18 junho, 2018

Justiça de papel


Não era este cavalheiro um grande católico?
Quando figuras públicas com responsabilidades de Estado são apanhadas a cometer crimes que vão da corrupção ao roubo, até ao homicídio, e conseguem assim mesmo escapar à prisão, algo de muito grave está a acontecer na Justiça portuguesa.

E se além disso é a própria Associação Sindical que defende a prisão logo a seguir à condenação em segunda instância e nem assim consegue chegar a um consenso, é difícil acreditar que a Justiça em Portugal tarda mas não falta. É uma questão genética, ou andam todos a brincar aos adultos?


11 junho, 2018

A patriótica selecção "lisbonal"

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Portogalmente, a minha selecção NACIONAL, é esta!

Ainda Marcelo Rebelo de Sousa era comentador da TVI, quando decidi enviar-lhe uma carta a protestar sobre um assunto por si abordado no referido canal. Creio que se tratava de incêndios, não tenho a certeza. Desfiz-me da carta, porque isto passou-se em 2003, como consta do cartão aqui apresentado, e se a memória não me falha tratava-se de incêndios. A resposta foi meramente formal, não mais que isso:
Pode-se gostar ou não de Marcelo - e quando digo gostar, é sob o ponto de vista político -, que ninguém o pode acusar de antipatia. Só que esta virtude, mais a de beijoqueiro, sendo sempre agradável à populaça, não definem a qualidade do homem, nem do político. Pode muito bem ser apenas fachada.

É que, tal como o 1º. Ministro, e toda uma comunicação social eticamente miserável, o Presidente da República, até ao momento, não tugiu nem mugiu, uma palavra sequer sobre a gigantesca escandaleira que grassa lá para os lados do Estádio da Luz, o que não abona muito a seu favor.

Gostaria imenso que tanto um como outro (Costa e Marcelo) ficassem a saber que neste cantinho do país, que deu nome a Portugal, há quem se esteja a borrifar para o sucesso, ou insucesso, da selecção nacional, porque para ser nacional precisava de ter governantes honrados e nacionalistas de verdade, e não de uma turba de oportunistas, medrosos e segregacionistas, como provam as suas atitudes.

Desculpem lá conviver muito mal com patriotismos de telenovela (rasca).   



 

06 junho, 2018

País pôdre, jornalismo rasca



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Impressiona-me ter de concluir, com intenso desgosto mas sem grande margem para erro, quão desonesta é uma parte significativa da comunicação social lisboeta. É essa mesma comunicação social, que com frequência faz questão de se encher de brios censurando opiniões desfavoráveis  generalizadas sobre terceiros, mas que é incapaz de evitar que outros generalizem as da sua classe, por culpa própria. Valha a verdade, apesar de não gostar do actual perfil do JN, é mesmo assim o único jornal nacional que não se tem coibido de publicar os escândalos ocorridos com o Benfica.  

Impressiona-me o ascendente que um simples clube de futebol, neste caso o Benfica, conseguiu exercer sobre quase toda a comunicação social do país, como se de uma matilha de animais domésticos se tratasse abdicando de uma das principais obrigações, que é denunciar o crime! 

Não fosse a memória recordar-nos como esses media, desde a televisão à rádio, passando pelos jornais, se agarraram com unhas e dentes ao postiço processo Apito Dourado, podíamos acreditar que era uma questão de ética deontológica, mas basta vermos como neste preciso momento acompanham os problemas do Sporting (muito menos graves que os do Benfica), para percebermos que é uma atitude pensada e corporativista. Sendo assim, como querem eles (jornalistas) que não generalizemos sobre a sua já fraca reputação quando se comportam como gente intelectual, e profissionalmente desonesta?

Mas por que é que ainda me dou ao trabalho de constatar estas vergonhas se é a partir do próprio poder político que a corrupção faz escola?  

28 maio, 2018

Eutanásia


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Para mim, há muito passou o tempo de ceder à tentação de me deixar influenciar pela ideia que os portugueses são um povo fantástico, muito melhor que os demais.

Sou português, mas penso que, como qualquer outro povo, temos as nossas próprias idiossincrasias, a nossa cultura, os nossos defeitos e qualidades. Há uma tendência muito portuguesa de enfatizarmos a nossa condição de povo, plausivelmente motivada pela nossa eterna pequenez.

