O que vale é nunca esquecermos que o FCPorto é a nossa casa comum. Eu tenho as minhas convicções, mas nunca deixarei de olhar para um verdadeiro portista como alguém próximo. Ponto.

Resumindo. Sobre o que penso, mantenho, sem ter motivos para mudar por agora. Mas isso, não me impede de ter ficado extremamente contente com a exibição do nosso clube. Entraram no jogo determinados, e concentrados. Venceram com garbor. Bravo! Acho que ontem a ideia defendida por alguns adeptos sobre a fraca qualidade de reforços se dissipou. Hoje, tenho a certeza  que vamos ler muitos elogios a todos jogadores. Eu não fujo à regra. Todos merecem elogios, mas fiquei particularmente feliz por finalmente saber que temos gente que gosta e sabe rematar, o que é um grande passo para a rentabilidade do grupo. Depois, descobrimos um guarda-redes que me enche as medidas, não só pela sua personalidade, como pela elasticidade que revela. É caso para esquecermos os primeiros jogos da época. Foram péssimos, é um facto, mas isso confirma outro facto: falhámos no timing da contratação dos reforços, e ninguém pode argumentar que não tenha sido a causa principal das más exibições da abertura da época. A Champions é só para o ano, e devia ser este. Que chatice.         

15 agosto, 2019

Mudar de opinião é para homens, não mudar, é para burros

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TÊM DE SER ESTES OS SALVADORES DO FCPORTO
TODOS, SEM DISTINÇÃO
!

Por vezes, temos de dar alguns exemplos para que certas pessoas compreendam por que é que mudamos de opinião àcerca de alguém, ou de alguma coisa. 

Comecemos pelo Porto Canal. Tal como o FCPorto, continua a ser pessimamente gerido. A programação é pobre, oscilante, e vulnerável ao déjà vu. Os melhores programas são poucos, e por serem poucos, repetem-nos tantas vezes que acabam por cansar os espectadores, prejudicando quem os criou, o que revela uma enorme falta de sensatez e de criatividade.

A informação vai de mal a pior, reduziram-lhe a regularidade, e o conteúdo. O horário do único telejornal do dia passou das 20H00 para as 21H00, sem que se vislumbre na alteração o menor proveito. Detalhes destes, mais não são que o reflexo da soberba do "patronato" (o FCPorto), distante e incomunicável, como se fosse propriedade privada. Incompetência no clube, incompetência na empresa de comunicação. Coerência igual, mas coerência danosa.  

Regressando à questão das opiniões e sua volatilidade, gostava de esclarecer que nem sempre resulta da instabilidade dos destinatários. Pelo contrário, frequentemente resulta duma sequência de erros do transmissor. Como muitos outros portistas, fui apoiante sincero de Pinto da Costa, e se hoje mudei de ideias, não foi de um dia para o outro, nem porque acordei mal disposto. Foi porque Pinto da Costa mudou muito, e para pior. Se se tratasse tão só de um simples empresário de sucesso, que de repente se desmazelou levando a empresa à falência, o problema era apenas dele e dos seus empregados. Mas o caso de Pinto da Costa é diferente, o FCPorto não é uma empresa privada, e o capital não é de origem pessoal.  O FCPorto é uma Sociedade Desportiva, tem adeptos, tem sócios pagantes, ambos merecedores de respeito, coisa que nos últimos tempos não tem acontecido...   

Com o programa Universo Porto da Bancada nota-se a mesma instabilidade. Foram todos de férias, mal terminou a época passada. Férias merecidas, como é óbvio, mas que logo deviam terminar para retomarem o programa o mais cedo possível, de forma a não deixarem no ar a ideia  de desistência. Mostrar sinais aos nossos inimigos (sim, porque este grave conflito não é entre adversários) abrandando a defesa do nosso clube dos seus constantes ataques, não é a melhor forma de luta.

