22 junho, 2017

S. João do Porto (Canal),com carinho...


"Ó, meu rico S. João,
padroeiro desta terra,
ajuda um pouco a memória
do esquecido Pedro Guerra!"

*

"Ó meu rico S. João,
meu santinho tão sortudo,
se receberes um email do Adão,
não te esqueças, apaga tudo"

[do Porto Canal]

*

"Ó meu rico S. João,
do alho pôrro e martelo, 
tem cuidado não consintas, 
que o Vieira espie também 
Marcelo"

[este é meu ;-) ]


*

Ó meu rico S. João,
tão querido e tão janota,
ajuda-nos a acordar,
o Ministério Público e
a P Jota

[do comentador HMF]

*
Ó meu rico S. João, 
vê se atendes esta prece
que castiguem o carnide
por causa dos SMS

[do comentador Loureiro]


*

Ó meu rico S. João,
chega-te à minha beira,
faz o Benfica descer de devisão,
e manda prender o Vieira

[do comentador Felisberto Costa]

21 junho, 2017

Culpados de um raio


Esta análise sobre o mesmo tema do post anterior, parece-me sem dúvida a menos romântica, mas a mais acertada. Isto de passarmos o tempo a tolerar o intolerável tem de acabar. Leiam-na, porque embora não seja propriamente uma descoberta, reforça a visão pragmática dos factos.

O luto e a luta

Miguel Guedes
(JN)

Hoje é o dia em que saímos do luto nacional com tudo por resolver. Findos que estão os três dias institucionais de dor, não há nada que tenha ficado diferente. Nem podia. Numa dor destas, o silêncio é das poucas companhias recomendáveis pela forma como nos propicia um tempo que seja. À distância de um oceano do país, a comoção sofre um verdadeiro bloqueio e embarga-se pelo choque. Vejo o país nas notícias por uma alegoria de inferno e somam-se os especialistas internacionais a explicar, à boleia da catástrofe, o que é isso do "dry lightning" ou trovoada seca. Pausa. Não há decreto que nos enterre o coração na areia quando a cabeça não pára para pensar. Não pode haver soluções enquanto o fogo caminha a passos de gigante, parecendo que voa. A luta começa agora.
A rendição absoluta de gratidão aos bombeiros que lutam e aos civis que ajudam. Isso e a pouca comiseração para quem tenta encontrar culpados em tempo de inferno. É impressionante a fogueira de vaidades e pouco tento que impele certas pessoas a abrir fracturas em tempo de terramoto. Para esses agentes sumários da punição, mais velozes do que o próprio vento que dá asas ao fogo a encontrar bodes expiatórios, não se limpam armas em tempo de guerra. E atacam, mesmo quando na paz podre de todos os invernos nunca os vi a deixar de dar beijinhos no dói-dói. À semelhança de quem tenta fazer notícia ao lado de um corpo carbonizado, aqueles que tentam encontrar culpados entre o sofrimento apenas descem mais um degrau do palco para onde imaginam estar a subir.
Pedrógão terá que ser o nosso público "ground zero". Nunca conseguimos trabalhar a propriedade privada da floresta que acaba por nos ser comum em catástrofe, nunca deixámos de ceder aos interesses e ao facilitismo. Sempre soubemos que a natureza não nos dá apenas pores-do-sol de excelência e nasceres do dia radiosos. A força natural da humanidade, de resto, não é impedir o seu curso. Compete-nos criar as estratégias para a acomodar e antecipar na violência perante um conjunto disperso de propriedades avulso sem investimento e sem o mínimo de zelo, desertificação populacional num agregado de restos de país votados ao abandono. Sempre olhámos para a floresta numa visão-túnel onde lá ao longe se vislumbra uma saída clara. Mas quando lá chegamos, pela proximidade do simples andar da carruagem, só vemos que arde. E assim vamos, todos os anos, em típicos lamentos que ninguém leva a sério. Acredito que até agora.
Nota de RoP: 
Sei a quem se refere Miguel Guedes no sublinhado desta sua crónica, e subscrevo-o. Contudo, a margem de tolerância para os co-responsáveis por estas tragédias já ultrapassou todos os records. Mais do que os afectos do Presidente da República e as desculpas revoltantes do(s) Governo(s), o que realmente importa realçar é a morte de 64 pessoas e o sofrimento de todas as outras (feridos e familiares). A vida dos que morreram é irreversível. 
Se o Estado fizesse a sua parte, se em vez de andar a brincar literalmente com o fogo, encarasse este recorrente problema com a seriedade que ele merece, talvez tivesse reduzido estas mortes, pelo menos a metade. Esse sim, seria o maior gesto humanitário que podia ter, não só por estas vítimas, como pelas vítimas de tragédias antigas e as que vão acontecer no futuro. 

