05 maio, 2020

A todos os portistas de verdade...


O significado de cada elemento presente no emblema do FC Porto ...
Quem quer queimar o FCPorto?

...sugiro que pensem bem no comportamento inqualificável do Sr. Pinto da Costa e reflictam se é apropriado a um verdadeiro lider o que ele tem feito nos últimos anos. 

Além disso, não teve papas na língua para fazer críticas a um dos candidatos à presidência do FCPorto,  revelando não ter respeito por ele, nem por muitos outros portistas, bem como deu provas que  despreza a democracia e tem medo de poder ser substituído. Para mim, morreu.

Em contrapartida nunca abriu a boca para se insurgir contra a pouca vergonha que está a acontecer no nosso futebol, nos nossos governantes e no sistema judicial do país, com todos os prejuízos que daí tem resultado para o FCPorto. Nem uma palavra! 

Eu AMO o FCPorto, vocês também, tenho a certeza. Um presidente banal é substituível, o FCPorto nunca.

18 abril, 2020

Que nojo de país é Portugal, dominado por juízes corruptos!


Então, voltaram a escolher um juiz benfiquista, e fanático, para julgar o Rui Pinto! Que merda de magistrados e governantes  temos nós? E que Presidente da República é este que disfarça a sua incompetência com beijinhos à populaça? Andará ele cego? Ou tem um acordo secreto com o Costa para ilibar o Malfica "querido" de todos os crimes de corrupção? 

Não haverá um homem honesto com  poder e tomates para impor um novo 25 de Abril, para meter na ordem esta escumalha?

Os pides ressuscitaram, não hajam dúvidas, ou então são os descendentes que foram todos para o Ministério Público.

Que repulsa que sinto por esta canalhada! Que nojo!

14 abril, 2020

Nem com o país a passar por uma pandemia, os lisboetas conseguem perder complexos de inferioridade

O presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Moreira, insurgiu-se, hoje, contra uma peça jornalística da TVI, considerando que a mesma é "desinformação", e cujo conteúdo se tornou viral, nomeadamente através da partilha do oráculo televisivo, onde se afirma que o Norte de Portugal é mais castigado pela covid-19 por ser um território com "população menos educada, mais pobre, envelhecida e concentrada em lares".

A fotografia do oráculo está a ser partilhada por milhares de internautas, descrita com fórmulas de indignação que vão do insulto ao apelo ao boicote à estação sedeada em Lisboa. O autarca portuense, por sua vez, conclui, na publicação da sua página oficial, que "tudo isto tem, é claro, um nome. Chama-se "portofobia". Um sentimento arreigado em pessoas que acham que "este país" seria melhor sem "o Norte". Pois bem, nós somos portugueses. Nem temos de invocar que daqui houve nome Portugal. Basta dizer que quem não está bem que se mude, e nós estamos bem em Portugal".

Do “Norte” com educação
———————————
No dia 7 de Abril, a BBC perguntava num interessante e bem sustentado artigo, por que razão pessoas inteligentes acreditam em mitos sobre o Coronavirus. A pergunta poderia ser endereçada à sua congénere TVI, onde pessoas supostamente cultas, a ponto de lhes ser conferida a possibilidade de fazerem reportagem, foram ontem capazes de inversa conclusão.
Numa peça emitida no Jornal das 8, a TVI ouviu especialistas que explicaram a disparidade de incidência da pandemia a Norte e a Sul. Invocaram o facto da infeção ter começado a Norte, devido à ligações dos empresários a Itália e à Espanha, a concentração demográfica maior a Norte e uma economia muito concentrada em indústrias, que não podem trabalhar em teletrabalho. Ou seja, a economia do Norte, assente na indústria, era e é mais vulnerável.
Porém, a jornalista e o oráculo da peça concluíam mais além, e atribuíram a maior incidência da doença ao facto da população do Norte ser mais pobre… e “menos educada”. A peça da TVI conclui portanto, sem base científica, que os nortenhos (ilustrados com uma bonita imagem do Porto) são menos educados e mais pobres e que é por isso que têm mais Covid19.

A TVI poderia ter concluído sem base científica, mas com alguma lógica empírica. Contudo, nem uma coisa nem outra. Partir do princípio que a “falta de educação” e a “pobreza” provocam Covid19 é quase tão absurdo como imaginar que uma boa francesinha a cura, ou que beber água morna a previne. Aliás, é até um pouco mais absurdo, porquanto a distribuição geográfica dos casos existentes em Portugal levariam então a concluir que a população de Lisboa seria bastante (mas mesmo muito) menos educada e pobre que a da Amadora, Seixal, Almada, Loures ou que a de qualquer cidade do Alentejo, já que Lisboa apresenta casos positivos de Covid19 muito acima destas localidades que a rodeiam. Por isso, ou a TVI encontra uma outra explicação para a doença, que não a falta de educação, ou estará a passar um atestado pouco simpático e injusto aos lisboetas.

A conclusão epidemiológica dos jornalistas da TVI, a ser coerente, permitir-nos-ia ainda concluir que os habitantes de Castelo Branco – onde não existe qualquer caso – são infinitamente mais bem-educados do que todos os lisboetas e milaneses.
E é bom recordar que, até ontem, Lisboa sempre foi o município português com maior número de casos de Covid19, se excluirmos o dia em que a DGS se enganou a somar e, com base no erro, quis estabelecer um cerco ao Porto.