Francisco J. Marques anda desaparecido até hoje. O FCPorto está a sofrer as consequências dos golpes de uma Máfia poderosa, e mesmo assim deu-se ao luxo de interromper todo este tempo talvez a programação mais importante do Porto Canal, enquanto os mafiosos não param de nos prejudicar. Ninguém compreende, nem esta estratégia de luta, nem tanto tempo de interregno do  objectivo... 

Ontem, inesperadamente, como vem sendo costume, e sem aviso prévio,  surgiu no ecrã do Porto Canal o Universo Porto da Bancada Imprensa, dedicado a comentar o mal dizer dos media da capital, como se fosse uma grande novidade. Já todos sabemos o que aquela gente vale, e do que é capaz. Se há coisa que este, e outros blogues portistas têm feito, é denunciar a nojenta comunicação social de Lisboa. O Renovar o Porto é talvez o único blog que anda há anos a denunciar as consequências do veneno do centralismo, mas o Sr. Pinto da Costa como não lê blogues, não tem conhecimento, o que é lamentável. Portanto, o que é preciso é fazer alguma coisa para acabar com esta pouca vergonha, e não passarmos a vida a pregar no deserto. Os blogues têm menos visibilidade e influência que a televisão, já sabemos. Portanto, é necessário fazer muito mais, e um clube como o FCPorto não está a retirar a vantagem precisa de dispôr de um Canal de televisão. Os blogues, sozinhos, pouco mais podem fazer, a não ser sugerir e denunciar.

Nota-se que não existe qualquer confiança no sucesso das denúncias apresentadas por Francisco J. Marques no Ministério Público. Agora mudaram de chip para entreter os adeptos com coisas que eles estão fartos de saber.

Diogo Faria e José Cruz foram os únicos comentadores que apareceram mas nada de novo acrescentaram ao verbo. Como de costume, antes, o José Cruz começa sempre por passar a mão pelo pêlo a quem vai criticar a seguir, o que seria dispensável e é irritante. O Diogo Faria é mais contundente, mas já deve ter percebido que todo o trabalho feito vai acabar por morrer na praia. O Porto Canal é a cara do FCPorto destes novos tempos. Não ata, nem desata.

Como já disse noutras ocasiões, só os sócios e adeptos do FCPorto podem fazer qualquer coisa para defender e salvar o clube. O primeiro passo a dar é UNIREM-SE. Sem isso, só vamos prolongar o problema. Não podemos estar toda a vida à espera que se faça luz da voz do presidente, ele não está para aí virado. Eu compreendo os que o protegem, mas não tenho bem a certeza se o fazem por convicção ou por interesse. Acho que deviam olhar mais para o clube, porque o timoneiro anda à deriva há tempo demais.

Não percamos mais tempo. Essa união, deve agregar adeptos comuns, das duas claques, e sócios. Todos eles apostados a pensar primeiro no FCPorto, sem nunca inverter prioridades. Nenhum de nós pode negar o silêncio de Pinto da Costa com os adeptos. Os discursos nas Casas do FCPorto para onde tem sido convidado não são os que devia fazer. Falar da situação actual do clube, dos projectos futuros, das dificuldades financeiras, do plantel, do treinador, enfim do que mais importa, não fala. Portanto, não podemos adivinhar se tenciona mudar algo, ou se acha que tudo rola dentro da normalidade.

Temos de lhe dizer que a paciência e a tolerância não são para abusar. Deixando tudo como está, receio que seja ele a sofrer consequências, que não lhe desejo. Está a revelar fraca coragem com os adeptos, e uma recatez inútil com os inimigos do FCPorto.

Estou chateado com ele, mas gostava que saísse do FCPorto com o respeito e a consideração que já mereceu. Que diabo, haverá algum portista que não tenha gostado dele? 


14 agosto, 2019

E agora, onde vai buscar o FCPorto dinheiro? O BES só «fia» ao Benfica...


Há quem prefira ver o que não é visível, e não ver o que é evidente. Uns, fecham os olhos a realidades inconvenientes, e outros vendo-as, evitam falar do assunto para não ferir susceptibilidades.