O verão só agora começou e, como está mais do que constatado, nada foi feito de relevante quanto ao ordenamento preventivo das matas e florestas. É o preço a pagar quando um país se contenta com governantes vulgares. São, de facto, todos iguais. Não temos hipótese.  

Nota-O sublinhado da crónica do Miguel é meu.

19 junho, 2017

A prevenção dos incêndios é o exponente máximo da falência governativa

A foto espelha na perfeição a falsidade política

Cansa-me, mesmo que não me espante, o crédito que os jornalistas concedem a esta forma de viver a que, por ingenuidade ou conveniência, continuam a chamar democracia. Já nem sei se deva atribuir as causas a estes dois qualificativos juntos, ou se é tão só o resultado de uma adaptação empírica à hipocrisia dessa suposta democracia.

Os incêndios, a par da qualidade de vida dos portugueses, são aquilo que mais me incomoda neste país. Ambos sofrem pelas mesmas causas: sucessivos maus governos. Maus, e irresponsáveis governos!E não me venham com desculpas assassinas, porque são eles os maiores responsáveis pelas desgraças humanas e ambientais deste país. Como disse, este é um tema que muito me preocupa e que pelas piores razões venho acompanhando e escrevendo há muito tempo.

Todos os anos é isto, esta falta de respeito pela segurança das populações e da floresta. Esta garotada, esta gentinha sem elevação nem sensibilidade, em quem os seguidores desta democracia acreditam e dão carta branca  para prosseguirem na senda do crime, é a principal responsável pela dimensão destas tragédias. De tão óbvias provas e repetidos factos,  já me afadiga estar sempre a repetir o mesmo, mas para que não restem  dúvidas vou ainda assim reiterá-los: a prevenção é a forma mais eficaz de combater estes fenómenos climáticos.

Está mais do que esgotada esta certeza. Contudo, Portugal continua a "investir" prioritariamente nos meios, quando até os próprios serviços da Autoridade N. de Protecção Civil insistem e reclamam na aposta da prevenção. Gastamos cerca 90% nos meios de combate aos fogos, e reservamos uns míseros 10% na prevenção. Acho que isto explica, quase tudo...  

Não bastou o ainda recente drama dos incêndios em Arouca e Sever do Vouga, com danos patrimoniais irreversíveis e áreas imensas de floresta ardida. Ainda não decorreu uma ano desde este desastre (foi em Agosto do ano passado), e já temos de lidar com o mesmo problema em Pedrogão Grande, com as mesmas indecisões dos governantes. Tem sido isto, sempre! Promessas, mais promessas ao longo dos anos, e as sucessivas desculpas. Chega! 

Pergunto: será preciso morrer alguém com laços familiares a qualquer governante para terem a noção dos crimes que indirectamente têm praticado? Que desculpa, que tolerância podemos ter com estes políticos sem nos acharmos cumplíces pela morte de 62 pessoas? Nem vale a pena perder tempo a justificar o injustificável, quando o principal está por fazer há dezenas de anos. Estes fenómenos são previsíveis, a natureza é mesmo assim, e agora com as alterações ambientais a previsão teria de ser intensificada.  Mas, não. Os governantes, estes e outros de diferentes partidos continuam a optar pela falsa promessa, e as críticas que os jornalistas lhes fazem, continuam a ser de uma tolerância cumplíce, o que não é menos repugnante. 

Não quero com isto dizer que nós cidadãos, sobretudo quem possui terras próximo das florestas, não tenhamos de ter também esses cuidados preventivos, mas se o Estado (como sempre) não dá o primeiro passo, o que podemos esperar? 

Mas, francamente, já não suporto a lata, o desplante, as caras de pau e as lágrimas de crocodilo de quem devia fazer, executar, realizar e concluir o que que promete, insistindo pela rota do dulce fare niente...

Clicar  nas imagens  para ampliar



17 junho, 2017

Tudo gente séria. Limpinhos, limpinhos...


O semanário Expresso revela este sábado uma conversa entre Luís Filipe Vieira e Paulo Gonçalves, além de mais emails trocados com o antigo delegado da Liga, Nuno Cabral, com vista a baixar a nota do árbitro Rui Costa.
O jogo em questão é o FC Porto-Benfica de 10 de maio de 2014, último do campeonato 2013/14, em que o Benfica já era campeão e os portistas 3º classificados. Apesar do desafio já não ter efeitos práticos, Nuno Cabral terá enviado um email para o presidente do Benfica e para o assessor jurídico da SAD encarnada com um relatório sobre a prestação de Rui Costa, nomeadamente os erros cometidos pelo árbitro contra o Benfica.
Nuno Cabral não era observador, nem sequer o delegado da Liga desse jogo, refira-se. Segundo o Expresso, Luís Filipe Vieira terá, então, pedido a Paulo Gonçalves para que fizesse o que tinha de fazer para baixar a nota de Rui Costa: "Paulo, devíamos participar deste artista, pois brincou com o Benfica. Temos de dar-lhe cabo da nota".
Meses depois, Nuno Cabral enviou um email a Pedro Guerra, comentador e diretor de conteúdos da Benfica TV, a comunicar que a avaliação de Rui Costa descera de 3,5 para 2,0. "Inicialmente o observador atribuiu-lhe 3,5. Com a nossa reclamação passou para 2,0", terá escrito Nuno Cabral a Pedro Guerra.