O “Norte”, esse ponto cardeal que a TVI confunde com o Porto e vice-versa, e que imagina Viana do Castelo como uma freguesia da cidade Invicta e Braga como a sua periferia, não está provado que tenha gente mais mal-educada ou mais bem-educada do que Lisboa, da mesma forma que não se provou ainda que Lisboa tenha mais ou menos estúpidos que a Amadora, como na mesma lógica da TVI, seria apropriado dizer-se.
“De estudantes a políticos, muitas pessoas inteligentes caíram em mentiras perigosas espalhadas sobre o novo coronavírus. Porquê? E como você pode se proteger da desinformação?”. Este é o “lead” da peça da BBC sobre os mitos, as mentiras e as verdades do Covid19.
“Na pior das hipóteses, as próprias ideias erradas sobre a doença são prejudiciais - um relatório recente de uma província do Irão descobriu que mais pessoas morreram por consumir álcool industrial, com base em uma falsa alegação de que poderia protegê-lo do Covid-19, do que do próprio vírus. Mas mesmo ideias aparentemente inócuas podem atrair qualquer um para uma falsa sensação de segurança, desencorajando-o a aderir às diretrizes do governo e desgastando a confiança nas autoridades e organizações de saúde”, escreve ainda no artigo aquele órgão de comunicação britânico.

O artigo inglês termina com conselhos de comunicação acerca das campanhas de sensibilização, lembrando que até os mais inteligentes e instruídos acreditam em mentiras que podem prejudicar a luta contra a doença e aconselha todos a terem uma comunicação simples, direta e baseada em factos e não em mitos.

Assim se pede à TVI, para que contribua nesta campanha de informação correta, rigorosa e clara e que não leve à criação de estigmas e mitos que, no limite, prejudicam o combate à doença. E não foi isso que ontem fez a TVI, ao desinformar.

No mesmo dia em que a cidade do Porto viu inaugurado o seu hospital de campanha, a TVI mostrou o hospital de campanha fechado… em Lisboa. E atribuiu à “falta de educação” a propagação da doença “a Norte”. Talvez amanhã nos explique o mesmo fenómeno em Itália, onde também no Norte e na sua região mais industrial e, por ventura, mais instruída, a Covid19 explodiu para a Europa.

Tudo isto tem, é claro, um nome. Chama-se “portofobia”. Um sentimento arreigado em pessoas que acham que “este país” seria melhor sem “o Norte”. Pois bem, nós somos portugueses. Nem temos de invocar que daqui houve nome Portugal. Basta dizer que quem não está bem que se mude, e nós estamos bem em Portugal.
Rui Moreira detalha, inclusive, que "numa peça emitida no Jornal das 8, a TVI ouviu especialistas que explicaram a disparidade de incidência da pandemia a Norte e a Sul. Invocaram o facto da infeção ter começado a Norte, devido à ligações dos empresários a Itália e à Espanha, a concentração demográfica maior a Norte e uma economia muito concentrada em indústrias, que não podem trabalhar em teletrabalho. Ou seja, a economia do Norte, assente na indústria, era e é mais vulnerável".
Porém, prossegue: "a jornalista e o oráculo da peça concluíam mais além, e atribuíram a maior incidência da doença ao facto da população do Norte ser mais pobre... e "menos educada". A peça da TVI conclui portanto, sem base científica, que os nortenhos (ilustrados com uma bonita imagem do Porto) são menos educados e mais pobres e que é por isso que têm mais Covid-19".
Entre várias considerações, que pode ler na publicação do autarca portuense, refere um artigo da BBC sobre as campanhas de sensibilização sobre a pandemia, o qual refere que "até os mais inteligentes e instruídos acreditam em mentiras que podem prejudicar a luta contra a doença e aconselha todos a terem uma comunicação simples, direta e baseada em factos e não em mitos".
"Assim se pede à TVI para que contribua nesta campanha de informação correta, rigorosa e clara e que não leve à criação de estigmas e mitos que, no limite, prejudicam o combate à doença. E não foi isso que ontem fez a TVI, ao desinformar".
Nota de RoP: Caros portuenses e nortenhos (de gema!), se estes corruptos são portugueses, então talvez seja melhor juntarmo-nos à Catalunha...

22 março, 2020

Um grave vírus sobre outro, é azar


A humanidade foi invadida por uma pandemia desconhecida e altamente perigosa. Portugal, é um dos muitos países já contaminados. Por isso, temos de ter muito cuidado, paciência, e acima de tudo, bom senso e não nos deixarmos influenciar por tudo o que lemos e ouvimos nos órgão de comunicação social e os disparates que dizem algumas pessoas.

A este respeito, considero que o Governo devia estar atento ao que se diz na televisão, e na rádio, e não permitir que qualquer bicho falante se dê ao abuso de dizer o que entende sobre esta tragédia. Ainda ontem, a SIC permitiu que uma suposta médica tivesse um discurso sobre a temática extremamente pessimista que só pode contribuir para o pânico de quem a ouviu. Na minha opinião, o governo devia estar muito atento a estas situações e não permitir que qualquer fala-barato, por bem intencionado que esteja, se dê à estupidez de falar de coisas que não sabe, e aterrorizar as pessoas com certezas que ainda ninguém tem sobre esta mesma epidemia.  Se não o fizer atempadamente, então sim, vamos ter certamente mais problemas.

