07 março, 2019

O Rui Pinto é Herói. É um jovem inspirador, não é um pirata

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Rui Pinto, um jovem que faz inveja
aos jornalistas corruptos.
Quanto existirão sérios?


Não vou falar da grande noite de ontem em que o FCPorto conseguiu mais uma vez a façanha de passar aos oitavos de final da Champions, poucos dias depois de ter sido derrotado em casa pelo clube do regime (pôdre).

Foi a melhor "vingança" que podíamos oferecer aos donos disto tudo (não estou a falar apenas dos Ricardos Espíritos Santos desta cloaca, a céu aberto). Todos os elogios são merecidos. Os jogadores foram aquilo que estávamos habituados a ver, raçudos e empenhados (excepto o Brahimi que não segurava uma bola).

A garra é a grande virtude destes homens graças ao agora contestado Sérgio Conceição. Podemos não ser os favoritos para ir mais além, mas no futebol não há impossíveis. Foi muito bom para o nosso ego de portistas. Aguardemos com confiança comedida o futuro próximo.

Mudando de assunto, o momento é muito negativo. Existem casos muito graves por resolver que se não forem devidamente acompanhados e discutidos, cívica e judicialmente, nem o FCPorto escapa à incursões criminosas de quem deles retira dividendos. Adiante.

Afirmo, sem a menor hesitação, que acredito mais depressa na integridade de Rui Pinto (a quem a comunicação social do regime trata por "pirata"), que acredito nas palavras de qualquer ministro. Concretamente, no que disse a ministra da Justiça. O que disse a sra. Ministra - e não tenho porque acreditar -, é que garantia segurança pessoal ao denunciante Rui Pinto, caso (se) existam ameaças credíveis... Estes "ses" são típicos de quem se prepara para se desdizer...

Como acreditar numa declaração desta natureza se nem sequer o exército teve competência para proteger um paiol de armas? Como levar a sério as palavras da ministra se não temos capacidade para julgar e condenar uma multidão de gente graúda altamente suspeita de envolvimento criminal com provas mais que evidentes?

 Se fosse pai do rapaz faria tudo para que ele não regressasse a Portugal, sobretudo tendo consciência que esta pressa estranha de o querer fazer regressar ao país,tem um único objectivo que consiste em bloquear informações que possam comprometer gente graúda, como diz o muito digno "inspector" Rui Pinto. Sim, digno! O  contrário do que são por certo  os suspeitos das grandes golpadas que ele denunciou, ou pode denunciar.

 O governo francês - incomparavelmente mais credível que o nosso -, conta com este jovem para o ajudar nas investigações sobre gente igualmente poderosa envolvida em fraudes. Em Portugal, a comunicação social é como se sabe e comprova, desonesta e descarada. Por isso prefere fazer de Rui Pinto um bandido ("pirata") quando é um cidadão útil para a própria sociedade, investigando com sucesso casos criminosos que nem mesmo a polícia  soube ou  quis investigar! 

Portugal envergonha-me. É um país cujos governantes são responsáveis por fragmentarem a coesão social, alimentando sofregamente o divisionismo, com um centralismo abominável que roça o apartheid.

O comportamento da Justiça portuguesa é de per si suspeito, o que pode prenunciar um futuro altamente perigoso para a estabilidade social. O sistema de Saúde está de rastos, o Ensino é o que sabemos, o Desporto coabita com hábitos mafiosos, a Comunicação é um asco. Enfim, só o Governo, como é tradicional, diz que ultrapassamos a crise. Afinal, nunca saímos delas. Crises, sim. É no plural que a palavra crise ganha autenticidade, porque só sabemos viver assim.


05 março, 2019

Ana Gomes, a excepção a uma regra desregrada

A eurodeputada Ana Gomes voltou a criticar o processo que levou à detenção do whistleblower Rui Pinto





A eurodeputada Ana Gomes voltou esta terça-feira a falar sobre o processo que levou à detenção do whistleblower Rui Pinto e à luz dos acontecimentos de hoje dirigiu as críticas para a forma de agir da Justiça portuguesa: "Autoridades portuguesas esmifram-se para prender "perigoso" whistleblower RuiPinto, que denuncia corruptos. Mas deixam tranquilitos e à solta criminosos e corruptores do gabarito de Ricardo Salgado e capangas!.", pode ler-se num dos dois tweets que publicou sobre o assunto.

"E fazem-no com tanto ardor que até dispensam a mais elementar competência... quem foi o "artista" q emitiu o Mandado de Detenção Europeu sem ter Mandado de Detenção Nacional???? Como se explica tão grosseiro erro?", concluiu a eurodeputada que desde a detenção de Rui Pinto tem vindo a tomar posições contra a forma de aturar da justiça em Portugal.

