17 julho, 2019

Rui Pinto crucificado por crimes de terceiros que vivem em liberdade...

Resultado de imagem para Rui Pinto
Rui Pinto, ajuda o país
que o mantém na prisão...


Delphine Halgand-Mishra, directora-executiva da organização The Signals NetWork, protectora de denuciantes, que apoia e suporta os custos de Rui Pinto, anunciou o seguinte:

"a informação revelada e publicada nos meios de Comunicação levou 9 países a abrirem processos de investigação. Há procuradores a trabalhar e a perseguir verdadeiros criminosos. E é importante que a colaboração continue. Mas a questão é que terminou desde que (Rui Pinto) foi detido em Portugal. Os procuradores não conseguem falar com ele. O facto de estar preso fez parar a investigação de 9 países...

Conclusão: 

Rui Pinto está preso, entre outras perplexibilidades, por ter mais conhecimentos técnicos, e intelectuais, que os agentes de investigação portugueses e, paradoxalmente, por retribuir a "delicadeza" da hospitalidade com a denúncia de crimes gravíssimos contra o próprio Estado que de outra forma nunca seriam revelados...

Segundo Ana Gomes, a ministra da Justiça garantiu-lhe apoio e colaboração judicial. Ana Gomes adiantou que se as autoridades francesas pedirem, podem vir e obter a colaboração de Rui Pinto. 

As denúncias de Rui Pinto (piratas são os corruptos que por aí andam à solta) já permitiram a recuperação de 35 milhões de Euros, embora ainda não se saiba de quem... 

Resultado de imagem para Procuradora Eva Joly
Procuradora francesa
Eva Joly

«Se não fôr investigado aqui, será
noutro sítio. E para o mundo Portugal
fica como o país que não quis ou
"não podia" saber»

Resultado de imagem para Ana Gomes
Ana Gomes
«Se a evidência que serve para os outros
é desconsiderada em Portugal, é porque
alguma coisa vai mal. E não é no
 reino da Dinamarca»

Resultado de imagem para delphine halgand-mishra
Delphine Algand-Mishra, Directora-Executiva
da THE SIGNALS NETWORK





16 julho, 2019

O FCPorto é uma estrutura multipolar, não é apenas um clube


Resultado de imagem para o fc porto

Resultado de imagem para o porto canal













Tenho alguma dificuldade em perceber certos conceitos de avaliação acerca de uma estrutura que é composta por diferentes áreas, mas comuns no seu todo. Estas, podem ter especificidades concretas de per si, mas não funcionando em bloco, e com os mesmos objectivos, os resultados acabarão for falhar de alguma maneira, numa, ou mesmo em todas as vertentes.

Falamos da estrutura mestra: o FCPorto. A sua essência reside obviamente no futebol, e na alma dos seus adeptos. Para estes, discutir o clube, só conta o plantel, o perfil do treinador e por último, se correr bem, o presidente. Pouco mais do que isto. Aligeiram a importância de ter de lidar com obstáculos perniciosos e estranhos aos regulamentos da  modalidade (de origem bem identificada), contra os quais não podem lutar sozinhos, por não disporem das mesma armas, que ainda por cima são ilegais.

Sentindo-se compreensivelmente impotentes, preferem ultrapassar o problema, esquecendo-o, para voltarem à conversa de quem deve ou não deve jogar, dependendo do gosto de cada um,  e ficam-se por aí.  É como se fosse uma fatalidade perene ter (o FCPorto)  de lutar com o crivo do contra tudo e contra todos. Mas não tem de ser assim, nem devem permitir mais que seja, porque lutar em condições tão desiguais, tão revoltantes, é pactuar com regimes adulterados à partida, e à chegada... Quando se aceita participar em duelos destes, aceita-se a deslealdade do adversário. Não há heroísmo algum numa concórdia dessas. Esta fragilidade, cuja culpa devia ser assacada exclusivamente à SAD, e ao Presidente, por nada terem feito de objectivo para defender o FCPorto, é outro aspecto que devia ser discutido pelos adeptos, com outra determinação.

