04 julho, 2015

É assim mesmo! Um herói "nacional"...

Ah, grande JN! Do Porto para o Benfi... Para o Mundo, queria eu dizer.

2 comentários:

Guilherme de Sousa Olaio disse...

Caro RUI VALENTE,

Fundado em 1888, o Jornal de Notícias tornou-se com o advento da democracia no 1º diário português. Cumprido o centenário foi vê-lo, paulatinamente, a ser descaracterizado, ao ponto de hoje se ter tornado um forte concorrente dessa pesporrência jornalística que dá pela alcunha de "morning post". Nas últimas semanas parece comandado pelo gabinete de imprensa do clube de Carnide. A tudo isto não é alheio o perfil dos elementos que constituem o Conselho de Administração da entidade proprietária deste e outros meios de CS. Com o devido respeito pelas suas elevadas qualidades de gestão, há que dizer que pouco ou nada se identificam com os valores identitários dos "gajos cá de cima".

Na década de 60, 2 negros ganharam lugar no meu imaginário e na minha consideração. O TONINHO DA REGALEIRA, com as vestes aparatosas usadas na recepção dos clientes e aquele simpático e laborioso funcionário da CASA AFRICANA, tantas vezes referido como exemplo de alguém submergido em atados e encomendas. Ao Estado Novo coube juntar um 3º. Eusébio. A guerra colonial, as várias condenações do País pela ausência de uma política de autodeterminação e independência dos povos, levou Salazar a responder com a criação do mito do "pluri-racialismo".

Ao efeito mediático do futebol, juntou-se o advento da Televisão. Eusébio era a peça que faltava ao puzzle da política que defendia a permanência e reforço das Províncias Ultramarinas. E assim se fez um mito. O TONINHO DA REGALEIRA sumiu como qualquer mortal o mesmo sucedeu com o "PRETO DA CASA AFRICANA". TORGA médico e notável escritor não chegou a Santa Engrácia. Diz-se que acompanharam o cortejo 54 cavalos. É precisa muita palha !

Cumprimentos

Rui Valente disse...

Há quem mesmo assim nos queira vender a ideia de que vivemos num regime democrático. Não, senhor, não vivemos. Nunca vivemos democraticamente. Tudo isto,nada mais é que um atestado da profunda ingenuidade do nosso povo (para não aplicar outro adjectivo). Viva a Grécia! e que vença o OXI (NÂO)!