Há coisas, pelas quais não sinto qualquer tipo de afinidade nacional, como é o caso do fado. Nunca gostei de fado.
Desde miúdo que sempre associei este tipo de canção, choramingas e piegas, à boémia dos miseráveis e prostitutas dos bairros de Lisboa, e nunca consegui digerir essa imposição centralista de o querer nacionalizar a qualquer preço, como um bom motivo para me orgulhar. Pelo contrário, o fado para mim, representa um passado do que pior [ainda] tem o português: fatalista, arruaceiro e madraço. Esse sentimento de repulsa, hoje em dia, está muito mais vincado no meu ADN do que no tempo da outra senhora, onde reinando embora a repressão silenciosa de uma ditadura, a coesão nacional era bem mais equilibrada e respeitável do que a actual, em que, "democraticamente", a discriminação regional faz gala em tratar os nortenhos como autênticos filhos de fadistas que só os centralistas são capazes de parir.
Desde miúdo que sempre associei este tipo de canção, choramingas e piegas, à boémia dos miseráveis e prostitutas dos bairros de Lisboa, e nunca consegui digerir essa imposição centralista de o querer nacionalizar a qualquer preço, como um bom motivo para me orgulhar. Pelo contrário, o fado para mim, representa um passado do que pior [ainda] tem o português: fatalista, arruaceiro e madraço. Esse sentimento de repulsa, hoje em dia, está muito mais vincado no meu ADN do que no tempo da outra senhora, onde reinando embora a repressão silenciosa de uma ditadura, a coesão nacional era bem mais equilibrada e respeitável do que a actual, em que, "democraticamente", a discriminação regional faz gala em tratar os nortenhos como autênticos filhos de fadistas que só os centralistas são capazes de parir.
Com a ascensão do fado à escala planetária como património imaterial da humanidade pela UNESCO, aumenta em flecha o meu desprezo pela causa da "honraria". Não sei porquê, mas ela faz-me lembrar "doces" como as Scuts, os BPN's, e os muitos DL's [ Duartes Limas e Dias Loureiros] que por aí pululam e abrilhantam o dito fado "nacional".
Que me desculpe a falha, o senhor Presidente da República, mas eu não possuo a sua dimensão estadista.
*Expressão de minha autoria que traduz: indignidade, ausência de brio, bandalhice, desonra, humildade decadente.
Que me desculpe a falha, o senhor Presidente da República, mas eu não possuo a sua dimensão estadista.
*Expressão de minha autoria que traduz: indignidade, ausência de brio, bandalhice, desonra, humildade decadente.