Mas há mais. O Porto Canal. Comecemos pelo negócio. A quem pertence? A um privado? Não! Maioritariamente, pertence ao FCPortoMedia 82,4% do capital social, e cerca de 17% à MediaPro Portugal,sgps, SA. Que conhecimento têm os sócios do clube dos rendimentos obtidos pelo Porto Canal? Recebem regularmente alguma informação nesta matéria?  Têm lucros, ou prejuízos? A avaliar pela programação, com mais baixos do que altos, e cada vez mais pobre e desordenada, os lucros não devem ser famosos.

Mas, insisto, será que os sócios não querem saber como andam estes negócios igualmente ligados ao clube? Se não querem, fazem mal, porque sem dinheiro não há milagres, e se o Porto Canal não constituir uma mais valia para o FCPorto, então é preferível vendê-lo. Não defendo essa opção, gostaria muito que continuasse, mas não nestas condições, sem utilidade e sem lucro. Faltando bons projectos, sem boa programação, sem dinheiro, e sem organização ninguém faz milagres. O certo é que salta aos olhos a decadência do negócio. No entanto, Pinto da Costa não abre a boca para dar a explicação devida aos sócios e adeptos. Mas, deve!

Esta é também outra área da estrutura portista que aparentemente não tem merecido grande atenção dos portistas, e é por isso que, como disse no início do post, não entendo tanta indiferença para tanto amor apregoado pelo clube. Algo não bate certo nestes sentimentos clubistas. Tirando um ou outro adepto (e esses, conheço-os), são poucos os portistas que se preocupam com o andamento do negócio do Porto Canal. É notório o desmazelo. Programação paupérrima, sem horários certos, e pessoal híbrido, não pode atrair investimento, nem publicidade. Além de que  nunca vimos Pinto da Costa a pronunciar-se sobre o assunto...

Para terminar, sugiro que quem não aceitar o que aqui vai escrito está no seu direito, mas não admito a ninguém que negue a realidade dos factos. Não estou para albergar comentários patéticos. Estou disposto a abrir as portas a comentários opostos aos meus, mas têm de ser decentes, e sobretudo inteligentes. De outro modo não estou para perder o meu tempo com garotices. O meu sentido democrático não é compatível com o modelo político, isto é, o da bandalheira.




10 julho, 2019

Bem dizia eu que Pinto da Costa devia defender o FCPorto com outra dimensão

Fernando Gomes
Presidente da FPF

Vejamos. Se as críticas que têm sido feitas pelos portistas aos órgãos do futebol (FPF,LIGA e SEC.DO ESTADO DO DESPORTO) fossem irrelevantes, ou inventadas, como fazem descaradamente os cartilheiros do Benfica, até podíamos entender os preciosismos do presidente do Conselho de Disciplina de castigar com tanta assiduidade Pinto da Costa (e o FCPorto).  Mas não se trata disso, as críticas e denúncias do FCPorto são genuínas, pertinentes, e fazem todo o sentido. Só não foram levadas a sério porque o país não é governado por gente séria. Ponto. 

Se Meirim fosse um homem isento, e estivesse habituado a pautar pelo mesmo rigor quando se trata dos impropérios (frequentes) do presidente do seu clube dileto (e em tempo útil), ainda vá que não vá. Agora, não é isso que acontece, não estamos habituados, a vê-lo com a mesma espontaneidade, e rapidez de acção quando se trata do seu clube. Salta aos olhos! Por mais que tente impôr a sua autoridade, acaba sempre por ser traído pelo fanatismo das suas decisões. Só quem é fã da sua imoralidade pode dar-lhe valor.

E é precisamente por saltar aos olhos essa arbitrariedade, por ser possível comparar (com imagens e documentos) os critérios usados para castigar uns, e perdoar outros, que Pinto da Costa devia apresentar uma queixa escrita contra este homem, por perda de confiança, junto dos presidentes da FPF, da Liga, e da Secretaria de Estado do Desporto, mesmo admitindo à partida o fracasso dos resultados.

Daí ser fundamental que essa queixa fosse acompanhada com conhecimento ao 1º.Ministro, e ao próprio Presidente da República. Se Pinto da Costa não quis servir-se desse expediente por suspeitar previamente que ia fracassar, então é porque também não confiava nos resultados, e nesse caso estaria implicitamente a consentir a mediocridade destas mesmas instituições.

