21 janeiro, 2019

Vá lá, ainda há polític(a)s com a coluna vertebral no seu lugar. Parabéns Ana Gomes!

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ANA GOMES
"Rui Pinto pode ter feito um tremendo serviço à comunidade", diz eurodeputada Ana Gomes
Este domingo à noite, a eurodeputada insistiu: "Ele [Rui Pinto] é uma das fontes do Football Leaks, um dos maiores atos de denúncia pública e de corrupção no mundo do futebol. Estamos perante um pirata informático, que eu gosto de chamar 'lançador de alertas', que conseguiu acesso a informação grave sobre esquemas de corrupção e que comprometem o futebol e o crime organizado ligado ao futebol. O Rui Pinto correu tremendos riscos, sofreu ameaças de morte porque há interesses poderosos", disse.
Ana Gomes acrescentou ainda o que considera ser o papel primordial que espera da Justiça: ""A justiça tem de perceber que é da sua responsabilidade proteger a pessoa investigada. O Rui Pinto pode ter feito um tremendo serviço à comunidade. O processo e-Toupeira também resultou da denúncia que a justiça portuguesa encontrou no 'Football Leaks'", finalizou. "A justiça terá que apurar o que se passou, mas não aceito que taxem o rapaz de criminoso sem que a justiça faça o seu trabalho", afirmou este domingo, ma SIC, a eurodeputada Ana Gomes. Recorde-se que ainda esta semana,através de uma partilha na rede social Twitterdefendera que Rui Pinto, o alegado hacker dos emails do Benfica, "expôs corrupção bem entricheirada.
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TRISTE PAÍS O NOSSO

TRISTE PAÍS O NOSSO

"O interior está a morrer." Esta é uma frase que ouvimos há décadas. Há décadas que nos queixamos do centralismo bacoco, trucidante e exacerbado deste pequeno país, em que temos uma Capital que absorve tudo, alimenta todos e trucida tudo o resto. 


Agora, através de um relevante e pragmático estudo, podemos constatar com realismo as diferenças abismais entre Lisboa e o resto do país. Com esta diferença abismal de tratamento, quais são os jovens loucos que se atrevem a ficar no Interior? Muito poucos. Só mesmo os loucos. Infelizmente.

Lisboa é a capital e o resto continua a ser paisagem. Este estudo apresenta provas.

“Portugal é um dos países mais centralizados da OCDE”, diz um estudo da Associação Comercial do Porto. E apresenta números para provar a “tragédia do centralismo”. Sabia que o Estado entrega à administração local apenas 10% da despesa pública total? E que metade das compras públicas são feitas por entidades localizadas na Área Metropolitana de Lisboa? Para resolver isto, uma das propostas é criar na AICEP um “Conselho das Regiões”

Associação Comercial do Porto (ACP) quis ir ao país real ver como está o Estado da Nação. Concluiu que a descentralização continua a ser uma miragem e apresenta todas as provas das desigualdades regionais num estudo com o selo da Universidade do Minho. Afinal, parece que continua a ser válido dizer que Portugal é Lisboa e o resto é paisagem.

Feito o diagnóstico da “tragédia do centralismo”, esta estrutura que reúne 2 mil associados, entre privados e empresas, representando 80% do PIB da Região, também aponta soluções para Portugal encontrar “um modelo de organização do Estado que seja justo, equilibrado e moderno”. 

Um exemplo? “Devem ser avaliadas as barreiras à entrada de PMEs no mercado da contratação pública, nomeadamente no acesso às plataformas de contratação. Para a AICEP - Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, a proposta é criar um “Conselho das Regiões”.

O estudo “Assimetrias e Convergência Regional: Implicações para a Descentralização e Desconcentração do Estado em Portugal”, realizado por uma equipa da Universidade do Minho liderada por Fernando Alexandre, só será apresentado ao público terça-feira, mas o Expresso, antecipa já 10 conclusões sobre a distribuição regional dos serviços do Estado e da despesa em bens e serviços e sobre a descentralização orçamental. E também avança 7 propostas da mais antiga associação empresarial portuguesa para o país.


CONCLUSÕES

1) Portugal é um dos países mais centralizados da OCDE, tendo alocado à Administração Local apenas 10% da despesa pública total, o que compara com percentagens superiores a 30% em países como a Alemanha ou a vizinha Espanha;

2) Com a crise financeira internacional de 2008, o peso da Administração Local na despesa pública voltou aos mínimos dos anos 90 (11%);

3) As receitas da Administração Local mantiveram-se praticamente inalteradas desde 2004, tendo até sofrido uma quebra de 4%;

4) Entre 2010 e 2016, as transferências do Estado para os municípios diminuíram 23%, com destaque para a redução de 34% no Algarve;

5) Desde 2010, os municípios tentaram compensar a quebra nas transferências do Estado com um aumento das receitas próprias (+11%). E em 2016, as despesas correntes foram quase 2,5 vezes as despesas de capital dos municípios;

6) Entre 2004 e 2016, o peso das receitas fiscais aumentou de 33% para 38%, e o peso das transferências diminuiu de 45%, para 38%;

7) 49% do valor das compras das administrações públicas (central e local) é realizado por entidades localizadas na Área Metropolitana de Lisboa;

8) As entidades da Administração Central localizadas na AM Lisboa representam 64% das compras públicas;

9) As empresas localizadas na AM Lisboa representam 77% das vendas totais a entidades da Administração Central, 62% das vendas ao Estado e 40% das vendas a entidades da Administração Local;

10) As entidades da Administração Local mostram ser mais eficientes na contratação pública relativamente às da Administração Central, quando se medem os desvios do preço pago em relação ao preço contratado.