Como se não nos bastasse o maligno vírus da corrupção do futebol, e de praticamente todas as áreas do próprio Estado, tinha de nos aparecer agora o raio do Covid-19. Esperemos, é que também esta mala pata que a todos nos ameaça não sirva de mais um "detergente" para branquear essa seita de facínoras que nos intoxica o ar que respiramos.

Portanto, caros leitores, cuidem-se bem. Obedeçam às instruções dos médicos, e por favor, não se deixem atemorizar por tudo o que ouvem nos media. Isto é muito sério. Saúde a todos, e boa sorte (que é bem precisa)!


     

14 março, 2020

Farto de um Portugal intelectualmente pôdre


Resultado de imagem para cidade do Porto

Um dos vários testemunhos da insensibilidade política dos governos que estiveram no poder desde o 25 de Abril, é nunca terem revelado a percepção atempada do verdadeiro significado do centralismo. 

Falar de centralismo, ou de descentralização, passou a ser uma formalidade mais geométrica que política, ou social. Se a oposição parlamentar, os supostos apoiantes da descentralização fossem pragmáticos, e competentes, nem sequer permitiam que o PS pegasse na expressão ardilosa "descentralização", porque isso é dar-lhe pretextos com tretas para confundirem a população do interior com simples esmolas, e dessa maneira acabarem de vez com a verdadeira reforma, que mais não é a Regionalização.  
Regionalização, é tudo o que é preciso fazer, já chega de trafulhices! Qual descentralização, qual quê! Isso não existe, é um enganador processo de intenção.

Mesmo porque, quando se fala de centralismo parece uma questão de moda meramente ocasional, mas é algo muito mais sério que isso. Em Portugal, o centralismo não é apenas uma maneira egocêntrica de "governar", é sobretudo pura discriminação, egoísmo. Eu comparo o centralismo ao racismo, e digo-o aqui, ou em qualquer local onde vá, que é na realidade o que sinto, e com um sentimento de revolta tão grande que não me importava nada de ver o Porto separado do raio da capital. Racismo não é apenas uma questão de preconceitos raciais, ou da cor da pele, é essencialmente discriminação, que é isso que os sucessivos governos tratam de fazer ao resto de Portugal, e ao Porto em particular.

Se os portuenses entendessem puxar dos galões, da legitimidade da sua portugalidade, e se quisessem armar-se em castas superiores, como fazem os lisboetas, não seria preciso muito, a história fala por si, o nome da nossa cidade diz tudo. 

Mas, não é disso que que se trata. Nós não queremos mais do que aquilo a que temos direito, como justiça e liberdade, porque é isso que nos andam a roubar, com o centralismo.  Fundos europeus destinados ao Porto e a outras cidades do Norte, são permanentemente desviados para a capital, a comunicação social é centralista (racista, portanto), o desporto é sectário e eticamente desregrado, com preferências que nunca deviam existir. 

Se fosse preciso pegar em armas para combater esta traição à democracia e ao 25 de Abril, estaria pronto para pegar nelas. Se fui para África, e já me arrependi, por esta causa nunca me arrependeria, tenho a certeza. Espero que não seja necessário chegar a esse extremo.

PS: O nome do país provém da sua segunda maior cidade, Porto, cujo nome latino-celta era Portus Cale.[12][13]

Este texto vem no início da primeira página da Wikipedia referente a Portugal...




13 março, 2020

Conselho de Arbitragem da FPF,investigado

O Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol está a ser investigado por alegado favorecimento aos clubes grandes. Em causa estarão os crimes de corrupção e falsificação de documentos.
A denúncia partiu do árbitro jubilado Jorge Ferreira, segundo revela a RTP, que desvenda uma alegada pressão do organismo sobre os árbitros, para tomarem decisões mais favoráveis aos maiores clube nacionais. A televisão pública confirmou junto da Procuradoria Geral da República que tem a investigação em curso.
Segundo o antigo árbitro, antes de um jogo que envolvesse os maiores clubes portugueses, sofria pressões de responsáveis pelo Conselho de Arbitragem, para ter em atenção as decisões tomadas durante a partida.
Excerto da entrevista a Jorge Ferreira foi exibido no Jornal da Tarde da RTP, sendo que a totalidade da notícia sobre o caso será revelada esta noite, no programa Grande Área.
Nota de RoP: que se acalmem os portistas. Quando notícias destas são transmitidas pela RTP, é caso para desconfiar. 
A RTP, como todos os canais com sede em Lisboa, não merecem qualquer credibilidade. A RTP faz parte da cartilha, portanto não vai comprometer o cartilheiro que tanto tem ajudado o clube do regime, conhecido por Meirim. Dizem que Jorge Ferreira afirmou que sofria pressões para favorecer os 3 grandes, mas isto não faz muito sentido. Aqui há rato escondido com rabo de fora. Por que é que não esclarece quais foram os clubes favorecidos, e por que é que não falam do Benfica que toda a gente sabe ser o principal comprometido, senão o único? É assim, a comunicação social, tudo faz para meter o FCPorto nestas confusões, ainda que indirectamente, o que significa apoiarem o gang mafioso. Quando se fala em 3 grandes, só podem querer falar também do FCPorto, e do Sporting... Desconfiemos pois das intenções que estão por detrás desta notícia. Não é certamente para castigarem o Meirim. Veremos se o meu palpite está errado. 

