21 setembro, 2018

Esta substituição levanta muitas dúvidas

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Joana Marques Vidal
Vamos lá ver como é que a nova Procuradora da República irá desempenhar o cargo. A tese que agora defende António Costa sobre a limitação do mandato exclusivamente a 6 anos pode até ter as suas vantagens, agora parece-me que no caso em apreço é de uma inoportunidade tremenda.   

É consensual que Joana Marques Vidal tem desempenhado um mandato próximo do brilhante. Todos fazemos uma ideia das dificuldades que alguém com as suas características terá tido para desenvolver o seu trabalho numa instituição complexa como é o Ministério Público, rodeada de funcionários de honestidade duvidosa, e de centenas de milhares de processos empilhados por resolver. 

Se a Justiça é lenta em Portugal, é essencialmente porque há no seu seio alguma gente  a boicotá-la, como tudo indica ser o caso do juiz   Rui Rangel. Nestas circunstâncias, só posso considerar infeliz e descaradamente política, a iniciativa de António Costa de propôr ao Presidente da República o fim do mandato de Joana Marques Vidal. Por uma razão muito simples: é ela quem melhor conhece o processo do crime mais diversificado (em número, e contextura) praticado no futebol nacional. Envolve gente de todas as classes sociais e profissionais, com muito poder, capazes de praticar actos criminosos da maior gravidade. O arguido principal é o Benfica, não é de certeza o edifício do Estádio quem os pratica, são as claques (que já assassinaram) e todos os que o representam administrativamente (acusados de corrupção e de tráfico de influências)...

Resta saber de que massa será feita a futura Procuradora Geral Lucília Gago. Há elogios prévios, mas sem grande sustentabilidade. Só o futuro próximo o dirá. Estes hábitos de mexer em tudo o que incomoda é uma característica dos políticos em Portugal. Convém nunca esquecer o que fizeram com a Regionalização que constava da nossa Constituição como especial garantia de revitalização da Democracia. Lançaram-na no lixo, e agora voltam às promessas e aos processos de intenção do costume.

Desconfiemos do que está para vir. A acusação está feita, falta saber como vai ser julgada.  

  


20 setembro, 2018

Carlos Daniel sai da RTP e abraça projeto na Federação Portuguesa de Futebol


Carlos Daniel, o menino querido do Benfica na RTP
(televisão do Estado, paga também por nós...)


Tal rato em porão de barco a naufragar, o benfiquista de Paredes não perdeu tempo, e já deu o saltinho da praxe para o "mar". Ainda não é público se o sanearam da "patriótica" RTP, ou se foi ele a demitir-se; lá saberemos. 

Surpresa das surpresas, neste preciso momento nada brilhante da história do clube querido do melro, não é que já arranjou um tachinho na FPF como dirigente de Conteúdos do Canal 11...?

Quem o terá convidado? Mas isto é para continuar?Não quero acreditar que tenha sido Fernando Gomes. Isto só pode ser golpe de cartilheiro. Não há dúvida, estes gajos são mesmo  craques no jogo sujo!

Será que o FCPorto aprova? Ou não tem voto na matéria?

Que país este, meu Deus! 

19 setembro, 2018

Sobre o génio de Sérgio Conceição

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Digam lá se estes gajos merecem respeito?
(o gajo é o vestido de preto)


O melhor que conseguiu Paulo Fonseca enquanto treinador do FCPorto (época 2013/2014),  foi ganhar a Supertaça Cândido de Oliveira, e já não foi mau. A partir daí, sucedeu-lhe: Luís Castro, em 2014, sem sucesso, sendo substituído no mesmo ano por Julen Lopetegui até meados de 2016, também sem qualquer êxito e com alguns jogadores que foram campeões a época que passou (2017/2018). José Peseiro seguiu-se-lhe como treinador de recurso entre 2015 e 2016 e logo a seguir Nuno Espírito Santo (2016/2017) com igual resultado.

Admitindo a precisão cronológica supra citada, é para mim um mistério saber como é possível haver portistas incapazes de reconhecer mérito ao Sérgio Conceição! Foram cinco treinadores, cinco(!), que o antecederam e não foram criticados, pelos anti-Sérgio Conceição ... 

Vamos lá a ver. Da mesma maneira que reconheci e elogiei a competência de Pinto da Costa enquanto a mereceu na qualidade de Presidente, fá-lo-ei também com Sérgio Conceição como treinador enquanto o merecer. É tão simples quanto isso, mas há quem considere isto uma espécie de traição, mas não tem nada a ver com isso, pelo contrário.

As comparações são meramente sobre competências, ainda que a referente a Pinto da Costa goze de um histórico mais longo, como é óbvio. Para Sérgio Conceição atingir reputação comparável à de PC (enquanto treinador,claro) terá de continuar na mesma onda de  sucesso. Não é obra fácil.  Se tal vier a acontecer, como espero, só terei de continuar a congratular-me e a lisonjeá-lo  com o maior gosto.

Sobre Pinto da Costa nunca esquecerei o que fez pelo FCPorto, e durante longos anos. Esse período é inesquecível, mas não pode nunca eternizar-se a partir do momento em que nos apercebemos que algo vai mal na gestão do FCPorto e que perdemos discernimento em muitos pormenores, entre os quais salienta-se a vulnerabilidade do clube.