PROPOSTAS:

1) Promover uma distribuição geográfica mais equilibrada das empresas fornecedoras do Estado. Dada a importância dos serviços públicos nas economias locais, nomeadamente através das compras públicas, é essencial deslocalizar e/ou desconcentrar serviços da Administração Central que são responsáveis pela maior fatia da despesa em bens e serviços;

2) É também essencial rever o modelo de compras públicas, de forma a garantir maior igualdade entre empresas nacionais no fornecimento de bens e serviços do ao Estado;

3) Devem ser avaliadas as barreiras à entrada de PMEs no mercado da contratação pública, nomeadamente no acesso às plataformas de contratação pública;

4) Aumentar as receitas próprias dos municípios, de forma a aumentar a resiliência das regiões a choques externos e a implementar estratégias regionais de desenvolvimento. Como? com mecanismos como a transferência da responsabilidade de receitas do Governo Central para a Administração Local, designadamente através do aumento das percentagens do imposto sobre o rendimento (IRC E IRS);

5) No âmbito deste reforço das receitas próprias dos municípios, atribuir a derrama municipal aos municípios que contribuem com os seus recursos para as atividades de empresas com sede noutros concelhos, em particular Lisboa;

6) Criar um “Conselho das Regiões”, da AICEP, de forma a garantir uma maior transparência e mais informação sobre as condições de competitividade da economia, a par de uma maior concorrência entre regiões por esse tipo de investimento. Depois, nos projetos que procuram Portugal como destino, seria preciso definir valores mínimos para o investimento e postos de trabalho que passariam a ser analisados por este novo órgão, de forma a garantir que os investimentos possam localizar-se nas regiões que oferecem melhores condições de competitividade;

7) Reforçar a articulação entre a AICEP e as agências de investimento local como a InvestPorto e a InvestBraga.

A Confraria das Aldeias e Aldeões de Portugal está a preparar também um dossier para apresentar ao Governo com dados e propostas para alterar a realidade existente.

Sentimos que estamos a morrer, com tanto valor existente, com tanto para potenciar, com tanta paixão para amar, mas este centralismo criminoso, que nos obrigam a alimentar, é verdadeiramente desolador.


Fonte:
Associação Comercial do Porto

20 janeiro, 2019

W. Bourdon entrevistado pelo DN

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William Bourdon


"Consideramos que existem razões fortes para que o pedido de extradição seja rejeitado. É um mandado europeu, e sabemos que as margens de manobra não são muitas. Mas há a jurisprudência. Há outras decisões anteriores. Por exemplo, Hervé Falciani, que eu defendi nos Swiss Leaks - ele foi ilibado de todas as acusações incluindo a intrusão em computadores alheios. E ele não foi extraditado de Espanha para a Suíça", diz William Bourdon. Entrevistado pelo Diário de Notícias , o advogado - estrela dos casos de denunciantes - que está a defender Rui Pinto fala do risco da uma extradição para Portugal do alegado hacker dos emails do Benfica. "Será extremamente paradoxal enviar Rui Pinto para Portugal ao mesmo tempo que ele está em ativa cooperação com o procurador financeiro de França, e em perspetiva de trabalhar com o procurador suíço. Rui Pinto concordou em colaborar. Extraditá-lo seria impedir esta colaboração", afirmou ao jornal.

"Todos consideram que o denunciante, se ele providencia serviços que são do interesse público, os seus interesses devem ser protegidos. E há um equilíbrio que é preciso fazer entre a importância judicial e os seus benefícios para o consumidor europeu, para o pagante de impostos. Este equilíbrio tem de ser considerado, tendo em conta a realidade das ofensas criminais. O facto de a ofensa ser menor - hacking - e eu repito que a ofensa de extorsão é firmemente negada pelo meu cliente, e será demonstrada sem dificuldades a sua inocência", disse também Bourdon.

"Esses documentos só podem ser usados por Portugal se são precisamente, e sem sombra de dúvida, ligados a queixas que estão na base do mandado. [O caso Doyen?] Isso mesmo"

Colocado perante o desejo da Polícia Judiciária pretender recuperar os computadores com todo o material de Rui Pinto para ser investigado em Portugal, o advogado foi peremtório na resposta: "É absolutamente impossível. Há um princípio judicial que é muito importante: o da especialidade. Quer dizer que as provas só podem ser recolhidas por Portugal se tiverem ligação com a queixa que levou à detenção". Perante a insistência do DN - "Isso quer dizer que a polícia não pode recolher mais provas do que as que dizem respeito ao caso Doyen?", William Bourdon concluiu: "Este não é um inquérito português. É um pedido de extradição - e isso pode implicar alguma recolha de provas. Mas por isso esses documentos só podem ser usados por Portugal se são precisamente, e sem sombra de dúvida, ligados a queixas que estão na base do mandado. [O caso Doyen?] Isso mesmo..."
"Eu não tenho acesso ao caso em Portugal, mas parece que há dois casos ligados ao Doyen. E isto não se pode espalhar a outras histórias. Senão será ilegal", esclareceu o conhecido advogado ligado à defesa de denunciantes famosos como, por exemplo, Julian Assange e Eduard Snowden.
Na mesma entrevista ao DN, Bourdon refere-se ainda a ameaças de morte: "Ele tem provas de que tem recebido ameaças de morte. E muitas pessoas do undergound tentaram identificá-lo. E capturá-lo e atentar contra a sua integridade. Ele tem noção disso, sim", disse sobre Rui Pinto que define como "um rapaz esperto, gentil. Muito humanista e simples. Ele era apoiante do FC Porto. E ficou enojado e revoltado com o que foi descobrindo."
Explicando que a defesa do alegado hacker está a ser paga pela "The Signal Network" - "a mim não, porque sou membro da administração" -, William Bourdon explicou ainda que a atitude de Rui Pinto "foi a consequência da arrogância que existe neste mundo do futebol, que sente que pode continuar a atuar em completa impunidade."
(Fonte:DN)

16 janeiro, 2019

Qual é a diferença...

