23 setembro, 2017

Benfica, tudo faz para lançar areia para os olhos do país!



COMUNICADO


O FC Porto lamenta que, mais uma vez, usando da mais requintada hipocrisia, o SLB tenha aproveitado a nomeação do presidente da FPF para a comissão executiva da FIFA para cavalgar o apelo à concórdia que Fernando Gomes lançou na edição de hoje da imprensa desportiva, a partir da sua nova posição de relevo no plano do futebol internacional e com a qual o FC Porto já se tinha congratulado publicamente. 

A desfaçatez com que o SLB usa e abusa da propaganda para tentar puxar o lustro à marca contrasta com práticas repulsivas através das quais persegue benefícios próprios e não para o futebol português em geral. Este comportamento dúplice só tem sido possível através do estratagema de calar os pecados próprios em matérias de conflitualidade social, de que são prova agressões a árbitros e adeptos e até mesmo mortes. Por sua vez, este estratagema só tem resultado no interesse do SLB pela subserviência de alguns meios de comunicação social e pela cumplicidade de alguns agentes desportivos que, nas suas funções institucionais, deveriam zelar pela neutralidade de órgãos e institutos que regem e administram as regras do jogo e a justiça desportiva das competições.

Concordando com as preocupações do presidente da FPF, centradas na relação entre árbitros e adeptos, o FC Porto recorda que uma das condições para a pacificação reside na perceção que os amantes do futebol, os cidadãos em geral e, não menos importante, os investidores em particular possam ter de que o jogo, o espetáculo e a indústria do futebol assentam na verdade desportiva. E que deste ponto de vista caberá também à FPF encontrar forma de regular com transparência as regras do jogo, incluindo aquelas que, neste momento, não ajudam a uma boa perceção pública do futebol e da sua indústria, como é a situação sui generis da Liga portuguesa ter como operador televisivo dos jogos disputados pelo SLB em casa a própria televisão do clube, com os atropelos conhecidos.

Por último, o FC Porto espera que do apelo do presidente da FPF resultem rapidamente decisões práticas para o dia a dia do futebol português, sendo de toda a evidência que, em primeiríssima prioridade, deverá estar um dos maiores e mais óbvios problemas sociais e desportivos: a obrigatoriedade de tornar legais claques disfarçadas de grupos organizados de adeptos, o que tem permitido aos dirigentes alienar responsabilidades.

22 setembro, 2017

Ou vai, ou racha!

Acreditar na democracia portuguesa é uma ofensa aos povos do norte da Europa,
e a todos aqueles que se esforçam para a tornar autêntica. É também boicotar o trabalho dos que se empenham para a credibilizar contra quem usa essa tremenda impostura para dominar. Isto, a que levianamente alguns ainda apelidam de democracia nada mais é que uma grande vigarice que os mentores do 25 de Abril não souberam reprimir. A euforia com a queda do Estado Novo tolheu-lhes a lucidez de deixarem a democracia crescer sem a maturidade que só a boa educação permite.

Não sei se foram os descentes da PIDE que se infiltraram nos aparelhos partidários, se foram os governantes que se distraíram, ou as duas coisas ao mesmo tempo. O que sei é que, 43 anos de Liberdade não foram suficientes para blindar a democracia com a licitude e respeitabilidade que ela precisa. Edificar uma democracia sem estes "alicerces",  é tão irresponsável como entregar uma criança ao cuidado de um pedófilo, passe a analogia Nada, nem ninguém, me convence que o regime em que vivemos seja empenhadamente democrático, com tanta gente a violar, dia após dia, as regras mais elementares de qualquer sociedade civilizada. Com outra consequência, não menos humilhante: há quem se governe com esta situação.

Tendo disso consciência, cabe-me enfatizar as descobertas que Francisco J. Marques tem revelado no Porto Canal sobre a rede mafiosa benfiquista. E não é apenas por se tratar de algo condenável, é pela enorme gravidade que ela evidencia, e pelo contágio pernicioso dos maus exemplos que podem transmitir às novas gerações. Mesmo assim, penso que o FCPorto não está a tirar o partido que podia desta situação. Estou convicto que o Porto Canal podia chamar a si muito mais audiências e patrocínios caso alargasse a programação dentro deste mesmo tema. Podia ganhar muito dinheiro, sem precisar de inventar e de entrar pelo caminho da injúria.