Uns, chamam a estas fanfarronices orgulho, outros - como eu -, preferem chamar-lhe complexo de inferioridade, ou de superioridade, consoante a perspectiva de cada um. Mesmo na época mais intrépida da nossa História, em que a condição periférica do país e as frequentes guerras com Espanha nos empurraram para os oceanos à conquista de novos mundos, não está isenta de crítica, mas talvez seja a única data histórica que nos distingue de outras nações. Um dos nossos grandes males é precisamente esse, ficarmos agarrados aos descobrimentos do passado, para ocultarmos o atraso social do presente.

Sobre esse atraso, tenho como principal referência a qualidade de vida dos portugueses avaliada em escala ascendente, seguida da integridade dos seus governantes. Dois pólos de avaliação fundamentais e relevantes, que dispensam comentários. Claro que, na vida, nem tudo é mau, há sempre pequenos pontos isolados de sucesso, que não caracterizam um país no seu todo. Não é a hipocrisia que nos faz grandes, é a verdade positiva dos factos.

O assunto da Eutanásia só é polémico sob o ponto de vista genérico que há anos descredibiliza o país, ou seja, o nosso desrespeito sistemático pelas Leis. Para mim, é apenas a questão do controlo do processo eutanásico que verdadeiramente  me preocupa, porque se me perguntarem se sou contra ou a favor, só tenho uma só resposta: sou a favor. Não aceito, sob que argumento fôr, que alguém cuja enfermidade seja cientificamente incurável, depois de muito sofrimento, ao ponto de suplicar a própria morte, seja coagido a suportar uma vida privada de prazer. Quem defende isto só pode ser hipócrita.

A única atitude nobre que os "Contra" podiam tomar para serem coerentes com a importância que querem demonstrar pela vida, era preocuparem-se com a daqueles que, tendo saúde, andam há anos a degradá-la, por não terem uma existência digna motivada pela eutanásia dos salários miseráveis e pelo emprego precário.

Aí sim, estariam a falar de humanismo a sério. Agora, querer mostrá-lo obrigando os que já não suportam a vida a vegetar contra a sua soberana vontade, não é humanismo, é sadismo.     

24 maio, 2018

Assim se vê a força do FCP!

Mais concretamente, falamos na procissão das velas, em Fátima (em mais uma celebração anual das Aparições de Nossa Senhora aos pastorinhos) , do festival da Eurovisão, em Lisboa e, finalmente, na festa dos campeões de futebol (os últimos foram os primeiros, mas a ordem pode ser arbitrária, conforme os interesses de quem lê…), no coração do Porto, junto à Câmara Municipal.
Por desígnio superior, o tempo esteve lindo, depois de ter chovido na véspera.
Na Invicta, tudo foi azul, do céu ao mar de gente que esteve nos Aliados a agradecer aos seus campeões.
Sinceramente, não estávamos à espera de tanto fervor clubístico! A Praça encheu de um povo ansioso por se juntar aos seus ídolos para, com eles e por eles, poder comungar de mais um momento único que não ocorria há 19 anos!
Primeiro, por birra de um presidente que já passou à história e que, hoje, reside em Lisboa onde deveria ter ficado sempre…
A sua antipática atitude nunca foi justificada pois o clube nada tem a ver com partidos como não tem com crenças e raças.
O FC Porto é um símbolo perene de uma cidade, de uma região e de um país. Quem não entender isto, só lhe resta abdicar do trono. Aliás, os cidadãos do Porto até acabaram por eleger um independente, agora. É bom que todos saibam que os portuenses não gostam de ter amarras nem algemas. De qualquer espécie!
Voltando ao S. João antecipado, temos de referir que jamais imaginaríamos tanta gente unida por uma bandeira, tanta gente ansiosa por demonstrar o amor – ou paixão? – a um emblema, a uma cidade, a um desígnio!
Vimos lágrimas a correr pelas faces de muita gente, vimos pessoas de todo o mundo presente, desde a Europa até à África e à América! O visionário e demente benfiquista que um dia disse que o FC Porto era um clube regional, haveria de estar nos Aliados para se poder aperceber da grandeza de um clube e de uma cidade!
Por isso, aquele que ousou, por razões comerciais, por certo, afirmar que o Benfica tem seis milhões de seguidores das quatro, uma : ou é um grande mentiroso, ou estava doente e em estado de delírio, é analfabeto e não sabe contar ou, então, adora narrar anedotas, por ser um grande humorista!
O Porto deu, pois, sábado à noite, uma sonora bofetada com luvas azuis e brancas a esses sonhadores que constroem a realidade em função dos seus desejos!
Foram muitos os cânticos naquela noite inesquecível de regresso à Câmara, mas um sobressaiu que resume tudo : “Xau, xau, Pentaxau, Pentaxau!…”
Não era uma canção. Era um grito! De raiva contida, de ironia e de esperança no tal futuro que devolva ao clube e aos seus adeptos a capacidade de sonhar. Talvez, a partir de agora, se abra um novo ciclo de fé no porvir assente na autêntica verdade desportiva, passe o pleonasmo.
Por outro lado e, neste contexto, os milhares que estiveram nos Aliados deixaram uma mensagem clara à estrutura e aos dirigentes do FC Porto e que julgo ser a seguinte : um emblema da grandeza do Porto não pode nunca estar quatro anos sem ganhar nada!
Admitia – se isso nos tempos negros da ditadura e do centralismo férreo, em que os presidentes da Federação de futebol eram escolhidos entre os principais clubes de Lisboa! Agora, em democracia, tanta grandeza e nobreza não pode ser desperdiçada, esquecida ou apagada! Há que manter um prestígio que demorou a erguer e que custou a muitos sangue, suor e lágrimas!
Os responsáveis do clube têm de estar à altura dos anseios de uma multidão que no sábado encheu a Avenida dos Aliados.
Se não estiverem, se colocarem os seus interesses pessoais acima dos do clube que dizem amar, então que dêem o lugar a outros!
Assim o exige o passado de glória, o presente de festa e o futuro feito de esperança e de vitórias e conquistas.
O céu é azul! Sempre!
(de Manuel Luís Mendes)
Porto24