Não é depois de a época ter terminado, com todos os prejuízos que causaram ao FCPorto, em que o maior foi a perda de mais um campeonato, que se deve sair a terreiro para deixar uns recados indirectos aos destinatários, criticando as arbitragens, porque o mal já estava feito! Não estranhem que a próxima época seja muito diferente, as golpadas com árbitros, ou sem eles, vão continuar. Não duvidem.

Seja como fôr, não deixa de ser ridículo e oportunista, diga-se, o comportamento de Meirim que abusa de um poder que não merece para castigar alguém que se limitou a dar a sua opinião, como eu a dou aqui mesmo. Toda a estrutura do futebol português é no mínimo suspeita. Basta ver quem a constitui, para percebermos  porque é que a nomeação do ex-portista Fernando Gomes para Presidente da Federação ainda não levantou ondas no Benfiquistão...

Com um presidente tão "bem comportado",  ondas para quê?

Notem:








Nenhuma destas figuras, tem, ou teve, qualquer ligação ao FCPorto (que se saiba). Contudo, sabemos bem das ligações de uma maioria ao Benfica, outras ao Sporting. Só a de Fernando Gomes esteve ligada ao FCPorto. Não dá para estranhar estas escolhas tão clubisticamente simétricas? Ou podemos dizer (sem sorrir) que estão todos acima de qualquer suspeita... Não, não podemos.

Por ordem, da esquerda para a direita, e de cima para baixo:

Manuel Meirim, Presidente do C.Disciplina da FPF, Hermínio Loureiro, Vice-Presidente da FPF, Humberto Coelho, Vice-Presidente Da FPF, Pedro Proença, Vice-Presidente da FPF e da Liga, João Pinto, Director da FPF, Carlos Coutada, Director da FPF, Elísio Carneiro, Director, Júlio Vieira, Director, Mónica Jorge, Directora, Pedro Dias, Director, Pedro Pauleta, Director, Rui Manhoso, Director.

07 julho, 2019

Notícia de 1ª.página do JN de hoje...

Rui Pinto

O "hacker" Rui Pinto também terá espiado juízes e altos funcionários do Ministério da Administração Interna.

RoP:
Lamento ir contra a opinião dos que vivem de expedientes ilegais, mas não é assim que se preserva a justiça de um país . 
Ao contrário do que algumas pessoas pensam, o que me preocupa não é tanto a curiosidade ilegítima de Rui Pinto, é o medo que a Justiça  portuguesa tem revelado pelas suas "inoportunas" descobertas... Isso é que me preocupa!  

Esse medo é bem capaz de ter mais a ver com a própria probidade  dos magistrados, do que com a gravidade dos crimes do jovem gaiense. É esta a minha opinião, e se vier a confirmar-se, é Portugal inteiro que precisa de prestar contas com a Justiça!
E qual Justiça nos irá julgar, se ela não existe por cá?

04 julho, 2019

Justiça independente para quê?

Pedro Bacelar de Vasconcelos
A denúncia de uma suposta "captura do Estado" pelas teias da corrupção foi recentemente assumida, com indesculpável leviandade, por personalidades de diversos quadrantes. Não discutimos as intenções dos autores de tão grave diagnóstico, que devia merecer ponderação mais séria e que reclama análise crítica, sobretudo, porque envolve magistrados judiciais e agentes da justiça. A corrupção é um problema estrutural das sociedades humanas que exige das instituições sociais vigilância incansável e luta permanente. É tão imprudente ignorá-la como admitir, candidamente, a possibilidade de a erradicar para sempre, porque não há atividade humana que lhe seja imune nem remédio definitivo que a extermine! Por isso, o Estado de Direito Democrático instaurado com a Revolução de Abril de 1974 criou sistemas e mecanismos especializados para a detetar, combater e prevenir. Entre estes, assume papel essencial, justamente, a garantia de uma justiça independente, isenta e imparcial. E para assegurar o êxito de tão difícil missão, a Constituição qualificou a justiça como um "poder soberano", equiparado aos órgãos de representação do povo e ao Governo democrático.
A justiça, entenda-se, não foi concebida como um poder virtuoso e infalível. Cuidou-se apenas de proteger as suas atribuições próprias contra a ameaça de ingerência ou usurpação por outras forças ou interesses de natureza pública ou privada. Enquanto titulares de um poder soberano, os juízes estão logicamente sujeitos a tentações e fragilidades equivalentes às que afetam os membros do Governo ou os deputados da República. Não sendo os titulares da justiça anjos dotados de uma virtude superior à dos restantes cidadãos, é fundamental cuidar da sua independência e autonomia para que o poder que lhes foi confiado não se corrompa ao serviço de outros valores ou interesses. Lamentavelmente, não foi possível na revisão dos estatutos dos juízes e do Ministério Público, ainda a decorrer na Assembleia da República, proceder à revisão adequada do quadro legal que fixa, respetivamente, a sua independência e a sua autonomia. A corrupção existe e tem de ser combatida. Acusação tão violenta, vinda de quem tem a responsabilidade última de a punir, não será indício do risco de instrumentalização da independência e da autonomia por forças sindicais que disputam influência nos respetivos conselhos superiores? A independência, a imparcialidade, a isenção, a vinculação à lei, precisam de ser defendidas, também, de reivindicações profissionais e enviesamentos corporativos.

