22 outubro, 2018

Pedro Marques Lopes está confuso. E nós, estamos esclarecidos?


Até que enfim, que vejo publicadas um conjunto de questões muito pertinentes àcerca do Relatório e Contas do FCPorto! Só a opção do local onde foi inserida ("A Bola") não foi a melhor, dada a péssima reputação de que o pasquim goza no Porto, incluindo os principais colaboradores. Quanto ao autor da crónica,  Pedro Marques Lopes, tudo bem. É  um homem honesto, informado e sabe como levantar as questões. 

É preciso que outros lhe sigam o exemplo, porque enquanto continuarem a pensar que Pinto da Costa está acima de qualquer crítica, podemos estar a contribuir para a derrocada do FCPorto. Temos de nos convencer que não há ídolos eternos. Vejam o que está a acontecer com o Special Man que nem sequer tem as mesmas responsabilidades, ou lhe chega aos calcanhares, malgrado as diferentes funções.

Neste momento, as dúvidas de Pedro Marques Lopes são, de certeza, partilhadas por todos os portistas, incluindo aqueles que por amizade, ou conveniência, evitam enfrentá-lo. As exposições de PML podiam resumir-se ao que escreveu: 

"Para que não fiquem dúvidas é preciso dizer que não estou a sugerir que se trilhe um caminho de ainda mais endividamento (e esse voltou a subir) ou da loucura despesista. Nada disso. O que quero dizer é que o que está em jogo nos próximos anos é demasiado importante e que o desenvestimento neste momento não é opção. Fundamental é que o investimento seja racional, bem aplicado e que exista uma razão clara e transparente para todos sobre o que se fizer a nível financeiro.

Mas não é só o dinheiro estar em causa. Nunca fomos um clube endinheirado e sempre conseguimos fazer mais, muito mais, que os ricos deste mundo - basta atentar nas nossas victórias nacionais e internacionais e nas equipas que vamos sistematicamente batendo na Champions. Como nunca, é crucial que a nossa capacidade de recrutamento e de aproveitamento e gestão de activos seja mesmo exemplar".

É bem explícito o que aqui vem plasmado. A SAD do FCPorto  é uma sociedade anónima, é verdade, mas é também de um clube, com associados, que têm toda a legitimidade de reivindicar informações rigorosas sobre os movimentos e aplicações financeiras do clube e em tempo oportuno. Se o orçamento do FCPorto previa uma redução de 70.000 euros de encargos com jogadores e afinal subiu para 6 milhões, ainda que por uma boa razão (prémios a jogadores pela conquista do campeonato), o cálculo foi um tanto leviano, porque devia ter sido feito descontando antecipadamente esse valor visto que o objectivo sempre foi ganhar o campeonato. Eu também não sou entendido nestas ginásticas financeiras, mas a verdade é que de coerente tem pouco.

A juntar a esta confusão existe outra, que não sendo da mesma área é parcialmente comum. Chama-se Porto Canal. Será que os sócios do FCPorto não têm o direito de saber como vai a contabilidade e a saúde financeira da estação de TV? É que, consta por aí (é lamentável não haver certezas por silêncios abusivos) que Júlio Magalhães é pago pelo FCPorto. Como ficamos? Querem, ou não querem, ser claros?

      



21 outubro, 2018

Prós e contras


Resultado de imagem para Equipa de Sub17 do FCPorto de Tulipa

Prós: 

a equipa de sub17 do FCPorto, orientada pelo treinador Tulipa. É a segunda vez que destaco esta pérola colectiva que é a equipa júnior FCP, porque é de toda a justiça fazê-lo. Já a destaquei há umas semanas atrás. Não há jogadores razoáveis, são de facto todos muito bons. Trocam a bola com uma inteligência fora de série, e uma dinâmica muito rara para a idade. Todos, todos são jogadores do presente que só não o serão no futuro se  um grande azar lhes bater à porta. Todos, repito!

Mas, sem desprimor para os colegas (que são também uns craques) há um que é um verdadeiro fenómeno, chama-se Francisco Conceição, o capitão de equipa. Parece o Messi a jogar, nos seus melhores tempos. E ainda é um adolescente...

Que me perdoem os seniores, mas o futebol destes jovens é mil vezes superior ao de qualquer equipa da 1ª Liga.  O meu receio é não saber que destino lhes reservarão os dirigentes do FCPorto! Têm andado tão distraídos, tão trapalhões, que receio que alguém os venha buscar por dez reis de mel coado...

PS-Não foi o resultado que me deslumbrou (11-1), foi o facto de terem jogado com o Leixões, uma equipa também recheada de excelentes jogadores. Parece mentira, mas não é. 


Contra:

A malapata que persegue Moncho Lopez. Ou, qualquer outra razão que alguém nem às paredes confessa. Tenho como um grande Treinador Moncho Lopez, mas noto que vem faltando no plantel coesão na qualidade e no ânimo. Por quê? Não faço ideia.

17 outubro, 2018

Porto Canal não gosta de dar explicações. Será aquilo um principado?


Entretenimento

É desagradável para qualquer um ser-se objecto da crítica de outrem. Ninguém gosta de ser criticado, e eu não fujo à regra. Mas aceito opiniões contrárias às minhas, desde que sustentadas em argumentos sérios, e pragmáticos. Com fanatismos, ou convicções mal fundamentadas é que não se convence ninguém. Estou com esta conversa porque ainda não consegui convencer certos leitores mais precipitados, que quando se critica o funcionamento de uma empresa, de um governo, ou uma equipa de futebol, não significa forçosamente que os que lá trabalham sejam todos maus. Um governo, ou qualquer outra actividade colectiva, deve ser avaliada pelos resultados do grupo, não pelo individual. Se assim fosse, não haviam maus governos, más empresas, nem maus clubes de futebol.

Espero que os leitores habituais não pensem que é para eles este discurso, porque não é. Refiro-me a um pequeno número de comentadores que nem sempre compreendem o que escrevo,  que distorcem as coisas, ou por pura ignorância, ou por malvadez. É importante compreendermos que quanto mais exigentes formos com nós próprios, mais apurados serão os nossos gostos. 

Dou como exemplo do Porto Canal, órgão de comunicação que venho censurando há algum tempo. Qualquer espectador atento terá percebido que algo de estranho se está a passar naquela empresa. Eu também sou um deles, e tenho-o demonstrado aqui. O objectivo não é dizer mal, só por dizer. Não! Eu aponto para o que está a funcionar pior, e neste caso trata-se de desleixo, de desorganização, e alguma falta de brio profissional. Se fosse um canal de Lisboa era-me indiferente, porque são tão medíocres, tão enfadonhamente previsíveis, que nunca estive preocupado. Agora, o Porto Canal preocupa-me, e porque é do Porto quero que seja sempre melhor, para poder impor-se económica e qualitativamente.