11 março, 2020

Será que a decisão do CA ainda fará Pinto da Costa crer na integridade dos árbitros?

O Conselho de Arbitragem (CA) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) assegurou esta terça-feira rejeitar vetos de clubes a árbitros, em resposta à Lusa.
"É uma prática que seguimos desde o dia que tomámos posse e que se manterá", vincou fonte do órgão federativo, questionado pelas declarações do presidente do FC Porto, Pinto da Costa, sobre os árbitros da receção dos dragões ao Rio Ave, no sábado, para a 24.ª jornada da I Liga.
Contactada pela Lusa, a mesma fonte reiterou que Artur Soares Dias, que dirigiu o encontro, e Vasco Santos, que esteve no videoárbitro (VAR), "vão continuar a ser nomeados para as funções de todas as equipas da I Liga, sempre que o CA entender que são as melhores opções para os jogos, uma vez que merecem a confiança do CA".
Na segunda-feira, em entrevista ao Porto Canal, Pinto da Costa revelou ter tido uma conversa com o CA da FPF e com o presidente órgão, José Fontelas Gomes, do qual recebeu "palavras corretas", na sequência das queixas dos portistas perante a atuação do árbitro Artur Soares Dias e do VAR Vasco Santos no empate caseiro com o Rio Ave (1-1).
"Alertei hoje [na segunda-feira] o CA e também ficaram perplexos como um árbitro desta categoria não marca um penálti daqueles. Se é o melhor [árbitro] -- e não sou eu que o digo - mais preocupante é", referiu Pinto da Costa, adiantando que os membros do CA do FPF "também ficam incomodado quando acontecem coisas destas, seja em que campo for".
Na base das críticas está um "penálti indiscutível" sobre Marega que não foi assinalado, no decorrer da segunda parte da partida de sábado.
Nota de RoP: Pois com este comportamento do CA, que a mim não me surpreende, porque tenho a certeza da desonestidade de quem o constitui, essa certeza ficou reforçada. Ou seja, Pinto da Costa já não volta a dizer o que disse: que acredita na seriedade dos árbitros. Então pode ser que a partir de agora não queira resolver os problemas com falinhas mansas, porque só ele pensa assim. Não deve haver um único portista que acredite no que ele disse. 

09 março, 2020

Como esperava, a montanha pariu um ratinho

Pinto da Costa o submisso


Assim que ouvi dizer que Pinto da Costa ia falar no Porto Canal sobre as arbitragens, disse cá para mim: a montanha vai parir um rato. E pariu.

Afinal, o senhor Pinto da Costa não está tão bem de saúde como pensava. É pena, porque assim ainda nos vai fazer esquecer os seus tempos áureos.  Cada vez que chuta, não só não faz golo como não acerta na bola. Sinceramente, até  faz dó.

08 março, 2020

Os resquícios da corrupção continuam


O problema principal do FCPorto já está diagnosticado há muito. Deixou de ter líder, e na sequência disso acumulou outros problemas, uns externos, fora da vertente desportiva, mas intrusos, e outros internos. Por estas razões, considero uma ilusão continuarmos a bater na tecla (já gasta) de pensarmos que o plantel treinado por Sérgio Conceição pode desenvolver melhor futebol, porque nem a qualidade  do plantel é suficientemente homogénea no aspecto técnico e intelectual, nem o treinador é suficientemente competente. Contudo, há um aspecto positivo que não devemos negligenciar, que é o esforço que os jogadores fazem para ultrapassar essas dificuldades. Correm muito, exercem pressão sobre os adversários apenas durante uma parte do jogo, mas na 2ª-  acabam por perder o fôlego, porque as pernas já não aguentam,  acabando por permitir golos aos adversários. Na minha opinião, é este modelo de jogo que os abate e debilita a concentração para praticarem um futebol mais agradável com passes e remates eficazes. É isto que faz deles piores jogadores do que na realidade são, ainda que às vezes pareçam.

Alguns, tecnicamente interessantes, sabem executar bons dribles para ultrapassar os adversários,  (como é o caso de Corona), que tem dificuldade em tirar disso partido, e não sabe rematar com a mesma competência com que finta, assim como não está devidamente treinado para partilhar a bola com os colegas melhor colocados, perdendo muitas oportunidades para marcar golos. Não será por acaso que boa parte deles têm sido marcados pelos defesas.

Esta situação não me dá grande esperança de acreditar no sucesso do FCPorto. Falta qualidade e coerência no tipo de jogo "inventado" por Sérgio Conceição. Por vezes, nem as substituições são bem decididas, assim como as opções escolhidas. Nakajima, era um jogador muito interessante no Portimonense, era rápido, não jogava mal, fazia golos bonitos, mas no FCPorto não marca, e parece perdido. O treinador no entanto teima em incluí-lo, sem resultado.