É evidente que a escassez programática do Porto Canal é manifesta, e contrasta com a curiosidade pública que casos de corrupção como este despertam. No Porto, e no país inteiro. O interesse no evoluir das investigações é grande, e por isso pertinente que o Porto Canal explore este caso sem excessos nem tentações insídiosas, mas com plena convicção. O caso não é para menos, e ninguém de bom senso nos pode criticar por isso. Tenho a certeza que o programa Universo Porto da Bancada é actualmente o canal com mais audiências do país às 3ªs feiras à noite. E não são certamente apenas de portistas! Saiba o Porto Canal explorar o filão que tem à mão neste momento.

Episodicamente, queixamos-nos de o Porto não ter massa crítica, o que é verdade. Isto também tem a ver com o que já temos escrito. Lamentavelmente, os tempos são de conformismo, de grande míngua ideológica, e de  medo. Apesar disso, é pouco provável que algo possa impossibilitar o Porto Canal de realizar outros debates que contemplem o dossier BenficaGate como tema central. A qualidade dos convidados é fundamental, e teria de ser criteriosamente selectiva. Nem arruaceiros, nem gente híbrida. Prevaleceria o conhecimento da realidade, a frontalidade, e sobretudo um grande espírito de solidariedade entre os participantes. Fundamentalmente, devia destacar-se a indignação geral dos portistas, assim como o contraste com a indulgência dos órgãos federativos, responsáveis directos  por estes assuntos, forçando-os a intervir.

O facto de Fernando Gomes (da FPF), ter sido recentemente nomeado para director executivo da FIFA não deve impedir o FCPorto de o notificar pelo silêncio displicente com este escândalo, nem tão pouco de o coagir a responder, eventualmente com pré-aviso de participação do ocorrido à própria FIFA, porque é um dever seu! Não podemos aceitar posturas permissivas como a que ele tem tido, porque o silêncio perante um assunto tão grave, não é resposta que se dê. Julgo que quem terá mais a perder será ele, e não o FCPorto. A não ser que me escape alguma coisa...

O que custaria aceitar, é que o FCPorto deixasse fugir a oportunidade de se afirmar condignamente perante os sócios, os simpatizantes, e o Mundo. Se o polvo é gigante, e tem muitos tentáculos, não interessa. O que interessa é fazer lembrar ao país que se este assunto, com óbvios sinais de ilegalidades e conivências, não fôr resolvido com seriedade, é o próprio Estado quem bate no fundo. Se isso acontecer, o FCPorto poderá, se quiser, recorrer à União Europeia, e pelo menos embaraçar o governo português . 

O que já não se aceita, é que desista, caso se confirme a queda a pique da autoridade do Estado. Cai o Estado, levanta-se o FCPorto! É um momento que pode revolucionar para melhor o futebol português. Nós não podemos queixar-nos do polvo se não soubermos pô-lo no seu lugar, que é no fundo dos oceanos e não numa sociedade de homens civilizados. Se não quiserem lá ficar, a alternativa só pode ser a cadeia.

Okey, chamem-me sonhador que não levo a mal. Prefiro isso, a dizer que não vale a pena.

Nota:
Parece que prevejo a futilidade dos que andam na vida a enganar o mundo. Fernando Gomes. presidente FPF, escreveu um artigo n'A Bola que é um verdadeiro atentado ao carácter. Um vendido! Mais um, entre uma multidão. Qual Durão Barroso. 

21 setembro, 2017

20 setembro, 2017

Anseio saber no que isto vai dar...

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Maria José Morgado
não tuge, nem muge

Sei que estou a ser demasiado repetitivo com os temas que escolho para escrever. A política, ou melhor, os políticos fazem parecer a política uma eterna discussão entre peixeiras, e francamente já pouco me motiva. Seja como fôr, é impossível dissociarmos tudo o resto da política, incluindo o futebol. Portanto, mesmo falando de futebol, estou implicitamente a falar de política.

Não é sadismo, não, mas cada vez gosto mais do manto revelador das traficâncias vermelhas do programa Universo Porto da Bancada. É de facto, verdadeiro serviço público de que o Estado português se devia gratificar, mas também vexar. Devia gratificar-se, por ter sido  o FCPorto, através do seu canal e do seu director de Comunicação, fazer o papel de investigador. Papel esse que caberia à Polícia Judiciária, e ao Ministério Público (ao Estado, portanto), e sentir-se vexado, por não ter sido ele (Estado) a investigar a rede Benfica como era seu dever.