Juíza aprova extradição do "hacker" Rui Pinto

A decisão foi anunciada pela juíza do Tribunal Metropolitano de Budapeste no final de uma sessão em que as partes apresentaram argumentos contra e a favor da extradição do português, que vive na Hungria.A decisão de extraditar Rui Pinto para Portugal é passível de recurso por parte da defesa do português, que está indiciado de seis crimes: dois de acesso ilegítimo, dois de violação de segredo, um de ofensa a pessoa coletiva e outro de extorsão na forma tentada.
Rui Pinto, 30 anos, chegou ao tribunal às 9 horas (em Portugal continental), algemado e escoltado por agentes da polícia húngara. "Vamos ver o que acontece", respondeu, sorridente, aos jornalistas que o aguardavam à porta, quando questionado sobre se tinha medo de ser extraditado para Portugal.
Durante a sessão, Rui Pinto garantiu que nunca recebeu qualquer valor monetário pelos acessos informáticos efetuados para expor a criminalidade à volta do futebol - "é uma máfia", disse, "tudo o que fiz foi pelo interesse público" - e reiterou que colaborou com as autoridades de vários países europeus no âmbito do "Football Leaks".

Por outro lado, teceu duras críticas à inação das autoridades portuguesas, que acusa de não terem investigado as diversas denúncias que fez, nomeadamente relacionadas com o fundo Doyen. "Não posso nem é possível confiar nas autoridades portuguesas", sublinhou.

Revelou ainda ter sido alvo de ameaças de morte, assim como a sua família, e deixou um apelo à juíza: "É uma questão de vida ou morte. Peço que não me envie para Portugal".

Apelidado de "hacker do Benfica", Rui Pinto é acusado na justiça portuguesa de seis crimes, nenhum deles com qualquer ligação ao clube lisboeta. Em causa estarão crimes denunciados pelo Sporting, que terá sido uma das vítimas de acesso ilegítimo à correspondência eletrónica.

Rui Pinto está em prisão domiciliária em Budapeste desde 18 de janeiro, depois de ter sido detido dois dias antes, na sequência de um mandado de detenção europeu emitido pelas autoridades portuguesas, por "tentativa de extorsão, acesso ilegítimo e exfiltração de dados de algumas instituições, inclusive do próprio Estado".

No dia da detenção, 16 de janeiro, sem nunca confirmar o nome do suspeito, a Polícia Judiciária (PJ) anunciou a detenção de um cidadão português, em Budapeste, numa ação em cooperação com a congénere húngara.

O diretor da Unidade de Combate ao Cibercrime e Criminalidade Tecnológica (UNC3T) da PJ, Carlos Cabreiro, disse ser "prematuro" associar o suspeito a crimes cometidos contra algumas instituições desportivas, como o Benfica, F.C. Porto, Sporting ou a Doyen.

Em comunicado posterior, os advogados de Rui Pinto assinalam que o seu cliente "tornou-se um importante denunciante europeu no âmbito dos chamados 'Football Leaks'", acrescentando que "muitas revelações feitas ao abrigo destas partilhas de informação estiveram na origem da publicação, durante vários anos, de notícias que deram lugar à abertura de muitas investigações em França e noutros países europeus".
(Fonte:JN)

04 março, 2019

Ser do Norte no feminino consciente

Caro Rui Valente

Em jeito de introdução digo que sou Nortenha, Portista e Regionalista, para mim três coisas completamente indissociáveis. Não consigo gostar de Lisboa e tudo o que ela representa para o resto do país. Em termos de políticas, tenho 25 anos e já não suporto este centralismo, este vergar à capital. Para lisboa existe tudo, o resto do país que se lixe. A minha cidade (Penafiel) está desde 2001 (desde a queda da ponte) à espera da construção do IC35, devo dizer que até aos dias de hoje não foi movido um único grão de areia, este é um projecto que tem sido continuamente adiado, porém é algo essencial para o desenvolvimento de toda a região, mas como não é em lisboa, ninguém quer saber!! O que me revolta ainda mais é saber que na assembleia da república exitem deputados do Norte mas que nada fazem pela sua região, chegam à capital do império e esquecem-se de quem são, donde vêm e de quem os colocou lá, por isso acho a regionalização algo difícil de se concretizar, porém jamais deitarei a toalha ao chão. 

