12 dezembro, 2017

Símbolos do ""orgulho"" nacional, com uma curiosidade...

BPN (assalto laranja ao país)
fundado por ex-governantes do PSD serviu de plataforma para branquear capitais e distribuir dinheiro pelo círculo próximo do partido. Foi entregue ao capital angolano a preço de saldo. Quem paga? Os contribuintes (cerca de 7.000 milhões de euros).

BCP (OFFSHORES):
Banco falseou as contas e escondeu a atividade de dezenas de offshores controladas por testas-de-ferro e usadas para comprar ações próprias (buraco de 600 milhões de euros). 

PORTUCALE (Submarinos, e financiamento partidário)
A primeira passagem de Paulo Portas pelo Governo ficou marcada pelas suspeitas de pagamento de luvas em negócios onde o Grupo Espírito Santo marcava presença, quer como parte interessada, quer como intermediário. Os escândalos ficaram impunes e há um milhão de euros depositado na conta do CDS no BES cuja proveniência continua em segredo.

CTT (administração PSD acusada de fraude)
vendido duas vezes no mesmo dia, deu origem a uma investigação à gestão de Horta e Costa, nomeada pelo Governo Durão/Portas.O rasto da corrupção nos CTT também passou pelo BPN e abriu um buraco de 13,5 milhões nas contas da empresa pública.

CASO SÓCRATES (biografia que dispensa comentários)

BPP (lucros para accionistas, buraco para os contribuintes) 
arruinado pela incompetência dos administradores, que "transferiram" as perdas dos investimentos para as carteiras dos clientes. Antes de falir, o banco pagou milhões a accionistas como Balsemão, Saviotti e João Rendeiro.

Lamento confirmar um facto doloroso: Portugal, é um país altamente profícuo, em matéria de escândalos. É essa a razão porque não tenho tempo para falar de muitos outros casos igualmente vergonhosos.

Apesar disso, a democracia supera tudo. É implacável  e não perdôa trafulhices. Os media, zelosos do serviço público, não deixam passar nada. Nada? Nada? Não! Segundo fontes fidedignas parece que há uma adenda no código deontológico da classe,  que a obriga ao silêncio se as notícias a divulgar tiverem contornos criminosos num caso excepcional. A adenda tem o Nº. 18,e na capa tem uma Porta que  reza assim: é proíbido dizer mal do Benfica.

Como bons profissionais que são, os jornalistas obedecem.


11 dezembro, 2017

Nacionalismo em Portugal, só se fôr o bacôco lisboeta

Quero lá bem saber se os piores centralistas do país são os lisboetas de Lisboa, ou se são de outras origens. Considero estas observações perfeitamente inconsistentes. Já ouvi opiniões com esta bizarria algumas vezes, saídas da boca de nortenhos, e  portuenses, como se as pudessem fundamentar em dados fiáveis. Ser lisboeta, ou ser portuense, não se mede apenas pela origem da natalidade, mede-se também pelo tempo de vida que alguém passou  numa, ou noutra cidade. E mede-se principalmente, pelo modo afectivo como se absorveu essa vivência. Todos nós, portuenses ou lisboetas, temos alguém na família nascido noutras cidades, ou vilas.  

É verdade que não há, em parte nenhuma do planeta, povos exclusivamente virtuosos e povos exclusivamente maléficos. Isso não existe. Mas, já podemos dizer com alguma margem de segurança, que cada povo tem as suas características próprias. O cosmopolitismo de uma cidade tem um grande inconveniente, que é precisamente correr o perigo de se descaracterizar. Penso que foi isso que aconteceu com Lisboa. Talvez seja por essa razão que torço o nariz aos excessos das ondas cosmopolitas, como parece estar a suceder agora com o Porto. O turismo é algo positivo, dá-me muito gosto ver a cidade cheia de gente de todo o mundo, e de saber que alguns deles se instalaram por cá, mas receio que acabemos por perder o que nos distingue dos outros. Se calhar, é uma inevitabilidade, a que o camaleónico progresso obriga.

Esquecendo as características particulares de portuenses e lisboetas, há duas causas que distinguem as principais cidades do país que não devem ser  ignoradas, sob pena de compararmos o incomparável. A primeira, é sem dúvida o poder político estar concentrado em Lisboa. A outra, é o poder mediático, também concentrado na capital. Ambos os poderes são propriedade pública e privada de Lisboa. Só isto devia bastar para que os inimigos da regionalização percebessem as diferentes forças, entre uma e outra cidade,  de forma a acabarem de vez com terminologias manhosas como por exemplo o velho argumento do "porto-centrismo"  e patetices do género que nada os dignifica.

Aliás, fosse o poder político mais descentrado da capital, talvez esta guerrinha tivesse impacto menor e pudéssemos estar hoje a dizer que o poder económico estava maioritariamente no Norte, mas nem isso é verdade, porque até as grandes empresas nortenhas se viram forçadas a passar as suas sedes para Lisboa.  O mesmo aconteceu com a rapinagem levada a cabo pelo centralismo com as estações de rádio e com as sedes de jornais do Porto para a capital. Discutir em Portugal a bondade da regionalização com os centralistas, é portanto um acto inglório, uma espécie de luta entre David e Golias. Concluindo, para os defensores da Regionalização, há um dado adquirido que se pode interpretar de uma forma simples: em Portugal, será impossível obter democraticamente a realização tranquila da Regionalização. 

Voltando à capital, ao impacto extremamente negativo que decorre da sua política centralista, e muito estranhamente com o Porto, é impossível evitar sentimentos profundos de hostilidade que incitam ao separatismo. Sim, têm sido os Governos anteriores e o actual quem, com as suas políticas hiper-centralizadoras, mais contribuíram para a crispação instalada entre Lisboa e Porto. E, é impossível dissociar toda esta profusão de asneiras com o que está a acontecer com o futebol, com o tratamento de excepção dado ao Benfica pela comunicação social, que em vez de informar com isenção todos os portugueses, se presta ao desprezível papel de cúmplice e protector de uma escandaleira monstruosa.