Sejamos moderados. Com este treinador e sobretudo, com este presidente vai ser quase impossível atingir os objectivos pretendidos. E se juntarmos a isso a nossa incapacidade para lutarmos contra a máfia que nos anda a infernizar a vida, estamos conversados. Ontem gostei da reacção do Bernardino Barros. Estava (como eu), revoltado de indignação, e não resistiu de falar como deve ser: frontalmente! Afirmou sem medos, com ênfase e plena razão que o FCPorto tinha sido roubado pela arbitragem (VAR incluído). Aconselhou-os irem para a rua, que é de facto o lugar certo desta porcaria de homens que não passam de corruptos. Sim, corruptos. São eles próprios, com as suas deploráveis decisões, que o provam. 

Nunca me esquecerei, que quando se começou a falar do uso do VAR, disse aqui mesmo que de nada valeria essa maquineta se por detrás dela colocassem árbitros corruptíveis. Pois, foi isso mesmo que aconteceu. Em Portugal, país de 3º. ou 4º. mundo, a corrupção fez escola com a permissividade, e até colaboração dos governantes.

Orgulhem-se deste país!

04 março, 2020

José Fernando Rio é bem vindo. Chegou primeiro, merece uma oportunidade


A propósito da recente candidatura de José Fernando Rio a presidente do FCPorto, devo dizer que me deixou finalmente animado. E por quê? Simplesmente pelas razões que ele próprio apresentou no jornal O Jogo, e que, como devem reconhecer, coincidem com as que tenho vindo a apresentar há já alguns largos mêses (se não anos). O FCPorto foi perdendo a dinâmica de gestão competente que celebrizou Pinto da Costa durante longos anos, e contrariamente ao que  ele próprio prometera nas últimas recandidaturas, não abdicou do cargo, revelando alguma inconsciência dos prejuízos que estava a causar ao FCPorto. 

Esta atitude, pouco sensata, desiludiu-me muito, porque sempre pensei que cumprisse a promessa assim que se tivesse apercebido dos problemas que estava a gerar, e que em vez de se agarrar ao poder, fosse ele mesmo a sugerir a candidatura do seu substituto, admitindo obviamente que a escolha fosse consensual para a maioria dos portistas. Confesso que esta teimosia de Pinto da Costa, acompanhada de um silêncio macabro, face aos prejuízos causados pelo nosso principal rival, foram decisivos para não manter a mesma consideração que tinha por ele. Foi tempo demais a fazer asneiras e a agir como se nada estivesse a acontecer. Não foi uma única vez ao Porto Canal comunicar aos adeptos o que pensava ou tencionava fazer com as vigarices praticadas pelo Benfica, e pela passividade das autoridades desportivas e pelo próprio Estado sobre as mesmas. Para mim, foi uma rendição assumida, e isto é imperdoável.

Os portistas foram demasiado tolerantes, mas não os critico por isso, porque mostraram que são gente grata e boa. No entanto, quando a gratidão é cega, passa a ser desmerecida correndo-se o risco de prejudicar aquilo que os une para sempre, que é o FCPorto, e não propriamente quem o lidera, porque como agora se constata, nem sempre um bom lìder mantém intacta a liderança.

Por tudo isto, e por causa destes anos de penúria e sofrimento, por percebermos o que estava a acontecer de negativo com o FCPorto, por sermos perseguidos e discriminados pelo próprio Governo e sobretudo por uma Justiça minada pela delinquência e por um apadrinhamento algo mafioso, impunha-se que alguém desse o primeiro passo candidatando-se ao lugar de presidente. Esse passo foi dado imprevisivelmente, por José Fernando Rio, e só por isso,  por ser o primeiro candidato, quando todos os outros não ousavam avançar para não correrem o risco de serem mal quistos pela ousadia de defrontarem Pinto da Costa e perderem, elogio a decisão corajosa de José Fernando Rio. A prova disso, é imediata candidatura de outros ao lugar de Pinto da Costa! Começam a sair da toca, coisa que não se atreveram a fazer por "respeito" a Pinto da Costa, mas agora, como surgiu um candidato, esse respeito vai diluir-se rapidamente, e provavelmente seguido da ciumeira do costume.

Como fui dizendo, repetidamente, a gratidão não tem forçosamente que ter carácter eterno. De repente, pode ser inimiga da sensatez e da inteligência. Por mais que me custe dizer, acho que se alguém tem sido ingrato com os adeptos nos últimos tempos é Pinto da Costa, por ter mantido um comportamento quase monárquico para com todos eles. Pessoalmente, não achei graça nenhuma a isso, e fiquei ainda mais decepcionado com ele, porque está a destruir tudo o que de positivo fez pelo FCPorto.

Portanto, sê bem vindo, José Fernando Rio! Parabéns por seres o primeiro a dar o grito de Ipiranga na república portista. A liberdade é de ouro, e não é só para a sociedade civil, é para o mundo do futebol também, mas sempre respeitando a Lei, que é coisa que o próprio Estado não sabe fazer.  Como se confirma vergonhosamente.