FCPORTO CAMPEÂO NACIONAL DE HÓQUEI EM PATINS



FEZ -  SE JUSTIÇA! OS CACETEIROS PERDERAM.  O DESPORTO AGRADECE.


Euforia e Justiça
 Merecidíssimas!

15 junho, 2017

CENTRALISMO DE LISBOA NA MIRA DO CONSELHO METROPOLITANO DO PORTO


O presidente do Conselho Metropolitano do Porto (CmP), Emídio Sousa, afirmou esta quarta-feira que a escolha de Lisboa para acolher a Agência Europeia do Medicamento (EMA) “é mais um exemplo do centralismo” que a região “não pode tolerar”.


Criticando novamente o “centralismo”, Emídio Sousa disse ficar “extremamente preocupado que o Governo considere que a única cidade portuguesa apropriada para receber a EMA seja Lisboa”.
“Fico preocupado se a opção for política, mas fico ainda mais preocupado se a opção for condicionada por motivos técnicos ou falta de infraestruturas”, acescentou.
Para o responsável, que falava na sessão de abertura da cerimónia comemorativa dos 25 anos da Área Metropolitana do Porto (AMP), “é demasiado grave que o Governo português considere que há apenas uma cidade capaz de receber este organismo, que está a ser disputado por mais 20 estados-membros”.
Também a TAP voltou a ser tema em destaque no seu discurso, com Emídio Sousa a afirmar que “tirar voos intercontinentais do Porto foi uma maldade e uma medida penosa”.
Para o líder da AMP, estando o aeroporto de Lisboa a “rebentar pelas costuras”, o aeroporto do Porto “tem de ser a alternativa”.
As ligações ferroviárias ao aeroporto do Porto são também necessárias, defendeu, sustentando que a infraestrutura aeroportuária “é a grande porta de entrada” que a região tem para o mundo.
Emídio Sousa defendeu ainda a criação de um “programa especial de acolhimento” de portugueses e lusodescendentes residentes na Venezuela.
“O Porto e a Área Metropolitana do Porto (AMP) devem exigir do Governo de Portugal e da União Europeia um programa especial de acolhimento destinado à diáspora na Venezuela”, afirmou.
Segundo Emídio Sousa, que é também presidente da Câmara de Santa Maria da Feira, distrito de Aveiro, este programa deve “receber e acolher” lusodescendentes, concedendo de forma “rápida e simplificada” a nacionalidade portuguesa, “pelo menos até à quarta geração de descendentes portugueses”.
A AMP é composta por 17 municípios dos distritos do Porto e de Aveiro. A região tem cerca de 1,7 milhões de habitantes.
(do jornal Porto24)
Nota de RoP
António Costa parece já ter esgotado o stock de optimismo dos primeiros mêses de governo. Agora, entrou no registo comum a todos os políticos que é disparatar e contradizer-se com as promessas que faz.
Pelo que consta, na decisão que tomou da escolha de Lisboa para candidatura à Agência Europeia do Medicamento, não estudou as condições de acesso. Nenhuma cidade europeia - como é o caso de Lisboa - pode candidatar-se se já tiver duas agências. Falar só de centralismo é pouco. Isto é de ditador.

14 junho, 2017

Nada de maldades, o que é preciso é saber ler com lentes vermelhas



          
            EXCERTOS DOS EMAILS TROCADOS:

                1                    2                     3                     4                    5



Tradução correcta do email 1:

Amizade cristã desinteressada entre amigos do peito com alguns problemas de sono.


Tradução correcta do email 2:
Conselhos e carencias de cozinheiro especializado em churrascos e assadores com expectativas de reciprocidade.


Tradução correcta do email 3:
Fidelidade canina e exemplar de um homem por outros homens [misteriosos...]
O carinho efeminado, é a imagem de marca de qualquer Cabral que se preze.

Tradução correcta do email 4:
Simples troca de dados para noviços candidatos ao sacerdócio. Onde se lê árbitros deve-se ler padres.

Foi pura confusão. Acontece a todos.


Tradução correcta do email 5:
Avaliação inocente e assexuada de um homem a outro homem. Houve um lapsus linguae no português: em vez de Chaves clube, o autor das palavras quis dizer chaves de fechadura, jogo de chaves para moldar, não para treinar.

Quem nunca se enganou que atire a primeira pedra.


  

Queremos mesmo descentralizar?


