21 janeiro, 2015

CMPorto e FCPorto

REMODELAÇÃO DAS PISCINAS DE CAMPANHÃ AVALIADA EM 2,3 ME


O presidente da Câmara do Porto disse segunda-feira à noite que a remodelação das piscinas municipais de Campanhã, que a autarquia acordou a ceder ao FC Porto por um prazo de 25 anos, custará cerca de “2,3 milhões de euros”.

Rui Moreira falava na sessão extraordinária da Assembleia Municipal que aprovou, com a abstenção da CDU e do Bloco de Esquerda, a proposta do executivo camarário de cedência gratuita daquele complexo.
“Aquele equipamento é utilizado maioritariamente pelo FC Porto e a cidade precisa desesperadamente de equipamentos desportivos. Temos de encontrar uma forma ágil de intervir e de encontrar equipamentos”, cuja construção não está prevista no próximo quadro comunitário, disse o autarca.
Neste caso, a Câmara falou com o FC Porto também no âmbito da “normalização das relações” entre as 2 instituições, que foram tensas e quase nulas nos 3 mandatos sob a liderança do social-democrata Rui Rio.
As 2 partes entenderam-se sobre a utilização das piscinas, “a Câmara encomendou o projeto” e o FC Porto comprometeu-se a executá-lo através de uma candidatura em seu nome a verbas disponíveis ainda no atual quadro comunitário de apoio.
Rui Moreira referiu que o “FC Porto terá de pagar a fatia nacional”, que equivale a 30% do investimento previsto, uma vez que apenas 70% são candidatáveis.
“Se assim não for, ficaremos com o projeto e teremos de encontrar outra forma de o pagar”, referiu.
Se correr bem, o FC Porto ficará com o equipamento à sua disposição e faz o investimento que ao fim de 25 anos reverte para a Câmara, referiu também o autarca.
“Julgo que esta é uma excelente parceria”, concluiu, salientando, contudo, que o FC Porto terá de apresentar a candidatura “até ao fim do mês”.
O PSD aprovou o acordo frisando que “a cidade tem falta de equipamentos” desportivos e “a Câmara poupa uns milhares”, sendo este um aspeto que Rui Moreira também valorizou.
O social-democrata Luís Artur realçou ainda “o normalizar” da relação com “uma grande instituição, que se chama FC Porto”.
“Politicamente, isto é de saudar”, reforçou.
O deputado bloquista José Castro também referiu que o município é deficitário em infraestruturas desportivas e aplaudiu “a rutura com a hostilização ao FC Porto”.
“Saudamos este enterrar do machado de guerra”, acrescentou, considerando, contudo, que o acordo com o FC Porto devia ter “mais garantias para a utilização pública daquele espaço”.
Para José Castro, “não é garantida à população a sua fruição”.
A CDU manifestou igualmente “algumas reservas” sobre o acordo, considerando que “não estão salvaguardadas” garantias de que a população poderá continuar usufruir das piscinas de Campanhã.
Rui Moreira respondeu que as contrapartidas e obrigações assumidas pelo FC Porto “são mais do que suficientes” para a Câmara.
“Não podíamos encontrar melhor pareceria”, aprovou, por seu lado, o PS, através de Rodrigo Oliveira.

(do jornal online Porto24)

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