22 maio, 2018

Que jornalismo queremos?



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Não há regimes bons, nem próximos da perfeição sem hábitos de integridade, que mais não são que o respeito pela verdade, em tudo o que acontece nas relações humanas. Liberdade, sem Democracia, ou vice-versa, são parcerias sem as quais nenhuma funciona como deve funcionar. Sendo esta mistura o principal pilar das democracias evoluídas, deixa de ser democracia se ambas não fôrem levadas a sério. É isto que acontece com Portugal, e que adultera a génese do regime.

Em Portugal, debate-se muita coisa, mas debate-se com muito sectarismo e pouca profundidade. Os jornalistas não são os principais responsáveis, porque isso cabe aos governantes, mas estão logo a seguir na escala. Insinuam-se sempre como bastiões da Liberdade, mas mistério dos mistérios, são incapazes de debater democraticamente os problemas da classe.

É partindo desta convicção que me coíbo de sugerir algo que não sendo utópico, até parece. Era ver o Porto Canal realizar um programa entre jornalistas (independentes), onde o objectivo final fosse saber porque é que entre a classe há tanta gente com tabus.

A oportunidade é esta. Saber porque há tanto silêncio com o pantanal de corrupção do Benfica, e tanto paleio com outros clubes. Suspeito que a ideia seja bem atendida pela classe e pelo próprio Porto Canal, porque a ser acolhida seria necessário livrarem-se do corporativismo que lhes mina a reputação. 



21 maio, 2018

Um enigma chamado jornalismo


Calculo que os nortenhos habituados a ler o Jornal de Notícias já se tenham apercebido da alteração editorial do histórico matutino portuense nos últimos anos. Foi uma alteração aparentemente subtil no conteúdo, mas muito perceptível em colaboradores, jornalistas, e articulistas. Pode dizer-se sem exagero que para a maioria dos portuenses o pessoal que integra agora o JN é constituído por autênticos estranhos. Alguns dos jornalistas são de outras paragens, incluindo a região de Lisboa...

Sendo um jornal criado por portuenses, e sediado no Porto, caracterizou-se durante muitos anos por se dedicar preferencialmente à vasta região do Norte, sempre com grande sucesso e popularidade. Tal como outros jornais da cidade (já desaparecidos), foram concebidos para dar à região a informação que faltava, dado que os de Lisboa, tal como hoje, dominavam  o mercado e marimbavam-se para o que passava no Norte. Fundamentados num cosmopolitismo espúrio, e numa amplitude territorial oportunista, os resultados  do "novo" JN resumem-se a isto: muito mais Sul que Norte. Precisamente o inverso do que faz a imprensa lisboeta, muita Lisboa, muito sul, e pouco norte, só quando lhes dá jeito.  Eis a razão pela qual não vejo com bons olhos a inclinação centralista de Júlio Magalhães para dar mais palco a Lisboa, quando Lisboa nos rouba o pouco que temos. Não consigo digerir a argumentação que a sustenta, porque é quase como dar pérolas a porcos... 

