Não devo enganar-me muito se apostar que, para Pinto da Costa, esta, foi a única mulher que conheceu de quem se arrependeu de ter partilhado a alcofa e os "pecados" da carne. Bem se diz que a carne é fraca. E é, embora, às vezes, também seja gostosa...O seu arrependimento não será por certo só provocado pelos pecados da carne, nem pela insensatez de confiar numa mulher da noite, mas por se ter cruzado num momento de fraqueza com uma psicopata disposta a tudo para ganhar dinheiro e protagonismo.
Gostava muito de conhecer a fundamentação da magistrada Maria J. Morgado que mandou reabrir o processo, para lhe poder perguntar por que razão esta mulher, com um passado tão pouco recomendável, infunde tanta confiança à justiça lisboeta e as crianças vítimas de abusos sexuais de pedófilos nem por isso. Por que é que as crianças podem testemunhar mentindo e esta rapariga não. Há que explicar publicamente isso, senhora magistrada, assim como há que explicar a lentidão (2002) e o silencio sobre o Processo Casa Pia e, mais recentemente, o "Não Processo" de um autocarro incendiado na capital. Quem cala, consente, não é assim?
Mas quando é que se decidem a acabar com esta fantochada e a dar finalmente sinais de imparcialidade? Provavelmente, só quando alguém (de direito) resolver mover-lhes também um processo, com escutas incluídas. E por que é que ainda não o fizeram? Mas será que alguém ainda acredita na isenção desta equipa?
Façam-no, e já! É que. às tantas, o povo* ficava a saber coisas muito feias e impróprias sobre certos magistrados. E ficava a saber também, que não deve nunca esquecer-se, que há sempre lobos com pele de cordeiro...
PS
Se vivesse num país verdadeiramente democrático, este "post scriptum" seria desnecessário, mas como não estou, terei de lembrar que, por povo* deve ser entendida, a grande maioria dos portugueses que residem fora de Lisboa. É que, como Suas Exas., têm dos "provincianos" uma imagem distanciada no espaço e no tempo, podem muito bem ter-se esquecido desse pormenor.