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Carlos Janela é nome de cartilheiro
espécie abundante no Benfiquistão


...entre alguém que é vítima de um assalto, a quem é furtado parte substancial do património, do qual faz parte uma empresa com vários trabalhadores assalariados, e que pensando viver num país civilizado decide dirigir-se a uma esquadra da polícia para apresentar queixa, descobre que lá dentro não se encontra ninguém? Alguém que, pensando tratar-se apenas de uma casualidade, regressa de novo à esquadra no dia seguinte, no outro, e mais outro, até chegar à conclusão que não se tratou de um incidente? Em que raio de país pensará estar?

Que lhe resta fazer? Ir para a rua, ou para o café da esquina lamentar-se da sua desgraça? Conhecendo o autor do crime, a vítima pede-lhe encarecidamente para não voltar a roubá-lo, chamando-o à atenção para a malvadez que é o acto de roubar, sem que o criminoso se impressione minimamente com a sorte da vítima, e não satisfeito com isso,  lhe promete que vai repetir a gracinha, ou seja, voltar a assaltá-lo.

Perdido, como se sentisse no deserto, o desgraçado resignou-se com a má sorte decidindo queixar-se ao primeiro vulto que encontrasse, na esperança que este se transformasse numa "esquadra" de polícia, o que não veio a acontecer. A polícia devia existir, constava que sim, mas nunca apareceu. 



Qual será a diferença entre a história atrás contada e a que está a acontecer com o FCPorto? O FCPorto não é pessoa singular, é verdade, mas é colectiva. Não importa o género, o que interessa é a comparação. O colectivo tem dirigentes, património, assalariados pagos. Tem associados, atletas remunerados. Todos, de uma ou outra maneira, são prejudicados por meio mundo. Por um clube de futebol corrupto, pela comunicação social, e pelo próprio governo.  Quem se salva desta matilha de humanoides?

Quereremos nós imitar o desgraçado assaltado indefeso desta historinha? 

Eu sei que o FCPorto teve a sorte de encontrar um homem com coragem para denunciar o delito de que continua (continua, repito) a ser vítima, mas só saberemos se isso chegará para o libertar definitivamente do mesmo quando fôr a julgamento. Como Francisco J. Marques disse, e com carradas de razão, o autor do crime tem tentáculos, e por isso lhe chamou polvo. Só o Ministério Público poderá saber como tudo irá terminar. Até lá os escândalos vão continuar. Escândalos talvez menos insolentes, mas obcecados. E a violência não vai abrandar, até porque  quem possui a tutela do Governo no desporto continua a dar carta branca às claques do Benfica, como é sabido. Só de falar nisto passo-me!    

O que não imaginaria, caso tudo isto tivesse acontecido há uns anos atrás, é que fossemos tão passivos, como estamos a ser. Continuamos a ser discriminados pelos próprios governantes, e não  temos a coragem para lhe fazer sentir frontalmente a dimensão do nosso repúdio e revolta!  O meu, pelo menos, é total.     

15 janeiro, 2019

Cuidado, a Justiça em Portugal é lenta e imprevisível


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Por mais que me habitue ao modo politicamente correcto de protestar dos comentadores do Universo Porto transmitido pelo Porto Canal contra as tropelias que o sistema continua a fazer contra o FCPorto, retirando daí dividendos, não consigo conformar-me.

Não é uma questão de estilo, e muito menos pessoal. Estou com o FCPorto! Isto, é uma questão de objectividade.

Fala-se, denuncia-se (e bem) o que está a acontecer de errado e suspeito com as arbitragens, com os consequentes danos para o FCPorto e o desbocado benefício para o Benfica, mas ficamo-nos sempre por aqui, pelo lamento! Assim, não vamos lá.

António Perdigão, ex-árbitro e actual comentador do Porto Canal de arbitragens, procura opinar com seriedade e a isenção possível, mas não vai mais longe. E não vai mais longe por quê? Porque não é a ele que isso compete. Tal como não compete ao Francisco J. Marques, mesmo sendo Director de Comunicação do FCPorto. Até aqui, compreendo. Os leitores já sabem o que penso sobre isto e a quem atribuo a responsabilidade para tanta permissividade. Mesmo assim, continuo sem perceber por que é que há tanta parcimónia com a incompetência e sobretudo com a irresponsabilidade. Não percebo, sinceramente, n ã o   p e r c e b o !

Os árbitros continuam a asneirar? A prejudicar o FCPorto, e a levar ao colinho o Benfica? Continuam, sim senhor! O vídeo-árbitro não está a resultar? Não está, não senhor, ou só funciona quando convém a alguns! As comissões de Disciplina da FPF, e de Arbitragem da Liga   são um flop? São com certeza! São um embuste descarado! E que dizer da comunicação social? Nada a dizer? Temos de aceitar pacificamente a discriminação que nos fazem? É isso democrático na óptica dos dirigentes portistas? Mesmo tratando-se de órgãos do Estado, como a RTP? Os dirigentes portistas consideram normal a discriminação? E já agora pergunto: será também normal calarmo-nos? Que garantias temos que vamos ser ressarcidos pelos danos consequentes?   

E será que os comentadores desses programas, como o Universo Porto de Bancada e outros do género, não sabem quem superintende no desporto, seja no futebol ou de qualquer outra actividade desportiva? É claro que sabem, são as Federações respectivas, e no caso do futebol, também a Liga, e a nível político a Secretaria de Estado e Desporto. Então, por que é que em vez de continuarmos a lançar "gritos" de socorro para o vácuo onde não está ninguém para nos socorrer ou sequer ouvir (porque não quer), não os obrigamos a responder? Sim, obrigamos! É um dever que assumiram, e se assumiram são obrigados a cumprir! Ponto. Para isso são pagos, e a peso de ouro! Refiro-me obviamente aos dirigentes das referidas instituições.