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Como era previsível, a campanha de intoxicação dos media centralistas já começou. Como não nos podem calar, agora vão fazer tudo para nos descredibilizar. Reacções bem características dos ditadores e de quem sente o poder fugir. Agora, já não se trata de uma campanha premeditada e ofensiva contra o FCPorto, como foi a do Apito Dourado, trata-se de uma estratégia de defesa típica de vigaristas, que é inverter o sentido dos factos, ou seja: os criminosos somos nós.

Bom, mas isso era o que se esperava. Nada de novo, portanto. Agora, como tudo isto é uma consequência dos 4 anos de silêncio do FCPorto, que não quis denunciar mais cedo as arbitragens e o sectarismo que os órgãos de comunicação social lhe tem dispensado, há que prosseguir com as acusações, porque tem motivos acrescidos e demasiado graves para as levar a cabo. 

Como portuense e portista que sou, tudo que se relacione com a defesa da minha cidade e do FCPorto, é mais que um dever, é uma questão de honra. Tenho procurado não me deixar dividir entre as duas coisas. e de certa maneira penso que o tenho conseguido, porque para mim ambas estão fundidas por natureza. Todavia, não sei se posso dizer o mesmo do Porto Canal. Explico-me.

Talvez por efeito dos acontecimentos dos últimos tempos, com a descoberta escabrosa da troca de emails entre árbitros e o Benfica, ouvimos falar finalmente no Porto Canal, de um tema para nós já antigo, que é a cumplicidade dos media com esse clube. Francisco J. Marques disse mesmo que os media tinham sido capturados pelo Benfica, incluindo os estatais. A revelação é de estranhar, por tardia. 

Os leitores do Renovar o Porto são as melhores testemunhas de que neste espaço tenho dedicado parte considerável do meu tempo a falar dos media e da sua indesmentível ligação ao centralismo, assim como da promoção despudorada que têm feito ao Benfica. Há quase 10 anos que este blogue não fala de outra coisa. Já nem incluo os artigos que antes disso publiquei sobre o tema no extinto jornal Comércio do Porto!  A questão que deixo no ar é a seguinte: por quê só agora? Estaremos todos a falar a mesma linguagem, disponíveis para nos unirmos com o mesmo espírito de revolta, ou corremos o risco de amanhã quererem passar uma esponja nestes assuntos por já não serem convenientes? 

É que, face ao que está a acontecer, continuo a achar estranho (é a palavra mais simpática que encontro) que o Porto Canal não tenha ainda concebido um programa específico para debater esse tema tão importante para o Norte e para o país como é o tema da Regionalização/Descentralização. Falo de um programa com pessoas do Porto e do Norte verdadeiramente empenhadas na causa, e não simples deputados que mais não fazem do que se apoucarem mutuamente sem qualquer interesse público. Também reconheço mérito nalguns programas de proximidade do Porto Canal, com alguns autarcas do interior, e espero que se mantenham, mas é preciso debater mais, esclarecer, acabar com as dúvidas que ainda pairam na cabeça de muitos nortenhos contaminados pela lisboetização dos media.

Deixemo-nos de bajular os betinhos e as betinhas de Lisboa, por favor. Não sejamos provincianos chamando a nós os mais "genuínos" do país... Não é com essa gente, por mais colunáveis que sejam, que podemos mudar as coisas! Não é uma questão de discriminar, é um critério de prioridades na ocupação do espaço televisivo. Mas, se quiserem pôr as coisas nesses termos, também pergunto o que têm feito os lisboetas senão discriminar-nos?  Não é uma questão pessoal, é uma premência de objectividade. Em vez do Joaquim de Almeida, da Catarina Furtado e o marido, convidem o reitor da Universidade do Porto, o jornalista David Pontes* do JN, que é dos poucos que há muito escrevem contra o centralismo. E Rui Moreira, por que é que não vai com mais assiduidade ao Porto Canal, sendo o autarca da cidade do Porto? E por que é que Correia Fernandes, da Câmara da Maia, nunca foi ao Porto Canal (nunca o vi lá). Qual é o critério do Porto Canal, se uns vão com frequência e outros não vão nunca? E nós, grande público, os espectadores que tanto dizem estimar, não temos direito a uma explicaçãozinha? Que raio de serviço público é esse?

O que pretendo acentuar é a incongruência que há entre o que afirmamos necessitar com urgência (descentralizar) e o que nos dispomos a contribuir para lá chegar. Deixemos de uma vez esses complexos de dependência, de procurar atrair ao Porto individualidades sobejamente conhecidas que nada acrescentam às nossas vidas.

Sejamos mais Porto, e menos pacóvios, por favor. Ainda há muito por fazer, e lutar pela nossa autonomia é sem dúvida a causa mais importante.

* David Pontes colaborou (e bem) como moderador num programa interessante do Porto Canal. Chamava-se Pólo Norte, e abordava o centralismo e as questões de ordem regional. Subitamente, acabou, sem mais explicação. Que falta de ética!