Com os melhores cumprimentos
Sara Mota

Nota de RoP:

Dei-me à liberdade de publicar este comentário de Sara Mota e dele fazer um post, porque é uma lição de lucidez e coragem para muitos nortenhos, sobretudo para os homens. Partilho com ela o sentimento de revolta e de aversão ao centralismo, e de tudo mais que aqui referiu. É uma honra para o Norte saber que esta jovem, apesar de ser uma espécie de oásis no universo nortenho (feminino e masculino), não se coibe de dizer o que pensa sem recorrer ao anonimato de muitos machos medrosos. Mas é uma honra na acepção da palavra, não aquela honra do tipo graxa de sapatos que Júlio Magalhães costuma dedicar aos seus amiguinhos e amiguinhas da TVI que tanta falta fazem ao Porto...Terá sido o Sérgio Conceição que foi buscá-lo à TVI e lhe deu o cargo de Director G. do Porto Canal? Se calhar foi...

03 março, 2019

Excesso de confiança não é optimismo



Suponho não ter exagerado quando disse no post anterior que havia excesso de confiança da parte de alguns adeptos. É preciso ter em conta a qualidade dos adversários, quando ela existe. O clube do regime pode não ter a melhor equipa, porque de facto esteve muito tempo a jogar mal e porcamente, e a beneficiar descaradamente das arbitragens, mas há um tempo para cá melhorou.  Portanto, havia que levar isso em conta. 

Sempre fui dizendo que o melhor da nossa equipa é a competitividade. A resiliência que Sérgio Conceição soube incutir nos jogadores conjuntamente com a qualidade de uma parte deles. Isso funcionou até onde foi possível. O ano passado foi suficiente para vencermos o  campeonato, este ano,  ainda não sabemos. Já não dependemos só de nós, dependemos do adversário de hoje e dos tradicionais favores do exército de corruptos que impera nesta droga de país.

Apesar do resultado e das falhas defensivas que permitiram a victória ao adversário, criamos oportunidades para marcar, mas a ansiedade de alguns jogadores, quer para rematar, quer para passar a bola correctamente, abalou o domínio do jogo. Não devemos esquecer que este problema não é novo.

Marcamos mais golos que a maioria dos adversários, mas não tantos como podíamos, se tivéssemos um lote equilibrado de jogadores com essas qualidades. Basta-nos lembrar as inúmeras ocasiões que chutamos à baliza sem termos capacidade para descobrir os espaços abertos e lá meter a bola. Hoje, como  noutros jogos, acertamos mais vezes nas pernas dos adversários  que na baliza. Aconteceu em Guimarães e em Moreira de Cónegos. Para mim, o problema da equipa é esse. Não somos famosos a passar e a chutar. A qualidade de passe é irregular, e os remates também. Nessa matéria somos apenas razoáveis. Por isso, repito, valorizo o trabalho de Sérgio Conceição e censuro os dirigentes por não lhe terem disponibilizado um grupo de jogadores mais qualificado. Para não levantar dúvidas, acho que comparar a homogeneidade qualitativa deste plantel com outras que tivemos há uns anos para cá, é absurdo, e assim vai ser difícil, muito difícil mesmo, repetir o feito da época passada. Não é impossível, mas não vai ser nada fácil. O Benfica podia merecer o respeito que merecem todos os clubes dignos. Podia, mas não merece. E não merece porque respira imposturice por todo o lado.

A propósito, não resisto a citar as palavras de uma adepta portista quando à entrada do Dragão foi abordada  por um jornalista do Porto Canal para dar um palpite sobre o resultado do jogo. Entusiasmada, a mulher não se coibiu de dizer o que pensava, e disse naturalmente que o FCPorto ia ganhar ao clube que odiava (o Benfica).

Palavra feia, é verdade,  que poucos (suponho) gostam de dizer. O Rui Cerqueira  foi um dos que não gostou e disse-o no pré-Match.  Mas quando nos lembramos que andámos a ser tratados abaixo de cão pela comunicação social, e pelo próprio Benfica, sabendo os meios obscuros que usam para ganhar, o que é que esperam? E se acrescentarmos a isto (e já não é pouco) a colaboração protectora que esse infame clube tem dos organismos desportivos e do Estado, é com amor que lhes devemos pagar? 

Em circunstâncias normais, num país com hábitos pautados pelo civismo e pelo rigor, eu também condenaria a senhora, mas nesta mixórdia de país, onde nem o próprio governo se aproveita, que se destaca pela imposturice e pelo assobiar para o lado, o mais provável é que o ódio acabe por dominar as pessoas mais pacíficas que existem.

Pois eu confesso que tenho tanto desprezo pelo que representa Lisboa e seus ícones para o país, que se calhar já é mesmo ódio o que sinto. Não sou hipócrita, não sou do tipo de dar a outra face se me agredirem, e o que essa escória de gente (lembram-se?) nos tem feito é agredir e prejudicar. No desporto como na política.

Há uns "bons" samaritanos* que não se importam de ser humilhados, só para se darem ares de civilizados... Desconfiem dessa gente, são as piores. 

*Não estou a referir-me a Rui Cerqueira, o papel dele é outro.