Então porque é que não obrigamos esses dirigentes a responder aos nossos protestos? Porque não os obrigamos a respeitar os nossos legítimos direitos, se estamos a ser discriminados e prejudicados? Então, vivemos em democracia, ou não? Reparem no paradoxo: eu, que ando há já uns anitos a dizer que não acredito na saúde da nossa democracia, não tenho pejo em escrevê-lo aqui e dizê-lo à frente de qualquer pessoa, e no FCPorto não ousam chamar à responsabilidade quem anda provocantemente a fugir dela? Haverá provocação maior que sermos desrespeitados por quem tem obrigações de impôr o respeito pelos regulamentos, obrigando quem não os cumpre a fazê-lo?

Insisto: não se fiem demais na Justiça! Ainda há poucos dias Duarte Lima, um ex-político acusado do homicídio de Rosalinda Ribeiro e de desvios do seu património, foi agora ilibado após ter estado em "prisão domiciliária" alguns anos. Acreditam nesta justiça? Eu não! Porque se fosse um desgraçado qualquer ele já teria sido enviado para o Brasil há muito tempo! Mas, é isto a Justiça portuguesa. Queremos mantê-la neste estado? O FCPorto tenciona pactuar com esta bagunça e arriscar perder outro campeonato com a continuidade do proteccionismo do regime ao Benfica, que continua a pontuar com a ajuda obstinada das arbitragens? 

Bem, se assim fôr, só temos de pedir a Deus (se houver fé para tanto) se o Ministério Público recorrer e decidir castigar o Benfica com uma merecida despromoção à 2ª divisão, caso contrário ainda podemos correr o risco de ser ultrapassados e perder mansamente outro campeonato. Seria um crime, pagar dessa maneira os esforço tenaz de Sérgio Conceição, para fazer o que fez com jogadores outrora indesejados.        

09 janeiro, 2019

O silêncio do Porto Canal é perigoso


http://www.portocanal.pt/


Qualquer espectador atento  já se terá apercebido que algo vai mal no Porto Canal. 

O verão passado foi o espelho fiel dessa suspeita. De Julho a Setembro (e até Outubro) não se notou grande diferença com os mêses de trabalho. As repetições, que já eram excessivas, aumentaram, e a dinâmica era fraca, parecendo que lá dentro não havia ninguém, que continuavam todos de férias. Só lá para fins de Outubro começou a mostrar algum regresso à normalidade, e mesmo assim pouco convincente. Para quem poucos dias antes se gabava da subida de audiências, e dizia que o Porto Canal era o canal mais atento à descentralização, com delegações em todas as regiões do país (incluindo Lisboa), devíamos esperar outros sinais. Júlio Magalhães parece uma pessoa simples mas essa simplicidade às vezes engana, 

Há muitas coisas no Porto Canal que podia aqui apontar, que nunca foram resolvidas e que continuam a chamar a atenção pela negativa. Trata-se da supervisão, que parece não existir. Não quero ser desagradável e por isso vou-me limitar apenas a uma ocorrência recente. Foi no dia da transmissão do jogo de basket entre o FCPorto e o Ovarense, jogo esse que coincidiu à mesma hora do  hóquei em patins entre o Riba D'Ave e o FCPorto. Sucede que quando tudo indicava que o jogo de basquete disputado no Dragãozinho ia ser alternado com o de hóquei jogado em Riba D'Ave, como aliás aconteceu cerca de 5 minutos, de repente as imagens desapareceram para regressar ao basquete para nunca mais voltarem.

Enfim, estas coisas podem acontecer, agora o que não se tolera é que não tenha havido uma simples notinha em rodapé a informar, e pedir desculpa aos espectadores caso tenha havido uma avaria técnica. Isto é recorrente. Ninguém merece explicações, aquilo parece uma casa particular, não parece uma estação de televisão gerida por um clube de futebol como o FCPorto! Por ironia, é justamente o sector desportivo, o maior gerador de audiências, o que devia exigir outro empenho é o mesmo que sofre estas desconsiderações, sem qualquer pedido de desculpas! Haverá ali alguém no comando?

Adiante. Não quero denegrir o Porto Canal nem quem lá trabalha, pelo contrário. O que quero é que o Canal do FCPorto não faça figuras tristes de amadores. Isto é crítica construtiva, não é maldizer. E se houver alguém melindrado por não admitir que também comete erros, então é porque se acha mais importante do que a empresa (clube) que lhe paga o salário.

Já agora aproveito para dar uma sugestão ao Sr. Júlio Magalhães, deixando-lhe aqui algumas questões: o que é que está a faltar ao Porto Canal?  Dinheiro, ou ideias? Se for dinheiro, então terá de resolver o problema com os proprietários (FCPortoMedia e MediaPro Portugal). Mas se se tratar apenas de falta de audiências, talvez não seja má ideia começar a pensar noutro tipo de programas. Aconselhava manter os melhores e preencher os mais básicos com assuntos de importância superior para a cidade do Porto e para o FCPorto. Receio que o que vou propôr não encaixe nas suas ideias, mas não me importo de arriscar.

Vejamos. Uma vez que ainda não ouvi ninguém do Porto Canal, ou do FCPorto duvidar da consistência da soberania nacional, e do próprio regime, talvez tenhamos de admitir que todos acreditam na genuidade da nossa democracia.  Nesse caso, por que não realizar um grande programa constituído por personagens que não temam desafiar o status quo nacional, corrupto e salazarento, para darem algum apoio ao Francisco J. Marques que mais não faz que suplicar justiça? Atenção, eu compreendo FJ Marques e admiro-o por ter feito o que fez, só que acho um abuso do FCPorto deixarem-no sempre a falar sozinho! Não haverá gente com coragem para dizer que maior vergonha que a corrupção é respeitá-la, é dar-lhe trunfos, abdicando do cumprimento da Justiça? A que temos, não se chama assim, é uma opositora feroz, chama-se farsa. Essa sim, é uma justiça vergonhosa! 