Cautela, e caldos de galinha

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Tapas a boca por causa do mau hálito?  

Para quem se acostumou a ver a comunicação social tratar o FCPorto (e o seu presidente) como os responsáveis por tudo de mal que acontece no país, podemos dizer que estamos a fazer progressos... 

O jornal Público, fundado e sediado no Porto, foi das primeiras vítimas do centralismo. O grupo SONAE, de Belmiro de Azevedo, não teve coragem para lutar contra esta amaldiçoada doença. Já foi um dos melhores jornais do país, mas agora, o mínimo que podemos dizer é que, talvez seja o menos mau dos que existem (todos sediados em Lisboa, o JN mantém a sede no Porto, mas tem a administração em Lisboa). 

Hoje, lá decidiu enfrentar o Monstro com a publicação d' este artigo sobre (outras) denúncias do Porto Canal com trocas de emails entre elementos do Benfica, árbitros e ex.dirigentes da Liga. 

Ainda assim, ao contrário do que aconteceu com o Apito Dourado, em que  aos jornalistas só faltou vestir a farda de polícias para prenderem Pinto da Costa, agora, são extremamente delicados no verbo. A notícia está devidamente abrigada de "alegadamentes" e "supostamentes", não vá o diabo tecê-las.

Isto de lidar com mafi..., perdão, com orelhudos, parece assustar muita gente.

13 junho, 2017

Agência Europeia do Medicamento - mais um caso

Sebastião Feio

A causa próxima é a intenção do Governo, expressa na resolução 75/2017 de 5 de junho, publicada em "Diário da República", de concentrar em Lisboa a candidatura à instalação em Portugal da Agência Europeia do Medicamento (AEM). Como a Câmara Municipal do Porto bem observa num comunicado publicado no dia 8, a Região do Porto tem todas as condições competitivas, com o conhecimento científico das suas instituições universitárias, com os seus fortíssimos clusters da saúde e farmacêutico, em mão de obra qualificada e em infraestruturas, para uma candidatura bem sucedida, a menos de razões e condições potencialmente exigidas que não sejam do conhecimento das instituições, e sobre as quais bom seria que o Governo informasse. Um tema, este, em que o Porto ainda pode ter uma palavra a dizer, até porque é de tal dimensão que será capaz de congregar o esforço de todos.
Ora, para lá do gravoso caso concreto, bem mais gravoso é este sinal de concentração quase total na Região de Lisboa de instituições, de equipamentos, de instrumentos de desenvolvimento, em assimetria territorial única na Europa.
A realidade é que não é possível um desenvolvimento harmonioso de Portugal com o acumular desta realidade concentracionista, de que aliás o caso tão recente da política de transportes da TAP, particularmente assumindo-a como instituição pública, é um importante mau exemplo.
Descentralizar, no concreto, no real, é muito mais do que ter alguns agentes políticos a trabalhar fora de Lisboa, e, de facto, mais do que dar algum aparente poder político às regiões. 
Descentralizar é levar para as regiões instituições importantes e outros instrumentos de desenvolvimento, que promovam a distribuição de centros de decisão e de competências por todo o país. Porque, se tal não for feito, as tensões aumentam, com difícil controlo, e as consequências serão as de continuarmos a não conseguir trilhar um caminho sólido de desenvolvimento competitivo na Europa e no Mundo. Por culpa própria.Descentralizar é levar para as regiões instituições importantes e outros instrumentos de desenvolvimento, que promovam a distribuição de centros de decisão e de competências por todo o país.
PROF. CATEDRÁTICO, REITOR DA UNIV. DO PORTO*
*Este homem, é só o reitor da Universidade mais premiada do país (coisa de provincianos...)

Um país benfiquizado à custa da discriminação

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Respeitem este homem, políticos da treta!

Ultimamente tenho privilegiado o futebol como tema. Não na sua vertente desportiva, técnica, ou tática - que é a mais aliciante - mas pelo seu lado mais grave, pelo impacto político e social que causa ao país. 

Por mais que nos custe, por mais motivações que inventemos para alimentar o ego de cidadãos de pleno direito de um país com uma história antiga e aventureirista (não propriamente brilhante), é difícil a um portuense atento olhá-lo e amá-lo como um todo íntegro e solidário. Portugal é um país artificial. 

A lucidez tem destas coisas. Às vezes é cruel, obriga-nos a olhar para o país como ele é, e não como o pintam. Tradicionalmente, os actores desta ficção são sempre os mesmos. Governantes, homens da finança, e agora também da comunicação. Todos, mais ou menos "honestos"... Mais, muito mais, menos honestos (isto para não radicalizar)...

Quando esse país assiste, impávido e sereno, ao domínio que um clube de futebol consegue exercer sobre todos os outros poderes, incluindo o político, com tudo de preocupante que isso comporta, esse país está doente, praticamente alienado. Um país neste estado, navega mais proximo da violência do que da acalmia que aparenta.