*Deputado e professor de Direito Constitucional
Nota de RoP:

Quando criticamos as opiniões de alguém, por vezes é relevante identificar as fontes. Se essas fontes partirem de figuras públicas, torna-se mais simples classificar a sua credibilidade. Mas não se confunda a importância da identidade dessas fontes com simpatias partidárias, porque  daí nunca conseguiremos retirar boas ilacções. 

Aquilo que realmente importa é conhecer muito bem o carácter do emissor. Tratando-se de figuras públicas, dou como simples exemplo o carácter incomparável entre o ex-primeiro ministro José Sócrates e o ex-presidente da República, General Ramalho Eanes. Colocá-los ao mesmo nível seria um crime de lesa-pátria, uma traição ignóbil à dignidade de quem fez tudo para a merecer, e à de quem fez o contrário, no exercício das respectivas funções... 

Ora, o autor do artigo acima publicado limitou-se a referir-se a "personalidades de diversos quadrantes", classificando-as como levianas, mas sem as identificar, o que não é lá muito coerente. E devia, porque assim talvez a crítica fosse mais construtiva, e útil. Para mim, essa foi a primeira falha deste artigo. Depois, foi o excesso de zelo usado na linguagem temática. Trata-se da denúncia de teias de corrupção capturadas pelo Estado, coisa que para muitos nem sequer é novidade. Eu também tenho essa convicção como profunda, porque se baseia em exemplos que os representantes do Estado não são capazes de dar para merecerem o benefício da dúvida. A culpa é exclusivamente deles!

Se, como diz Bacelar de Vasconcelos, a corrupção é um problema estrutural das sociedades, então há que reforçar a estrutura, e se esta é constituída por gente, é porque essa gente não só é indevidamente seleccionada, como  mal controlada, e o problema começa, e termina aí. A partir desse momento, não havendo um bloqueio oportuno, o contágio do facilitismo, com tendências criminosas, segue sempre em crescendo. Depois, sim, é muito difícil travá-lo. Mas não é impossível. Só precisa é de maior rigor, e de inflexibilidade! Ora aqui é que a porca torce o rabo! Os políticos, essa gente sedenta de poder, sente-se mais confortável a comandar, sem respeitar as normas que o cargo exige.

Se o país está visivelmente mais contaminado pela corrupção, a pior coisa que se pode fazer é suavizar o problema. E quem tem, ou teve, responsabilidades políticas não pode amaciar este grave problema com generalidades comuns e sem vontade para o combater. Isto pode até lançar suspeitas a quem se agarra ao fatalismo das dificuldades. Há que combater o crime da corrupção a todo o custo, pondo em acção a prática das leis e punindo os infractores, quaisquer que sejam os seus cargos e influências.

Sendo certo que a Constituição qualificou a justiça como um poder soberano, pouco valor prático daí advém se quem governa o país olhar para a Constituição sem a respeitar. Processos de intenção têm sido o espelho das práticas políticas nacionais, basta memorizar o que fizeram com a Regionalização. De que valeu estar lavrada na Constituição? Tudo começa com este desrespeito da parte dos próprios políticos. Tudo o resto não passa de desculpas de mau político, de eternas falsas promessas. 

Seria bom que os eleitores passassem a reclamar o direito a demitir governos por voto, e não apenas o cómodo dever de eleger. Que confortável é hoje viver desta  política  anacrónica. 