Não podendo adivinhar o número, e a identidade, dos lisboetas cultos,  e bem formados - nem mesmo através dos seus incontáveis canais de televisão -, porque nunca tive o prazer de ver um único, a apoiar publica e frontalmente as nossas causas, como cidadãos de um verdadeiro Estado Unitário, tanto politicamente, como desportivamente, só é possível pensar que dessa gente não podemos esperar nada de sublime.



10 dezembro, 2017

Muita garra, discernimento e... sorte! O homem do apito chama-se Tiago Martins, não se esqueçam!

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Tiago Martins???

Espero que o Sérgio Conceição tenha preparada a equipa para o desafio desta noite, em Setúbal.

Não é o aspecto técnico, táctico ou físico que me preocupa, é outro, muito mais difícil de controlar: o anímico. No caso concreto, o ânimo nada tem a ver com o opositor propriamente dito, porque para esses, a equipa do FCPorto vai chegando para as encomendas. Nas competições europeias o FCPorto só tem de se preocupar consigo próprio, mesmo que casualmente lhe possa calhar na rifa um árbitro desastrado. Já nas competições nacionais, o problema tem outra dimensão e gravidade, e a garra não chega. Um grande número de árbitros está comprometido, ou coagido (não sei), com a rede de influências do Benfica e, neste caso, por mais esforçados que sejam os jogadores, por mais golos que marquem, de pouco adianta se os árbitros não quiserem validá-los.

Vale isto por dizer que o árbitro nomeado pela C.A. da Federação para o jogo desta noite, é Tiago Martins, um árbitro conhecido por prejudicar frequentemente o FCPorto que, "só por acaso" também  é um dos que Luís FilipeVieira, pediu publicamente ainda há poucos dias para arbitrar o Benfica. Como se tal não bastasse, isto é, o descaramento, os mandantes do apito fizeram-lhe a vontade.

Portanto, caros amigos, não estranhem que mais uma vez este mercenário se sinta confortável para fazer a cama ao FCPorto. Se não acontecer, tanto melhor, se acontecer, não estranhem.

Mas, vamos ver. Depois, cá estaremos para voltar ao assunto.

Felicidades, e muita sorte para o Sérgio Conceição e sua equipa.

PS-Falta pouco mais de hora e meia para o teste desta noite...

Nota Pós-match: 

Vá lá, vá lá, desta vez Tiago Martins portou-se como um homenzinho, apesar de alguma passividade com o jogo demasiado agressivo do Victória de Setúbal. De qualquer modo, foi curioso finalmente que o VAR tenha sido consultado após a marcação do pénalti do árbitro... 


Grande Aboubakar e belo golo de craque de Marega, esse, a quem muitos chamaram côxo.


  

08 dezembro, 2017

É péssimo, habituarmo-nos a conviver pacificamente com a marginalidade

Pinto da Costa fala por arrastamento

O problema deve ser meu, se é que o que vou dizer, é mesmo um problema pessoal. Talvez os leitores que tiveram a efémera alegria de assistir ao derrube da ditadura de Salazar entendam onde quero chegar, quando digo estranhar a indolência das novas gerações na vida cívica. 

Na época do Estado Novo , vivia-se mal, e os trabalhadores não tinham quem os defendesse. Os sindicados eram praticamente inoperantes, nem existiam comissões de trabalhadores, e o patrão era soberano.  Quem ousasse desafiar o regime podia ser perseguido e provavelmente preso, acusado de comunista, ou de atentar contra o Estado. A PIDE-DGS (Polícia Internacional de Defesa do Estado, mais tarde chamada Direcção Geral de Segurança) estava instalada nos locais mais aleatórios, tanto numa repartição pública, como num estabelecimento comercial. As pessoas não se atreviam a participar na política, a não ser que fosse para colaborar com ela. No entanto, houve quem soubesse contornar essa barreira no núcleo de amigos mais íntimos, sem ter sentido demasiado o pêso dessa repressão. A PIDE preferia espiar aqueles que julgassem estar envolvidos em organizações políticas, e por isso não controlava tanto como se apregoa. Além disso, não eram propriamente muito inteligentes... Agora, não há a PIDE, mas há os media e internet. São eles a nova PIDE! Observe-se o que os media do centralismo andam a fazer com  o caso das cartilhas, que não branquear o Benfica e reprimir o FCPorto... 

Mas, se o 25 de Abril de 1974 teve alguma importância, politicamente falando, foi a de nos dar o direito à liberdade de opinião e  reunião. Ou seja, a parte mais simples e menos onerosa da democracia. Pouco mais... De resto, está tudo praticamente na mesma. Fizeram-se umas auto-estradas, e mais umas mariquices, maquilhou-se um pouco o património histórico através de fundos europeus, mas a mentalidade política continua tacanha, assim como a do empresariado (atente-se às posições hiper-egoístas constantes dos representantes dos patrões).  Liberdade, vai havendo, mas já não se pode dizer o  mesmo da democracia. 

O "problema", que referi no início deste artigo, prende-se com a facilidade com que hoje nos habituamos  a aceitar as coisas mais intoleráveis, numa sociedade que se quer sadia, participativa e digna. Isto, a que só os principais beneficiários (políticos) chamam democracia, e que mais não é que um regime de voto livre, onde os partidos vencedores alternam entre si o poder e respectivas benesses, foi a fórmula airosa de governar sem o fantasma da PIDE por perto a desmascará-los. Mas teve esse grande dôlo colateral, que foi abastardar a liberdade, sem olhar para o lado social dos princípios e do respeito. Resultado: passamos a considerar normal que um ex-ministro deste país participe em debates de futebol na televisão, destilando ódio aos adversários do seu clube, insinuando, acusando, e difamando como se fosse um simples varredor. Já quase não nos importamos que um ex-político, se apodere da fortuna de uma pessoa, que a assassine e fuja para o Brasil, e depois de o determos, se mantenha irrisoriamente em prisão domiciliária, gozando a Justiça com sucessivos recursos e com isso ir desfrutando o dinheiro que roubou.  Da mesma maneira que falamos de um Polvo mafioso, de um Estado Lampionico, como se fosse uma anedota, simples motivo de gozo, quando devíamos EXIGIR do GOVERNO uma intervenção imediata junto da Secretaria de Estado, quanto mais não fosse, para obrigar os respectivos responsáveis a tomar uma decisão respeitável, independentemente de o caso estar em investigação. 

