22 julho, 2016

Oriento-me por sinais, não por fezadas


PSV-FC Porto, 3-0
Ainda a época passada estava longe de terminar, já aqui tinha manifestado a minha descrença na equipa principal de futebol do FCPorto. Lamentavelmente tinha razão, e não ganhei nada com isso, só perdi. Mas também não andei a fazer de conta que não percebia o que estava a acontecer, nem me limitei a criticar o jogador A ou B, critiquei o responsável principal, com a mesma naturalidade, (embora com sentimentos diferentes), com que o louvei e apoiei quando o mereceu: Pinto da Costa.

Para meu desgosto esses sinais (ou a falta deles) continuam a manter-se, poucos dias antes de abrir a nova temporada, o que me leva a reforçar a convicção que o problema é mesmo de falta de liderança e de quem a sustenta.

Ainda é cedo para desanimar, mas continua a notar-se em muitos atletas defeitos e vícios de um passado já com 3 anos, que nenhum treinador foi capaz de corrigir, o que pode significar que a prospecção/contratação de jogadores pode ser a causa-mor dos contínuos fracassos da direcção portista. Por outras palavras, se calhar, nós adeptos, andámos demasiado tempo iludidos com a qualidade técnica e pessoal dos jogadores. Já na época passada foi também assim. Começamos sempre por dar o benefício da dúvida, ora porque ainda estávamos a começar a época, ora porque alguns atletas não tinham tido tempo para se adaptarem, e depois passámos o ano a viver decepções, umas atrás das outras, até à humilhação final. Sem um único troféu!

Vou aguardar pelos acontecimentos, mas sem qualquer convicção, nem confiança. Quando os líderes se encolhem, desprezam os seus adeptos, e se intimidam para defender o clube, é porque já desistiram de lutar e não se importam de continuar a iludir aqueles que ainda hoje acreditam nas suas capacidades. Não é o meu caso, actualmente, como bem devem saber.


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