O Porto cidade e o Porto Clube não pode dar-se ao luxo de deixar à deriva um negócio tão difícil de rentabilizar como a televisão.

Para melhor entenderem onde quero chegar, e para que não se confunda a árvore com a floresta, passo a explicar:

Programas do Porto Canal  por Áreas

  • Desporto: Universo Porto de Bancada, Universo Porto, Desporto em Directo, Nas 4 Linhas, (20, no total)
  • Informação: Jornal Diário, Jornal das 13, Jornal da Noite, Último Jornal, Revista de Imprensa, Jornal de Desporto (20, no Total)
  • Entretenimento: Consultório,Olá Maria, Portugal Fashion, Glitter Show, (21, no total)
  • Cultura: Caminhos da História, Nota Alta, Radioativo, Gente com História, A falar é que a gente se entende, (21, no total)
  • Bem Estar: Imperdíveis, Filhos e Cadilhos, Beleza em Paris, (8, no total)

Os programas mais importantes para mim (apenas a minha opinião), são os que estão sublinhados. Neste momento, deixaram de transmitir muitos deles em todas as áreas. Antes, passavam 4 telejornais, agora transmitem apenas o da Noite. Auto-desvalorizaram esta área importantíssima! Os melhores programas culturais estão a ser afectados por exaustão causada às audiências (repetições sucessivas), o que é péssimo para os respectivos criadores e também para o Porto Canal. 

Um negócio como a televisão, não é uma fábrica de conservas, é um trabalho exposto todos os dias aos consumidores. Daí, requerer mais respeito e subtileza com os potenciais clientes. Deixar uma imagem de amadorismo é perder investidores.   


PS-Admitindo a hipótese de estar a ser elaborada a nova programação para a época 2018/2019, é inadmissível que nem uma nota de roda-pé tenha sido apresentada para acabar com especulações. É assim que elas se fomentam.




  


16 outubro, 2018

Porto Canal, muita parra e pouca uva


Relatório da evolução do Porto Canal a partir de 2015

No dia 11 de Janeiro de 2016 iniciou-se uma nova era do Porto Canal. A partir dessa data, o canal nacional surge renovado, mais forte e mais abrangente. Depois de adquirido pelo FCPorto, o Porto Canal sofre alterações profundas quer a nível qualitativo, quer a nível tecnológico. Assim, e após esta aquisição, o clube português, investiu num extensivo upgrade tecnológico, com particular impacto na melhoria da qualidade som e imagem (HDTV), visando também a renovação do logótipo e do grafismo do canal. As mudanças estão também relacionadas com o investimento em mais horas de conteúdos relativos ao FC Porto e mais emissões em direto de jogos do FC Porto B e das equipas de formação (sub-19, Sub-17e Sub-15), o mesmo acontecendo com os jogos de outras modalidades, nomeadamente andebol, basquetebol e hóquei em patins.

Nesta nova fase, a estação televisiva aposta ainda em novos programas de entretenimento, informação e desporto, ampliando o horário de emissão que passa a iniciar-se às 08h00. A grelha é também agora mais diversificada, apostando o canal em caras novas para diversos programas, integradas numa mais alargada, fresca e variada programação.

Através deste investimento e de todos os melhoramentos efetuados, o Porto Canal pretende fazer com que o público de todo o território nacional, sinta mais a cultura, sinta mais a informação, sinta mais o entretenimento e sinta mais o desporto. Tudo com mais horas de emissão e com uma melhor oferta de programação.

Face aos indícios de desorientação do Porto Canal, a partir, e durante, a época de férias, a conclusão mais prudente que se pode tirar, é que tudo o que consta deste relatório explica-nos que muita coisa foi mal projectada para ter chegado ao ponto a que chegou. E quanto custou a gala dos Dragões de Ouro? Seria assim tão imprescindível num momento tão difícil? Quantas pessoas terão sido dispensadas e quais?

PS-Valeu-nos os programas desportivos, e as preciosas denúncias de FJMarques do gang multifacetado e pluri-pessoal do Benfica.


15 outubro, 2018

Quem se queixa do centralismo, que ponha os olhos nos catalães!


Por que será que olho para a Catalunha
e sinto repulsa por Lisboa ?

Os escroques que defendem o centralismo
responderão sempre que não sabem.
Eles nunca sabem nada de si próprios.
Pudera, quem fez de Portugal uma coutada
de mafiosos e quer passar por inocente,
não conhece os próprios pais


PS-À escória social, e a quem com ela se identifica, sugiro que
leia bem a coluna ao lado antes de entrar nesta casa sem se 
identificar . A porta só está aberta a pessoas, não a filhos da PIDE

FCPorto e Porto Canal, bloqueio partilhado?


Por favor, não me venham contar histórias . Esta cisma de proteger o senhor Pinto da Costa incondicionalmente, está a tornar-se  numa perfeita tolice, num hábito passível de criar grandes problemas ao FCPorto. 

Há pessoas que parecem ainda não ter percebido que os elogios devem ser sinceros e assentes no mérito. Uma coisa é um elogio momentâneo e circunstâncial - como por exemplo achar alguém muito simpático, culto, ou bem educado -, e outra coisa mais importante é elogiar um ministro, ou um Presidente de clube. Nestes casos, o elogio exige tempo, não pode ser ocasional, requere às vezes alguns anos de avaliação. Foi o que aconteceu com Pinto da Costa. Se mereceu tantos encomios dos portistas (e ciumeira dos adversários), foi porque desempenhou bem o seu papel. Opções emocionais não são as mais indicadas para soluções racionais.

Assim sendo, estaremos todos de acordo se dissermos que racionalidade foi o que mais faltou nos últimos 4/5anos de gestão do FCPorto! Já há muito tempo que venho alertando os portistas para a necessidade de pensar na renovação da SAD e de Pinto da Costa, e não comecei ontem nem há um ano. Os sinais de declínio eram evidentes. Se por um lado é compreensível a contenção dos associados, evitando crises precipitadas e instabilidade, por outro não tivemos a correspondência dos responsáveis. Pinto da Costa e a sua equipa da SAD leram esse comportamento como um sinal positivo de continuidade. O resultado foi o que se viu. O Relatório e Contas está a ser discutido na praça pública com algum cepticismo e a negociação de alguns jogadores tem sido desastrosa, a  ponto de poder desestabilizar o rendimento da equipa nos próximos tempos.

