06 junho, 2018

País pôdre, jornalismo rasca



Resultado de imagem para deontologia de jornalista



Impressiona-me ter de concluir, com intenso desgosto mas sem grande margem para erro, quão desonesta é uma parte significativa da comunicação social lisboeta. É essa mesma comunicação social, que com frequência faz questão de se encher de brios censurando opiniões desfavoráveis  generalizadas sobre terceiros, mas que é incapaz de evitar que outros generalizem as da sua classe, por culpa própria. Valha a verdade, apesar de não gostar do actual perfil do JN, é mesmo assim o único jornal nacional que não se tem coibido de publicar os escândalos ocorridos com o Benfica.  

Impressiona-me o ascendente que um simples clube de futebol, neste caso o Benfica, conseguiu exercer sobre quase toda a comunicação social do país, como se de uma matilha de animais domésticos se tratasse abdicando de uma das principais obrigações, que é denunciar o crime! 

Não fosse a memória recordar-nos como esses media, desde a televisão à rádio, passando pelos jornais, se agarraram com unhas e dentes ao postiço processo Apito Dourado, podíamos acreditar que era uma questão de ética deontológica, mas basta vermos como neste preciso momento acompanham os problemas do Sporting (muito menos graves que os do Benfica), para percebermos que é uma atitude pensada e corporativista. Sendo assim, como querem eles (jornalistas) que não generalizemos sobre a sua já fraca reputação quando se comportam como gente intelectual, e profissionalmente desonesta?

Mas por que é que ainda me dou ao trabalho de constatar estas vergonhas se é a partir do próprio poder político que a corrupção faz escola?  

1 comentário:

Anónimo disse...

Demora muito!!! Já era tempo destes criminosos estarem lá dentro mas a grande imprensa social da capital centralista dá cobertura a toda esta praga maléfica e retardar-lhes os calabouços.
É preciso mais crimes para lhes porem a pata encima!!! Ai meu Deus que Justiça que Governantes este país tem...

Abílio Costa.