O desporto, e o futebol  é um desporto (está inserido nessa área), devia balizar-se como actividade lúdica, promotora de valores éticos em que o carácter se forma, e não este mundo de vícios e suspeições em que se transformou. Há que realçar isto: esta transformação ocorreu ao longo dos anos com a cumplicidade do poder político. É este o principal responsável. Agora, já não se pode queixar do regime, até porque foi esse mesmo poder que o formatou, tal como é hoje. Foi quem engordou o centralismo, retirando todos os meios de autonomia comunicacional e informativa ao Porto, e reforçando para níveis indecentemente superiores os do regime salazarista da capital.

Por isso, este escândalo gigantesco chamado Benfica, é um monstro alimentado propositadamente pelo regime, com o intuito estúpido e oportunista de garantir apoios eleitoralistas (e outros), ao mais vil estilo da política rasca. 

Não vai ser fácil mudar isto. Esta, era uma excelente oportunidade para a classe política se restabelecer, de provar àqueles que como eu, não se revêem nela, que vale a pena acreditar. Mas, receio bem que esta trafulhice vermelha venha a ser investigada com seriedade, porque isso seria o princípio do fim de um polvo pôdre cujos tentáculos interesseiros se estendem dentro do Estado e da alta Finança.

Se tiver razão (e espero francamente não a ter), serei o menos populista dos cidadãos e provarei a quem me lê que a História não pode ser lida como uma cábula. Nós não somos o país maravilhoso que nos querem pintar, por mais optimistas que tentemos ser.

Para mim, hoje, Lisboa/Terreiro doPaço, é o símbolo do divisionismo nacional. Quem defende o seu poder hiper-concentrado, está a defender a discriminação. Nem só o racismo da côr da pele pontencia apartheid's, sabiam senhores governantes?

Vá lá, provem-me que estou enganado, neguem com atitudes,  que sou um populista. Vamos, passem um atestado de honradez à classe! 

09 junho, 2017

O que devemos esperar das denúncias dos emails vermelhos

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Todos os episódios que pudemos observar ao longo dos últimos 4 anos de verdadeiros assaltos à mão armada  executados pelos árbitros contra o FCPorto, e o respectivo lucro a favor do Benfica, tinham fatalmente de ter uma explicação. Esse momento chegou. Primeiro sorrateiramente, na forma de vauchers, e depois de modo petulante compilado em cartilha e agora corrobado pela troca de emails entre um ex-árbitro e o director da Benfica TV. Nada que não suspeitássemos.

Desde que o FCPorto decidiu denunciar publicamente estas, e outras vergonhas, através do Porto Canal, fui de opinião que não devíamos ficar por ali e entregar discretamente estes casos às autoridades civis, alegando a perda de confiança nos órgãos deportivos que tutelam a justiça. Basta identificar o dirigente do Conselho de Disciplina da Federação, o benfiquista José Meirim, para podermos ter uma ideia do rumo que vai dar a estas coisas... Aliás, até agora tem estado calado que nem um rato, e não devia.

Os outros departamentos, alinham pelo mesmo diapasão. Só Fernando Gomes é portista, mas esse, foi lá colocado para compor o ramalhete desde que não levantasse ondas (é um Durão Barroso do futebol). Deve ser o único portista, e os benfiquistas estão-lhe gratos pela forma pacata e indiferente como tem lidado com o chamado colinho. Isto, resolvia-se facilmente. Vedava-se o acesso a estes cargos a quem tivesse simpatias clubistas. Podem crer que não era impossível, porque ainda há muita gente que não gosta de futebol.  

Uma vez que a opção do FCPorto foi outra, veremos no que isto vai dar. De todo o modo, os elementos da denúncia são demasiado consistentes para serem forjados. Nem estou a ver o Francisco J. Marques a meter-se numa embrulhada dessas se não tivesse dados muito fortes nem a certeza da garantia das fontes. 

Agora, nós já sabemos como aquela gentinha funciona. São "bons" na arte de negar as evidências, de difamar e mentir. Vão usar os seus cães de fila da comunicação social, para continuar a manobrar as massas. Vão fazer tudo para inverter a situação, para fazer do FCPorto o mau da fita, enfim todo aquele jogo sujo repugnante a que nos habituaram (salvo-seja!). Isto, em si mesmo devia ser considerado pela justiça, o problema é saber como ela irá reagir perante factos tão evidentes. Comparados com o Apito Dourado, são tsunamis !

Mesmo assim, o FCPorto pode estar a prestar um serviço precioso ao país e particularmente aos outros clubes. Este trabalho devia competir à Polícia Judiciária, que não fica nada bem na fotografia se estas provas forem (como creio que são) credíveis. Os políticos, empresários, banqueiros, agentes de investigação, o Ministério Público e o próprio Governo, vão esgotar o cinismo todo se tentarem encobrir esta lixeira a céu aberto instalada no futebol. 