Andámos há anos a assistir impavidamente a uma roubalheira colossal das arbitragens em todas as modalidades e só agora, através da intervenção corajosa de Francisco J. Marques, é que decidimos defender-nos através dos e-mails e dos e-toupeiras. Mas, pergunto: e se não fosse FJM, quem teria falado? Só agora é que a SAD começa a processar alguns malandros, mas por quê só agora? O Pinto da Costa dos bons tempos não teria permitido tais abusos nem interferências na gestão do clube. Compreendo que a idade não é a mesma, mas não me parece sensato manter uma liderança frouxa, sem capacidade para lutar contra tanta malandragem vulneravelizando cada vez mais o FCPorto.

É também pela frontalidade que aprecio o estilo de Sérgio Conceição. Com ele, e sob este sórdido ambiente de golpadas e corrupção, conseguimos finalmente ser campeões. Esse mérito ninguém tem o direito de negar. Se querem criticar critiquem os treinadores que o antecederam.

Soube há dias que Sérgio era escorpião, como eu. Temos algumas semelhanças no temperamento, confesso. De facto, reconheço que às vezes ferve em pouca água, mas se me perguntarem se o censurei por ter dito ao árbitro do FCPorto/D. Chaves o que disse [Só houve 15 minutos de tempo útil de jogo, que é isto puto?Estás a brincar com o nosso trabalho? Expulsa-me se quiseres], eu respondo logo que não, até o aplaudo. E sabem por quê? Porque neste país já há gente a mais a obedecer a quem não deve, e a quem se faz herói sob o biombo do anonimato. A desobediência civil é também um acto de cidadania quando quem manda não tem categoria pessoal e institucional para se fazer respeitar. Estão nesta lista: líderes políticos e desportivos. Dá-me vómitos saber que escória dessa ainda tem poderes para castigar, quando são eles quem merecem castigos. Castigos daqueles que num país normal os levariam à prisão.

Por isso, grande Sérgio, és dos que considero. Não cortes cavilha, mas não prejudiques o FCPorto.

17 setembro, 2018

Um Porto demasiado passivo para tanta provocação

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É tudo vaidade, tudo UM  ZERO

Quem estiver atento ao Porto Canal, e tolerar o vazio absoluto dos primeiros mêses de verão (Julho e Agosto) em que grande parte do pessoal foi de férias, depressa percebe que a consideração pelo público-alvo é nula, visto que esse vazio se estende até hoje (meio de Setembro). Só há poucos dias se lembraram de passar o telejornal, e apenas à noite. É uma época crítica, é certo, mas podia haver muito mais empenho, muito mais ideias e dinâmica.

Quando o FCPorto continua a ser cilindrado por uma contra-informação acintosa, com o objectivo claro de desviar as atenções do escândalo mais grave do futebol português, na expectativa de confundir a opinião pública e atrasar o processo BenficaGate, o Director do Porto Canal mostra-se incapaz de intensificar as respostas a estas vigarices, criando novos programas de réplica aos infractores sempre assentes na autenticidade. Com isso, aumentaria certamente as audiências, uma vez que nunca será com  entrevistas às betinhas e betinhos da capital que Júlio Magalhães o irá conseguir. Os mafiosos sabem sustentar os cúmplices instalados nos media, e nós, que estamos a ser vigarisados e ultrajados por uma corja de delinquentes, não sabemos aproveitar o Porto Canal para expandir as nossas razões à mesma altura numa época em que a programação é pobre, para não dizer nula. Em suma, um desperdício numa época veraneia repleta de emigrantes portistas que muito se regozijariam se o FCPorto soubesse usar o Porto Canal para melhor defender o clube. Não o fazendo permite que a banha da cobra benfiquista vá conseguindo os seus objectivos. Provam-no os benefícios contínuos que esse clube de facínoras mantêm dos "padres" (ou meninos queridos se acharem mais sexy).

Muita importância andamos a dar às Bolas e aos Records e à comunicação social de um modo praticamente genérico, mas insisto, isso é dizer ao ladrão que ele rouba. Ele nunca deixará de roubar se não fôr preso e julgado. Com os media é a mesma coisa. Eles sabem que são vigaristas e podem bem com isso enquanto a Lei não se fizer respeitar. Continuemos atentos, porque não é pelo clube do regime estar sob a alçada do MP que estas vigarices acabam. Quanto mais brandos nos mostrarmos, maiores serão os abusos, com efeitos imediatos nas tabelas classificativas de todas as modalidades, não apenas no futebol. 

Repito: a importância tem de ser dada a quem está no topo: o Governo. E, no caso em apreço trata-se de retribuir a importância pela negativa, ou seja coagir (sim) o Governo a fazer aquilo a que é obrigado, e sem qualquer laivo de favor. Nós não queremos favores, queremos sentido de responsabilidade e rectidão. Só isso. É preciso dizê-lo sem papas na língua porque é o próprio Governo que está a desautorizar-se. Digam-me como é possível respeitar um Estado de Direito que não se respeita.

Expliquem-me como se fosse muito burro.

É que ainda há quem não saiba o que é um Estado de Direito num país respeitável.

Haja paciência, mas as coisas são mesmo assim. Não aquilo que alguns malandros nos dizem.


PS-
A propósito: se o incompetente Joaquim Meirim afirmou outro dia que não se incomodava nada que o considerassem benfiquista, também digo o mesmo ao 1º. Ministro: estou-me a borrifar que seja benfiquista. 

Até convém saber, para se perceber melhor porque anda tão calado...