Mas, sem o sabermos, podemos ter à vista outro problema, resultante da tendência que temos para canalizar a nossa atenção para o Futebol Clube do Porto. Parece andarmos esquecidos com o Porto Canal como se nada tivesse a ver com o FCPorto. E tem.  Ao que consta, o FCPMedia detinha  de 98,8% das acções do Porto Canal, e pouca ou nenhuma informação foi dada aos sócios àcerca dos custos que são pagos pelo próprio canal e os que são suportados pelo FCPorto. Fechou a temporada de 2016/17 com 2.571 milhões de euros. Seria portanto muito importante esclarecer esta dúvida.

O Porto Canal parece trabalhar em regime de part time. As gravações e repetições de programas aumentaram e outros deixaram subitamente de ser transmitidos sem que fosse dada a mínima informação aos espectadores. É mau de mais para um negócio de exposição e de serviço público. O silêncio mantém-se como se nada estivesse a acontecer. Curiosamente, muito ao estilo do FCPorto...

Será preciso dizer mais? 

14 outubro, 2018

Eles vão trepando enquanto a justiça dorme

Compreendo a brincadeira, acho é que não resolve nada 



É uma chatice que, para não ser mal entendido, tenha de repetir constantemente o que aqui escrevi, ou não escrevi, sobre o assunto bê, ou cê. É a única maneira de calar a boca dos que só sabem avaliar as coisas conforme lhes dá mais jeito, e não como deve de ser, com rectidão.






É assim: tenho-me como um tipo civilizado, que gosta da ordem, do respeito, e é a contra a violência. Mas só acredita na rotina e na prática desses valores quem vive num regime democrático, e se esse regime funcionar como exemplo. Não o fazendo, é inútil acreditar em milagres, quer dizer, ficar à espera que alguns  cidadãos sejam tratados impunemente acima da lei, e outros mais civilizados pagarem pelas suas ilegalidades.  Vale isto por dizer que os portuenses portistas estão cansados de ser tratados como gente menor, quer a nível político, desportivo, ou mesmo social.  Os tripeiros são gente boa, mas não gostam de ser desconsiderados. Quando isso acontece, e se sentem injustiçados perdem a confiança, e são capazes do pior.  

Ora bem. Apesar de não querer acreditar que todos os benfiquistas se revejam nos hábitos do seu presidente, nem na organização criminosa em que se tornou o Benfica, a verdade é que, publicamente, só vi duas pessoas a insurgirem-se contra o que está a acontecer. Dois! Um foi Victorino de Almeida, e o outro não me lembro do nome. É muito pouco, e vergonhoso. Quando eles *forjaram o não "caso" Apito Dourado, pensando que podia tratar-se de uma coisa séria, escrevi aqui que se fossem provadas as acusações a Pinto da Costa, eu seria o primeiro a censurá-lo por isso. Felizmente, e ainda que os testemunhos fossem ridículos e muito propagados pelos mídia, veio a descobrir-se que a montanha tinha parido um rato, e mais recentemente um clube de espiões e malfeitores, como se espera vir a confirmar, se a Justiça fôr efectivamente cega. 

Vamos ao que interessa. Antes, e a propósito, aconselho novamente os sócios do FCPorto que comecem a pensar seriamente (nas próximas eleições do FCP) numa presidência nova, com dirigentes sérios e destemidos, porque a idade de Pinto da Costa tolheu-lhe o dinamismo necessário para o momento actual, como se constata. Digo isto, porque o tempo do politicamente correcto esgotou-se e é ineficaz como sabemos. Não basta elogiar a postura civilizada dos adeptos e o apoio incansável que continuam a dar ao clube, é preciso também ajudá-los a encarar os problemas porque passa actualmente, nomeadamente as dificuldades financeiras e a gestão descuidada que nos impediu de construir uma equipa mais sólida evitando assim um clima de instabilidade com os atletas. A manutenção de jogadores como Herrera e Brahimi tornou-se mais problemática devido à sua tardia resolução. Jogadores que já não eram muito assertivos antes, é difícil que agora o sejam. Veremos.

A importância de imprimir outra dinâmica de gestão, mais abrangente e prematura é inadiável porque temos de saber lidar com outros obstáculos. O Benfica continua a actuar com excesso de confiança na sua milionária equipa de advogados, e nem por isso desistiu da sua campanha de intoxicação onde quer que seja. Nem o Governo nem o Presidente da República deram sinais de inquietação sobre o assunto. O que é gravíssimo. Ambas as instituições sabem no que o Benfica se meteu, conhecem como nós os indícios de prova criminal que deixou por todo o lado. No entanto, até hoje, optaram por não interferir no caso. O Presidente da República tem até mais liberdade nesse aspecto que é exercer a famosa magistratura de influência, coisa que ainda não fez. Entretanto, essa postura do PR (e do PM), pode ser interpretada pelos mafiosos do Benfica como um voto de confiança e levá-los a abusar ainda mais da tolerância cúmplice dos mídia,  Se compararmos a agressividade do Benfica, acusado de múltiplos crimes gravíssimos, com a passividade do FCPorto demasiado confiante na Justiça, parece que é o FCPorto o suspeito... O Porto Canal anda completamente à nora, a programação praticamente vive de réplicas, o jornal da tarde não existe, vive praticamente do desporto, de entrevistas gravadas, enfim anda muito mal. Só alguns portistas sem sentido crítico parecem contentar-se com o que está a ser feito. Parecem não saber ler os sinais, o que é péssimo.

Ora, entretanto o Benfica vai trepando e abusando, fazendo pela vida, aldrabando, manipulando e investindo em tudo o que mexe. A última pérola foi a abertura de uma loja no Mar Choping. É simples perceber, por mais que o Benfica acredite no gigantismo dos seus adeptos, que a área metropolitana do Porto está a abarrotar de portistas, portanto é muito natural que como aliás já aconteceu, um dia destes se cruzem adeptos dos dois clubes e haja qualquer incidente. O Mar Choping é uma estrutura comercial, mas tem obrigação de conhecer a rivalidade que há entre o FCPorto e o Benfica, de mais a mais agora, que um tenta ilegitimamente dominar o outro. Ambas as equipas têm adeptos em vários pontos do país e nas cidades que representam, mas parece-me insensato abrir uma loja vocacionada para o futebol numa área comercial frequentada maioritariamente por portistas. O Mar Choping parece ter optado pela prepotência da SportTV, arriscando-se a perder clientes que não gostam da brincadeira. Um deles serei eu de certeza!

Por fim, o Sr. Presidente da República e o sr. 1º Ministro, arriscam-se a ser responsáveis pelo que de pior eventualmente vier a acontecer. A violência e a vigarice é típica dos benfiquistas, mas os portistas sabem também dar esse tipo de resposta, se fôr necessário. Não é? Deixem-nos fazer o que querem, depois venham-nos pregar a moral cínica do costume.