A propósito, mas tardiamente, o presidente Jorge Nuno Pinto da Costa, deu hoje uma entrevista ao jornal O JOGO (que pertence ao mesmo grupo Global Media Group do JN centralista), onde finalmente disse aquilo que o Renovar o Porto anda a dizer há mêses. Só não percebo é porque não o fez antes. Talvez assim tivesse travado um pouco os ímpetos vigaristas dos últimos árbitros e com isso evitado perdermos quatro pontos... A diferença entre o falar no momento certo e falar por persuasão externa está nisso. Por aquilo que li, confirma-se mais uma vez a tal habituação às ilegalidades que venho a referir. O senhor presidente não deve dizer que já não espera nada do Governo, porque mesmo que o tenha dito para o "picar", pode deixar no ar a ideia que está a pedir um favor, quando, repito, devia exigir responsabilidades. Até ele, usa um discurso demasiado conformista com o que está a suceder, como se pedir Justiça implicasse comportamentos piedosos.

Caros amigos, podem ter a certeza que se alguma vez fôr chamado a tribunal para responder por algo que tenha desagradado ao Governo ou a qualquer figura pública, não retiro um vírgula do que aqui está escrito porque tenho argumentos suficientemente fortes para defender as minhas teses. Quem não deve, não teme. Devia ser este também o padrão de Pinto da Costa. Lá diz o ditado: quando mais te baixas, mas se te vê o cu.   
   

06 dezembro, 2017

O Governo, não tem dimensão, nem fibra, para suster os sinais da violência. Limita-se a esperar que aconteça.


Como portista que sou, desejo fervorosamente que o FCPorto ganhe o jogo de logo à noite, que faça uma exibição convincente, e se apure para os oitavos de final da Champions League. De resto, deixo para os blogues de futebol a análise da respectiva temática, antes e depois do jogo. De momento, a minha preocupação vai inteirinha para os problemas gravíssimos instalados no futebol português, e que urge resolver com todas as consequências que possam acarretar para os responsáveis.

Como é do conhecimento dos leitores habituais, há muito que ando a lutar contra este estado de coisas. Não era preciso estar a par do esquema das cartilhas montado pelo Benfica, para se perceber a dualidade de critérios dos árbitros nos jogos do FCPorto. Arbitrariedade essa que contribuiu de forma ignóbil, para parte do sucesso  dos últimos campeonatos do Benfica (e estou a ser razoável).

Com o mesmo critério com que critiquei a postura permissiva de Pinto da Costa face a este assalto, seria no mínimo estranho, que não o fizesse com o Governo. Talvez isto ajude os leitores mais conservadores a compreender as razões de fundo  que sustentam a opinião negativa que mantenho dos políticos.

Não vou alongar-me outra vez com o tema dos incêndios, mas é incontornável incluí-lo na lista das incompetências do Governo, porque delas não resultou apenas a morte de árvores e animais, morreram também pessoas. Demasiadas pessoas! Após o primeiro incêndio, onde mais de 60 criaturas perderam a vida, seguiu-se um segundo, onde outras tantas se foram.

Simplificando: mesmo assim, o Governo não percebeu a razão principal para estas tragédias terem atingido tamanhas proporções, porque a avaliar pelas informações vindas a público, o ordenamento do território florestal ficou mais uma vez secundarizado, em contraste com outras soluções:  equipamento (Carros de bombeiro, aviões, helicópteros). 

Mais recentemente assistimos a outra comédia. A decisão estapafúrdia de transferir a INFARMED para o Porto. Não contentes com a asneira de escolher o Porto para a instalação da Agência Europeia do Medicamento, só depois de o Presidente da Câmara ter batido o pé, o Governo tomou uma decisão em cima do joelho, sem ponderar nas consequências. Era previsível a reacção dos funcionários da capital que teriam de ser deslocados para o Porto. Para os portuenses, é uma espécie de presente envenenado, porque o Porto não pode servir apenas de repositório para empregados de Lisboa. Isto, não faz qualquer sentido! O Porto precisa de investimento para os portuenses, privilegiando os portuenses. Mais uma asneira que ainda vai dar muito que falar.

Por último, volto ao mote do Benficagate. Dominado por esta nojenta pouca vergonha, tenho-me interrogado o que pensará António Costa e seus colaboradores deste assunto. Que sugestões, que conselhos predominam entre eles que os leva a remeterem-se ao silêncio perante este espectáculo? Não haverá uma voz sensata que recomende uma atitude prudente, antes que aconteça outra desgraça? Ainda não perceberam que a FPF, a Liga, e a própria Secretaria de Estado do Desporto, não dão conta do recado, caso queiram passar a responsabilidade para terceiros? Consideram a política da rolha, a indicada? A mais profiláctica? Ou, como sucedeu com os incêndios, acham mais respeitável dar outra oportunidade à tragédia para depois, então sim, virem a público  verter as lágrimas de crocodilo do costume? Pelo andar da carruagem, sinto-me inclinado a acreditar que foi essa a opção!

Não acredito que não saibam o que se está a passar. É impossível admitir tal hipótese! O que esperam? Acham correcto, que um clube se dê à liberdade de corromper, espiar, ameaçar, e dominar, o mundo do desporto, prejudicando os adversários? Mesmo, porque quem assim procede, não nos pode impedir de suspeitar que tais esquemas não estejam instalados noutras modalidades, sobretudo quando as arbitragens se assemelhem às do futebol...   