Vai ser no entanto muito curioso ver como toda esta gente sairá deste imbróglio indecente sem pôr em causa a credibilidade do regime, e do seu sistema judicial. Há gente demais metida nesta rede malfeitora. Não será por ser o presidente de um clube de futebol o cabecilha e corruptor principal deste gigantesco gang, que os outros protagonistas podem dormir descansados, porque todos eles se deixaram dominar por ele. Uns, terão sido coagidos, mas outros cooperaram nesta trafulhice tremenda com prazer e arrogância, tal era o conforto que sentiam.

No lote imenso de colaboradores, cartilhados (ou não), constam profissionais e empresas de comunicação do Estado e privadas, árbitros, organismos desportivos, jornalistas, agentes da polícia, do Ministério Público, e comentadores. Nenhum destes pode afirmar, sem mentir, que enfrentou o caso agora divulgado, com seriedade e isenção, e no caso dos media, com o dever deontológico a que são obrigados. 

Por esta altura, nenhum se pode queixar, se amanhã forem publicamente acusados de cumplicidade criminosa.

Não sei no que isto vai dar. Sei, que muitos daqueles que viveram anos a eito apregoando a verdade desportiva, e agora mostram o valor real que lhe dão, vão ter de se retratar, perdendo a credibilidade, enquanto profissionais, e enquanto cidadãos. 

Dessa, não se livram.     


19 setembro, 2017

Ninguém descobriu a pólvora no Universo Porto da Bancada, mas acrescentou outra...


Para memória futura e presente, e para que a ingratidão não bata a esta porta, com discursos de pedagogia barata, venho recordar certos  leitores do Renovar o Porto, que apesar de ser muito crítico quando acho que devo ser, não me deixo ficar pela crítica, proponho, apresento alternativas e até faço um desenho se preciso fôr.   

Desde que o FCPorto decidiu autorizar a divulgação do programa Universo Porto da Bancada, apresentado por Tiago Girão, no Porto Canal, nunca deixei de o ver e sempre me congratulei com a iniciativa, particularmente pela denúncia de casos com relações obscuras entre o Benfica, árbitros, e outras figuras ligadas ao futebol, protagonizada pelo director de Comunicação do FCPorto, Francisco J. Marques. Só lamentei os anos de atraso que se perderam para tomar essa decisão, porque não só nos custaram alguns campeonatos, como foram humilhantes para a massa adepta do FCPorto (para parte dela, pelo menos). Humilhantes, e revoltantes, senhor Pinto da Costa!

Por vezes, dizia para mim se era só eu que desconfiava do comportamento demasiado suspeito das arbitragens, tão permissiva e muda, que era (e ainda é, diga-se) a reacção do Presidente a todas as tropelias à verdade desportiva protagonizada por vários árbitros. Tive sempre muita dificuldade em acreditar que se tratasse de simples incompetência, como alguns ingénuos ainda pensam. Tinha de haver marosca, e pelos visto há. E da grande.

Por isso, e como acima referi, criticar construtivamente pode ser uma coisa muito boa. Se houver dúvidas, basta reler o que aqui escrevi em 01/02/2014, dando o meu contributo com os meus disparates politicamente incorrectos, para ser feito aquilo que faltava. 


01/02/14


O problema do PortoCanal, será o Porto ?

(De Rui Valente, http://renovaroporto.blogspot.ch/)
Porto Canal - Homepage
Espero um dia vir a mudar de opinião se a interrogação em título não chegar a confirmar-se, mas receio que o Porto e o Norte poucas vantagens cheguem a retirar por disporem de um canal de televisão. Quando digo vantagens, refiro-me naturalmente para a população e não tanto para ao lado económico e financeiro da empresa, ainda que esse seja também um aspecto importante. 

Apesar de bastante decepcionado com o rumo difuso e algo paradoxal que o Porto Canal parece estar a seguir, não cometerei a injustiça de afirmar que tudo o que até agora foi feito é mau. O que digo e repito, é que sou contra a política do engodo de entreter os espectadores com doses maciças de repetições de programas de entretenimento de gosto duvidoso sem haver o cuidado de os informar. 

Já tive oportunidade de elogiar alguns programas de qualidade, seja no âmbito generalista, seja na área do desporto/clube, embora sem nada de verdadeiramente original, diga-se. Joel Cleto e o seu "Caminhos da História", culturalmente falando, é o meu preferido. Segue-se o painel de debate político "Pólo Norte" e a um nível inferior, mas bem humorado, o "Pena Capital". No que concerne o FCPorto, há coisas interessantes, mas é flagrante a falta de um programa de debate sobre assuntos relacionados com o futebol, entre os quais um que denuncie as intermináveis deturpações e arbitrariedades veículadas pelas 3 estações centralistas e os seus múltiplos canais derivados.

