27 novembro, 2012

Coesão nacional à moda de Cavaco

Dizem que é Presidente. De quê, sabem?
Era uma vez um país dirigido por uns senhores muito amigos do povo, que passavam o tempo a tecer elogios aos seus brandos costumes, e à sua inesgotável paciência, mas que não eram capazes de traduzir essa terna "amizade"* com o respeito e a sinceridade devidas. Esse país, chama-se Portugal. É um país cujo clima e beleza natural não tem paralelo com a qualidade de líderes que produz. Insistentemente, seja em que regime for, em ditadura ou democracia, Portugal não mostra capacidade para criar Homens de grande envergadura política, na expressão mais nobre do termo. Os políticos de hoje copiam-se reciprocamente e sempre pela pior bitola: a mediocridade.

Marcelo Rebelo de Sousa, é o exemplo vivo do que acabo de dizer. Ainda que actualmente não exerça cargos públicos de grande importãncia, a sua boa estrela entre os media transformaram-no num crítico quase consensual e com influência no meio político. No entanto, não acrescenta nada de verdadeiramente interessante ao que o Governo faz, ou ao que outros politólogos dizem. Sabe usar as palavras com a sofisma dos vigaristas parecendo dizer coisas excepcionais. Querem tirar dúvidas? Pois aí vos deixo, uma das suas últimas locuções:  "o Governo faz bem em não governar para a popularidade, mas faz mal se, sob esse pretexto, não explica aos portugueses, não esclarece e não os mobiliza"... Vejamos se entendi. Governar com popularidade será forçosamente uma coisa má? Dito de outra maneira: para um governante ser convincente terá de ser impopular? Terá de actuar de forma hermética e distante do povo? Mas, não é seduzindo um povo, covencendo-o, prometendo-lhe a concretização do que ele mais precisa, que os partidos políticos conquistam o poder? Não é, dizendo aquilo que o povo quer ouvir que os partidos costumam colorir as campanhas eleitorais? Se mentem antes, então porque razão devem falar verdade depois? Era com o princípio como se exerce a política, e não com o fim, que Marcelo devia preocupar-se, quando fala de popularidade para a confundir com populismo. Porque, dizer que o Governo tem de explicar e esclarecer o povo sobre o que pensa fazer do país [além de querer pagar a dívida], é uma redundância, uma futilidade, não é dizer nada de profundo. 

Gostava, era de ver Marcelo falar de uma inutilidade institucional, chamada Cavaco Silva, que não faz a mínima ideia da responsabilidade do cargo que desempenha e para o qual não tem a menor aptidão. Aqui há uns tempos, fez uma fitinha para mostrar que é um Presidente atento e participativo, com o triste episódio do estatuto dos Açores, mas agora, que Portugal inteiro deita as mãos à cabeça com receio de cair nas profundezas do abismo, da miséria completa, sua  excelência, não abre a boca...

Ah, talvez me esteja a escapar uma coisa: possivelmente, estará agora a pensar quantas vezes terá de soletrar a palavra coesão nacional para o próximo discurso, inspirado no cheque extra de MIL MILHÔES DE EUROS, para as zonas do vale do Tejo e da Madeira...

Estou emocionado. Se houver uma guerra, juro que serei o primeiro a alistar-me para defender a Pátria do senhor Cavaco. Sim, porque a minha, pode esperar.

«Adoro o povo português. O povo português é pacífico, não é  para grandes revoluções» (expressão puxa-sacos de Azeredo Lopes, ontem num debate no Porto Canal). 

Como ex-responsável da Alta Autoridade para a Comunicação Social, foi "competentíssimo". Não foi? Oh, como as coisas mudaram desde que ele tomou as rédeas da coisa...

    

4 comentários:

dragao vila pouca disse...

Rui, como estou de acordo...Mas olhe, Cavaco está bem vivo e actuante, não ouviu as piadinhas que ele fez a semana passada?
Hoje, após o discurso do Gaspar na AR e perante tanto entusiasmo nas suas palavras por parte dos deputados, também fiquei eufórico e dei por mim a gritar: Gaspar, amigo, os portugueses estão contigo...

Abraço

marujo88 disse...

O marcelo rebelo de sousa, é um papagaio,só serve para anunciar aquilo que o governo não tem coragem de anunciar ao povo, deve ter muitas saudades do tempo do padrinho dele.
Abraço
manuel moutinho

Anónimo disse...

eu, que ainda estou vivo, lembro-me perfeitamente do Povo a tirar o chapéu para falar com os senhores. Usualmente aqueles que detinham as terras onde o Povo mourejaa o seu sustento, e a opulência dos "senhores".
A estes agora chega-lhes das Europas, e como está a minguar,. estão a sonhar com a volta à terra.
É assim, de sempre, esta camarilha, sem respito nenhum pelos concidadãos, e sempre a tirar para si. Tudo.
Infelizmente este país tem uns socialistas cheio de tiques, que até se deixam assaltar por "engavetadores", e depois dá nisto.

Anónimo disse...

Portugal é um país à beira mar plantado cheio de piratas, vigaristas e incompetentes. A corja, de políticos e de governantes que mandam nos nossos destinos, não passam de uns lesas pátrias, sanguessugas que nos levam para o abismo.

Cavaco Silva, é um faz de conta, não existe, é um cromo de rebuçado.

O Marcelo rebelo de Sousa, é um vendedor de banha da cobra, que anda a pregar para surdos e vai ganhando a sua vidinha.

Passos Coelho, é um incompetente ao cubo, que trata os portugueses como números e euros, é um lambe cus da sra Merkel.

Victor Gaspar, é um infiltrado nas nossas finanças ao serviço da Europa dos Agiotas.

Os restantes nossos políticos na sua maioria, não passam de uns tachista e de uns arranjistas.

É este o meu estado de espírito, e por isso qualifico toda esta gente que nada nos merece.

O PORTO É GRANDE, VIVA O PORTO.