18 janeiro, 2017

Universo Porto de Bancada


Universo Porto - da BancadaContinuo a considerar o programa Universo Porto de Bancada, do Porto Canal, um progresso na defesa do FCPorto, mas parece-me demasiado inconclusivo em termos práticos. Se concordo com o conteúdo e a objectividade com que é apresentado, já não posso dizer o mesmo dos interlocutores, apesar do bom serviço que estão a prestar ao clube. 

Sem despeito para os outros, até por não terem vínculos profissionais com o FCPorto, Francisco Marques na qualidade de director de Comunicação, é sem dúvida o homem com mais responsabilidades, pelo que se faz e se diz no referido programa, a par do ex-jornalista da RTP, José Cruz. Mas, se a ideia é fazer sair da toca os responsáveis da Comissão de Arbitragem da FPF e obrigá-los a responder às reclamações do FCPorto, corremos o risco de ter de esperar sentados, devido ao papel secundário de Francisco Marques na estrutura directiva do clube. 

Por isso, para que este trabalho possa surtir alguns resultados, seria extremamente importante  que Pinto da Costa se decidisse a provar aos adeptos [e também aos adversários] que ainda é capaz de dar a cara pelo clube nos momentos difíceis. De contrário, não vamos conseguir suster os roubos de igreja que tanta mossa tem causado às prestações da equipa. E, será bom realçar que a roubalheira das arbitragens não se fica apenas pelo futebol, ela faz-se notar praticamente em todas as modalidades com efeitos colaterais no moral dos atletas (veja-se o que sucedeu com o Óquei em Lisboa).

Há ainda muita parcimónia no tratamento destes casos de polícia. Os comentadores, às vezes ainda exageram no politicamente correcto. Bruno Magalhães, um dos comentadores do Universo Porto, usou o verbo "pedir" quando se falava da Comissão de Arbitragem e da sua indiferença aos protestos do FCPorto. Ora, só pede quem precisa. Nós não precisamos de justiça, nós temos de a exigir, porque é para isso, e só para isso, que os árbitros existem. O pior que se pode fazer à justiça, é pedir a alguém que a representa  que a pratique. Se não nos querem ouvir, então teremos de passar para outro patamar mais alto de protesto, mas nunca calar.

É possível que esta tardia decisão de finalmente colocar o Porto Canal a fazer o contraditório do que se diz e escreve em Lisboa, sempre que tal se justique, venha de persi a refrear os ímpetos segregacionistas de alguns árbitros, mas pode não bastar para todos, porque, não tenhamos ilusões, há muitos que estão dispostos a cumprir a missão até ao fim, tal é o sentimento de impunidade que os domina.  

2 comentários:

Anónimo disse...

Pelo menos já é alguma coisa por a boca no trombone, denunciar essa escumalha mafiosa que roubam descaradamente pelo seu fanatismo com o clube do regime. Foi sempre assim e vai continuar, enquanto a FPF for chefiada por gente oportunista, vendidos e gente vermelha infiltrada em todos os cantos da casa. A FPF é uma chucha para muitos, e uma fortaleza avançada do Califado Lampionico. Desde que esta praga vermelha entrou e já lá vão muitos anos nos campeonatos e não só, o jogo foi logo viciado.

Abílio Costa.

Guilherme de Sousa Olaio disse...

Caro Rui Valente,
Como sempre, atento ao que se diz, escreve e se vê. Touché !
Também gosto do referido programa e considero o Senhor Francisco Marques muito competente no que toca à denúncia dos amigos do alheio.
E quando usei o galicismo Touché foi o que me ocorreu quando li a frase:" se a ideia é fazer sair da toca os responsáveis da Comissão de Arbitragem da FPF e obrigá-los a responder às reclamações do FCPorto, corremos o risco de ter de esperar sentados, devido ao papel secundário de Francisco Marques na estrutura directiva do clube."
Como se vê, temos gente com qualidade para defender as cores e os pergaminhos do FCPorto, e quando assim é, precisam ser apoiados, integrados na chamada estrutura e terem estatuto representativo na Direcção do Clube.
Só assim é possível de facto combater com melhor eficácia o Comando da Capital.

amigos do alheio :amigos de dirigir, julgar e apreciar, alheados das leis do jogo.

Cumprimentos