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06 junho, 2008

Do Porto, para o Mundo...

Se nos conseguirmos alhear das telenovelas, da patrioteirice saloia à volta do Ronaldo e da selecção, da politiquice partidária, das pulhices que estão a fazer à nossa cidade e clube, e conseguirmos um pouco de coragem para passar os olhos sobre cenários bem mais degradantes, depressa ganharemos consciência do flagelo que assola o Mundo.
Das alterações climáticas, em razão do efeito de estufa gerado pela emissão de gases poluentes, até à fome, ao terrorismo e às desigualdades sociais, teremos poucos motivos para sorrir e acreditar no futuro. Se nos lembrarmos que isto acontece há décadas e que tem vindo a crescer de forma galopante, pouco espaço resta para o positivismo e para a esperança.

Foi pensando nestas misérias humanas que me ocorreu perguntar em que bases poderá certa gente alicerçar o optimismo que faz gala em exibir? O que pode levar alguém na posse de todas as faculdades a entusiamar-se quando vê quadros tão deprimentes se no dia seguinte, e no outro, e mais outro, as coisas não dão sinais de melhorar? Haverá aqui uma reacção inconsciente de defesa, ou será mesmo sempre sincero? Eu tenho dúvidas, porque em tempos de crise, só os ricos ou os jovens se atrevem a falar de optimismo. O que, se compreende, porque se uns têm o dinheiro, os outros, têm o futuro que a juventude eterniza.

Sabendo como sabemos da irresistível tendência de alguns para desvirtuarem os factos, temos de nos habituar a repudiar essa estafada argumentação muito peculiar nos políticos. É tempo de entendermos que os políticos usam o positivismo como um placebo para as populações. Na realidade, eles não são optimistas, eles precisam de simular "optimismo" para sobreviver. Eles têm assimilada a ideia de que não se deve dizer toda a verdade ao povo. Então mentem, compulsivamente, e continuam convictos que estão a ser sérios, o que, não ajuda nada a restaurar a péssima reputação que já têm.

Ocorreu-me também que todas estas barbaridades da humanidade a que vamos assistindo seriam plausíveis se o Mundo estivesse entregue a si mesmo, se não existissem líderes. Mas, não. Todos os países do Mundo têm govêrnos, gente supostamente responsável, mas poucos têm quem os governe de facto.

Não fôra assim, conhecidos que são os malefícios para o Planeta e para a Humanidade, provocados por combustíveis fósseis como o petróleo, já se teria há muito optado por outros bem mais limpos para o meio Ambiente (gaz natural, electricidade, etc.). Estes "Líderes" estão ao corrente da existência de alternativas e de novas tecnologias, mas não as usam porque não querem. Pelo menos, até que a galinha dos ovos de ouro se esgote.

Entretanto, preferem assistir à deterioração do Planeta fazendo de conta que não sabem o que está a provocá-la, sem mesmo se preocuparem com a qualidade de vida das gerações futuras, incluindo as das suas famílias. A obcecação pelo vil metal supera qualquer instinto de sobrevivência de longo prazo. O futuro só conta se for imediato, o resto é uma porta a fechar por quem vier atrás.

PS-Segundo notícias recentes, fundamentadas em dados ciêntificos, o Pólo Norte pode desaparecer dentro de 15 anos e com ele toda a vida selvagem que por lá ainda exista. O urso branco é uma das espécies ameaçadas de extinção.

15 fevereiro, 2008

Duas notícias positivas para o Porto

BIAL duplica a área dedicada à investigação

E pronto. Apesar de estar de costas voltadas para o Porto e para as dificuldades da região, concentrando poderes e compadrios em Lisboa, lá vem o oportunismo do costume: imediata colagem a quem pode projectar a imagem do Govêrno e do 1º . Ministro, com palavras de circunstância onde a bajulação supera o apoio sincero.


F. Clube do Porto lidera ranking de desempenho desportivo

Neste caso, não se pode dizer que seja uma novidade. É por demais inquestionável que Pinto da Costa é o grande obreiro deste palmarés de êxitos, sobretudo quanto tem todas as garras do centralismo em cima dele.