Pergunta-se: estará o FCPorto interessado em responder na mesma moeda? Ou permitir-lhes tudo? Por que não abrir uma loja do FCPorto em Lisboa no Colombo, ou no Vasco da Gama? Era giro, não era?

*essa forja foi miseravelmente comandada por Ricardo Costa, alguém que não devia estar em lugares
impróprios para gente como ele. Uma vergonha para a Justiça que se preza.

E só se demite o ministro?

Domingos de Andrade
Director do JN


Não é difícil de perceber onde estão uns e outros. E o humor subtil está no facto de os maiores correligionários do atual pântano estarem justamente dentro das unidades, para além das sucessivas decisões políticas que foram reduzindo um dos pilares da Democracia a um coro anedótico nacional.

A demissão do ministro Azeredo Lopes, sustentado no lugar até ao limite do sustentável, não responde às perguntas sobre o assalto a Tancos, quem fez?, com quem fez?, para quê?, quantos mais houve?, cuja falta de respostas permite alimentar todo o tipo de especulações.

Mais grave. A saída do governante deveria arrastar o Chefe de Estado Maior do Exército. E por sua vez o Chefe de Estado Maior das Forças Armadas. Só que a Polícia Judiciária Militar responde diretamente ao ministro. Um escudo. Portanto, não só não se demitem, uns por encolherem os ombros perante o crime, outros por encobrirem a descoberta do crime, como o mais certo é virem a receber um louvor pelos serviços prestados à Nação.

O desafio de António Costa é, agora, encontrar um nome forte, que trate da política e não da caserna. Ou, em ano de eleições, num momento em que em todo o Mundo são cada vez maiores as exigências que se colocam às Forças Armadas, acumular a pasta e começar a preparar, com o peso político nacional e internacional que ostenta, uma reforma do setor.

E se são urgentes, embora difíceis, pactos de regime na Saúde, na Educação, na Justiça, ou na Segurança Social, o consenso político sobre o papel das Forças Armadas é um facilitador. Caso contrário, continuaremos a achar normal ter empresas de segurança a guardar paióis, e um exército de 5500 soldados, que representa menos de metade do total de funcionários da Câmara de Lisboa.

Não é normal, pois não?

Nota de RoP:
Oxalá os espanhóis não se lembrem de voltar ao século dezassete e invadirem este circo de país, caso contrário teremos de actualizar a nacionalidade. Por mim, a partir do momento em que Lisboa começou a querer substituir-se ao nome
e à representação do país, talvez não me importasse com a troca...


11 outubro, 2018

O FCPorto não pode fiar-se muito na Justiça. Aqui, tudo é possível


Será a ligação c/ Fernando Gomes (ex-político)
que trava a liberdade a Pinto da Costa? 
Espero  que os  adeptos do FCPorto, incluindo as claques legalizadas, consigam  manter  a serenidade  e não reagirem  às provocações do gangue Benfica. Se não têm capacidade para distinguir um jardim florido de uma sanita suja,  que podemos fazer? As revistas dos "seguranças" do Benfica  feitas  aos   nossos  adeptos  e  adeptas,  foram execráveis.   Atitudes   próprias de  crápulas.  Um dia isto ainda vai acabar mal. 

O Governo pensa que estas coisas não lhe dizem respeito. É sinal que não sabem minimamente o que é governar. Se o A.Costa, tem habilidade, não é para governar um  país como o nosso, deve ser para outras coisas que não imagino. Talvez faltar à palavra, não? 

Voltando à bagunça Benfica, vamos tendo uma certeza: é um clube pouco vocacionado para a decência. Para aquela gente a seriedade é qualquer coisa inexistente. Não sabem o que é, nem para o que serve, a baixeza está-lhes na massa do sangue. Como ninguém pode dar-lhes o que não têm, (como o bom senso ou a dignidade), temos de os combater com inteligência, evitando cair nas ratoeiras torpes que só eles sabem armar.

Portanto dragões. não desistam da calma, porque alguma coisa terá de acontecer a esses facínoras, apesar das atitudes proteccionistas que a comunicação social insiste em dar-lhes, sem qualquer respeito pela ética. Não desistam pois da postura civilizada que têm exteriorizado dentro e fora do Dragão, mas que ao mesmo tempo se disponibilizem para o pior, se os abusos desses crápulas não forem atempadamente reprimidos pela Justiça. Importa que eles percebem a diferença entre o civismo e o medo...

Certos portistas, antes de tirarem conclusões precipitadas do que escrevo, apenas porque não gostam, deviam ter o cuidado de voltar atrás para fazerem uma ideia mais correcta das minhas opiniões. Só aqueles que aqui comentam há muito tempo sabem como sou e como penso. Esses sabem muito bem como defendi Pinto da Costa quando estava a ser atacado por toda a comunicação social, dos jornais à rádio e desta à televisão.

Por essa altura, viveram à custa de uma cumplicidade secreta com os Mídia (a Jihad) armando a mal afamada ratoeira conhecida por Apito Dourado, para tentar destruir Pinto da Costa e com ele o FCPorto. Tudo fizeram para o conseguir! Livros e até filmes, vejam lá! Aí, os mídia, quando se referiam ao assunto, já não usavam o "alegadamente" como agora. Não, nesses tempos não tinham escrúpulos, e ainda hoje ousam falar de Pinto da Costa como se tivesse sido condenado! É o preço a pagar  por quem defende a liberdade absolutista.

Antes do julgamento, valia tudo. Pinto da Costa, era o que eles entendiam que devia ser.  E a lixeira de programas que inventaram não parou! Lembram-se? Eu não me esqueço. Essa escumalha de gente, era exactamente a mesma que agora anda calada como ratos apoiando descaradamente Luís Filipe Vieira! Um ex-presidiário, gatuno!

Pois nessa época, estive sempre com Pinto da Costa. E ainda estou. Só que agora não posso concordar que se mantenha como Presidente, porque tal como os membros da SAD não está a defender o FCPorto ao nível dos danos que o Benfica nos tem causado. Podia dar-vos outros motivos, mas não é o momento agora, até porque respeito a idade de Pinto da Costa e o que fez no passado. Acontece, que o FCPorto não devia estar a ser gerido sob este frágil clima de indefinição, nem devia respeitar representantes das instituições do futebol, porque já não o merecem. O respeito é devido a todos, menos aos que sabemos não o merecer. É o caso.

Só de olhar para a cara de pau de Fernando Gomes, para o sorriso amarelo-hipócrita de Proença de Carvalho sentados ao lado de Pinto da Costa na gala do Dragão, deixou-me desapontado. Para quê tais presenças?  Por obrigação? Por consideração? Por respeito? Com que objectivo, afinal? O Pinto da Costa que conheci, nunca teria convidado esta gente nesta fase tão grave e imunda do futebol português. Terá sido aconselhado pelos homens da SAD? 