02 julho, 2019

Se isto não cheira a chico-espertice, cheira a quê?

A limitação dos empréstimos é um verbo de encher nos regulamentos da Liga. Urge complementar com regras económicas, em defesa da competitividade do futebol português.




Imagem relacionada
António Barroso
(no O Jogo)






A 28 de maio de 2018, o Benfica oficializou Chiquinho, contratado à Académica, no seu seu plantel, para atacar a época que terminou há dias.

A 27 de julho de 2018, o Moreirense contratou Chiquinho ao Benfica, para atacar a época que terminou há dias.

A 1 de julho de 2019 (ontem), o Benfica oficializou Chiquinho, contratado ao Moreirense, para atacar a época que agora começa.

É imperativo que a Liga comece a ponderar mais e melhor regulação económica além da jurídico-desportiva.




Nota de RoP 
(com resposta à pergunta do autor):

Cheira à merda da justiça desportiva, com a cumplicidade da civil. Este, é o país que a classe política não quer ver.
E viva este Portugal (de merda!)! Para meu infortúnio e de alguns poucos, há quem se sinta confortável neste ambiente selvagem.

28 junho, 2019

Ana Gomes: "Rui Pinto pode ser um delinquente, mas os grandes criminosos estão aí à solta"



"As fontes dessa informação da Sábado só podem ser o Ministério Público ou a Polícia Judiciária. Se eles sabem disso e não têm pejo em expor a fragilidade do Estado português, então agora que tirem todas as consequências de toda a informação que têm", desafia a eurodeputada.
A ser provado que o hacker cometeu os crimes pelos quais está indiciado, isso não lhe retira o estatuto de denunciante, na opinião de Ana Gomes. "Rui Pinto é um whistleblowerevidentemente, mesmo que tenha cometido alguns delitos. É um whistleblower e deve ser posto ao serviço do Estado, isto se o Estado quiser ir atrás da grande criminalidade", acrescenta a eurodeputada.

Existe "uma atuação seletiva para ir atrás de uns e encobrir outros"

"Eu não sei se Rui Pinto cometeu delitos. É um assunto que a Justiça tem de apreciar. Aquilo que eu sei é que o Rui Pinto é uma pessoa com excecionais capacidades informáticas que colaborou com a Justiça de vários países. Não entendo como é que a justiça portuguesa não lhe pediu colaboração quando outros [países] o fizeram e por causa disso já recuperaram imenso dinheiro, de fuga ao fisco e branqueamento de capitais", repete Ana Gomes - esta tem sido a sua batalha desde que se soube da informação recolhida por Rui Pinto e após a sua extradição para Portugal.
"Rui Pinto pode ser um delinquente, mas os grandes criminosos estão aí à solta e não vejo as autoridades a atuarem contra eles", sublinha a eurodeputada, muito crítica das autoridades portuguesas que acusa de não pedirem a colaboração de Pinto "porque nunca houve uma atuação proativa, mas sim uma atuação seletiva para ir atrás de uns e encobrir outros".
Diz que não ficou surpreendida com estas novas suspeitas e garante que Rui Pinto também não estará. "Ele sabe que isto é um combate longo, difícil e duro, ele sabe disso perfeitamente, como eu sei disso e fico exatamente onde estou", garante a eurodeputada.
Ana Gomes esteve esta semana na Polícia Judiciária, uma visita confirmada ao DN. "Sim, é verdade, fui falar sobre vários casos que tenho acompanhado ligados principalmente a questões de terrorismo, mas também falámos de Rui Pinto, mas não vou dizer nem aquilo que falei nem o que fiz", afirmou.