Estes lapsos sensitivos podiam tolerar-se, caso fossem inofensivos a terceiros, ou úteis para a sociedade. O drama, é que não são uma coisa, nem outra.  São comportamentos nefastos, e nalguns casos, crimes gravíssimos para a estabilidade de qualquer país. Depois, há excepções raras, onde encaixam aqueles que não confundem cores, nem sons. Trata-se de uma minoria, apenas normal. Nada mais que isso.

Falando do grupo onde me incluo (portista), há uns que foram admiradores de Pinto da Costa, que lhe reconheceram o mérito sem favor, e com a mesma coerência lho retiraram, a partir do momento em que o mérito se esgotou. Outros há que acham a competência um predicado perene. Seria bom que assim fosse, mas não é. Não são os Cândidos Costa desta vida que simbolizam o portismo mais puro. Por favor poupem-nos da hipocrisia. Quando louvei Pinto da Costa ainda não existia o Porto Canal, portanto não o fiz para arranjar um tachinho, e a seguir pular para o ninho dos abutres de Lisboa , rendido às "cores" do euro.  

Foram (e ainda são) os defensores da manutenção de Pinto da Costa na presidência do FCPorto os responsáveis pela decadência dos últimos 6 anos, por mais amigos que sejam do nosso clube. Nestas circunstâncias, é uma absoluta incoerência. O FCPorto é o clube, o presidente é só o motor, mas se funcionar, caso contrário o clube avaria. Nesse caso, é preciso mudar.  

Há outras categorias de sistemas sensoriais avariados. No poder político, na comunicação social, na justiça, nos órgãos desportivos, etc. Todos sofrem do mesmo mal. Todos! Não vêem, não ouvem, nem falam, mas a deficiência padece de síndromas opostos. Funcionam na perfeição quando se trata de elogiar, promover ou proteger o omnipotente Benfica, mas ficam completamente avariados quando é para censurar ou castigar. É um autêntico "fenómeno", ninguém fala mal, ninguém ouve, ninguém vê. Mudos, surdos e cegos, é assim sempre!

Até já consta que António Costa tenciona exportar o símbolo Benfica para os hospitais de todo o mundo, desde que os doentes se inscrevam todos sócios do referido clube. Imaginem só, um clube que já tem mais adeptos que habitantes, agora com o mundo a seus pés...

Estou a gozar com a coisa, mas o FCPorto e o Porto cidade não pode continuar apático, quer com uma coisa, quer com a outra. O FCPorto, principalmente os sócios, têm  de se decidir a apresentar soluções para mudar a presidência sem confusões, e os portuenses têm de ser mais agressivos (lamento falar assim) com o poder político, que é - permitam-me a grosseria do desbafo -,  repito, uma colossal merda. 

Uma vergonha! Sim, Sr. Marcelo Rebêlo de Sousa! 

11 agosto, 2019

Parabéns ao João Rodrigues & Ca. e a W52/FCPorto!

Alegria sempre bem vinda!

Não deixarei de me congratular com as victórias do W52/FCPorto na volta a Portugal em bicicleta. E muito!  Foi uma parceria bem sucedida que repete esta mesma façanha pela quarta vez consecutiva, deixando o universo portista muito feliz, apesar da má entrada de ontem no Campeonato nacional. Não será por isso porém que  alterarei a minha opinião acerca da gestão descuidada da SAD do FCPorto na área do futebol, pela péssima forma como tem sido defendido. 

Uma coisa não tem nada a ver com a outra. O FCPorto é um clube eclético, sendo o futebol o mais relevante e economicamente dependente dos êxitos alcançados na Champions, a sua fonte principal de receitas. De qualquer modo, adorei ver a alegria dos adeptos nos Aliados.

Viva o FCPorto! 

E abaixo todos os traidores corruptos!

Para os portistas, com solidariedade




Como se não bastasse vivermos num país onde o futebol corrupto foi institucionalizado com a maior naturalidade por um clube com carta branca para dominar os rivais, parte deles reféns e cúmplices do corruptor, também temos de aguentar um presidente teimoso e acabado.  A teimosia do Pinto da Costa competente era benéfica para o FCPorto, a teimosia do Pinto da Costa de agora, é um desastre e uma humilhação.