Temeria porventura Júlio Magalhães discutir frontalmente sobre que mistério  explica o silêncio sobre a corrupção de figuras como o  Presidente da República (seu amigo), sempre muito disponível para beijinhos populares, mas muito cego e ausente com temas de lesa pátria, como é o da corrupção? A magistratura de influência é isso? Por que será que não temo falar destas poucas vergonhas, sem terem de me pagar, e vossas excelências que são pagos para informar e esclarecer, fecham-se como se vivessem na Coreia do Norte? 

Não estou a ironizar. O assunto é sério. Seria muito oportuno e útil que o Porto Canal em vez de se entreter com entrevistas a vedetas lisboetas se dedicasse mais a produzir programas verdadeiramente honrosos. O resto, não passa de repetições fúteis e gastas.

Vamos lá, deixemo-nos de cópiar banalidades. Se estivéssemos nas escola primária (antiga) a professora chamava-nos à palmatória. E era justo. 
    

07 janeiro, 2019

A benfiquisação do país está activa, e os portuenses deixam andar (contra tudo e contra todos?!'?!)

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Porto adormecido não é Porto vivo

Salvo raras excepções, é fácil concluir que os portistas parecem interessar-se mais pelo sucesso do FC Porto do que com a autonomia política e económica da cidade do Porto e da região norte. É relevante lembrar que, felizmente para o nosso clube, cada vez há mais portistas por esse país fora, inclusive pelo mundo inteiro. Mas, se pelo norte inteiro não podem ser apenas os portistas os únicos responsáveis - mal grado pertencerem à cidade mais importante da Região -, o mesmo não podemos dizer quando se trata do próprio Porto, até por sabermos que não podemos contar com os políticos para nada.

Temos consciência que não é simples mobilizarmo-nos espontaneamente para lutas de cariz político. A verdade é que elas cada vez são mais urgentes e necessárias. E não são necessariamente lutas partidárias, por quanto sejam os políticos os primeiros a defender a treta de que sem partidos não há democracia, o certo é que com eles, também nunca haverá democracias sólidas se as deixarem à mercê de políticas anarquistas, esvaziando-as de normas moderadoras, como sempre fizeram. Persistir na ideia de que disciplinar a Democracia é um erro, é tão perigoso como desregrar a Liberdade. O nosso país é a prova mais cabal.

Suponho que é aqui que reside o problema principal. Há quem defenda que ambas (Liberdade e Democracia) só são genuínas se forem absolutas, e está provado que essa visão é errada. Foi à sombra  dessa "liberdade democrática" que os sucessivos governos escancararam as portas à bagunça, à calúnia, ao vil insulto, à intriga, às falsas verdades, e que conduziram (por exemplo) ao processo Apito Dourado, e a outras indecências. Resultado: os Presidentes do Benfica interpretaram isso como uma autêntica passadeira para fazerem o que queriam. Como eles pisaram essa passadeira e para quê, todos nós sabemos. Foi Vale e Azevedo, e agora o Vieira (só para falar nos mais descarados). 

Actualmente os partidos políticos perderam credibilidade, e no Porto em particular chegaram ao ponto de inspirar desconfiança. Os partidos e os políticos que os encorpam deixaram-se desvirtuar pelo corporativismo de classe e banalizaram-se. Com um pouco de coragem e vontade os portuenses podiam substituir a inoperacionalidade da política partidária pela acção cívica, com empresários, reitores universitários, figuras locais mais relevantes da região. Nada disso acontece agora no PORTO, todos parecem ter perdido a fibra de outros tempos, que não sendo os melhores, não os impediu de abrirem sedes de bancos, de jornais, de companhias de seguros. E, vejam o paradoxo, vivíamos numa ditadura, mas agora as práticas destes pseudo democratas são ainda mais mesquinhas. São estas ambiguidades irresponsáveis que confundem o povo, que alimentam o oportunismo dos saudosistas do passado e que por aí andam a apelar ao regresso de Salazar... Estão a ver como é fácil misturar o sal com açucar sem distinguir paladares? 

Por tudo isto me entristece ver uma "ferramenta" importante como podia ser, mas ainda não é, o Porto Canal, sem rumo nem ambição. A programação empobreceu, a informação também. Aquilo só funciona e vive à custa do FCPorto. Júlio Magalhães continua fascinado pelos lisboetas. É sempre uma "honra" para ele (menos o Tino de Rãs) receber qualquer badameco(a) de uma terra que tão mal nos tem tratado ... A Maria, a quem louvei pela saudável irreverência, quando chegou ao Porto Canal, desiludiu-me ao aceitar o convite para trabalhar com o Goucha na TVI, um canal vulgaríssimo, igual ou pior a qualquer outro de Lisboa, onde o principal objectivo é denegrir o FCPorto!

O dinheiro tem destas coisas, suborna a fibra das pessoas, e torna-as dele reféns. Boa sorte Maria, mas não ouses dizer publicamente que amas o Porto, porque tu só amas o capital da capital, passe a redundância. Deixa-te de tangas e pede ao Júlio Magalhães para te fazer companhia, que ele não faz falta nenhuma nem ao Porto, nem ao Porto Canal. Como deves saber, aquilo por cá está cada vez pior. Às tantas até já sabias que o Porto Canal estava a despedir pessoal... Já agora, vê se convences também a Carina Caldeira a ficar por Lisboa onde parece ter muitas amigas... Fazem-me lembrar o Jornal de Notícias que, como previ, foi-se colorindo de vermelho e de Lisboa desde que o Proença de Carvalho chegou a Presidente do Conselho de Administração. A fibra dos portuenses agora não passa disto: bajulação a Lisboa, rumo à fama e ao money! Nada mais.