Tenham muita paciência, mas algo de muito grave se instalou na comunicação social para ser o Renovar o Porto a denunciar publicamente estas coisas, sem paninhos quentes, sem proteccionismos, quando os profissionais remunerados assobiam para o lado em côro e se armam em inocentes. Custa-me dizer isto, porque pode cheirar a altivez, mas perante tanta cobardia quase me fazem sentir um herói. 

Haja decência, meus rapazinhos! Cresçam no carácter!

PS:
Que o PSD e o CDS não se iludam pelo facto de este governo ser do PS, porque 
aprendi com o passado das suas políticas , que são tão maus, ou piores que o PS.  O meu drama é esse.

05 dezembro, 2017

Tudo devia uní-los, agora mais do que nunca!


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Estádio do Dragão


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Câmara do Porto












Nunca fui muito à missa  das redes sociais. Cheguei a abrir conta no Facebook assim que apareceu na Internet, mas cedo me apercebi que não era um modelo de convívio da minha preferência. Depressa percebi  que tinha mais visibilidade do que o blogue isolado, mas era uma visibilidade leviana, muito condizente com o conceito de "amigo" dessas mesmas redes. Além de que teria de perder muito tempo a livrar-me dos comentadores imbecis.

Esta opção tem os seus inconvenientes, que é ficar com os contactos um pouco condicionados, impossibilitando-me uma aproximação directa com quem prefere comunicar nessas redes. Por outro lado, um blogue é algo mais privado, mais intimo, mais dirigível. Por mim, prefiro ter mais visitas, que comentários, embora estes últimos sejam sempre bem-vindos, desde que venham por bem, ou para criticar com seriedade e respeito. Nas redes sociais há muita gente, mas também muita anarquia e muita vaidade à mistura. Em suma, para mim: pouco recomendável.

Mesmo assim, nada me impede de continuar a dizer o que penso de um país anão, em tamanho e dignidade, como o nosso. Neste momento penoso para os portistas em particular, precisamos de respostas vindas de quem devia e podia fazer mais, e não as temos. 

Na presidência do FCPorto continua a política da rolha. A Câmara do Porto prossegue numa gestão cautelosa de eventuais acusações promiscuas com o clube, resultante do "síndrome" Rui Rio, com Lisboa sempre à espreita de um deslize para, como é costume, debitar moralidades pífias. 

As relações das duas instituições mais populares da cidade, são aparentemente boas, mas tardam a unirem-se nas causas comuns. As chamadas elites da cidade e da região, continuam afastadas, limitando-se a alguns tímidos comentários de circunstância muito passageiros, ou a um oportuno artigo anti-centralista envergonhado. E contudo, o centralismo continua a crescer, com mais e mais ferocidade e prepotência (Portugal democrático)...   

Numa relação de estranha ambivalência, com portistas próximos, mas ao mesmo tempo tão afastados, não resisto à tentação de deixar no ar algumas questões a figuras públicas da cidade, assumidas como portistas, sobre a coerência entre o que são, e o que fazem.

Começando pelo Porto Canal, e pelo FCPorto, seu principal proprietário, gostaria de saber o que os responsáveis pensam do actual Jornal de Notícias. Se já perceberam a viragem pró-centralista do respectivo alinhamento editorial (que é assustadora), ou se não. E caso tenham  percebido, saber se tencionam continuar a considerá-lo uma excepção à regra - como já ouvi - em comparação com os jornais e televisões de Lisboa! Não suporto ouvir elogiar o JN, quando é mais um jornal fundado no Porto, em vias de extinção. Pior, é uma administração de um jornal que foi do Porto a querer enganar os portuenses, impingindo-lhes mais Lisboa! Queria saber se têm opinião, ou se há alguém com a rolha a abafar-lhes a voz. Curiosidade...

Depois, individualizando um pouco, perguntar a Miguel Guedes (é só um exemplo) se é a avença que recebe do JN que o inibe de se afastar de um jornal apostado em ser mais contra, do que a favor dos interesses da cidade, e dos seus leitores. Quem diz Miguel Guedes, diz todos os portuenses e portistas (porque conheço poucos portuenses benfiquistas que não sejam centralistas) que lá continuam a escrever, desde políticos, jornalistas, reitores universitários, ex-vereadores, etc., e tal.

Questiono estas pessoas, porque acho que para escrever artigos anti-centralistas, não é preciso receber dinheiro em troca. Também eu aqui escrevo há alguns anos, não é de agora, e ninguém me paga para o fazer. Mas a verdade, é que também ninguém restringe o que redijo. Sou livre, porque sou dono da minha própria liberdade, não a hipoteco a nenhum Joaquim Oliveira, ou Proença de Carvalho, e muito menos a peço a ninguém. 

Num jornal como o JN de agora, não é por isso grande façanha escrever contra o centralismo, com um Conselho Directivo empenhado em reforçar esse centralismo com todas as letras do alfabeto. Há portanto aqui  alguma incoerência nos desideratos dos colunistas do Porto, admitamos... Sim, porque se um intruso penetrar na "minha" casa, sem o meu consentimento, não me parece boa política resolver o problema deixando o intruso nela permanecer, dizendo-lhe por escrito (ou pessoalmente) que se deve afastar. Até porque não acredito que os leitores do JN, e sobretudo quem nele escreve, não se tenham apercebido do rumo que o jornal está a levar, e se sintam confortáveis a cooperar nele nestas condições. O JN actual aparenta matriz pidesca. É assim, com o rebuçado da avença, que os centralistas calam as chamadas elites, e outra figuras do burgo.

Mas, tenham paciência, o caminho não é esse. Segui-lo é entrar no jogo centralista, não é combatê-lo. Opiniões condicionadas e contrapostas por alinhamentos de raiz centralista, são opiniões mancas. Só assim se explica a passividade dos portuenses. Falam da história da cidade, evocam os seus heróis, validam as suas gentes, mas são incapazes de os imitar, não por mimetismo serôdio, mas porque é preciso, não só repudiar, como banir de vez, o que, e quem, nos quer mal.  