O jogo de ontem com o Gil Vicente foi só o primeiro da época, mas  correu muito mal. O clube de Barcelos bateu-se bem e foi melhor que o FCPorto. Desta vez o árbitro não teve qualquer interferência no resultado - o que não significa que não venha a acontecer futuramente -, apenas não fomos capazes de jogar bem. Ponto. Aqui, não há desculpas esfarrapadas, nem negações dos factos, aqui há transparência. Acho desnecessário voltarmos a carregar na tecla do "ainda é cedo", ou do "ainda estamos no início".  É com este tipo de discurso resignado que temos fragilizado a força da nossa alma portuense e portista. Tudo, porque em vez de dosearmos o apreço por Pinto da Costa, sustentado na cronologia dos resultados, fomos fechando os olhos durante um período demasiado longo de insucessos, tornando o presidente num mito, perdendo a noção da realidade. Hoje, estamos cativos da sua vontade, e a tendência é lançarmos as culpas para terceiros. A tolerância também tem limites, ou então, paga-se cara.

O grave da situação, entre outras causas, advém de termos conseguido vencer um campeonato com alguns jogadores de qualidade discutível, contratados ainda no tempo de Lopetegui, que nunca chegaram a afirmar-se como grandes jogadores. No entanto, alguns deles foram demasiado elogiados para além do seu real valor (Brahimi, por exemplo).  

Sérgio Conceição apostou num futebol físico, de pressão alta, que foi funcionando enquanto Marega e a Aboubakar aguentaram o esforço. Com o tempo, as lesões foram-se agravando e instalando noutros jogadores. O ritmo de jogo foi baixando, a pressão alta foi abrandando, os adversários adaptando, e foi o que se viu...

Tudo isto, não invalida nem muito menos serve, para branquear as vigarices do clube do regime. Este foi o problema mais grave, o que transcende o FCPorto, o mais escândaloso e nefasto! Aqui, quem falhou foi toda a SAD, com Pinto da Costa à cabeça. E continua a falhar. Não souberam defender o clube, e tudo piorou, como fui aqui prevenindo, quase diáriamente, desde que a máfia foi denunciada no Universo Porto da Bancada. Que também não resultou, como também previa. Não espero que este golpe mafioso venha a ser julgado e punido devidamente, porque o tempo vai acabar em prescrição... O Rangel, já está cá fora...

Claro que ainda estamos a começar, mas algo me diz que Sérgio Conceição está mudado, que já não acredita muito nas suas capacidades. Ontem, devia ter sido mais atrevido. O jogo estava a correr demasiado mal para não lançar em tempo útil os jogadores mais cotados. A falta de entrosamento neste contexto não se justificava. O Uribe, não tenho dúvidas, é um excelente médio, ontem o Bruno e o Sérgio não se entendiam, e não foram substituídos (pelo menos um). Uribe, possui qualidade de passe, é forte fisica e mentalmente. Tem técnica, chuta bem. Assim como o novo guarda redes Marchesín não engana, é mesmo do melhor que vi. O Nakajima chuta, e mexe-se melhor que os que jogaram. Se não havia meio campo, nem quem rematasse, porquê não colocar "a carne toda no assador"? Se a equipa estava em perda acelerada, porque não ousar?

Não costumo entrar muito nestas apreciações de "treinador de bancada", mas o que vi ontem deixou-me completamente decepcionado com a postura de Sérgio Conceição! O futebol de facto não pode brilhar apenas com a técnica da força, da pressão alta. É preciso também jogar, apurar as desmarcações, o movimento entre o que transporta a bola e o(s) receptores. Não se viu nada disso. Os jogadores pareciam assustados, desorientados mesmo. Nada é irremediável, mas talvez haja demasiada confiança num modelo de jogo muito discutível, onde a pressão alta é a trave mestra. Sérgio Conceição vai ter uma tarefa complicada pela frente. Dá-me a sensação que anda perdido sem saber bem como modelar a equipa. Espero que o "milagre" da redenção se dê na próxima terça-feira contra os russos. Muita concentração, e muito futebol corrido. Treinem, treinem muito! Chutem! Ganhem força, e confiança nos pésinhos! Ah, e não ganhem o vício de coçar a cabeça se falharem um golo, como o Brahimi  fazia e tanto me irritava. Acreditem nas vossas capacidades!