Vamos fazer votos para que os portistas não venham a pagar cara a condescendência do Presidente Pinto da Costa para com as vigarices do Benfica e do próprio Governo. Será tarde esgrimir culpas, porque esse será o custo de querer perenizar competências pretéritas.

Deste Porto combativo, só vejo passado.

PS-Sem vaidades espúrias, por que será que poucos ligam a política às descriminações e perseguições que o regime tem movido ao Porto, e ao FCPorto? Será que no íntimo, no íntimo, há certos portistas a apoiar o comportamento dos governos, mesmo sabendo que prejudicam o nosso clube?  Por que raio serei eu quase um exclusivo a "bater" em quem nos desgoverna tão bem?

Tirando alguns comentadores que conheço, e aqui me acompanham assiduamente, não vejo que esteja a exagerar. Será que esperam um D. Sebastião que salve o FCPorto, sem beliscar a sua estabilidade pessoal? Se assim fôr, posso compreender, mas não aprecio a filosofia.


PS2-Peço desculpa aos leitores que não reparem num ou outro lapso de ortografia, mas às vezes acontece. Costumo fazer uma revisão ortográfica mais do que uma vez e mesmo assim escampam-me certas palavras.   

05 janeiro, 2019

Para os políticos o crime compensa. Vamos lá votar pessoal!

Macedo. Ninguém vai para a cadeia
no caso dos vistos gold


Relações perigosas entre Carlos
Alexandre e Orlando Figueira
António Figueiredo: 4 a 7 anos
(de pena suspensa...)
Vara nas mãos de juiza que
vai ponderar a sua prisão


04 janeiro, 2019

Eu abstinente me assumo

Nota de RoP: Apesar do eventual humor, tal é a ausência de sentido ético do cartonista que 
coloca em segundo plano mais uma das habituais barbaridades cometidas por benfiquistas... 

Ainda há 3 dias publiquei o artigo anterior, da autoria de Paulo Baldaia por considerá-lo interessante para os cidadãos. O autor, também jornalista, limitou-se a chamar a atenção aos mais distraídos para a realidade actual do país e para os perigos que o populismo comporta. Por isso, e por mais paradoxal que pareça, custa-me generalizar a péssima opinião que tenho de um grande número de colegas seus (talvez a maioria). Mas, a culpa não é minha, porque se são mais os que desprezo do que os que admiro, é porque muito mal têm feito ao país leitor. 

Vejamos agora como termina este artigo de Manuel Molinos (do JN) sobre o mesmo tema (o populismo):

"Na verdade, o futuro do país pertence ao povo e, recorde-se, há um número importante de portugueses que dão sempre a maioria à abstenção em todas as eleições. São estes leitores que podem, à força de uma mensagem populista, sair do conforto do sofá e fazer com que aquilo que parecia impossível volte a acontecer".

Ora, o senhor Manuel Moinhos parece pertencer ao clube dos seguidistas que diabolizam os abstencionistas, em vez de se interrogarem se não são os que têm votado irresponsavelmente quem oferecem o poder aos que não o merecem! É que eu próprio sou um desses abstencionistas, e vou continuar a ser. Sabem porquê? Por duas razões. Primeiro porque não quero meter um voto numa urna para um partido que não me dá garantias. Por outro porque não acredito na seriedade da classe política. Votar por fézada, não é comigo. Quero projectos sérios, equilibrados, sensatos, justos. Não alinho em promessas. Os partidos políticos só nos dão promessas, nunca cumprem o essencial, que é melhorar progressiva e factualmente a qualidade de vida da população.

Imaginem como exemplo a seguinte alegoria - que nada tem de disparatada, embora pareça - , se pensarem bem. Imaginem um tipo carente de uns dinheiros que se dirige ao Banco para pedir crédito oferecendo como garantia a sua própria integridade pessoal. Normalmente a resposta do credor é sempre a mesma. Não só não confia na palavra de honra de quem pede emprestado e promete pagar, como lhe exige como única alternativa um valor pecuniário correspondente ao que foi pedido, chamado fiador. 

Faz sentido, não faz? Agora pergunto: será que é menos arriscado apostar nas promessas dos partidos que na seriedade de um homem honrado? Haja sensatez, os que votam acham mesmo que é por preguiça ou desinteresse que há cada vez mais abstencionistas? Acham mesmo? Não, é tão só porque não têm como confiar nos políticos. 

Será preciso explicar porquê? Será mesmo preciso? Votos em branco? Então já nos esquecemos da quantidade de políticos a contas com a Justiça? Não conhecem as causas e quantos? Terei de lembrar a vocação de alguns para o homicídio? Se quiserem ainda posso dar um jeito para os devolver à cadeia.

Se não sabem a resposta continuem a votar que lhes fica muito bem, mas aguentem as consequências. 