Por que havemos então de nos espantar, que até o Jornal de Notícias se tenha aliado ao grupo imenso e silencioso de jornalistas, no que à corrupção do Benfica respeita, e agora já fazem artigos sobre o tema "Sporting" nas primeiras páginas do jornal com a maior descontração? Dir-me-ão que o JN foi dos poucos jornais a divulgar o que se ia passando sobre o caso dos emails baseando-se na fonte através do Universo Porto da Bancada, no Porto Canal, mas fizeram-no por razões estratégicas, não espontâneas. Eles sabem que não devem imitar o silêncio dos media de Lisboa, porque daria muito nas vistas, que talvez fosse correr um risco elevado sabendo que a maioria dos leitores é do Porto e do Norte . A verdade é que os jornalistas de 1ª-página sempre se furtaram a falar do Benfica e agora já não lhes falta a "coragem" com o que se passa com o Sporting (ler aqui, e aqui) ! Mas que medos são estes? Que tipo de ameaças receia esta gente toda que a faz falar às vezes até à exaustão com uns, e as remete a um silêncio enigmático com outros?  Que valores éticos explicam comportamentos tão aberrantemente antagónicos? Que descaramento lhes dá o direito de criticar terceiros? Por que não escrevem sobre eles próprios?

A sociedade está minada pela hipocrisia e pelo medo, e quem manda é tudo aquilo que está próximo do vil metal (o eterno Grande Irmão).   

18 maio, 2018

A política precisa de um banho de decência

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A dignidade terá imagem?
Há males que vêm por bem. É um facto que os portugueses são pouco dados à intervenção política. Para se unirem, ou mobilizarem em torno de uma causa, é preciso quase arrastá-los à força, porque continuam a pensar que tudo depende dos outros, ou então ficam na expectativa que apareça algum D. Sebastião numa manhã de nevoeiro a pôr ordem no país. Só que isso, é uma fábula, não funciona e até pode ser perigoso.

Enquanto alguns intelectuais, narcisistas, passaram anos a diabolizar o futebol, associando-o às classes mais indigentes da sociedade, tentando passar a ideia que só eles merecem crédito, eu sempre entendi que o caminho mais curto para o povo se defender da má política era precisamente através do futebol. Por quê? Porque o futebol confere uma paixão,um sentimento gregário que os políticos são incapazes de compreender e ainda menos administrar. Pelo contrário, em Portugal, os políticos são incapazes de perceber esse fenómeno, e em vez de o gerir com a imparcialidade devida, não, preferem baixar ao nível do povo, e optar pelo clube teoricamente maioritário, que é exactamente o que está a acontecer.

O centralismo, por exemplo, era palavra a que poucos nortenhos ligavam, mas agora começam a valorizar através do futebol onde o sentimento de discriminação é mais forte, como é o caso  do FCPorto. Pior ainda, se falarmos de regionalização, reforma estrutural que até consta da Constituição e que seria extremamente benéfica para todas as regiões do país, não tem sido tão reivindicado quanto devia.

Sem pretender insinuar qualquer crítica, acho que não devemos ser tão complacentes com os governantes. Ao fazê-lo estamos a relativizar a gravidade dos seus actos sectários, da sua condescendência com a alta criminalidade, civil e desportiva. Estamos a contribuir para a fomentação da marginalidade, baixando o grau de exigência para a classe política do futuro.

Portugal tornou-se num país ingovernável, qualquer badameco pode chegar ao poder e aventurar-se em novas golpadas até enriquecer.  Nestes casos, a justiça quando actua, em vez de os dissuadir com punições severas, estimula-lhes o apetite para as vigarices, permitindo recursos atrás de recursos, até à prescrição dos processos. É esta mentalidade que predomina em grande parte deles. Alguns, saem da política ricos sem se saber exactamente como o conseguiram. Não vejo grande diferença entre certos políticos e os dirigentes do Benfica. Na própria Justiça existem elementos nefastos à classe (Rui Rangel é apenas um).

Politicamente falando, considero que a raiz dos nossos males estriba-se no desprezo pela Lei. Ela existe no papel, como garante da paz social, mas nem sempre é levada à letra.  Isto explica porque é que os governantes, para disfarçarem estes maus hábitos onde a preguiça se inclui, em vez de fazerem cumprir a Lei preferem criar outras, assim à laia de quem baralha e dá de novo. Basicamente, é isso que  o habilidoso, mas pouco inteligente António Costa, decidiu fazer precisamente agora, impelido pelo escândalo do Sporting, quando já há leis que bastam, mas não se usam, a não ser para alguns (sempre a eterna discriminação). Já com o escândalo do Benfica parece ter decretado um pacto de silêncio entre os partidos da oposição e a comunicação social. Critérios diferentes para ilegalidades semelhantes, ou mesmo mais graves. Tal, como certos árbitros. Coincidências...

