Extraído de um excelente artigo da autoria de António Barreto no jornal Público de hoje, reproduzo o seguinte último parágrafo:
«Os partidos políticos, como nunca desde 1974, estão a milhas da gravidade dos problemas nacionais. Eventualmente, nem sequer os percebem. Não partilham com os cidadãos as suas inquietações, se as têm. Preferem esta estratégia de terra queimada e de campos devastados, na esperança de que os cemitérios sejam férteis. Dispostos a exigir todos os sacrifícios da população, são incapazes de fazer os seus, de renunciar ao seu orgulho ou de moderar o seu apetite predador. Anunciam-se maus tempos para este pobre país».
É claro que, sendo um ex-governante a escrever este tipo de coisas sobre uma classe a que já pertenceu, deve-lhe ser dado o benefício da "inexperiência democrática" e das próprias dificuldades económico-financeiras da época [Portugal não estava ainda integrado na CEE nem recebía os famosos fundos de coesão] . António Barreto, desempenhou no 1º Governo Constitucional de 1976 a 1978, entre outras funções, o cargo de Ministro da Agricultura e Pescas. Conquanto isto não possa servir de desculpa para as asneiras que desde então começaram a germinar, naquela altura só tinham decorrido pouco mais de 2 anos da Revolução dos Cravos...
PS-For falar em sacrifícios e apetite devorador, preparem-se para ouvir falar mal do Barak Obama. É que ele decidiu reduzir a 50% os ordenados dos Directores Executivos das Instituições Financeiras americanas. Um acto de coragem deste jaez, vai passar a ser, num ápice, sinónimo de demagogia. Não vão precisar de esperar muito. Estejam atentos aos comentários das nossas elites da m...