01 janeiro, 2019

Gente a precisar de outros partidos

Paulo Baldaia
O Brasil dá hoje posse a Bolsonaro, quando acontecer por cá não estranhem. O populismo de Direita que faz caminho nas democracias ocidentais também vai aparecer em Portugal. E nem se percebe que possa causar surpresa, quando há uma percentagem significativa de eleitores a quem nunca ninguém ajuda a dar a volta à vida.
Alternando entre governos do PS e governos do PSD, em Portugal, há sempre mais de dois milhões de pobres. Mesmo com um governo apoiado para toda a Esquerda, os pobres continuam pobres, porque aos pobres parece vedado o acesso ao famoso elevador social. A este exército de eleitores juntem um de idêntica dimensão, constituído por gente de classe média baixa, a viver nos subúrbios das grandes cidades, para quem as melhorias na vida significam quase sempre maior capacidade de endividamento, a pagar com juros altos quando a crise chega. Sabem quem andou a votar nos populistas da América, do Brasil e da Europa? Pois é!
Para estes eleitores agrada um discurso que apresenta os outros como o problema, mais ainda se tratar todos os políticos como corruptos e as elites como estando interessadas em manter tudo como está. Incluir promessas de que tudo vai mudar ajuda. Mais ainda se a promessa for a de reduzir drasticamente as funções do Estado. Sabendo-se que entre os pobres e os remediados há um grande potencial de eleitores para um partido populista, é fácil de perceber que esse potencial também existe nos eleitores com mais rendimentos.
Há muita gente cansada de pagar tantos impostos para ter do Estado os serviços que tem tido. Uma vez mais, com esses partidos - quatro anos PSD/CDS e outros quatro PS com apoio do PCP e do BE - vivemos em recorde permanente de carga fiscal e com serviços públicos, como a Saúde, a Educação, as Infraestruturas ou os transportes, em permanente deterioração. Não falta quem queira ver o Estado pelas costas.
Pensar que Portugal está imune a populismos de Direita é não ter a noção que há um número significativo de eleitores que já não acredita que o atual sistema partidário seja capaz de resolver os seus problemas. Reconhecer que isto é assim não faz de ninguém populista, fechar os olhos à espera que não exista é que faz com que esse potencial vá crescendo.
JORNALISTA

31 dezembro, 2018

UM BOM ANO 2019 PARA TODOS OS PORTISTAS!




Com os agradecimentos do Renovar o Porto pelos votos de retribuição.



ESCOLHAS DO ANO (MUITO POSITIVAS)
  • SÉRGIO CONCEIÇÃO,  TODA A EQUIPA E JOGADORES
  • JÚNIORES DE SUB15 E SUB17, SÉRGIO FERREIRA E TULIPA
  •  ANDEBOL E HÓQUEI EM PATINS, MAGNUS ANDERSON E GUILLEM CABESTANI
  • ADEPTOS DO FUTEBOL CLUBE DO PORTO

ESCOLHAS DO ANO (VERGONHOSAS)

  • DIRIGENTES DO BENFICA,  INSTITUIÇÕES DESPORTIVAS, E IPDJ
  • GOVERNO PORTUGUÊS E PARTIDOS DA OPOSIÇÃO
  • COMUNICAÇÃO SOCIAL DE LISBOA
  • SERVIÇO NACIONAL DE SAÚDE
  • JUÍZA ANA PERES 

30 dezembro, 2018

BOM ANO A AFASTAR NUVENS

Domingos de Andrade
Director JN

É entre um ele e um ela, afogueados pelo deserto, e sem perguntas: Que importam esses véus sob os quais te escondes - Eu afasto-os tal como o sol afasta as nuvens.
Quando olhamos o Novo Ano também queremos deixar para trás o que nos doeu, o que nos fez perder o rumo, o que se entranhou como areia fina e nos toldou os dias. Não apenas como seres individuais, mas como integrando um coletivo, ou vários, da família aos amigos, à cidade e país. Para não chegar à Europa e ao Mundo, porque já é pedir demasiado.
Abre-se o ano com protestos, depois do balde de água fria do discurso de Natal do primeiro-ministro. A austeridade é um estado latente dentro do Estado. Dos professores aos enfermeiros, da justiça à prometida contestação das mudanças nas leis do trabalho.
É ano de eleições, europeias e legislativas. E talvez nunca como agora tanto esteja em causa na construção do que somos como país e como europeus, quando os populismos já não são um verbo de encher, quando os partidos dão argumentos de falta de transparência que os levam ao descrédito, quando a artimanha das chamadas "notícias" falsas adensa a teia de obscurantismo em que começamos a mergulhar mais fundo nesta pós-democracia que já estamos a atravessar.
Como povo, é reduzida a nossa capacidade de mobilização cívica e a dependência de ciclos eleitorais e de partidos que procuram também eles um caminho. Mas sendo o que aí vem um ano eleitoral, pelo menos num ano eleitoral está na altura de cada um perceber onde é que pode ir mais longe na intervenção social, não pensando que o seu papel na vida pública se esgota em depositar um voto de quatro em quatro anos.
Irmos além do circo, como cidadãos, como leitores, como eleitores, é o grande desafio para 2019.
Bom ano, a afastar as nuvens.
*DIRETOR

26 dezembro, 2018

'Ultimato' aos dirigentes do FCPorto


Chegados a este ponto, a uma situação impensável há poucos anos atrás, chegou o momento de colocar algumas questões aos dirigentes do FCPorto, começando pelo Presidente Pinto da Costa e respectivos  elementos da SAD. 

São questões que já não têm a ver exclusivamente com o futebol, e sim com a própria ordem social, política e judicial. O artigo abaixo publicado pelo jornalista Paulo Baldaia é para levar a sério, não é mais uma fake new à moda d' A Bola. Importa portanto saber o que pensam os dirigentes do FCP  desta situação.

A saber:
  • Acham que é normal o que está a acontecer, em democracia?
  • Se acham que não, que tencionam fazer?
  • Reagir politicamente e juridicamente no tribunal dos direitos do homem?
  • Reagir condicionados ao simples lamento?
  • Continuar a participar em todas as provas desportivas, submetendo os atletas à humilhação de voltarem a jogar em competições  previamente viciadas?
  • Voltar a cometer a infantilidade de deixar ao cargo de uma justiça corrupta a resolução deste problema?
Agora, já nada justifica o silêncio. Se se repetir, como tem sido o caso, será também da responsabilidade dos dirigentes do FCPorto tudo o que de mal voltar a acontecer dentro e fora de portas. Ninguém pode negar o que aqui fui prevenindo no passado recente. Os infractores, os causadores de crimes, repito, combatem-se, não se lamentam.