PS-Agora, resta saber o que planeia fazer José F. Rio e que concorrentes terá de enfrentar. Se fôr só o António Oliveira pode estar descansado, que não será esse putativo candidato a minha opção. Não confio em gajos que pulam facilmente de poleiro... 


03 março, 2020

QUO VADIS JUSTIÇA?

Paulo Baldaia
Cobardes como são os nossos políticos, ninguém pia perante tragédia tão evidente como aquela a que estamos a assistir em direto na justiça. Não os desculpo, mas percebo-os.

Com o que escrevo em jornais e digo na TV e na rádio, sei bem que tenho de me manter longe de problemas com a justiça, não vá apanhar um procurador que me queira julgar em praça pública ou um juiz que faça sentenças para os amigos, que podem bem ser meus inimigos. Aguentei-me até aqui e agora, pela esperança média de vida, só tenho de me aguentar mais um quarto de século.

Devo dizer, em abono da verdade, que este tipo de azar é uma questão de lotaria. É preciso não ter sorte nenhuma, já que a maioria dos magistrados do Ministério Público e dos juízes são gente de bem e merecedores do poder que lhes depositamos nas mãos. Acrescento até que, percentualmente, deve dar-se o caso de haver bastante mais malandragem a exercer a profissão de jornalista do que a administrar a justiça em Portugal. O que me força a concluir que tramado, e bem tramado, está o povo que pouco ou nada pode fazer quando se trata de administrar a justiça.

Com a classe política calada, os operadores de justiça embaraçados e a Comunicação Social viciada em julgamentos populares, o que podem os portugueses esperar da justiça? Um Ministério Público que suspeita de si próprio e tem uma associação sindical a acusar a sua líder de estar refém do poder político, juízes que escolhem juízes à procura de sentenças à medida, políticos que lavam as mãos como Pilatos cada vez que lhes pedimos responsabilidades.

Se deixarmos de acreditar na justiça, estaremos a deixar de acreditar em tudo. O presidente do Tribunal da Relação de Lisboa renunciou ao cargo, mas isso não chega. É preciso saber como foram distribuídos os processos nos diferentes tribunais. Não nos podemos esquecer que o superjuiz Carlos Alexandre também já pôs em causa a distribuição dos processos no TCIC. O povo tem direito de saber. Para onde vai a justiça?
P.S.: Já agora, a pena máxima para um juiz que cometa um ilícito é a jubilação ou a aposentação compulsiva?
Jornalista

02 março, 2020

José Fernando Rio, foi corajoso

Afinal, temos candidato!
É preciso ter boa memória para, sempre que fazemos críticas à gestão do FCPorto que não agradam aos gostos de todos, não entremos em contradições censurando os sócios mais exigentes por não terem tido a coragem de se candidatarem ao lugar de Pinto da Costa.

Pois, agora não podem queixar-se, porque finalmente surgiu um candidato inesperado: nada mais que José Fernando Rio, portista e colaborador do Porto Canal! Esse mesmo. Sucede que, o candidato apareceu, mas pelos vistos esta candidatura ainda não satisfaz o gosto desses adeptos que tanto clamavam a coragem de outros para se candidatarem ao lugar de Pinto da Costa! É verdade. Parece que para ficarem plenamente satisfeitos, deviam ir para a televisão ou para o próprio Porto Canal deitar abaixo Pinto da Costa e só depois se candidatarem... Digo-vos já, que se fosse eu a candidatar-me a Presidente do FCPorto, depois de andar há tanto tempo a censurá-lo duramente, pelas razões que  se conhecem, tenho a certeza que ninguém votaria em mim. O mais certo, seria ir para a rua, muito antes de abrir a boca.

Depois, ainda estou para ver alguém que frequente ou colabore com o Porto Canal a criticar Pinto da Costa, e muito menos a dizer que vai candidatar-se à liderança do FCPorto. Ninguém ousou fazê-lo. Por isso, embora não conheça pessoalmente José F. Rio, a não ser pela televisão (ele já era conhecido no Porto Canal, antes do FCPorto ser accionista), não tenho nada contra a sua candidatura. Só sei que é portista como eu, e além disso ainda não conheço o que tem projectado para o clube. Desde já, digo-vos que confio mais nele do que no candidato sombra chamado António Oliveira. Nesse não votaria concerteza!

Portanto, tenhamos calma e pensemos sobretudo no que é mais urgente para o FCPorto. Para mim, é sem dúvida substituir a SAD, e não lhe dar mais tempo para levarem o clube à falência absoluta. É também possível que a coragem de José Fernando Rio sirva de estímulo a outros putativos candidatos que atrás do pretexto da "consideração" por Pinto da Costa, ficaram à espera que alguém ousasse enfrentar "o touro" pelos cornos (passe o pleonasmo).  Preferia que desta candidatura nada de anormal ocorresse. Os adeptos têm sido excessivamente confiantes com Pinto da Costa. Compreende-se, mas não se pode concordar, com tanta tolerância (é o FCPorto que terá de pagar as consequências), permitindo a situação muito complicada de agora.

E o dinheiro não abunda, como bem se sabe. 

29 fevereiro, 2020

FCPorto, desgostos, atrás de desgostos...