Não me interpretem mal, não quero, nem nada que se pareça, uma réplica do lixo que se faz em Lisboa. Nem por sombras. O que gostaria  mesmo, é que o Porto Canal, realizasse um programa que demonstrasse ao país que o que se faz em Lisboa nessa matéria, é isso mesmo : lixo e fanatismo. Pelos vistos, não é essa a "estratégia" da direcção do Porto Canal, é outra, bem mais soft, que passa por ignorar, por permitir a proliferação do veneno difundido pela comunicação social centralista e deixar que ele se instale na opinião pública sem qualquer tipo de desmentido, talvez na vã esperança que o Portugal profundo compreenda o sentido de tamanha permissividade. Pura ilusão. Por mais que a direcção do Canal (e do FCPorto) procure ignorar as ofensivas centralistas, não se livram de deixar no ar - e na cabeça de muita gente - a ideia de que se cala, é porque consente, com a agravante de manter acesa a convicção que o Processo Apito Dourado até valeu a pena e que Pinto da Costa terá sido "mal" absolvido... Infelizmente, os portugueses ainda não atingiram um patamar de maturidade cívica suficientemente alto para não se deixarem influenciar pelo mau jornalismo. Se assim não fosse, o nosso país não seria seguramente um dos países mais atrasado da Europa, nem teria desperdiçado o 25 de Abril com governantes sem escrúpulos nem competência.

Mas o paradoxo desta "estratégia" vai mais mais além. O Porto Canal parece apostado em defender o Norte imitando Cristo, dando a outra face ao estalo depois de andar a ser esbofeteado todos estes anos de centralismo feroz. Continua a chamar a si, a escancarar as portas a gente da capital que se fartou de denegrir a imagem do FCPorto, do seu Presidente e da própria cidade (João Malheiro, António Sala, a "feiticeira" Maya, Carlos Barbosa e todo um rol imenso de gente insignificante que o Norte está cansado de conhecer por força da imposição monopolista do centralismo.

Já me perguntei o que terá levado a direcção do Porto Canal a pensar que estas pessoas fazem falta ao Norte, ou o que delas esperará para ajudar os nortenhos a livrarem-se da chaga neocolonialista lisboeta, a sua terra... Pensar que essa gente é alheia ao fenómeno centralista é passar um atestado de imbecilidade aos nortenhos e a si próprios. Aliás, pergunto: que pensará Pinto da Costa sobre este assunto? Será que ele sabe o rumo que o canal está a levar? Será que ele vê mesmo o Porto Canal e é cúmplice desta aberrante estratégia? Se vê, e gosta, então já não sei o que pensar e que explicação encontrar para tamanho fenómeno. A não ser que de repente um forte surto de sado-masoquismo tenha assolado a nossa região, e se calhar até eu fui contaminado, e ainda não dei por isso...

PS-Nem de propósito. No momento em que acabei de publicar este post, soube que, mais uma vez, o Norte foi prejudicado nos fundos do novo Quadro de Apoio, e que Lisboa, a região mais beneficiada do país, vai receber mais dinheiro. É assim. Eles perderam-nos o respeito. Agora, digam que Rui Moreira não tinha razão de desconfiar...  

18 setembro, 2017

Rio Ave 1 - FCPorto 2, o melhor foi o resultado


Dever cumprido

O meu receio, antes deste jogo, era saber se o estado anímico dos jogadores portistas estaria suficientemente recuperado da derrota em casa na Champions. Pouco tempo depois de começar o jogo de Vila do Conde, percebeu-se que não ia ser fácil a tarefa da equipa, tal era a confusão do futebol praticado.

Um dos aspectos que mais me entusiasmaram nos jogos da pré-época, e nos primeiros do campeonato, foi Sérgio Conceição ter-se decidido por habituar a equipa a pressionar alto (e bem), povoando a área da baliza adversária com vários jogadores aumentando assim as oportunidades de golo, o que era coisa complicada (e tardia) de acontecer, sobretudo nas 1ªs. partes, com NES. 

Só que, como sabemos, este tipo de jogo tem um inconveniente: exige dos jogadores um desgaste físico e uma concentração muito grandes quando há perda de bola, promovendo contra-ataques perigosos à equipa contrária. Compreende-se assim que Sérgio Conceição tenha corrigido posições, mantendo a equipa mais distante da primeira linha adversária, acautelando essa possibilidade, mas também facultando-lhes mais oportunidades para pensarem melhor o seu futebol. 

