16 janeiro, 2017

TEATRO MUNICIPAL DO PORTO COM ORÇAMENTO REFORÇADO


Image de Teatro Municipal do Porto com orçamento reforçado

“A atividade do Teatro Municipal tem sido um sucesso. Tem havido enorme adesão ao que aqui temos feito. Entendemos que tínhamos condições para este reforço [no investimento], para fazer uma programação internacional mais forte”, afirmou esta quarta-feira Rui Moreira, em declarações aos jornalistas no Teatro Rivoli, um dos polos do TMP, a par do Teatro do Campo Alegre.
Na apresentação da programação até julho, o autarca e o diretor do TMP, Tiago Guedes, contabilizaram a realização de 19 espetáculos internacionais, 16 dos quais em estreia nacional, destacando a “estreia mundial” de “Couture Essentielle”, um “desfile performativo” sobre a história da moda, da autoria de Olivier Saillard, diretor do Museu da Moda de Paris.
Esta “primeira coprodução internacional” do TMP vai ser apresentada a 17 e 18 de março, no Salão Árabe do Palácio da Bolsa, e conta com a participação de cinco modelos que, nos anos 80, foram musas de estilistas como Yves Saint Laurent ou Lanvin, descreveu Tiago Guedes.
De acordo com o diretor do TMP, o mês de março é “um dos mais desafiantes em termos de programação”, começando com o “Foco Deslocações”, sobre “migrações e refugiados”, com espetáculos de dança de Dorothé Munyaneza (Ruanda) e de Mithkal Alzghair, sírio que vive em França.
Até julho, o TMP programou 85 espetáculos, 45 com “companhias e estruturas da cidade”, destacou Rui Moreira, notando que 37 apresentações serão “coproduções de raiz”, com um custo superior a 600 mil euros.
“A Cultura será a nossa bandeira até ao fim [do mandato]. Tem sido um grande sucesso, é muito importante, não apenas pela Cultura em si, mas também pelo impacto que tem na economia e na coesão social. O que aqui oferecemos é bastante acessível a todos os públicos. Temos visto um regresso aos públicos que foi ensaiado com a Porto 2001, que tinha sido perdido, e a cidade está reconfortada com esta aposta”, observou Rui Moreira, que acumula o pelouro da Cultura.
Tiago Guedes destacou a “forte programação internacional” de 2017 e o “grande foco dedicado às migrações e deslocações”, uma questão atual “pertinente”, para cuja “reflexão” a arte tem de dar “um contributo”.
“O Teatro Rivoli e o Teatro do Campo Alegre são os teatros da cidade que apresentam programação internacional. É um dos nossos pontos fortes, para além do trabalho que fazemos com as companhias das cidades”, vincou.
Para o diretor, a expectativa para 2017 é que o TMP “passe para outro nível”.
“Foram dois anos de muito trabalho a conquistar os públicos, a pôr o teatro em funcionamento, para agora pensar em novos projetos”, afirmou.
O diretor e o presidente da Câmara do Porto revelaram ainda que não vai ser lançado novo concurso para ocupar, com um espaço de restauração, o quinto piso do Teatro Rivoli.
“Foram lançados dois concursos e não houve candidatos. O espaço não está fechado. É um grande espaço de ensaios que está a ser aproveitado”, descreveu Tiago Guedes.
Rui Moreira realçou que “o teatro absorveu esse espaço”, sublinhando que “parece que a resposta que a cidade dá é que seja um espaço de teatro”.
Quanto ao terceiro piso do Teatro Rivoli, Tiago Guedes revelou que vai ser “todo intervencionado” para “finalmente ser a grande sala de visitas” do equipamento, devendo ser inaugurado no Festival Dias da Dança, agendado para maio.
A temporada de 2017 do TMP começa a 21 de janeiro, dia do 85.º aniversário do Teatro Rivoli, com “15 horas de programação ‘non-stop’”, sete espetáculos, quatro concertos, duas instalações, uma exposição, 14 artistas da cidade e 115 participantes em nove espaços de apresentação.
[do Porto24]

1 comentário:

Soren disse...

São óptimas notícias para a cultura do Porto. Rui Moreira foi uma melhoria como da noite para o dia em relação a Rui Rio. Nesta e em muitas outras áreas.