08 agosto, 2019

Eu treinador de bancada me confesso


Foi muito bom, para começar...
Não quero meter-me em questões técnico-tácticas do futebol, nem armar-me em treinador de bancada. Se é melhor jogar em 4X4X2, ou 4X3X3, ou com o jogador A, ou B. Isso caberá apenas ao treinador, e só com o decorrer do  jogo podemos concluir se o sistema e a equipa funcionaram bem.  

Porém, há aspectos do jogo que saltam mais à vista dos espectadores que lhes dá todo o direito de transmitir a sua opinião pessoal, seja ela positiva ou negativa. 

Antes de mais, felicito-me pelo resultado obtido ontem pelo FCPorto na Rússia, com o Krasnodar. O 1-0 é curto em resultado, mas pode vir a tornar-se grande lá mais para diante. Tendo em conta a conjuntura actual do clube e da equipa, foi um bom resultado. Fosse essa a minha maior preocupação com o FCPorto. Por mais difíceis que sejam os adversários que vai ter de enfrentar para chegar à fase de grupos da Champions, podemos ter a certeza que não vamos ter os árbitros, ou a comunicação social a fazerem a triste figura dos portugueses, ou seja: "as coisas pelo outro lado" . A não ser que tenhamos muito azar, ou que a mão "cartilheira" já tenha chegado à Europa (o que não me surpreendia). 

O plantel teve muito pouco tempo de preparação, é sabido. Há jogadores novos na idade e no clube, portanto ainda é muito cedo para começarmos a "malhar" nos rapazes que se portaram pior. Toda a gente considerou o Sérgio Oliveira o melhor da equipa, opinião com a qual não discordo, até pela importância do golo, mas coloco-a ao mesmo nível da estupenda defesa de Marchesín, sem a qual o resultado podia ter ficado em 1-1. Posto isto, passo ao que mais me preocupa para o futuro (próximo): é preciso rematar, rematar e rematar! Muito treino específico.

Esta é uma fraqueza já antiga que urge resolver. Se como adeptos não podemos assistir aos treinos regulares de vez em quando, para podermos entender melhor esta dificuldade, só a podemos avaliar pelos jogos. Na minha opinião, este é o problema maior do nosso plantel, sobretudo com alguns jogadores antigos. Ontem Soares falhou várias oportunidades de golo, Marega e Corona também, e todos por manifesta impreparação técnica e posicional. Naturalmente que vão melhorar com o tempo, mas então talvez seja imprudente intensificar demasiado cedo a questão física, que é o aspecto que mais caracteriza o modelo de jogo de Sérgio Conceição.

Neste capítulo, a prematuridade da época não pode servir desculpa, porque já aconteceu o ano passado, praticamente durante todo o campeonato. Criávamos muitas oportunidades, é verdade, dominávamos os adversários, mas não soubemos transformar esse domínio em golos, o que contribuiu (em parte) para a perda de mais um campeonato... É portanto um aspecto técnico que tem de ser revisto, e bem. Sabemos que isso tem também a ver com a habilidade pessoal de cada jogador, mas justamente por isso, requere acompanhamento individual, consoante a competência de cada jogador. Será que este treino específico tem merecido a atenção necessária?

O outro aspecto que conviria melhorar, e muito, é a qualidade do passe (intensidade e direcção), mas também a velocidade de jogo nos contra-ataques com as respectiva desmarcações consoante o posicionamento dos adversários.

Claro que Sérgio Conceição sabe isto muito melhor que eu (treinador de bancada), mas a verdade é que só vi estes movimentos serem executados na primeira fase da temporada 2017/18. Por fim, a rapidez de execução é também fundamental. Se não formos evoluindo nestes "detalhes", vamos ter muitas dificuldades tanto a nível nacional como europeu. Podemos não ter super-craques mas temos de fazer tudo para os aproximar desse nível. Isto, ignorando o que não é conveniente ignorar, os rivais da corrupção. Esses, precisam de ser combatidos com outro tipo de equipas, e de "treinadores"... 
  