04 dezembro, 2017

"Governo Sombra" , o espelho de Lisboa. Obrigado pelo ódio cultivado! E resulta! Não posso mesmo convosco!


A cartilha vermelha não é um fait divers, como estes colaboradores se esforçam por fazer crer. É um escândalo com muito maior amplitude e gravidade que as vigarices de Sócrates, os homicídios de Duarte Lima e o oportunismo de Durão Barroso.

A cartilha vermelha tem uma amplitude proporcional aos seus milhões de adeptos.  É indubitavelmente corrupta, multifacetada e pluri-tentacular. Uma profunda desonra à bandeira nacional! Chicos-espertos, mas uns calhaus ao mesmo tempo.

Na emissão do nauseabundo programa "Governo Sombra, datada de 26/11/2017 em que abordam a transferência para o Porto da Agência Europeia para o Medicamento, o pano caiu aqui  mais uma vez. Sem pudor, e com um monte de broncos a aplaudir na plateia, voltam a tentar lançar para os olhos de quem os vê perdigotos de imbecilidade incurável. Apreciem, e digam lá se não são  uns fantásticos patriotas? Vejam todos os vídeos dessa data. Até o Francisco J. Marques não escapa à censura... Asquerosa geração, fósseis prematuros.

Só espero é que o menino Júlio Magalhães não os queira convidar para o próximo Dragão de Ouro, e o Pinto da Costa consinta.

Nesse dia, nunca mais escreverei uma letra sobre o clube que tanto amo! Será a traição suprema.

PS-Sugiro a quem dispôr de TVCabo que procurem ou gravem na TVI24 o programa transmitido no dia 3/12/2017 em que descascam no Francisco J. Marques como se fosse ele um cartilheiro do Benfica.


03 dezembro, 2017

FCPorto, uma comunidade de interesses diferentes que devia estar unida

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Futebol Clube do Porto

Quando uma comunidade, com idiossincrasias aparentemente idênticas é incapaz de se unir no que tem de mais importante, quando os interesses se cruzam e não o faz, é porque aquilo que a une, não é tão forte como aquilo que a separa. É uma comunidade frouxa. 

A maioria dos portistas têm, ou, era suposto terem, a cidade do Porto e o Futebol Clube do Porto a uní-los, mas bem vistas as coisas, infelizmente não é isso que acontece. Sejamos honestos, por questões culturais, sociais ou económicos, a expressão SOMOS PORTO não tem a mesma genuidade simbólica para todos, e isso torna-os mais fracos. Politicamente os portistas não têm a solidariedade que têm com o futebol.

Em termos de gestão administrativa e desportiva, os últimos anos do FCPorto, foram muito diferentes (para pior), daquilo a que os portistas estavam habituados. É um facto, que ninguém poderá desmentir, que esse tempo negativo teve, em parte, a ver com a intrusão do filho do presidente em áreas que não dominava, mas também com algum facilitismo na contratação de jogadores, em paralelo com algum excesso de confiança potenciado pelo inegável afastamento do Presidente Pinto da Costa de áreas que antes eram de sua exclusiva responsabilidade. Este assunto já foi por demais debatido mas convém nunca ser esquecido porque nos ajuda a avaliar melhor tudo o que aconteceu de negativo nestes últimos 4/5 anos.

Sem precisar de levantar demasiado a fasquia, quando digo que as idiossincrasias dos portistas são semelhantes, mas não são iguais, cito apenas um simples exemplo mas que já diz muito. Enquanto o presidente do FCPorto e os seus companheiros da administração, se têm mostrado tímidos e aprisionados pelos compromissos contratuais com os media e patrocinadores (MEO, ou NOS), os adeptos, desfrutando de outra liberdade são de facto mais livres, e por isso mais autênticos e reactivos quando algo de mal acontece com ao FCPorto. São os adeptos a alma e o coração do clube, porque sem eles o negócio futebol era zero!

Separadas e compreendidas, tanto quanto possível, as responsabilidades de uns, e de outros, nada justifica que o clube não possa ser defendido por quem devia, que é o Presidente, e demais administradores. Não o fazendo, sem nada justificar  aos sócios, o silêncio - que mais parece indiferença -,  alguém está a criar uma clivagem de interesses que deviam ser partilhados, e esse alguém é o Presidente e a SAD, não são os adeptos.

É verdade que o FCPorto é uma Sociedade Anónima Desportiva cotada em bolsa, mas é, antes de tudo, uma sociedade desportiva, com milhares de adeptos e associados pagantes de cotas... Portanto, o comportamento da SAD não pode nem deve ter as características de um proprietário de uma empresa comercial ou industrial, porque se trata de géneros diferentes de sociedades, tanto nos procedimentos como nos objectivos.  

Ora, ultimamente, não tem sido essa a conduta de Pinto da Costa & Cª. para  com os sócios. O caso vergonhoso dos e-mails é demasiado grave para o clube e para todo o universo portista, e não pode continuar a ser tratado com o distanciamento dos últimos anos, porque isso só nos tem enfraquecido em todas as vertentes, desportivas e económicas. É preciso que a SAD reconheça os seus próprios erros, e mesmo que não queira assumí-los perante os portistas, então  que os assuma nas atitudes, na política de gestão jurídica. Assim, é que não é nada, além de cobardia.

Podemos continuar a denunciar os cartilheiros, mas como são as próprias autoridades desportivas a ignorar as ocorrências, quase parecendo cúmplices, estamos a dar tempo e espaço ao Benfica para continuar a manobrar nos bastidores e assim conquistar pontos indevidos para si, e a roubá-los a nós. Por incúria da SAD, por este, e outros pontos de vista, perdemos pelos menos dois campeonatos. Estaremos dispostos a perder mais um da mesma forma como perdemos outros, mantendo o mesmo presidente sem olhar pela defesa do FCPorto?