Se isto não é gozar com a inteligência das pessoas, então é pura vigarice, ou cegueira parcial... 




16 maio, 2018

E os políticos, estão inocentes?


Não, não estão! Se a violência, e a corrupção, chegaram ao futebol, foi porque os governos sucessivos se  revelaram incapazes para acabar com elas. 

Não sei, como é possível virem agora todos a terreiro com os escândalos do Sporting, e se mantiveram tanto tempo indiferentes, num silêncio cúmplice, com os do Benfica. Imagine-se se isto fosse com o FCPorto!Esta mania discriminatória, esta incompetência doentia, confirma a profunda falta de nível da classe política. 

Naturalmente que reprovo tudo o que tem vindo a público sobre o Sporting, e repudio energicamente o que as claques fizeram aos atletas, mas a minha  maior repulsa vai toda direitinha para a porcaria dos nossos políticos, incluindo os da oposição. São um nojo!

A este grupo de inúteis, junto a comunicação social de Lisboa, como é inevitável.

15 maio, 2018

As promiscuidades têm côr, umas são boas, outras não

Alberto Santos, mais um melro lisbonário?
Inebriados pela euforia da conquista deste campeonato, é natural que se instale algum excesso de confiança e se esqueça os nossos próprios desacertos, mas é preciso descer à terra e ponderar bem o futuro. 

Tal como em muitas outras áreas da sociedade, o futebol português está dominado por uma concorrência corrupta, e mesmo assim Sérgio Conceição  soube levar o barco a bom porto, vencer o campeonato categoricamente, e desta forma evitar mais uma época de frustrações. Não foi nada fácil, como sabemos, e nunca será, enquanto imperar a lei da bagunça no país. Já as épocas precedentes ficaram manchadas pelas habilidades extra-futebol do Benfica, mas também não tivemos treinadores à altura de aproveitar as oportunidades em momentos decisivos. Por outro lado, ainda não eram do conhecimento público as vigarices dos emails, nem as denúncias de envolvimento com a Justiça, não obstante as suspeitas. E, diga-se o que se disser, as denúncias de FJMarques foram muito importantes para moderar um pouco o trabalho sujo de alguns árbitros que até então não se poupavam a mimar o clube do regime nem que tivessem de ser eles a marcar os golos. Era por demais descarado. Mas cuidado, eles ainda lá estão, não podemos confiar demais na Justiça. Dizem que ela tarda mas não falta, mas isso nem sempre corresponde à realidade...

Suponho que os leitores regulares do Renovar o Porto já me conhecem um pouco, já sabem o que penso de certas modernices. Portanto, não será nenhuma surpresa para esses leitores dizer outra vez o que penso da promiscuidade entre o futebol e a política, promiscuidade essa em nada comparável com a que Rui Rio criticava. A promiscuidade de Rui Rio é sectária, arrivista e politiqueira. A que eu censuro é global.

Se fosse líder de um partido político proibia estatutariamente a participação de políticos em programas de futebol, exactamente para separar as águas entre uma actividade e  outra, totalmente antagónicas, objectivamente para dignificar a péssima imagem que os políticos deixaram na opinião pública.

Rui Rio não tem coragem para tanto, porque é mais um hipócrita, incapaz de se pronunciar com promiscuidades de vómito, como é a do Benfica com tudo o que lhe dá poder, incluindo políticos, muitos deles do seu próprio partido, mas "teve-a" para apunhalar os próprios portuenses, os ingénuos que acreditaram nos seus dotes de homem sério e lhe deram o voto. Para mim, Rui Rio não é um homem sério pelas razões aqui explícitas, acho não precisar de mais.

Daqui a uns tempos talvez o Porto Canal venha a replicar o que aqui digo agora. Muito do que ali é dito actualmente sobre o centralismo, e até sobre estes fenómenos lúgubres do futebol, já eu ando a propagar há uns anitos no Renovar o Porto. Vale isto para dizer que, admitindo que as ideias que defendo estão erradas, deixo ao critério dos leitores o seguinte: imaginem que em vez de Rui Rio, era o seu "nobre" colega de partido, Rui Gomes da Silva, a candidatar-se à Câmara do Porto. Acham que algum portuense de gema, daqueles que gostam inteiramente do Porto (e do FCPorto por ser um clube portuense sem raízes salazarentas,) iam votar num energúmeno como Rui Gomes da Silva? É claro que não. Mas os "portuenses" benfiquistas, se calhar, até votavam num verme daqueles, e iam a correr às urnas.