   

05 agosto, 2019

Os portistas querem estar unidos, mas há alguém que não quer...


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Cansados de sentir o seu clube  orfão de líderança , existe uma considerável facção de adeptos portistas a viverem condicionados entre a dúvida de pressionar os dirigentes por não serem mais activos na defesa do clube, e o receio de virem a ser acusados de divisionistas pela mesma razão. E há outra parte, mais condescendente, e menos combativa, que não está para se chatear por causa do FCPorto, mesmo que o clube continue a ser prejudicado pela máfia instalada no futebol português (e não só...)  

Quando isto acontece, é mau sinal. Significa que a liderança é fraca por qualquer razão estranha, e que além disso não a reconhece, preferindo ignorar o estado de angústia em que deixa os adeptos, mesmo os mais passivos, o que é uma grande ingratidão.

Resulta que desta ambígua e grave situação, os portistas acabam por ver-se entalados  numa controvérsia que não pediram. Porque, se há uns que já não hesitam em apontar o dedo aos principais responsáveis (que, como é óbvio, é quem manda), outros preferem acusar como responsáveis os elementos directivos do escalão secundário, ou mesmo os jogadores (o que é uma tolice).

O certo é que, uns e outros, já não sabem para onde se virar. Pudera! O problema do FCPorto não é meramente desportivo, é de raíz política! Os organismos desportivos, as Federações e as Ligas, estão sob a tutela do Estado. Ora, se as tutelas são facciosas e disfuncionais, como é que os adeptos de um clube podem defender-se  dentro da Lei, senão através dos respectivos dirigentes? Só se forem para a rua manifestar-se! E mesmo assim, quem nos garante que o Governo não intercede com a polícia de choque? Será isso que o Sr. Pinto da Costa e o grupo da SAD esperam? Então, mais uma razão para mostrarem o que valem e assumirem de vez as responsabilidades que lhes compete.

Vivemos num país, sem rei nem roque, governado por bandalhos, mas ainda assim, com figuras de Estado pagas e nomeadas para executar, mas que se contentam em representar, sem interferir quando lhes dá jeito, mesmo indo contra as normas constitucionais!

Um Estado sectário, hipócrita e divisionista, absolutamente anti-coeso, inimigo da unidade nacional! E, por mais paradoxal que isso pareça, um Estado que rejeita a Regionalização administrativa (menos autónoma que a regionalização política)  é um Estado totalitário, inimigo confesso da democracia.  Por conseguinte, porque tem medo de sofrer as consequências do separatismo que os seus próprios agentes andam há anos a semear, também através do futebol! Eles temem que um dia façamos uma revolução que possa conduzir à independência do Norte. O medo é esse. Mas a estupidez é tanta que acaba por denunciá-los. E o Sr. Presidente da República em vez de abrir os olhos, de corrigir a asneira do referendo anterior para o qual contribuiu, devia ser o primeiro a apoiar essa reforma. 

Resumindo, das duas, uma: ou o Presidente do FCPorto muda de agulha, e decide enfrentar o Estado, reforçando o Porto Canal com uma política de comunicação frontal, e competente, ou vamos continuar a ter dissabores. Os corruptos, continuam activos, e nem o melhor plantel do mundo nos salvará da derrota, porque o Benfica tem o poder na mão e todas as instituições desportivas controladas, para além de muitos clubes "concorrentes".

Se não quiserem entender isto, depois que não se queixem, não respondam com histórias da carochinha, porque já ninguém acredita nelas.

PS-A previsível absolvição do "juiz" Rui Rangel não é mais que a confirmação do que acabo de escrever. Portugal tornou-se numa ditadura corrupta, de rosto "democrático". Se alguém ainda tiver dúvidas, é porque anda na vida a ver passar os "comboios", e não passa de um resignado.