Nem mesmo os jornalistas e os colaboradores que trabalham no FCPorto partilham das mesmas idiossincrasias da comunidade portista, por uma razão muito simples: são pagos pelo clube. Logo, têm de obedecer a quem lhes paga. Mas seria inteligente que eles também se lembrassem das diferenças que atrás indiquei, o FCPorto é uma sociedade desportiva, e os sócios são parte importante, quiçá a mais importante.

Os sócios não podem ser vistos como operários úteis, porque o FCPorto não é seu patrão, é uma instituição à qual pagam cotas, é preciso não confundir um clube desportivo com uma estrutura de trabalho remunerado. Os sócios não recebem, pagam. Se ao presidente Pinto da Costa ainda se toleram alguns abusos (não é o meu caso), aos colaboradores pagos é uma desfaçatez ousar copiar-lhe a sobranceria.

A união entre portistas,  não se consegue com líderes furtivos, independentemente dos interesses mesquinhos que os separam.

02 dezembro, 2017

Em Portugal não há árbitros honestos! Ontem, ficou provado.

Que exemplo de fidelidade à cartilha foi o árbitro de ontem! Honesto, aquela merda de "gente"? É aquilo que vimos ontem, um dos melhores árbitros portugueses? Vão brincar com os paizinhos que não souberam dar-lhes educação!

Não sei se os portistas partilham todos os mesmos sentimentos que eu, depois de terem assistido a mais um golpe profundo na nossa dignidade. E não é apenas como adeptos mas, também pelos nossos elementares direitos de cidadãos de bem, como o direito ao RESPEITO! Sendo assim, só vou respeitar quem quiser.

Estou tão revoltado, tão enojado com a classe política lisbonária, e com todos os governantes, que me apetece emigrar daqui para fora e nunca mais pôr os pés neste prostíbulo a céu aberto. Nem tenho vontade de falar do futebol jogado porque é impossível jogar contra tantos obstáculos e tão desiguais. A partir de agora, não me atrevo mais a criticar jogadores ou treinador. Eles são os menos culpados.

Os culpados por deixarem chegar as coisas a este ponto, são os dirigentes do FCPorto, incluindo o senhor Pinto da Costa, que faliu na competência que outrora mostrou. Chegou a hora de sair, porque quem age com este conformismo e entrega a um grupo de colaboradores menores a responsabilidade de defender o clube, sem qualquer outra reacção, não merece consideração, nem mesmo pelo que fez de melhor no passado. Quem procede assim não pode ser portista, só pode ser oportunista!

Se ainda há adeptos portistas que lhe rendem homenagem, depois vão-se queixar ao Pápa! Burros!

PS-No post anterior expliquei a inutilidade das queixas do FCPorto em relação às arbitragens se limitarem ao grito "Agarrem que é ladrão" e avisei que os roubos iam continuar. Não sou bruxo, acreditem, mas aqui está mais um exemplo de que não me enganei. Palpita-me que ainda vão dar outro campeonato aos corruptos do regime...

29 novembro, 2017

Incoerências que matam a justiça

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O Porto e o Norte são
estrangeiro para a capital


Sei que me repito, sei que os meus temas são cada vez mais monocórdicos, mas enquanto não encontrar uma razão sólida para me conformar com o comportamento das nossas gentes, vou continuar a bater na mesma tecla. Talvez as consiga persuadir melhor, portuenses, portistas, não portistas e nortenhos, se em vez de falar de centralismo, usar termos mais convincentes, como injustiça, segregação, ou fascismo (este último, não é exclusivo dos comunistas). Não sendo exactamente sinónimos de centralismo, na prática, a diferença entre este, e os outros, é ínfima, se pesarmos as semelhanças. 

A história dos povos está cheia de lutas sangrentas por estas causas, e não é preciso recuar ao apartheid  da antiga Rodésia, ou  África do Sul. O mundo vive em constante guerra, basta olharmos para os telejornais. Mas que diabo, na Europa moderna e democrática, será aceitável que hajam países a praticar esta nova versão de racismo chamada centralismo? Não, não é aceitável nem tolerável! No entanto, em Portugal ele existe, está nu, é impossível negá-lo, e contudo pelas reacções, parece uma coisa muito natural, quase uma brincadeira de miúdos. Parece, mas não é! 

O tempo vai passando, e como é tradição em Portugal, a Justiça anda a passo de caracol. A conclusão da investigação policial dos e-mails do Benfica só daqui a uns mêses (ou anos) será pública. Não é certo que seja conclusiva, dada a envolvência gigantesca de gente influente comprometida com o processo. O programa Universo Porto da Bancada continua a denunciar os escândalos com toda a seriedade e coragem, mas apesar disso, a sensação que me deixa assemelha-se mais a um pedido de favor à Justiça, do que a uma exigência sobre a mesma. Nós temos direito a ela! Não nos fazem nenhum favor, nem o queremos!

Gosto do programa, e quero que tudo o que haja para denunciar seja denunciado, mas se nos ficarmos por aqui, acabaremos por esvaziar de autenticidade a gravidade do problema. O que o Benfica está a fazer é um crime de dimensão incontrolável, social e eticamente condenável, que por isso mesmo sofrerá influências de todo o tipo para ser branqueado, senão no todo, em parte.   

Tal como a corrupção, o centralismo não pode ser apenas combatido com reclamações, por mais fundamentadas que sejam, é preciso gerar massa crítica na sociedade portuense e nortenha, e pôr os melhores protagonistas a debater ambos os assuntos com elevação, mas sem reservas. Há que assumir a cota parte de culpa dos nossos políticos, e da própria classe empresarial que privilegiou os negócios com prejuízo para as regiões de origem.  