Agora, digam lá se esta pouca vergonha, esta mistura aberrante de político/comentador de futebol/e representante de clube, contribui nalguma coisa para a regeneração da classe? Então pergunto: quem nos diz a nós que Rui Rio não é benfiquista? E quem nos garante que a paixão clubista (se é que ele a tem) não se sobrepõe aos interesses das cidades e das suas instituições culturais e desportivas? Vamos lá ver, não será isso que os autarcas de Lisboa fazem com o Benfica?

A este propósito, passo já a prevenir a malta que há para aí um tipo, um tal Alberto Santos (na foto), amigo de Rui Rio e putativo candidato à liderança da distrital do PSD/Porto, ex-autarca de Penafiel, que pretende tirar a Câmara a Rui Moreira... Como tal, há que procurar saber bem quem ele é, de onde veio, como apareceu aqui, e de que clube padece (importa conhecer também quais são as suas cores clubistas) uma vez que, segundo a opinião dos próprios políticos, é "normal" misturar funções tão distintas...

E já agora, aconselho aos portuenses que lêem o JN, a estarem atentos não só ao perfil dos jornalistas que agora lá trabalham, como para a tendência cada vez mais acentuada de centralizar o jornal. O Joaquim Oliveira agora pouco manda no JN, e mesmo quando mandava em nada contribuiu para o descentralizar. É bom estarmos atentos a estas coisas, porque se não estivermos, teremos cada vez mais gente vermelha a minar aquilo que é nosso. E não admito a ninguém que me venha impingir a treta do costume, que não devemos ser bairristas, e balelas do género, porque foi por causa disso que muitos portuenses portistas se deixaram levar no canto da sereia centralista.

Se fôr preciso tirar a prova dos nove, basta pegar num qualquer jornal de Lisboa para verificar que do Porto pouco dizem, só há notícias para denegrir a nossa cidade, e poucas para louvar. Portanto, futebol sim, mas não é só através do Benfica que o "Polvo" vai engordando, há outras vias, outras estratégias, todas diferentes, mas com um só objectivo, que é roubar ao Porto tudo o que fôr possível, até a alma. 

PS-Agora, é Sporting que foi apanhado a subornar os árbitros de Andebol. Só podia, aquilo era demasiado óbvio para ser apenas incompetência. 

14 maio, 2018

UMA FESTA TOP!

Grande roubo da arbitragem! Uns incompetentes.
Estão gastas, as palavras para exprimir toda a alegria patenteada este fim de semana nos festejos do FCPorto. Nem a conquista da Champions e da Liga Europa arrastaram tanta multidão! Foi uma festa de arromba, daquelas genuínas, em que a alma e o sentido de revolta superaram todas as convenções. 

A única coisa que veio destoar, foi a derrota da final europeia de hóquei em patins no Dragãozinho, com o Barcelona. Temos um grupo de jogadores excepcionais, tão ou mais competentes que o próprio Barcelona. Só nos faltou a experiência da maturidade, porque técnica e talento estão lá todos. Paciência! Talvez para o ano tenhamos mais sorte, inclusivamente com a arbitragem, porque a de ontem, esteve muito mal ao anular o 3º. golo (do empate) que podia ter mudado o rumo dos acontecimentos. É lastimável que uma equipa fique a dever a erros de árbitros incompetentes a perda de troféus tão importante. Os árbitros deviam ter direito a cartões amarelos e vermelhos, exactamente como os jogadores, porque os de ontem mereceram vários amarelos e no mínimo um vermelho. Isto não significa que o Barcelona não tenha uma grande equipa também, porque tem, mas triunfar desta maneira, é que não está bem.

De qualquer modo, a conquista do campeonato de futebol não foi beliscada pelo hóquei, até porque ocorreu  uns dias antes. A cerimónia da Câmara, com a entrega da medalha de honra  da cidade a Pinto da Costa, por Rui Moreira, foi mais que merecida, porque, apesar da gestão dos últimos anos de Pinto da Costa não ter sido brilhante, fez muito de positivo pelo FCPorto, anteriormente. Foi uma decisão que só enobrece Rui Moreira, e a própria Câmara! Por falar nisto, onde páram os escrúpulos de Rui Rio que o tornam incapaz de se pronunciar sobre a promiscuidade da Camara de Lisboa  e o clube mais corrupto do mundo?  Rui Moreira, nesse aspecto, tem actuado com uma correcção que os políticos partidários não possuem, salvo raras excepções. A propósito, incluo neste pequeno grupo o socialista Eduardo Victor Rodrigues (da Câmara de Gaia do PS), e Ricardo Rio (da Câmara de Braga do PSD), que sendo de partidos diferentes, têm mostrado um nível e uma elevação ética raríssima na classe político-partidária. 