Os portistas receiam, e com razão, que tudo isto venha a ser abafado, mas isso só acontecerá se o FCPorto baixar a guarda. Isto não pode ser encarado com ligeireza. Não devemos permitir - porque isso vai de certeza acontecer - que façam de nós parvos, alegando que as denúncias se devem à perda do campeonato. Todos nós portistas sabemos separar as águas. Todos reconhecemos que não jogamos bem, que o treinador falhou e que o presidente já anda a falhar há 4 anos. Mas uma coisa não anula a outra. Isso é o que eles querem. Mas, sinceramente, eu não quero mesmo acreditar que Pinto da Costa se negue a defender o clube no contra-ataque feroz e fanático que nos espera. O que se está a passar não é só grave para o futebol, é igualmente grave para Portugal.

Faites vous jeux messieurs les magistrats!  

Um país que não existe

David Pontes

Acreditem que ele está lá, mas não existe. Ou se existe, é como se não estivesse lá. É enquadramento, paisagem, figura de estilo, casa de férias, a terra dos meus avós, a propriedade que ficou de herança, o caminho para Espanha, o deserto, a gente tão típica, os de lá de cima, os de lá de baixo... Eles não formulam desta forma, mas é a isto que, com a sua atitude, muitos governantes e políticos portugueses reduzem o país que fica para lá da capital.
Um país que está lá, mas que para eles não existe, pelo menos no que respeita à presença de instituições do Estado e às escolhas que são feitas de investimento. O último de uma longuíssima série de episódios de esquecimento e desprezo é a saída da Agência Europeia do Medicamento (EMA) do Reino Unido que o Governo de António Costa decidiu, desde a primeira hora, que não seria uma candidatura de Portugal mas de Lisboa.
Não vale a pena argumentar que deveríamos deixar de ser o contrário dos restantes países da Europa, onde há muitos organismos públicos fora das capitais. Não vale a pena lembrar exemplos anteriores de países em que as cidades competiram para que fosse escolhido o local onde ficariam as agências europeias que albergam. A presidente do Infarmed foi categórica: "É preciso uma infraestrutura hoteleira enorme, um aeroporto com capacidade, escolas, jardins de infância de língua estrangeira". E onde é que há isso? Em Lisboa.
Nota de RoP: Hoje comemora-se na nossa cidade o Dia de Portugal. A Comunicação Social lisbonária devia ser apupada, vaiada, e só não digo maltratada por ainda conservar algum sentido cívico. Mas, era o que aquela canalhada merecia.

08 junho, 2017

Mais depressa se apanha um vigarista que um caracol

Luciano Gonçalves
O Lucas vai apresentar queixa. Fujam! 

O presidente da Associação Portugesa de Árbitros de Futebol (APAF),  senhor Luciano Gonçalves, é a prova acabada do que não deve ser um dirigente. 

Infelizmente, é o típico oportunista dos tempos modernos, reune as condições ideais - segundo o padrão actual - para subir na vida. Agora, é assim, que querem, a honra não conta para quase nada.

Em vez de se manter prudentemente calado, mais que não fosse por uma questão de bom senso, de alguém com a noção (ainda que rudimentar) do que é desempenhar um cargo de elevada responsabilidade, decidiu passar ao ataque, ameaçando com uma queixa o director de comunicação do FCPorto, Francisco J. Marques pelas declarações produzidas no último programa Universo Porto da Bancada. Grande palerma! 

Então, um gajo a quem foi dado tanto poder reaje desta forma? Então, não é capaz de perceber que o nervosismo o pode trair? Esqueceu-se da função que lhe incumbe, que ele não deve reagir como um adepto do Benfica, ou como juiz em causa própria, mesmo que seja para defender outros árbitros (suspeitos)? 

Este cavalheiro ainda não aprendeu que todos os suspeitos de um crime, culpados ou não, declaram-se sempre inocentes, até prova em contrário? Calma amigo, agora vais ter que aguentar a pressão! Olha, pessoalmente já não dou nada por ti, só pela forma comprometida e suspeita como reagiste. Aguarda, pá, que ainda a procissão vai no adro. Lembras-te do Apito Dourado? Talvez tenhas de gramar um vermelhucho, quem sabe? A vida dá tantas voltas...
  

07 junho, 2017

Não, Portugal está longe de ser um oásis

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Na última segunda-feira fiz algo que há muitos mêses não fazia, que foi ligar para a RTP 1. Estava a ser transmitido o programa Prós e Contras, da Fátima C. Ferreira. O tema era qualquer coisa pirosa como isto:  "Portugal, porque te quero". Deixei-me levar pela curiosidade de saber o que ia sair dali, e decidi manter-me ligado, sobretudo para ouvir a plateia e os convidados, os estrangeiros que por cá entenderam viver. Mais adiante, os leitores vão pensar que estou a contradizer-me mas à medida que vão lendo, compreenderão (espero) que assim não é.