Enfim, disse e insisto: não confiemos demais na Justiça. Em Portugal tudo é falível. Podemos ter despoletado uma bomba com a denúncia das habilidades do Benfica. Rui Rangel, pode não ser o único videirinho dos meandros da Justiça. Se o polvo é gigante, então também nós devíamos ampliar os nossos pontos de defesa.

Por exemplo: por que nunca nos lembramos de interpor uma acção contra o Estado, com tantas e tantas razões para o fazer?  O governo delegou nas associações do desporto poderes disciplinares e outros, mas não depende deles. O Governo é o maior responsável pelo que eles fazem.

Hoje temos câmaras, computadores, telemóveis, e gravadores que podem muito bem ser utilizados para sustentar elementos de prova. Por que não os usamos? Por que preferimos então entrar neste jogo de batoteiros quando nós reclamamos seriedade? Não dá para perceber.

A propósito, o Hospital de Gaia, através da Administração, acabou de tomar exactamente essa decisão: apresentou uma queixa contra o Estado por incumprimento do Governo. Fizeram muito bem. O FCPorto devia ter feito o mesmo há muito. O que teme este FCPorto?

PS - Custa-me muito, mas quando não há coerência, não sou capaz de concordar com quem a pratica, por mais consideração que lhe tenha. Então, não é que Pinto da Costa, e Fernando Gomes (da SAD) não deram hoje uma Conferência de Imprensa à RTP (pasme-se!) para a apresentação de contas e falar do caso "Herrera", e  o Porto Canal propriedade do FCPorto nem sequer transmite o jornal da tarde? Há mesma hora em que a RTP dava a notícia, o Porto Canal passava a enésima repetição de um programa.

Estarão ainda de férias? Como é, também preferem a RTP para dizer o que se passa no canal do clube?   Não dá mesmo para entender. De comunicação o FCPorto não percebe nada. Palpita-me que há falta de money no Porto Canal, o que não é para surpreender. Palpita-me também que muita gente foi despedida... São meros palpites. 

10 outubro, 2018

Significado de Lei em português = rabiscar num papel, para concluir nada!

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Marcelo Rebelo de Sousa
O PR das causas doces


Ó Sr. Presidente da República! Ó Excelência! Cuida V. Senhoria que todos os portugueses são, de facto, genética e intelectualmente iguais?  Olhe que não Sr. Presidente, olhe que não! Nem todos usam a testa para chupar gelados, saberá?

Acreditará mesmo V. Exa. que é o Ronaldo,  a verborreia dos políticos, ou as míticas "glórias" do Benfica que alimentam o nosso orgulho pátrio? Um clube tão vocacionado para a ilegalidade? Não, acho!

Esperto como é V. Exa., suponho que não acredita nessa treta, embora sinceramente às vezes pareça
que acredita. E é pena, porque tendo conseguido o afecto de uma grande parte dos portugueses, podia bem começar a variar um pouco de estilo para passar a olhar para o país como ele é, com mais pragmatismo e menos imaginação. As grandes frases que invocam a vaidade lusa, surtem melhor efeito se ditas sem demasiada fantasia. Concorda?

Talvez não tenha conhecimento da pouca vergonha que paira à volta do Benfica, esse tão idolatrado clube, pobre em práticas e hábitos legítimos, com cerca de 10 milhões, novecentos e noventa e nove mil aficionados (o resto, é pó). Nem saberá também que aquela multidão de parasitas paga pelo Estado (de todos nós), que "trabalha" na Secretaria de Estado e Desporto, na Federação e na Liga, se limitam a ver passar os dias,  camuflando o melhor que pode, toda a trapaça praticada pelo Benfica (que é muita, diga-se). Dá muito trabalho, é verdade, mas o problema é que esses organismos deviam trabalhar mais e com isenção para todos os clubes, mas pelo contrário, ignora-os. Sabia? E prejudicam-nos também.  Aceita isso, ou também prefere ignorar Sr. Presidente?

É por toda esta pouca vergonha que a mim não me interessa nada que, depois de o Secretário de Estado do Desporto ter despertado da longa hibernação em que esteve mergulhado, venha agora armar em gente grande e santinho, procurando injectar-nos uma nova proposta de lei de combate à violência no desporto, como se alguém acreditasse na seriedade dos proponentes, que  é menos fiável que a pomada santa de jibóia usada pelos mais reles vigaristas de feira. 

No país a que preside sr. Presidente, escrever decretos lei vale bem menos que um rolo de papel higiénico, porque se tornou ridículo levá-los a sério. Os organismos que atrás referi existem, mas não servem para nada. Todos temos consciência que o problema nunca esteve na lei. Esteve e estará em quem as devia fazer cumprir, e não faz. Não terá V. Exa. conhecimento disto, Sr. Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da República?

Finalmente, acredita V. Exa. que o novo código de conduta vai integrar os mesmos salafrários? Repito, os mesmos salafrários! É verdade. Por isso lhe peço, sr. Presidente que não me leve a mal por não ter pintinha de orgulho em ser português.

Tudo isto é demasiado asqueroso, parece aquilo que corre  pelos tubos de esgotos, pastosa e fétidamente.

Só os porcos convivem bem nas pocilgas.

09 outubro, 2018

Os democratas estão a matar a Democracia


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Nota de RoP:

Este, é sem margem para dúvidas, o melhor artigo que li nos últimos tempos sobre a situação da democracia portuguesa. Pena é, que os jornalistas tenham contemporizado demais com a classe política, de lhe terem permitido (e até incentivado), a pretexto da liberdade de expressão, o exercício  de outras funções, antagónicas com o estatuto de funcionários públicos de alta responsabilidade. Estou-me a referir aos políticos comentadores de futebol clubista na comunicação social.

Esse, foi um dos primeiros pontos de rutura dos políticos com a ética. A partir daí, prevaleceu a bandalhice e a tendência para a pior das vulgaridades. Foi sempre a subir, regredindo, e agora poucos se aproveitam e a situação agravou-se, até hoje. Alguns desses políticos comentadores  de futebol prestam-se a fazer das piores figuras (fanáticas e tresloucadas) que nem os adeptos comuns ousam fazer.

Este, foi apenas um dos muitos passos à rectaguarda contra a democracia e contra uma liberdade sadia. Os opinion makers e os media ainda não compreenderam que há máximas muito românticas que podem tornar-se diabólicas. O velho axioma "É proibido proibir" é encantador, mas podem ter a certeza que os seus maiores fãs são os que não respeitam a legalidade. Há muitas formas de educar uma sociedade sem ser  proibir. Basta optar pela regeneração dos valores.