Voltando à festa, não me lembro de ver tanta alegria, tanta espontaneidade, tanta união! Foi uma revolução simbólica, um grito de revolta de luva azul e branca, onde não faltaram umas carvalhadas merecidas, e cânticos satíricos ao clube da vergonha, rosto perfeito da corrupção nacional! A dignidade  destes, começa e resume-se  a uma palavra: FRAUDE!

Viva o FCPorto, C#"@ho, sem papas na língua!  No contexto actual, é assim mesmo!
  

09 maio, 2018

Regresso ao passado nem sempre é regredir


Terminou a contento a época 2017/2018. Para a sempre crescente comunidade portista foi um alívio a conquista deste campeonato. Pelas razões conhecidas, tínhamos consciência que não ia ser fácil atingirmos os nossos objectivos e duvidava-mos que os árbitros tivessem coragem suficiente para moderar as suas tendências anti-portistas até ao fim do campeonato. Tínhamos razão, os árbitros não desistiram do sectarismo, sempre a tentar prejudicar o FCPorto e a ajudar o Benfica. Notou-se em alguns deles, nesta última fase, um certo abrandamento, digamos que não foram tão descarados, tão repugnantemente acintosos, mas não deixaram sempre de fazer as asneiras da praxe. 

Enfim, o FCPorto lá conseguiu arrecadar mais uma taça para o museu do Dragão com o universo portista extraordinariamente unido numa rara simbiose consensual que só um forte sentimento de justiça podia proporcionar.  Neste caso, uma Justiça muito particular, porque nos obrigou a superar com valentia e persuasão as vulnerabilidades da justiça convencional. Uma façanha para nós, uma imensa vergonha para o regime. A condição de clube discriminado pode dar-nos força, mas é uma traição repugnante que fere de morte a coesão nacional, fundamentalmente por não termos sido nós a dividir o país.  

Neste momento de suprema euforia a tendência é esquecer o que esteve mal. Nem por isso sou capaz de atribuir louros a quem não os merece como já mereceu. Gratidão não casa sempre com Justiça. Podemos admitir os erros, ninguém acerta sempre, mas quem erra também deve admitir que errou a quem de direito. Se o presidente Pinto da Costa tem um histórico de sucessos invejável e merecido, não tem o direito de usá-lo no presente remetendo-se ao silêncio sem dar qualquer explicação aos sócios e adeptos quando elas se justificam e as coisas correm mal. Como portista sinto-me ofendido. Se não pensa assim, também não pode queixar-se se outros pensarem de outra maneira. Pinto da Costa tem um grande defeito: não tem humildade para reconhecer quando erra. Tenho sentimentos, por isso não fui insensível à alegria que esta fabulosa Taça de Campeão Nacional me proporcionou. Fiquei eufórico, mas continuo racional. Por momentos quis esquecer as asneiras dos últimos anos, cheguei a olhar para Pinto da Costa com condescendência, no meio daquela multidão de portistas felizes. Lembrei-me da forma aguerrida e ao mesmo tempo cerebral como geriu o FCPorto e dei comigo a perguntar-me por que é que não delegou em alguém poderes que ele próprio já não pode exercer (pela idade ou saúde) mas que podia controlar, sem ter de se retirar. É isto que custa perceber, é isto que podia ter sido evitado.

Como "tudo" acabou em bem, agora toda a gente volta a elogiar Pinto da Costa. Sérgio Conceição passou a ser a prova mestra do génio do Presidente. De súbito, tudo voltou ao passado, o presidente mantém todas as qualidades intactas. Esquecemos Lopetegui, Paulo Fonseca, Nuno E. Santo e José Peseiro. Não foram bem sucedidos porque sim, ou talvez por motivos estranhos à competência, foram casualidades, casualidades que em nada podem ser apontadas a certos facilitismos, certas contratações imponderadas, certos corpos estranhos ao clube... Enfim, ao que parece (agora), tudo não passou de um equívoco, de momentos infelizes (4 anos), aos quais o senhor presidente é alheio. As emoções fortes fazem milagres destes.