Sempre achei o Prós e Contras uma mescla de lavandaria para gente "graúda" com pretensões a debate democrático, e deixei de o ver por isso. O programa de 2ª.feira foi diferente. Como disse anteriormente, alguns dos convidados (três) eram estrangeiros, e todos eles, sem excepção, disseram maravilhas do nosso povo, coisa que muito me agradou, apesar de sentir que a simpatia exteriorizada não correspondia muito à realidade. Mas pronto, se eles continuarem a pensar assim daqui a uns anos, quando nos conhecerem melhor, é sinal que algo mudou, ou que sou eu que avalio mal as coisas. Naturalmente que há gente fantástica no nosso país, mal seria se assim não fosse, e eu conheço alguma, mas isso também podemos encontrar noutros países. De uma coisa contudo tenho a certeza: em ambos os casos, são uma minoria.

Eu vivi uns anos em França, e também lá se encontra de tudo. Os piores franceses, os mais antipáticos, eram os parisienses. Isto, é reconhecido pelos próprios franceses de um modo geral. Por isso, quando precisava de me informar recorria aos gendarmes que naquela época eram muito prestáveis.

Conheci pessoas formidáveis que muito me ajudaram e trataram quase como familiar. Naquela altura (1964/67) os automobilistas franceses, já paravam nas passadeiras e os ciclistas também... Em Portugal, o uso regular da bicicleta é relativamente recente. Há ciclo-vias em muitos locais, mas mesmo assim não lhes basta, usam os passeios dos peões, e até  circulam em contra-mão (estou farto de ver). Somos um grande povo,realmente... Por cá, só há 23 anos começamos a usar o cinto, e teve de ser obrigatório. Só com multa lá fomos.

Mas, há outra coisa que não quero deixar de recordar, a bem do nacional-porreirismo. Nós fomos, e infelizmente ainda somos, um país de emigrantes (o que para alguns é motivo de orgulho). Contudo, a alma generosa de alguns conterrâneos meteu férias quando, ucranianos e brasileiros, vieram para cá ganhar a vida (não por sermos um país de pleno emprego, que não é, nem nunca foi), e começaram a olhar para eles como para alguém que lhes estava a roubar o pão... Amnésia, é também um problema nosso.

Nas filas dos supermercados encontramos gente muito simpática, que nos cede a vez quando temos poucos produtos, mas também ainda vislumbramos aqueles e aquelas espertinhas mortinhos por nos passarem à frente sem darmos por ela... Nas ruas de algumas localidades, continuamos a estacionar em plenas curvas, obrigando outros a circular contra a mão sujeitando-os a baterem no carro que poderá surgir pela frente. A má educação está a fazer escola. As mulheres emitam os homens, e decidiram também falar mal, proferir asneiras do mais ordinário que há em plena via pública, ou no Metro. Muita gente (jovens sobretudo), acham que não têm de pedir licença para passar à nossa frente, no Metro, ou nas escadas rolantes. Isso, é para totós, pensam eles. Agradecer, é uma chatice. Enfim, que mais posso eu dizer para evocar o fantástico civismo dos portugueses?

É que, quando acabei de ver o referido programa da RTP 1, disse cá para mim que devo andar a precisar de rever a minha saúde mental, porque vivo num oásis e ainda não dei por ela. Já quando há uns bons anos António Guterres se lembrou também de inventar o país-oásis agora ressuscitado, fiquei de boca aberta, mas agora que ainda há pouco tívemos a troika à perna, sempre a ameaçar-nos, agora que continuamos sem empregos para os nossos filhos e netos, que somos o país da UE com salários mais baixos e a pagar a electricidade mais cara, estaremos assim tão bem? "Estamos, sim senhor!"

Mas onde vive a Fátima C. Ferreira e toda aquela gente para fazer de uma fase meramente ocasional de alguma estabilidade (a inflacção subiu), um país tão fascinante? Por que temos sempre de fantasiar com piropos exagerados a realidade portuguesa? Isto, é tipicamente lisboeta. Mas o pior, é que por cá temos gente que se deixa iludir com estes actos teatrais.

Poder-me-ão dizer que ouvimos estrangeiros a falar bem de nós, e isso é sem dúvida reconfortante. Eu gostei do que ouvi, mas pensei cá para mim: fossem mesmo assim os portugueses... Pergunto: será que alguém que é bem recebido num país que não é o seu, se atreveria a ir para um programa daqueles para nos maltratar?

Meus caros, não vou decepcionar-vos porque sois tão portugueses como eu e não quero desapontar-vos. Mas, se vos lembrar que boa parte desses portugueses, da televisão, das rádios, dos jornais, nos andam a discriminar nas barbas dos próprios estrangeiros, acham que eles conhecem bem o país para onde decidiram vir e viver?