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07 janeiro, 2011

E agora, de quem é a culpa?


Do currículo de Rui Rio e segundo os seus acólitos, um rigoroso gestor, mais dado a factos que a espalhafatos, não faltam malogros e promessas por cumprir. A manifesta ausência de um projecto para cidade resumiria em poucas palavras a dimensão liliputiana do autarca do Porto. No entanto, por uma questão de objectividade, será sempre bom lembrar aos eleitores algumas das obras e problemas  que ao fim de dois mandatos ainda estão por resolver.

A saber:
  • Falta de projectos para o Parque da Cidade
  • Impasse no projecto do centro de Congressos e requalificação do Pavilhão Rosa Mota
  • Trabalho avulso e pouco estruturado de Reabilitação Urbana
  • Obras do Mercado do Bolhão sem princípio à vista
  • Indefinição sobre o Mercado de Bom Sucesso
  • Fim e desvio das Corridas de Aviões Red Bull para Lisboa
  • Abandono do Rivoli depois de o confiar às mãos do lisboeta La Féria
  • Perda acentuada da população do centro do Porto [inferior à do princípio do século XX].
Mas, a menina dos olhos de Rui Rio, que tanto protagonismo [e votos] lhe deu, todo o ruído em torno do Plano de Pormenor das Antas, ao qual a anterior Presidente da Associação de Comerciantes oportunisticamente se colou, dando origem ao gabinete Comércio Vivo para justificar os 5 milhões de euros que recebeu do Grupo Amorim como compensação ao pequeno comércio pela construção do Dolce Vita, está agora a despir a verdadeira face de tão grande polémica!

Afinal de contas, a Comércio Vivo, responsável pela gestão do cinema Batalha, agora já não pode queixar-se da influência "nefasta" do Shopping nem da falta de dinheiro [porque já o recebeu], para justificar o encerramento do histórico cinema portuense.

Não tarda, vão dizer que a culpa é do Estádio do Dragão... Será,  Dr. Rui Rio? Pense nisso.