07 outubro, 2018

A mentira de Tancos

Domingos de Andrade
Director Executivo
(JN)


Durante um ano e quatro meses, pelo menos três militares, dois GNR, as suas chefias e um ministro a assobiar para o ar andaram a fazer dos portugueses tontos, a ignorar os apelos sucessivos do presidente da República e comandante supremo das Forças Armadas, e a destruir sem remédio uma instituição que é um dos pilares de uma sociedade democrática.
De permeio, houve falsas suspensões, readmissões, promoções escondidas e verdades ocultas por grandes mentiras. Porque a única certeza que, neste momento, temos sobre o assalto ao paiol de Tancos no ano passado é a de que alguém mente e a de que no limite mentem todos.
No limite, como tentava ironizar o ministro Azeredo Lopes, não houve assalto nenhum. No limite, esse não acontecimento já deveria ter levado à demissão de um ministro acusado de saber do encobrimento da recuperação das armas por quem ele chefia. Seja verdade, ou seja mentira.
As dúvidas, as perguntas, a falta de clareza, o conluio descarado entre alguns ou entre todos, em alegado nome do interesse nacional, estão todos a apontar para a recuperação das armas, num milagre dos pães, sem ofensa bíblica, que fez com que se contassem mais do que as que desapareceram. Mas falta ainda recuar ao assalto propriamente dito, onde abundam mais perguntas ainda sem resposta. Quem estava mais no assalto além do ex-militar, como, com ajuda ou a mando de quem, encoberto por quem, com que finalidade?
Há uma investigação criminal em curso, que se espera traga mais luz ao caso. Haverá uma comissão parlamentar de inquérito. Há um ano de campanha eleitoral pela frente a começar assombrado por um caso que não pode, politicamente, ser tratado com a displicência de um assalto ao galinheiro.
E voltamos ao limite. Se não atua o ministro em nome do interesse nacional e das Forças Armadas que ministra, que atue o primeiro-ministro em nome dos ministros e do país que governa.
* DIRETOR

Nota de RoP:
Em que sector da governabilidade nacional é que será possível encontrar a competência? Cá por mim, já me contentava com a decência

06 outubro, 2018

Comédia, drama e terror


Inês Cardoso
JN




Imagine-se um espectador que de repente é empurrado para uma sala de cinema, sem fazer ideia do filme a que vai assistir. À medida que tenta entender a trama, a história muda abruptamente a cada momento, numa oscilação de protagonistas e de diálogos insólitos que o deixam sem saber se há de rir ou chorar, encolher os ombros ou assustar-se.
Tancos já passou, aos olhos dos portugueses, por todas estas fases e mais alguma. Mas chegou a um ponto em que o mais preocupante é perceber o quanto estará ainda por deslindar. E até onde nos pode conduzir, politicamente, a investigação do que realmente sucedeu e de quem participou neste filme.
O discurso dos nossos eleitos esforça-se, sempre que processos de extrema gravidade se aproximam do poder político, por repetir o mantra da separação de poderes. À política o que é da política. À justiça o que é da justiça. Numa contradição absurda, no entanto, que faz depender a responsabilidade política do apuramento resultante do trabalho do poder judicial. Como se não houvesse ilações a tirar quando instituições tão basilares como a militar são atingidas ao ponto em que as nossas Forças Armadas estão a ser.
É verdade que há ainda muito por esclarecer sobre o que aconteceu há quase 16 meses. E sobre a encenação que, em dezembro do ano passado, acrescentou motivos de perplexidade ao já absurdo assalto aos paióis. A justiça deve ter condições para fazer o seu caminho, mas é natural a impaciência quando começam a multiplicar-se contradições e comportamentos mal explicados.
Não poderá sobrar, no final deste processo, nenhuma ponta por explicar. Nenhuma dúvida a pairar. Que não se invoquem segredos de justiça ou de Estado para atropelar outro direito essencial que todos temos: o direito à verdade. Sem esse, não há confiança nas instituições que resista.
Nota de RoP: Há valentia para opinar todo o tipo de escândalos, excepto o maior:    o do Gang Benfica. Chama-se, coragem diferenciada.

03 outubro, 2018

No eixo do mal o centralismo está em maioria

Eixo do Mal de 23-12-2017
Eixo do Mal um programa de contrastes e ambiguidade 


Já faz uns tempos que deixei de ver a televisão lisboeta. Abri poucas excepções que mais adiante explicitarei porquê. Dispensar a televisão sediada em Lisboa não é o mesmo que não ver televisão portuguesa. Em Lisboa cultivam-se as preferências locais para as imporem ao país real, mas nunca a portugalidade. Tomei esta decisão com a profunda convicção que não tenho nada a perder. Nada mesmo.

Nem mesmo a RTP, canal designado como público, merece a minha atenção por não lhe reconhecer o estatuto de nacional que a sigla sugere. Só escapa a RTP 2, um canal decente, mas que ao mesmo tempo  serve de máscara para simular o pouco que resta de digno  na RTP1 - o que é injusto para os que lá trabalham honestamente (na dois) -. Uma empresa promiscua,  como é a RTP,  pode sempre contagiar as outras (já presenciei na RTP2 uma metástase chamada Carlos Daniel), o que é mau sinal para os apreciadores do canal. 

Resta-me o Porto Canal, que infelizmente não tem sabido aproveitar adequadamente o deserto de (boa) comunicação, culta e íntegra, em que ainda vive o país (repito: país não significa Lisboa). A gala do Dragão de Ouro de este ano foi talvez uma das causas de tanto abandono, porque apesar de ter melhorado, comparada com as anteriores, não justifica deixarem os espectadores tanto tempo sem programação, sem a mais pequena explicação (se calhar acham que não devem). O Porto Canal passou todo o verão a oferecer aos espectadores "comida" ultra requentada sem ter a gentileza de dar uma simples explicação. Imagino que a causa possa ter sido devida à ausência do Director Geral...Adiante.

Por conseguinte, tive de recorrer a um canal estrangeiro de que muito gosto e não faço publicidade, para não correr o risco de ver aumentado o preço da NOS... Vejam lá ao que chegamos: vermo-nos "empurrados" para outros países por falta de alternativas no nosso, (como emigrante à procura de emprego). Mas o país está bem, segundo alguns iluminados, muito bem mesmo...

