29 maio, 2017

Os bons conselhos do Presidente da República pecam por defeito e demora

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Sorrir não chega senhor Presidente 

Foi sem grande surpresa, mas com algum desapontamento, que há poucos dias ouvi o senhor Presidente da República, proferir estas palavras àcerca do assassinato (leu bem, assassinato) de um adepto do Sporting:  "o futebol tem de ser um palco de civismo!". 

Foi lindo, sim senhor, mas não chega. Pessoalmente, considero demasiado supérfluas estas palavras, sobretudo tratando-se de (mais) uma morte provocada por um adepto benfiquista.

Se Marcelo Rebelo de Sousa tem surpreendido pela positiva grande número de portugueses, não se pode dizer que neste caso tenha sido feliz. Aliás, acho mesmo que, tanto ele, como o próprio primeiro-ministro António Costa, já tiveram muitas oportunidades para exercer a chamada magistratura de influência e pôr côbro à pouca vergonha que grassa no futebol português, mas infelizmente, nenhum a quis aproveitar.

Por quê, excelências? Nem a morte de um ser humano vos desperta para a realidade do país? Apelar ao civismo chega a ser provocatório em determinadas situações, como me parece ser o caso. Meus senhores, neste caso concreto para V. Exas. dou nota zero! Se a morte tivesse sido causada por um adepto portista o comportamento seria o mesmo? Pergunto.

Quantas pessoas mais terão de morrer para V.Exas. finalmente começarem a encarar estes casos com a gravidade que eles justificam? E o que têm a dizer sobre a prostituição que invadiu os órgãos de comunicação social, onde, entre outras coisas, se promove a insídia que conduz à violência? Estarão aí os palcos de civismo que o senhor Presidente reclama? Ou já terá falado com Pinto Balsemão e demais congéneres, no sentido de reverter a situação? Algo me diz para não acreditar nesta hipótese... Por que será? Eu respondo: é que, a ambos falta coragem, e verdadeiro sentido de Estado, para tanto. 

Valem, o que valem, consoante o gosto, e grau de exigência dos avaliadores. Os meus, no que aos atrás citados protagonistas respeita, anda cada vez mais por baixo.

Por que será que ninguém consegue convencer-me que o país onde nasci se chame Lisboa? 


1 comentário:

Anónimo disse...

É um homem comunicativo fala com o povo é positivo, não é como o outro, cinzento, tímido a querer sempre a dar uma de sério, mas sempre uma triste figura.
Agora não invalida que de vez em quando puxe as rédeas ou puxão de orelhas ao governo e que lhes diga que Portugal não é só Lisboa, nem o benfica tem que ser o clube do regime e o único clube português, que os votos dos outros também contam. Depois como bom português vamos cantando rindo.

Abílio Costa.