Resultado de imagem para elementos da SAD do FCPorto
A SAD do FCPorto previa saldo positivo...

É uma verdade de La Palice: quando um líder perde a liderança, sem o perceber, termina por contaminar os liderados com a incompetência. 

À excepção do andebol (até ver), que é a única modalidade que não tem envergonhado os portistas, e que pelo contrário, até lhes transmite algum ânimo e orgulho, todas as outras estão em decadência. Hoje, no hóquei em patins, o FCPorto foi a Braga e perdeu 6-2 justamente.  

A equipa do Braga foi muito mais rápida e competente que o FCPorto, em todos os aspectos, o que significa, que até nas outras modalidades, estamos a perder qualidade. Se nem defender o clube a SAD é capaz, o que é que está a fazer no FCPorto? Se nem defender o Francisco J. Marques e todos os que com ele colaboram, a SAD é capaz, que raio de líderes têm o FCPorto?  Que ingratidão! No lugar de J. Marques já tinha batido a porta.

Mas, já era de esperar este desfecho. o FCPorto tem a comandá-lo uma múmia convencida que ainda está viva, e os adeptos ainda o apoiam. Deve ser uma questão de respeito...

PS-Só um golpe de Estado pode travar esta pouca vergonha! Ou, na melhor das hipóteses, a União Europeia. O Porto traiu a sua própria história com tanto silêncio.

Agora, estou a referir-me, como é óbvio, às miseráveis atitudes e ameaças da Justiça e do Ministério Público com o FCPorto, em contraste com o silêncio protector com o Benfica. Se isto não é suspeito, o que será?

23 fevereiro, 2020

SOMBRAS NEGRAS DA JUSTIÇA

Domingos de Andrade
Domingos de Andrade
Director JN

Há duas formas de encarar a mais grave crise exposta dos últimos 45 anos que a Justiça atravessa e que atinge o coração do Tribunal da Relação de Lisboa, um dos principais do país
A primeira é benévola, a prova de que a ação da investigação e das magistraturas, sejamos magnânimos em as incluir, não pára nem perante os seus pares.
A segunda remete-nos para os tempos sombrios que parecemos atravessar, com a corrupção em estado larvar a estender tentáculos em todas as áreas da sociedade, a que nem a Justiça está imune, num caso cujas suspeitas não se circunscrevem a um ato isolado de um juiz que temporariamente terá perdido a noção de moral e da representação social que o uso da toga implica. O problema é que a perceção do mal anula qualquer tentativa de fazer prevalecer o olhar do bem.
O caso em questão chama-se Operação Lex e carrega já 17 arguidos, o último dos quais é o ex-presidente do Tribunal da Relação de Lisboa, Luís Vaz das Neves, já interrogado pelo Ministério Público, que se junta aos juízes Rui Rangel e Fátima Galante. São suspeitos, cada um com a sua carga, de tráfico de influências, branqueamento de capitais, viciação na distribuição de processos e acórdãos a pedido.
As suspeitas sobre Luís Vaz das Neves remetem para os processos distribuídos aos juízes Orlando Nascimento, atual presidente da Relação, e Rui Gonçalves, que assinaram acórdãos favoráveis a Rui Rangel e ao empresário de futebol José Veiga.
Para trás estão mensagens trocadas entre Rangel e Luís Vaz, para que este distribuísse um processo a Orlando Nascimento. O que veio a suceder.
A sucessão de nomes e cargos é de tal forma grave que não basta à ministra da Justiça acreditar piamente que tudo está bem, até porque, justifica, os processos são distribuídos aleatoriamente por via informática.
Mas mais do que o pormenor de cada uma das suspeitas, são preocupantes as dúvidas que o caso lança sobre a imparcialidade dos tribunais e a integridade dos juízes. As sementes dos regimes extremistas medram nestas incertezas.
Diretor

20 fevereiro, 2020

Pedro Baptista lutou pela Regionalização...

Resultado de imagem para pedro baptista morreu
Pedro Baptista, um socialista diferente


... mas não teve condições para levar muito longe as suas intenções. Faleceu a noite passada de morte súbita, quando estava a colaborar como Comissário-geral das Comemorações da Revolução Liberal do Porto de 1820. Juntamente com um pequeno grupo de portuenses adeptos da Regionalização, entre os quais fiz parte e cooperei, organizamos um Movimento político a que chamamos Movimento Pro Partido do Norte, https://www.jn.pt/nacional/movimento-pro-partido-do-norte-quer-concorrer-as-legislativas-1582864.html  visto, segundo a lei, não ser permitido designar Partidos com nomes de cariz regional (vejam bem como o centralismo é democrata e fiel à Constituição...). Eles têm um medo terrível de perder aquilo que todos os ditadores adoram:  o poder absoluto.

Portanto, caros amigos, não se deixem levar em mais esta vigarice que é a Descentralização.  Isto é outro embuste, não duvidem. Não vai ser preciso esperar muito, para tudo ficar em águas de bacalhau. O Costa, não é muito diferente do Sócrates, é apenas mais moreno...

Pedro Baptista era um homem irreverente, e combativo. Apreciava a sua frontalidade e coragem. Era m homem raro  para os tempos que correm.

Quero dedicar as minhas sinceras condolências,  à família e amigos. 