No JN, jornal fundado no Porto, há quem tente esconder sem sucesso as tendências pro-centralistas, mas ainda assim conhecem-se alguns jornalistas que vão remando contra a maré, embora com parcimónia. Este faz-que-faz, torna-se mais inexplicável no Porto Canal, por razões óbvias, que dispensam fundamentos. Quando ali o tema da descentralização é abordado, é coisa pontual, não é um desígnio. Não se nota o inconformismo que seria expectável face aos imensos prejuízos causados pelo centralismo ao Porto e à região. Se a isto juntarmos o facto de o Porto Canal ser propriedade do FCPorto, clube que tem sido alvo preferencial da soberba centralista (discriminatória), menos espaço sobra para entender a ausência de programação regular sobre a matéria. É essa também a razão que me leva a discordar do alinhamento seguido pelo director-geral, quando, em vez de aglutinar interesses comuns para a região e lhe dar voz, promovendo debates dinâmicos e mais informais do que juntar na mesa autarcas de cidades e partidos diferentes, decide chamar aos estúdios Freitas do Amaral cuja importância social se assemelha muito à de um Durão Barroso qualquer. Júlio Magalhães, ainda não percebeu que já há muita gente que sabe ver a diferença entre um videirinho político e um político útil.

E onde encaixa aqui o FCPorto, e o parecer do seu presidente? Em que mundo pretende manter-se quando o mundo do futebol está implicitamente integrado no mundo político e social? Que contribuição têm dado para a resolução destes dois problemas (corrupção e centralismo=discriminação) os políticos portistas de todos os partidos  que continuam a ser convidados à Gala do Dragão? É assunto tabu, perguntar-lhes o que pensam destas poucas vergonhas? Não têm opinião? Se todos, sem excepção, andam há anos a promover a bondade da democracia, que raio se andará a passar neste país que os remete ao silêncio perante a constatação de uma, e outra coisa? Estranho, não é?

Será também essa a razão para  Pinto da Costa não dar mais a cara às causas graves? É que, nada disto é aceitável, quando a espaços o senhor presidente do FCPorto se lembra de falar do centralismo, quando não se priva de conviver com eles e até de abrir as portas do Dragãozinho a directores de pasquins lisboetas que odeiam o FCPorto! É uma incoerência que descredibiliza quem a demonstra! Falar de centralismo sem tirar o máximo partido de uma máquina tão poderosa como é um canal de televisão, é como colocar um Ferrari nas mãos de um desencartado, é desperdício político e económico.

Actualmente, o programa Universo Porto da Bancada do Porto Canal, deve ser sem dúvida o canal com mais audiências da televisão portuguesa, e no entanto, é transmitido às 22H30, e nem precisa de mentir ou inventar casos para despertar interesse... Nem com estes sinais o PortoCanal percebeu o que está a perder social, política e economicamente, por não se decidir na produção de outros programas que esclareçam as vantagens da descentralização, e os inconvenientes do centralismo!

Termino com isto: estou farto de ouvir o Porto cidade e o Porto clube gritar "agarra que é ladrão" vezes sem conta, anos a fio, e continuar a ver o ladrão à solta, sem outra reacção. O pior, é que o ladrão continua a roubar...

Chega! É mais que  tempo de "o" prenderem.


PS

Há ainda um pormenor, talvez insignificante para muitos (incluindo a classe política). Quando falei de corrupção, centralismo  e ladroagem,  esqueci o mais grave: HOMICÍDIO (coisa pouca).


27 novembro, 2017

A luta que os portuenses tardam a enfrentar

Há um mistério que há muito pousou no Norte do país, e na cidade do Porto em particular, que me custa entender e muito me entristece, que é o modo como as suas gentes têm reagido à marginalização de que têm sido vítimas ao longo dos anos, desde o 25 de Abril até aos dias de hoje. São as suas vidas pessoais e familiares que estão em causa, não é só futebol.

Percebo que 41 anos salazarentos, de regime autocrata e ditatorial, em que além da vida miserável que levavam não tinham liberdade para votar, tenha deixado marcas difíceis de sarar, como o medo. Sobre esta coisa do medo, permitam-me que vos fale um pouco de mim que tive o privilégio de viver um terço da minha vida no Estado Novo, e o resto no regime actual. Para evitar considerações erradas, devo previamente dizer que como qualquer cidadão normal, sei o que é o medo, e sinto-o por intuição, para melhor me defender quando é preciso, mas desprezo-o absolutamente quando tenho consciência da força das minhas convicções. 

As dificuldades para entender o mistério comportamental dos nortenhos, adensam-se com a comparação entre um regime e o outro, porque enquanto no Estado Novo existia uma censura policiada pela PIDE, que nos controlava as liberdades, agora, sendo verdade que não gozamos de uma Democracia sólida, temos liberdade suficiente para a podermos usufruir. Diria mais:  a liberdade que temos é demasiado frouxa em rigor para ser positiva e, se calhar, nada se perdia se ela fosse mais regrada, porque a Democracia só tinha a ganhar com isso. 

Recuando outra vez no tempo, apenas para dar um pequeno exemplo pessoal, não havendo no Estado Novo a liberdade de agora, nem a PIDE, nem os guardas fronteiriços, conseguiram impedir-me de sair legalmente do país  para o estrangeiro quando tinha pouco mais de 16 anos. Isto, numa época em que outros com a mesma idade pagavam para fugir da guerra colonial, ou iam a salto, como se dizia então! 

É verdade, que o antigo regime era castrador das liberdades, mas não propriamente inteligente. Nunca imaginei que me deixassem passar a fronteira próximo da idade da tropa, mesmo com passaporte,  mas passei. Estive lá fora o tempo que quis - e por razões que tinha como nobres -, decidi três anos depois regressar a Portugal para ir cumprir o serviço militar na antiga colónia de Moçambique, que como sabem estava em guerra em 1968. Se fosse hoje, se soubesse o que os políticos fizeram da liberdade e da democracia conquistada, nunca teria regressado a Portugal, para combater em África. Porque hoje me sinto traído, e  ingénuo... Quase me apetece dizer que os políticos cuspiram nas virtudes da Democracia, e por isso nunca a souberam educar.  

Talvez seja este episódio da minha vida que acentua as dificuldades de compreender a apatia cívica dos portuenses perante o nosso maior inimigo comum: o centralismo = racismo étnico = discriminação, ou se preferirem, na versão desportiva: 

benfiquização nacional.