O meu critério é este: não criar maus hábitos. Ou seja, ter força de vontade para abdicar do que não vale a pena ser visto. Simples, como vêem. No entanto, às vezes interessa ver o menos mau do que há nos canais de Lisboa. Como já aqui disse, acompanho com moderada frequência  programas como o Eixo do Mal e a Quadratura do Círculo. Aí, podemos ouvir opiniões e ideias interessantes, o que não significa que concorde com todas elas, o que é natural. Mas, a maior virtude desses programas, consiste em detectar a coerência e incoerência de cada interveniente. Muito do que é ali dito, louvado ou criticado, serve também para o espectador descobrir os pontos fortes, e sobretudo os fracos dos participantes. Vale isto por dizer que não obstante a capacidade de argumentação e as preferências políticas de cada comentador, é possível avaliar melhor a coerência intelectual e política um a um, consoante as personagens e os temas abordados.

No último programa Eixo do Mal, um dos conteúdos abordava a suspensão da transferência do Infarmed para o Porto pela parte do Governo. Foi um tema excelente para mais uma vez percebermos quão preconceituosos e centralistas são os lisboetas, à excepção de Pedro Marques Lopes, que vive em Lisboa, mas é do Porto e conhece a sua realidade. Para os outros, falar-lhes do Porto, ouvir algo que possa significar uma mais valia, é o mesmo que retirar poder a Lisboa, até uma instituição mediana como é o Infarmed. Se estivesse no lugar de Rui Moreira preferia ter recusado gentilmente a "oferta" da Infarmed, porque era mais que expectável que a reacção dos funcionários fosse a que foi. Cordialmente, agradeceria e pediria ao 1º. ministro que reservasse a gentileza para projectos novos, feitos de raiz, para lá instalar portuenses sem problemas, evitando assim a comichão dos meninos da capital.  Ofertas em 2ª. mão são como presentes envenenados (como se constatou).

Uma vez mais Clara Ferreira Alves não resistiu a ironizar com o assunto. Se prestarem atenção ao comportamento de Daniel Oliveira (um esquerda caviar) não foi muito diferente, ainda que tenha corroborado pontualmente da opinião de Marques Lopes. Clara Ferreira Alves terminou com este humor negro: "se quiserem até mandamos a Madona para o Porto"

Resumindo, pessoas que discutem sobre tudo e mais alguma coisa, incluindo política de teor internacional, com os quais concordo muitas vezes, sempre que se fala de descentralização (o que é muito raro e evitado) o desconforto é total, e a azia faz-se logo notar. Clara F. Alves chegou ao cúmulo de copiar a treta dos centralistas mais básicos afirmando que o Porto também era centralista, sendo inteligentemente interceptada por Marques Lopes, deixando a nu a sua ignorância total do que significa o centralismo, caindo assim no ridículo.

Fixem o que vou dizer: se o problema da Catalunha virar para o torto podem ter a certeza que o assunto vai servir de pretexto para malhar contra a regionalização. Vão falar de patriotismo, de coesão nacional, como se fossem os portugueses mais puritanos do mundo. Nesse preciso momento, vão-se esquecer totalmente dos 44 anos de centralismo que impuseram ao país, à boa maneira dos fascistas. 

Eles ainda não perceberam que para serem democratas têm de ser menos hipócritas, e menos egocentricos.  




02 outubro, 2018

Palavras de Sérgio, ou aviso à navegação?

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Na melhor de todas as galas do Dragões de Ouro a que pude assistir, ouvi uma frase da voz de Sérgio Conceição que me fez pensar duas vezes. Depois de ter sido chamado ao palco para receber das mãos de Pinto da Costa o Dragão de Ouro de melhor treinador do ano,  acompanhado do plantel, Sérgio apelou à responsabilidade colectiva de todos, do roupeiro ao presidente. Uma declaração tão normal, como pertinente. Para mim, é assim que a leio: normal e pertinente.

Antes de explicar como interpretei esse apelo, afirmo desde já que acredito mais depressa na seriedade de Sérgio Conceição que nos boatos dos que a coberto do anonimato enchem a cabeça dos adeptos com intriguices porventura inspirados na ciumeira. Voltemos então ao que entendi das palavras de Sérgio Conceição.

Talvez isto ajude os que já andam a censurar o treinador do FCPorto a perceber quão injusto e prematuro é criticar Sérgio Conceição quando a nova época ainda mal começou  e foi ele o único treinador, entre quatro, quem conseguiu ganhar o campeonato que já não nos sorria à 4 anos! Sei e compreendo que aquela derrota em casa com o Victória de Guimarães nos deixou completamente frustrados, e eu incluo-me nessa multidão, assim como concordo que ainda não estamos a jogar como devíamos. O 1º. jogo no Dragão contra o D, Chaves foi a excepção, e talvez tenha sido por isso, por termos jogado tão bem que entramos em pânico -passe o exagero- poucos dias depois. Que diabo, ainda estamos no princípio do campeonato, há que ter calma.

Mas há outros pormaiores, que seria bom reflectir antes de torcermos o nariz a uma ou outra boca menos simpática de SC, porque ele lá tem as suas razões para não estar satisfeito com as lesões sucessivas e performance do plantel. E importa igualmente lembrar que Pinto da Costa, e o FCPorto, foi quem ficou a ganhar com a sua contratação visto o próprio presidente ter reafirmado e elogiado a disponibilidade de SC de ter concordado reduzir 50% do seu salário na sua vinda para o clube.

Depois, há coisas que nós não sabemos, talvez porque as partes (PC e SC) podem não querer torná-las públicas por questões éticas (ou estratégicas), o que é compreensível, mas temos a certeza que SC não terá razões para estar também descontente? Será que a SAD terá cumprido o que lhe prometeu?Têm a certeza que foram estas as condições para a pré-época? Que lhe arranjaram os jogadores que ele queria, ou mais ou menos, dentro das possibilidades financeiras do FCPorto e em tempo útil? Têm? Só se algum amigo toupeira lhes disse porque eu não sei, nem de certeza a grande maioria dos portistas sabe. O ponta de lança, o goleador, o especialista do golo, onde pára? Marega? Aboubakar? Ou o Tiquinho que só agora recuperou, e nem sequer foi inscrito para a Champions por cálculo errado? A culpa disso é também do treinador?

Sem intriguices, que é uma coisa que detesto, suponho que Sérgio Conceição quis dizer sem melindrar o Presidente quando apelou ao empenho e à responsabilidade colectiva de todos (do roupeiro ao presidente), estaria se calhar a apontar baterias para a SAD por qualquer coisa que não foi cumprida, digo eu. O Presidente é quem manda, mas outros há que também podem influenciá.lo. Especular é coisa que não gosto, mas aquela declaração de Sérgio associada à história da "ópera" para os adeptos mais nervosos, podem querer dizer muita coisa que eu não posso garantir porque não sei, mas que não foi dita por dizer, não foi.