"Perseguição Judiciária", acusam advogados do hacker português

Em abril, Ana Gomes visitou o hacker português na prisão para lhe entregar em mãos o prémio europeu para denunciantes. Mas conta voltar em breve. "Já pedi para ir visitar Rui Pinto outra vez", conta.
Ana Gomes chama ainda a atenção para o artigo escrito por Maria José Morgado, publicado no Expresso a 11 de maio, e intitulado "O amigo Hacker", no qual a procuradora assume que "há uma impreparação das autoridades para prevenir e reprimir uma grave criminalidade global, designadamente no mundo do futebol".
"Rui Pinto pode ser posto ao serviço das autoridades que não têm capacidades informáticas ou periciais nenhumas e é isso que a procuradora Maria José Morgado explica no artigo que escreveu", diz.
"A ser verdade que ele fez isso [invadiu os emails de magistrados e de elementos da Administração Interna] então o Estado português é manteiga e qualquer puto mais habilidoso pode entrar [nesses e-mails]", acrescentou a eurodeputada.
William Bourdon e Francisco Teixeira da Mota, advogados francês e português de Rui Pinto, respetivamente, acusam as autoridades portuguesas de estarem a levar a cabo uma "perseguição judiciária" ao hacker.
"Não há razão legal para manter Rui Pinto na prisão", disse Teixeira da Mota, citado pelo Le Monde .
"É espantoso que os dados [sirvam] ​​para criminalizar pesadamente e de forma injusta Rui Pinto e não para criminalizar aqueles que são responsáveis: os grandes delinquentes do futebol português", disse William Bourdon ao mesmo jornal, acrescentado que "Rui Pinto é o alvo de uma perseguição judicial que se explica pelo poder do mundo do futebol português, [os seus] clubes e agentes.Desde o primeiro momento, Rui Pinto apenas quis esclarecer o mundo e o que ele descobriu ultrapassou os seus piores pesadelos.O que dará lugar dentro de alguns anos a grandes processos de fraude fiscal", acrescentou Bourdon.

Ana Gomes vai discutir caso Rui Pinto com Van Dunem em julho

Com a Fundação Signal Networks, para a qual trabalham os dois defensores de Rui Pinto, e outros parlamentares, a eurodeputada portuguesa Ana Gomes pediu para se encontrar com Francisca Van Dunem, para discutir o caso de Rui Pinto. O encontro está marcado para o dia 16 de julho.
"Esta será uma oportunidade para esclarecer porque é que Rui Pinto deve ser considerado e protegido como denunciante, em vez de sofrer o tratamento de criminosos perigosos. Já se passaram três meses desde que ele está detido em Portugal, sem qualquer acusação formal ", disse Ana Gomes ao Le Monde.

Nota de RoP:
Esta treta de a Dra. Maria José Morgado,  tão afoita com o postiço processo Apito Dourado, cujos protagonistas ainda andam por aí, e em liberdade, lamentar-se que as autoridades estão "impreparadas" para prevenir e reprimir a criminalidade no futebol, cheira a manha, porque tanto ela como os corruptos que dominam a justiça desportiva não perderam tempo a julgar na praça pública Pinto da Costa. Disso não fala ela. Esqueceu-se, coitadinha... 

26 junho, 2019

Ao que chegamos!




Como se não bastasse a linguagem sensacionalista dos meios de comunicação social, sempre direccionados para a exploração do escândalo e da anarquia, agora é o Ministério Público que parece querer seguir o mesmo caminho.

Resultado de imagem para ministerio publicoEntão, não é que o nosso respeitável Ministério Público considerou que chamar "filho da puta" a um agente da PSP não é crime? Que não passa de um grito de revolta?

Bem, importa lembrar que o falecido Mário Soares já cometeu a mesma asneira com um agente da PSP, há uns bons anos a esta parte, que muito me indignou, e contribuiu para fazer descer a minha consideração por ele, de uma forma irreversível.  Pelos vistos, tem seguidores.

Pois, eu volto a este tema para dizer que, esta é a pior maneira de transmitir confiança aos agentes da segurança pública, isto é, retirar-lhes a autoridade. Se em vez disso o Estado preparasse devidamente esses agentes, educando-lhes os comportamentos excessivos para evitar certos abusos, mas sem lhes retirar a autoridade, então sim estariam a fazer pedagogia. Agora, falar desta maneira? Estimular a má educação do povo?  Estimular o desrespeito a um agente de segurança, que é também Homem?Contagiar o povo com maus exemplos? O resultado só pode ser negativo. 

Que confiança podem ter os portugueses de bem, com gente desta laia a representar o Estado?

Pois, e se um dia alguém chamar "filho da puta" a um procurador, ou a um juiz? Como é, a lógica é alterada, e mandam prender quem o insultou?     

Mas, há alguma moral nesta história? Que país este, que droga!