Ah, como compreendo catalães,  bascos, e  irlandeses republicanos... 



Nuno Miguel Maia, é o cartilheiro do JN

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Caros amigos,

digam lá, se publicar uma notícia destas, ocorrida em Maio de 2015 por "atentado" à circulação rodoviária dos SuperDragões, contra os No Name Boys, em vésperas de um derby entre os respectivos clubes é uma mera casualidade, e contribuir de forma séria para a pacificação do futebol português!?

Se não se importam, eu dou a resposta: não, não é! Bem pelo contrário. Porque, a ser verdade que a fonte da não notícia vem do Ministério Público, é não só inoportuna como insensata. De mais a mais, quando o Ministério Público tem em mãos assuntos muito mais recentes e de gravidade incomparavelmente maior e não tem coragem para se pronunciar sobre a ilegalidade das claques do Benfica! É ums vergonha, sobre outra vergonha, cada qual a mais repugnante.

Acreditar no Estado de Direito português não é ingenuidade, é estupidez!

Caso aconteçam cenas de violência no próximo Porto-Benfica, o JN, o cartilheiro Nuno Miguel Maia e também alguém dentro  do Ministério Público, serão corresponsáveis pelo que vier a acontecer. Isto sim, é uma provocação, uma cínica declaração de guerra,



26 novembro, 2017

Rui Costa além de cartilheiro, é cego!

Rui Costa (o desárbitro)

Estas opiniões já não me aquecem, nem arrefecem, porque a certeza que tenho sobre a corrupção de grande grupo de árbitros em Portugal, e a determinação com que prejudicam o FCPorto chegam para tirar as minhas conclusões. Assim mesmo, aqui vai o parecer crítico de árbitros sobre o lance de pénalti claro negado ao FCPorto, numa falta nítida na grande área do Aves cometida sobre Danilo. Todos eles, consideraram que foi mesmo pénalti :

  • Jorge Coroado
  • José Leirós 
  • Marco Ferreira
  • Fortunato Azevedo
  • Jorge Faustino
  • Duarte Gomes
Sobre o jogo propriamente dito, considero que o FCPorto jogou muito mal. De tal modo, que me fez recordar o passado recente que já julgava ultrapassado. O individualismo excessivo (Brahimi) e desconcentração (Felipe) - só para dar dois exemplos -, voltaram no momento menos indicado. Tendo consciência plena das limitações que Sérgio Conceição dispõe para gerir melhor o plantel, que como é sabido, é curto e tinha alguns dos seus jogadores mais influentes lesionados, acho que mesmo assim podia ter tomado outras opções. Mas, não quero entrar por aqui, até porque continuo a admirar o seu trabalho com tão poucos recursos. Ainda assim, achei Sérgio Conceição algo apagado em comparação com outros momentos.

Agora, voltando aos aspectos mais gravosos do futebol, volto a insistir que é um erro continuarmos à mercê do resultado das investigações policiais sobre esta pouca vergonha das arbitragens. Ainda por cima quando trazem acompanhadas uma hipocrisia suprema como os apelos à pacificação do futebol português. Ainda no post de ontem, critiquei  o director do Porto Canal pelas opções que vem tomando com os convidados que escolhe para certos programas, pelo facto serem, em muitos casos, pessoas pouco fiáveis aos nossos desígnios. 

Ouvir árbitros cartilhados, ou semi-cartilhados, falar de pacificação pela voz dos próprios, quando são alguns deles os instigadoras da revolta que leva à violência, é colocar ainda mais achas na fogueira, é uma dupla provocação. É como ouvir um criminoso queixar-se da vítima, na presença de testemunhas dos seus próprios crimes, que somos todos nós portistas. Neste momento, já será algo tardia qualquer queixa que a SAD do FCPorto possa apresentar junto do Governo, porque com investigação policial, ou não, a verdade é que eles (do Benfica) continuam a agir arbitrariamente como se nada tivesse acontecido.

Mesmo admitindo honestamente que ontem jogamos mal, e que não merecíamos ganhar, nada, nem ninguém, nos pode tirar o direito de reclamar e exigir a quem de direito tratamento igual, porque se o pénalti de ontem fosse marcado como era obrigação do árbitro (com, ou sem vídeo-árbitro) talvez ganhássemos mesmo assim. O pénalti  foi cristalino como água, e por isso mesmo não nos devemos intimidar com as ameaças dos árbitros, ou mesmo da Federação, pela simples razão de não nos oferecerem garantias de isenção. Nenhumas! 

Ora, se nós temos razão, uma razão tão forte como a necessidade que temos de respirar, porque raio é que os responsáveis máximos do FCPorto (e não falo só do Presidente) hesitam em defender o clube com mais veemência? A postura de Pinto da Costa já não me admira, porque envelheceu e foi nos últimos anos causticado por problemas de saúde. E os outros, o que estão lá a fazer para além de ganharem chorudos salários? Não têm coragem para mais? Então, paciência, mas façam o favor de se retirarem do clube.

Eu queria lá saber do polvo, da Federação, do IPDJ, ou destes proxenetas de árbitros, o meu maior prazer é testar a integridade daqueles que constitucionalmente são obrigados a tê-la e a provar que o país ainda não está totalmente entregue aos corruptos, e saber como reagiria o GOVERNO!

É que, meus amigos, a brincar a brincar, ontem esse homito ignóbil chamado Rui Costa, já ofereceu de bandeja 2 preciosos pontitos para a aproximação do Benfica ao primeiro lugar. Se hoje forem ajudados, como é quase certo que aconteça, por outro árbitro cartilheiro, serão mais 3 pontitos... E nós (FCPorto) à espera de sermos comidos outra vez... O Corona foi expulso, e bem, mas também alguns jogadores do Aves deviam ser, e... não foram. Como é? Vamos deixar correr o marfim outra época?

Tudo isto, repito, apesar de termos jogado mal.