
O Escândalo Casa Pia rebentou nos finais de 2002, quando um antigo aluno da Casa Pia em entrevista à jornalista Felícia Cabrita, alega ter sofrido de abusos sexuais, enquanto jovem.
Os principais responsáveis desses abusos eram figuras públicas e um ex-funcionário da Casa Pia, Carlos Silvino, mais conhecido como Bibi. A 29 de dezembro de 2004, o Procurador-geral da República, José Souto Moura, acusou formalmente várias personalidades de abusos sexuais a menores (pedofilia): Herman José e Carlos Cruz, duas estrelas da televisão portuguesa.
O arqueólogo Francisco Alves e o antigo médico da Casa Pia, Ferreira Diniz., o embaixador Jorge Ritto, o ex-Ministro da Segurança Social do governo de António Guterres e actual deputado do Partido Socialista, Paulo Pedroso.
O julgamento iniciou-se em 25 de Novembro de 2004, com sete arguidos: Carlos Silvino, Carlos Cruz, Jorge Ritto, Ferreira Diniz, Manuel Abrantes, Hugo Marçal e Gertrudes Nunes.
O caso arrasta-se durante anos, com audiências públicas e não públicas para auscultar as alegadas vítimas. Em Fevereiro de 2008 o caso ainda decorre, mas é demasiado tempo.
O tema (até ver) não envolve o Porto, mas indigna todo o país. Os media tradicionais andam ao "ritmo" do regime e já se devem ter "cansado" de o pressionar. Nós não. Regularmente, faremos questão de lembrar aqui esta vergonha nacional. Para que os respectivos responsáveis possam ter a noção exacta da valia da sua honorabilidade
Os principais responsáveis desses abusos eram figuras públicas e um ex-funcionário da Casa Pia, Carlos Silvino, mais conhecido como Bibi. A 29 de dezembro de 2004, o Procurador-geral da República, José Souto Moura, acusou formalmente várias personalidades de abusos sexuais a menores (pedofilia): Herman José e Carlos Cruz, duas estrelas da televisão portuguesa.
O arqueólogo Francisco Alves e o antigo médico da Casa Pia, Ferreira Diniz., o embaixador Jorge Ritto, o ex-Ministro da Segurança Social do governo de António Guterres e actual deputado do Partido Socialista, Paulo Pedroso.
O julgamento iniciou-se em 25 de Novembro de 2004, com sete arguidos: Carlos Silvino, Carlos Cruz, Jorge Ritto, Ferreira Diniz, Manuel Abrantes, Hugo Marçal e Gertrudes Nunes.
O caso arrasta-se durante anos, com audiências públicas e não públicas para auscultar as alegadas vítimas. Em Fevereiro de 2008 o caso ainda decorre, mas é demasiado tempo.
O tema (até ver) não envolve o Porto, mas indigna todo o país. Os media tradicionais andam ao "ritmo" do regime e já se devem ter "cansado" de o pressionar. Nós não. Regularmente, faremos questão de lembrar aqui esta vergonha nacional. Para que os respectivos responsáveis possam ter a noção exacta da valia da sua honorabilidade
Anexo:
Senhor Procurador Geral da República,
afinal, em que ficamos? O processo Casa Pia está terminado ou a equipa de investigadores foi de férias? Se foi de férias, foi por quanto tempo? Um mês? Dois? Um ano, dois, três? Quanto tempo? Cinco? Cinco anos de férias, senhor procurador? Não serão férias a mais, para tão pouco trabalho e nenhuns resultados?
Nós sabemos que o senhor Pinto da Costa é (com sua licença) um "criminoso" muito mais danoso para a sociedade que certos médicos , apresentadores de tv, advogados, políticos e embaixadores que gostam muito de expressar as suas fantasias sexuais aniquilando o futuro de crianças indefesas, mas mesmo assim, senhor Procurador, não acha estranho tão longo silêncio?
Olhe que nós achamos, senhor procurador. Sobretudo, quando equiparado com este festival de notícias negativas sobre a nossa cidade, a quem já começam a comparar a Palermo, senhor Procurador.
Nós compreendemos (se compreendemos) que há pessoas "importantes" implicadas nesse crime menor, como é o crime de destroçar a vida de crianças sem nunca lhes ser feita justiça, e que isso não é nada, comparado com as malfeitorias de Pinto da Costa, mas não acha que começa a ser comprometor para a reputação e para o cargo de V. Exa., manter-se tanto tempo calado e pouco afoito?
É que, V. Exa. - perdoe-me a impertinência - parece mesmo motivar-se com outro entusiasmo e com outra acutilância quando se trata de investigar as "brancas" noites do Porto e os "altos esquemas corruptos" dos seus clubes de futebol, senhor Procurador. Será da minha imaginação, senhor Procurador?
Será porventura, dos ares do Norte, senhor Procurador? O que é que se passa? É que nós temos o direito de saber, senhor procurador.
afinal, em que ficamos? O processo Casa Pia está terminado ou a equipa de investigadores foi de férias? Se foi de férias, foi por quanto tempo? Um mês? Dois? Um ano, dois, três? Quanto tempo? Cinco? Cinco anos de férias, senhor procurador? Não serão férias a mais, para tão pouco trabalho e nenhuns resultados?
Nós sabemos que o senhor Pinto da Costa é (com sua licença) um "criminoso" muito mais danoso para a sociedade que certos médicos , apresentadores de tv, advogados, políticos e embaixadores que gostam muito de expressar as suas fantasias sexuais aniquilando o futuro de crianças indefesas, mas mesmo assim, senhor Procurador, não acha estranho tão longo silêncio?
Olhe que nós achamos, senhor procurador. Sobretudo, quando equiparado com este festival de notícias negativas sobre a nossa cidade, a quem já começam a comparar a Palermo, senhor Procurador.
Nós compreendemos (se compreendemos) que há pessoas "importantes" implicadas nesse crime menor, como é o crime de destroçar a vida de crianças sem nunca lhes ser feita justiça, e que isso não é nada, comparado com as malfeitorias de Pinto da Costa, mas não acha que começa a ser comprometor para a reputação e para o cargo de V. Exa., manter-se tanto tempo calado e pouco afoito?
É que, V. Exa. - perdoe-me a impertinência - parece mesmo motivar-se com outro entusiasmo e com outra acutilância quando se trata de investigar as "brancas" noites do Porto e os "altos esquemas corruptos" dos seus clubes de futebol, senhor Procurador. Será da minha imaginação, senhor Procurador?
Será porventura, dos ares do Norte, senhor Procurador? O que é que se passa? É que nós temos o direito de saber, senhor procurador.
Já começamos a habituarnos à ideia de sermos portugueses de 2ª., tão diferenciado e arbitrário tem sido o tratamento que os governantes nos têm dedicado, mas conviria não abusar, porque são esses mesmos que nos andam a impingir a ideia de vivermos num país democrático.
E V. Exa., o que pensa de tudo isto, senhor Procurador? Faça-nos o favor de nos dar uma razão para pensarmos que estamos num país civilizado. Faz?
E V. Exa., o que pensa de tudo isto, senhor Procurador? Faça-nos o favor de nos dar uma razão para pensarmos que estamos num país civilizado. Faz?