Depois, há um outro factor que não devemos menosprezar, que é o perfil técnico, físico e psicológico de alguns jogadores do plantel, pouco homogéneo e ainda com resquícios de "medos" de épocas recentes passíveis de deixar o pânico instalar-se aos primeiros reveses.

Nesta caso, entra também o perfil individual de cada elemento. Alguns há, que de repente parecem entrar em negação, cometendo asneiras infantis nos momentos menos indicados, mesmo depois de se terem exibido superiormente. Claro que tudo tem a ver também com a qualidade específica de cada jogador, mas o contágio negativo é sempre mais fácil de contrariar que o positivo, porque exige menos deles.

Aqui chegado, considero que a tarefa mais dura de Sérgio Conceição, está em estabilizar psicologicamente a equipa, de forma a reagir positivamente às adversidades. Por outro lado - e aqui já vou entrar numa área que não domino - acho que devem também treinar os aspectos técnicos individuais de certos jogadores que ainda mostram uma certa imaturidade. Alguns deles (lamento dizê-lo mas isto são os meus olhos a falar), chutam mal e sem nenhuma convicção.

Sei bem que isto não é fácil, que cada um é como é, e que não se pode transformar um jogador mediano em craque, se ele não tiver vontade de evoluir. Mas esta época (e se calhar as vindouras), não temos outra alternativa. Se os jogadores que temos são estes, e se queremos vencer alguma coisa com eles, temos de os tornar mais competentes em todos os pontos de vista. Olhar bem, e com rapidez,  antes de endossar a bola, quer seja para passar, cruzar ou rematar. Habituá-los a criar rotinas com rápidos coups d'oeils à sua volta,  evitando desarmes inesperados nas costas que podem ser fatais, e corrigir-lhes as posturas erradas.

Num plantel recheado de atletas experientes e tecnicamente evoluídos, este aspecto do treino pode ser resolvido com as rotinas de treino habituais, mas com equipas que não disponham de jogadores desse nível, o modelo de treino específico atrás referido deve ser intensificado com a regularidade necessária, conforme cada caso.

Eu treinador de bancada, falo e argumento, baseado no que vejo. Talvez por saber que não temos o melhor plantel do mundo e que não há dinheiro nos cofres do FCPorto (não me refiro aos dos dirigentes, nem assessores) para ir comprar outros, só posso apresentar sugestões.

Há quem nem isso saiba fazer. Há quem só saiba exigir, mas não às pessoas certas, e as pessoas certas ainda estão dentro do clube. Por último, aqui deixo a minha declaração de interesses (imateriais): nada é definitivo, tudo se pode reinventar. Até no futebol.  

17 setembro, 2017

Estaremos melhor no andebol com o novo treinador?

Fazendo fé na sabedoria popular, é sempre melhor começar bem uma competição do que mal. Isto para mim faz mais sentido do que o contrário, ou seja, começar mal, e terminar bem. Por uma razão muito simples: quando começas bem uma prova, tens um estímulo acrescido para consolidar a confiança e partires para um final feliz. Se a começas mal, tens de recuperar a confiança, e se a sorte do jogo não fôr favorável, a confiança é ainda mais complicada de restaurar.

Mas há alguns casos que contradizem esta tese. O anterior treinador de Andebol do FCPorto, Ricardo Costa, começou de forma soberba o campeonato, com um registo excepcional de victórias na 1ª. volta, que ainda assim não bastou para o conquistar.

Há quem defenda que se tratou de uma deficiente gestão física no quadro competitivo. Até pode ter sido isso que aconteceu. Mesmo assim, considero que Ricardo Costa fez um bom trabalho e acrescentou qualidade ao plantel, tanto em termos defensivos como ofensivos. Pessoalmente, acho que conseguiu melhores exibições, do que o anterior treinador sérvio Obradovic, apesar dos 7 triunfos seguidos. 

Por motivos certamente distintos, hoje não temos nem um, nem outro. Fomos buscar um treinador dinamarquês ao que consta com créditos firmados, mas pelos resultados de início de época, a coisa não está melhor. Oxalá, desta vez, prevaleça a versão em que menos acredito: que termine bem, e recuperemos de novo o troféu de campeões nacionais (neste preciso momento estamos a peder na casa dos mafiosos 18-13).