PS1-Naturalmente, penso que Pinto da Costa e os homens da SAD deram o aval para que o programa Universo Porto da Bancada fosse para o ar, mas foi o Francisco J. Marques quem entregou à PJ os elementos de prova dos escândalos do Benfica (agora branqueados), e foi também quem deu a cara no Porto Canal. Não foi por acaso que foi ele o único castigado pela Comissão Disciplinar da FPF. Isto já diz alguma coisa.    Comissão Disciplinar essa que, ironicamente, devia ser punida há muito tempo.

PS2-Ou muito me engano ou os portistas já se conformaram com o sucesso do Benfica no tribunal. Por mim, só acredito quando o Ministério Público informar que abdicou do recurso. Apesar de ter suspeitado dos sucessivos atrasos da estranha juíza Ana Peres para tomar decisão tão simples e óbvia (a aproximação do Natal às vezes dá jeito...) custa-me a acreditar que tudo fique assim. Se o FCPorto desistir de lutar contra esta pouca-vergonha não volto a escrever mais nada sobre o assunto, mesmo se continuarmos a ser humilhados pelos bandidos do costume. Continuarei a ser portista, como sempre, mas deixarei de considerar quem permitiu tantos abusos. 

O homem a abater pelo regime dos descendentes da PIDE

AMADEU GUERRA, director do DCIAP , quis sair ou foi empurrado?

Este artigo é um aviso à população. O actual regime é mais pérfido e perigoso que o de Salazar

O Conselho Superior do Ministério Público retirou Amadeu Guerra do cargo de diretor do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP). Perante a tragédia, o alarme tocou e o presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público salientou que podemos estar perante "um retrocesso na investigação criminal ao mais alto nível".
Paulo Baldaia
JN
António Ventinhas mostra-se muito preocupado, porque "o diretor do DCIAP é um dos cargos mais importantes do Ministério Público e um dos grandes rostos do combate à corrupção". O mais grave é que a saída de Amadeu Guerra parece ter ocorrido contra a vontade da procuradora-geral da República.
Ainda há poucos dias, Lucília Gago tinha ameaçado demitir-se caso fosse alterada a composição do Conselho Superior do MP, por considerar uma "grave violação do princípio da autonomia", e agora viu essa autonomia passar-lhe uma rasteira, oferecendo a Amadeu Guerra o lugar que ele queria. Aqui chegados, é preciso salientar que não foi preciso existir uma maioria de não magistrados no Conselho Superior do Ministério Público para haver uma alteração profunda no departamento que conduz o combate à corrupção, retirando de lá quem de lá quis sair, contra a vontade do presidente do sindicato e contra a vontade da procuradora-geral da República. Numa instituição altamente hierarquizada, a autonomia suicidou-se!
O título e os parágrafos iniciais desta crónica, que fiz com fraca ironia, pretendem mostrar a hipocrisia com que os magistrados, altamente corporativos, e alguns comentadores reduziram a discussão sobre o novo estatuto do Ministério Público a uma intenção dos políticos de acabar com o combate à corrupção. Prometi voltar ao tema e cá estou. Também para registar a forma cobarde como os socialistas estiveram neste debate, estando e não estando a favor da alteração proposta pelo PSD, retirando o cavalinho da chuva assim que perceberam que os populistas tinham ganho o debate, matando-o.
É claro que ter a coragem de defender aquilo em que se acredita, em que sempre se acreditou, pode parecer um suicídio político. Mas o que fazer? Esquecer os princípios porque o momento aconselha que se o faça? Como se a oportunidade tivesse sido determinada por quem defende ideias fora do politicamente correto e não pela ministra da Justiça, que entregou no Parlamento uma proposta de lei para alterar o estatuto do Ministério Público. Seja como for, é assunto demasiado sério para poder ser resolvido com meia dúzia de tiradas populistas, como argumentar que quem quer uma maioria de não magistrados no Conselho que fiscaliza esses mesmos magistrados quer acabar com o combate à corrupção. Como se essa fosse a sua única função, como se não houvesse mais nada para fazer, como se não tivessem falhado recentemente no apoio a uma mulher que acabou morta, vítima de violência doméstica. Como se lhes bastasse chamar corruptos a todos os políticos para esconder todos os falhanços. A matilha ataca quem se atreva a discordar.
Vivemos dias perigosos, muito pelo que eles já trazem mas muito mais pelo que eles antecipam. A informação televisiva quer cada vez mais entreter, o jornalismo é cada vez mais tabloide e, pior, discutem-se muito mais as pessoas do que as ideias. E, assim sendo, não posso deixar de estranhar que os comentadores que mais alinharam na bravata do Ministério Público não tivessem tido uma palavra de apreço pelo homem que liderou o combate à corrupção. Havia e há uma grande hipocrisia no debate sobre o estatuto do Ministério Público.
Nota de RoP-
Aproveitaram a época do Natal para fazerem mais "sangue" (e lixo).
Por mim, promovia  uma manifestação de apoio ao Ministério Público, e contra quem quer fazer dele outro antro de corrupção!Cuspo no Governo, cuspo no Parlamento. São uns traidores! 
Acrescento o seguinte: o Ministério Público como quase todos (ou todos mesmo) os órgãos do Estado estão minados. Há gente competente e gente duvidosa. Daí talvez seja exagerado o apoio total ao MP que propus É assim, por mais que queiramos acreditar num todo, é sempre um risco. 
PS-Permitam-me uma pequena explicação que não é propriamente uma mudança brusca de trajectória. Não gosto de cuspir em ninguém(nunca o fiz), mas quando se trata de pessoas com cargos de alta responsabilidade a cometerem autênticos crimes de lesa-pátria, fico enojado. Como a "democracia" não me permite dar-lhes o castigo que merecem - que só podia ser a cadeia, ou no mínimo a erradicação política -, só me ocorre cuspir no que me enoja...