Nota:
Pelo que li, afinal Pedro Baptista faleceu na manhã de ontem, sexta-feira, e não durante a noite,  conforme erradamente fui informado. 



17 fevereiro, 2020

Marega pode não ser um grande jogador, mas...



mas é um HOMEM com maiúsculas, comparado com este oportunista, este falsário, que nunca na sua vida será capaz de um acto de coragem e de integridade como ele (Marega) teve! Além de J. Paulo Rebêlo ser um incompetente, um aldrabão, anda convencido que todos são da laia dele, um reles chico esperto, que o 1º. Ministro Costa guindou ao poder.

Se achas que me comoves com essa treta de dizeres que o racismo é uma coisa intolerável, ficas a saber que tão intolerável é o racismo como a falsidade! Sabes, pudesse eu votar para despedir, já estavas na rua há uns anitos... Vai para o Estádio da Luz pedir um emprego ao Vieira, esse é que está bom para ti, pertence à tua seita. Hipócrita!


O secretário de Estado da Juventude e Desporto, João Paulo Rebelo
Ficas muito bem na fotografia, estás sempre em acção. Deve ser por isso que
o futebol português é tão disciplinado... 

16 fevereiro, 2020

O verdadeiro rosto de Portugal na Europa

Resultado de imagem para ana gomes
Sabem quem não gosta de Ana Gomes? É simples:
os que vivem da corrupção. 


A ex-eurodeputada do PS Ana Gomes instou esta quarta-feira Portugal a adotar rapidamente as mais recentes leis europeias para combate ao branqueamento de capitais, numa altura que o país enfrenta "um furacão" que são os Luanda Leaks.
A Comissão Europeia instou Portugal e sete outros Estados-membros a transporem efetivamente a legislação europeia em matéria de combate ao branqueamento de capitais, apontando que "os recentes escândalos" tornam evidente a necessidade de regras rigorosas.
Reagindo a esta notícia, Ana Gomes disse esperar que "Portugal não demore muito a concretizar a transposição da quinta diretiva contra o branqueamento de capitais e o financiamento do terrorismo, ainda por cima está no meio deste furacão abertos pelo escândalo dos Luanda Leaks". Falando aos jornalistas portugueses à margem da sessão plenária do Parlamento Europeu, na cidade francesa de Estrasburgo, onde se deslocou para uma conferência sobre migrações na universidade local, a antiga eurodeputada do PS vincou que "Portugal está numa posição extremamente vulnerável" no que toca ao branqueamento de capitais.Para a ativista, "o caso dos Luanda Leaks é mais uma demonstração, como já era o Football Leaks, da total vulnerabilidade do nosso país, a ser lavandaria de vários tipos de criminalidade organizada, de máfias de todo o tipo". "E espero que [a diretiva] seja bem transposta porque muitas vezes a transposição em Portugal tem água no bico em algumas formulações que são feitas por escritórios de advogados que trabalham para o Estado e que não estão necessariamente a servir interesse público, mas os interesses de certos grupos privados", apontou Ana Gomes.
Para a ex-eurodeputada socialista, "Portugal está a falhar há muito tempo porque tem havido total cumplicidade, a todos níveis, e nalguns casos é até captura, para cobrir, encobrir e deixar fazer". "Felizmente hoje as atitudes angolanas mudaram e há uma atividade da Procuradoria-Geral angolana. A nossa Procuradoria está a reagir aos pedidos angolanos e ainda ontem [terça-feira] foi desencadeado o congelamento de contas", acrescentou.
Ana Gomes está em Estrasburgo no dia em que se vai realizar um debate no Parlamento Europeu sobre branqueamento de capitais na UE, à luz das revelações do 'Luanda Leaks'.
Também esta quarta-feira, a Comissão Europeia anunciou, no quadro da adoção do seu pacote mensal de processos de infração aos Estados-membros por incumprimento da legislação comunitária, que oito Estados-membros não notificaram ainda Bruxelas de "quaisquer medidas de execução" relativamente à mais recente diretiva (a quinta) sobre branqueamento de capitais, que deveria ter sido integralmente transposta até 10 de janeiro passado.
O Consórcio Internacional de Jornalismo de Investigação revelou no dia 19 de janeiro mais de 715 mil ficheiros, sob o nome de Luanda Leaks, que detalham esquemas financeiros de Isabel dos Santos e do marido, Sindika Dokolo, que terão permitido retirar dinheiro do erário público angolano utilizando paraísos fiscais. Isabel dos Santos foi constituída arguida pelo Ministério Público de Angola, mas já veio negar as acusações, dizendo-se vítima de um ataque político. 
Ao nível da UE, as regras mais recentes de combate ao branqueamento de capitais e crimes fiscais datam de 2015, tendo reforçado as obrigações de vigilância dos bancos, instituições financeiras, consultores fiscais, auditores, advogados, agentes mobiliários, entre outros, sobre as transações suspeitas dos seus clientes.
Estas leis comunitárias vieram também clarificar que as regras se aplicam às "pessoas politicamente expostas", isto é, indivíduos que, pelo facto de exercerem ou terem exercido funções públicas importantes, podem representar um risco mais elevado de corrupção.