Para mim, Sérgio respeita, e é amigo do Presidente, mas talvez tenha razões para não confiar inteiramente nos outros da SAD. Além de tudo isto, não podemos dizer que lhe entregaram um plantel recheado de craques à altura das possibilidades do FCP. Dos que vi jogar, o único que dá garantias é o Eder Militão, só nos falta ver o Mbemba, os que vieram está época podem evoluir mas ainda não mostraram muito. 

Chateia-me, quando as coisas correm mal na produção e qualidade de jogo, ver alguns portistas apontarem logo espingardas ao treinador, esquecendo o que de bom fez, e que outros treinadores não fizeram depois de receberem os jogadores que entenderam. Foram "prendas" bem diferentes, a começar pelas mordomias.

De qualquer maneira, estou convencido que entre treinador e presidente não vai haver problema. Já não digo o mesmo com outros. A pré época foi muito mal gerida, com jogadores a entrar e logo a sair, o que significa tudo menos consenso partilhado.

Para além disso, acredito que vamos ganhar amanhã. Talvez tenham caído bem os clamores de Sérgio e os "Viva ao Porto" do Presidente! Mas, que não é justo criticar o treinador, não é!

Vamos acreditar.

27 setembro, 2018

E assim vai a arbitragem

Os nossos comentadores são tão mansinhos
a criticar os árbitros quando têm razões para tal
O medo não ajuda ninguém


Francisco J. Marques disse: "Se o Governo continuar a acolher João Paulo Rebelo, é cúmplice de tudo". Jorge N.Pinto da Costa disse: "Benfica e F.C.Porto à porta fechada? Não acredito no Pai Natal".

O director de Comunicação do FCPorto foi sem dúvida mais directo, disse aquilo que todos sabem e deviam dizer - sem complexos político-partidários -, que a raiz do abominável escândalo instalado no futebol português tem responsabilidade política e hierarquicamente a seguir, responsabilidade  desportiva que actua sob a tutela do Governo. 

Já o disse aqui, e volto a repetir para que não voltem a tentar convencer-me que o Ministério Público (ou Estado de Direito, se preferirem) vai pôr tudo na ordem. Não vai. Porque tem demasiados  problemas por resolver e não é tão fiável como alguns imaginam. O caso das toupeiras confirmam-no. Repetindo-me: enquanto os acusados não forem devidamente punidos, o FCPorto vai continuar a ser prejudicado em todas as modalidades (*ontem tivemos uma "subtil" amostra do andebol). Que os cartilheiros (e amigos) tentem tudo para negar o que a próprio MPúblico afirma na acusação, é patético, e até se percebe. Agora, que nós (portistas) acreditemos numa condenação à altura da sua real extensão e gravidade, vai um passo muito grande, e a concretizar-se, levará muito tempo. 

É importante não minimizar a influência perniciosa dos árbitros, que são parte pertinente dos problemas do FCPorto. Eles também têm de ser punidos. Se não forem, é o Estado que sucumbe. Eles, e quem os dirige. Como tal, para sermos sérios, é incontornável avaliar este "polvo" a partir do comportamento dos vários implicados segundo a ordem hierárquica das partes envolvidas, a começar pelo Governo.

*sem tencionar encontrar desculpas para a derrota em casa com o Sporting, penso que os jogadores acusaram o toque  e perderam a fibra. O Sporting tem uma excelente equipa. O FCPorto também, mas faltou-lhe mais velocidade e a confiança nos árbitros. Por isso, têm motivos para desanimar. Os mais antigos já estão vacinados, mas não é por aí que se resolve o assunto. Além de que o novo treinador ainda não se apercebeu das habilidades dos árbitros portugueses contra o FCPorto...

  

25 setembro, 2018

Conceitos de liberdade não prestam sem respeito


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Tudo o que é ilimitado, na minha opinião é um erro. Até o amor, o sentimento mais belo da humanidade. Por quê? É simples. A tendência dos excessos abrevia a durabilidade e tende a vulgarizar o seu valor. Pode-me ter escapado alguma coisa, mas não devo estar enganado.

Dentro deste conceito, muito na moda, incluo a Liberdade, aquela liberdade que para muitos só é autentica se for absoluta. Tento compreendê-los, sem sucesso, mas tentarei explicar porquê, apresentando alguns paradigmas.

Recentemente deu-se  um caso bizarro no Museu de Arte Moderna do Porto que originou alguma polémica. A exposição exibia quadros com fotos eróticas a puxar para o pornográfico, com homens e mulheres e homossexuais a fazerem sexo explícito. Veio-me logo ao espírito artistas como Picasso e outros mais antigos que também pintaram o nu ainda que de forma mais clássica e velada. Sem puritanismos hipócritas não me sinto à vontade para censurar os mais sensíveis. Porque não se trata disso, trata-se de precaver ocorrências incompatíveis com o conceito de liberdade de cada um. Houve quem defendesse a proibição a espectadores menores de 18 anos e outros a entrada livre a todos. Imaginemos agora que uma mãe ou um pai decidem assistir à exposição com filhos menores e se deparam com uma obra destas, teremos todos a certeza que se sentiriam confortáveis? Pessoalmente estou mais inclinado para responder que não. Ninguém morreria por isso mas convirá sempre lembrar que nem todos acham que vale tudo, mesmo que o sexo seja uma coisa natural, mas não necessariamente para ser exibido. Imaginem só que amanhã você sai com um dos seus filhos ou filhas, e depara com um casal heterossexual ou homossexual a fazerem sexo na rua, acham que é muito diferente? Esses casais podem pertencer aos grupos para os quais a liberdade é infinita. Um museu é um lugar de arte aberto ao público, mas um rua ainda é mais.

Agora pensem noutra situação. Uma situação que decerto vos incomoda e não tem nada a ver com sexo. A liberdade da comunicação social é de certeza, para os jornalistas,  a mais importante, mas não é consensual, porque se me perguntarem a mim, considero a Liberdade da arte socialmente mais útil, com, ou sem nus.

Deixem-me que lhes pergunte: terá algum valor deontológico, ou moral, pegar na Liberdade que nos custou 44 anos de ditadura a conquistar, e permitir que gente ordinária, má, acusada de corrupção, e de todo o tipo de delinquências, usem os ecrãs de televisão, incluindo os do Estado, para acusarem, difamarem, prejudicarem e maltratarem pessoas e instituições sérias? Que serventia terá tal liberdade? Que contributo dará aos serviços da Justiça? E que dignidade poderá transmitir a quem a vê? Como gostava de saber...

Só tem uma resposta, ou melhor, tem duas respostas: liberdade absoluta só serve para ser adulterada, e para estimular o crime.

E com isso a democracia.