Asim mesmo, estou como todos vós, portistas, extremamente feliz com esta victória, se calhar mais feliz até que o próprio Pinto da Costa, mas não sei como seria se acaso os heróis principais - que para mim continuam a ser os jogadores e Sérgio Conceição - não tivessem ganho o jogo na Luz ,e com o Marítimo. Se isto era uma reflexão ocasional, que agora se tornou pecado fazer, foi porque conseguimos realizar os nossos objectivos (e ainda bem). Vamos lá ver se estes 4 anos de jejum fizeram recuperar o bom senso à SAD portista e não vão  cometer os mesmos erros.

Há jogadores da formação com muito potencial  que estão a ser cobiçados por clubes estrangeiros, o que é bom sinal. Resta saber se os vamos vender à pressa para realizar capital, ou se vamos equacionar a possibilidade de ficar com os mais promissores e de vender outros. Sem entrar em loucuras, seria óptimo reestruturar o plantel ficando com os melhores e reforçá-lo com outros, evitando desequilíbrios. A entrada directa na Champions tem de ser muito bem explorada garantindo-nos as melhores prestações possíveis. Os prémios aumentaram consideravelmente, por isso temos de aproveitar a oportunidade para reforçar a qualidade do plantel de maneira a mantermos intactas as nossas aspirações, interna e externamente.

A oportunidade tem de ser bem aproveitada, assim pense Pinto da Costa          

   

07 maio, 2018

O Polvo - 1º. prémio para a foto do ano

O FCPorto tem de consolidar já o futuro!



Termina no próximo fim de semana a época 2017/2018, com o FCPorto a deslocar-se a Guimarães com mais uma taça de Campeão Nacional no seu garboso currículo. Foi uma época sui generis, uma época onde a revolta se cruzou com a paixão clubista e uma invulgar solidariedade dos adeptos. 

Se em tempos idos era Pinto da Costa o timoneiro infalível, o líder, e principal responsável, esta época foram os adeptos, a par de Sérgio Conceição e jogadores, os genuínos heróis desta brilhante campanha.

Sim, foi Pinto da Costa quem escolheu Sérgio Conceição, e há que lhe dar esse mérito, mas também foi ele quem escolheu os treinadores das quatro épocas precedentes e não ganhamos nada. 

Essencialmente, o maior defeito de Pinto da Costa foi não ter mostrado a capacidade de outros tempos para se opôr aos abusos de certas "autoridades" contra o FCPorto. Foi ter deixado crescer o monstro benfiquista, obrigando treinador e jogadores a um desgaste colossal para ultrapassarem as adversidades externas ao futebol. Não tem de ser assim, sempre. Nem deve! Não devemos exigir aos jogadores competências de outrem, sejam elas jurídicas, federativas, ou muito menos políticas. Todas estas existem, todas têm os seus próprios protagonistas, pagos para o efeito. E, tal como se dispensam e punem, os maus jogadores, quando  não cumprem os seus deveres, o mesmo tem de ser aplicado a outras entidades, sejam elas políticas ou federativas.  Já para não falar da comunicação social, que tem tido um papel execrável, de discriminação com o FCPorto, e de cumplicidade com o Benfica. Isto não é sério nem socialmente sustentável.

Compreende-se, e é de louvar, a força simbólica das palavras, mas lutar "Contra tudo e contra todos" tem de deixar de ser um pretexto para não sermos tratados com o respeito que nos é devido. E, atente-se a uma particularidade: não fossem as denúncias assumidas por Francisco J. Marques, que de certo modo fizeram alguns árbitros travar o ritmo das suas escandalosas arbitragens, e que tantos pontos nos roubaram, se calhar, mesmo com o esforço tremendo dos jogadores e o mérito de Sérgio Conceição, nem este ano éramos campeões! Alguns deles, continuaram a ajudar o Benfica e a prejudicar o FCPorto.  

Portanto, a luta é para continuar. A euforia deste campeonato, conquistado a ferros, não pode anestesiar a nossa indignação, nem muito menos fazer-nos desistir do direito à Justiça. A investigação tem de prosseguir o seu percurso tranquilo, mas tem de ter consequências, senão, volta tudo ao mesmo! Há momentos em que a intervenção de adepto tem de dar lugar à de  cidadão.

Quanto a Pinto da Costa, lamento que a idade não lhe permita fazer mais e melhor, mas deve ponderar bem esta nova forma de gerir o clube, muito distante, quase monárquica, apenas disponível para a recolha dos louros.

Os adeptos não são tolos.