22 maio, 2018

Que jornalismo queremos?



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Não há regimes bons, nem próximos da perfeição sem hábitos de integridade, que mais não são que o respeito pela verdade, em tudo o que acontece nas relações humanas. Liberdade, sem Democracia, ou vice-versa, são parcerias sem as quais nenhuma funciona como deve funcionar. Sendo esta mistura o principal pilar das democracias evoluídas, deixa de ser democracia se ambas não fôrem levadas a sério. É isto que acontece com Portugal, e que adultera a génese do regime.

Em Portugal, debate-se muita coisa, mas debate-se com muito sectarismo e pouca profundidade. Os jornalistas não são os principais responsáveis, porque isso cabe aos governantes, mas estão logo a seguir na escala. Insinuam-se sempre como bastiões da Liberdade, mas mistério dos mistérios, são incapazes de debater democraticamente os problemas da classe.

É partindo desta convicção que me coíbo de sugerir algo que não sendo utópico, até parece. Era ver o Porto Canal realizar um programa entre jornalistas (independentes), onde o objectivo final fosse saber porque é que entre a classe há tanta gente com tabus.

A oportunidade é esta. Saber porque há tanto silêncio com o pantanal de corrupção do Benfica, e tanto paleio com outros clubes. Suspeito que a ideia seja bem atendida pela classe e pelo próprio Porto Canal, porque a ser acolhida seria necessário livrarem-se do corporativismo que lhes mina a reputação. 



1 comentário:

Anónimo disse...

A grande maioria dos jornalistas são uns paus mandados dos seus directores de redacção ou o fazem para defesa do seu posto de trabalho ou por outras razões em que a Ética é só para inglês ver.
No futebol é o que nos todos sabemos o Nacional Benfiquismo acima de tudo e de todos, e na política é uma questão Cor e uma oportunidade para um Tacho.
É esta a democracia que temos sem regras e com leis criadas para dar jeitinhos a alguém. É um Regime que já nasceu um pouco torto.

Abílio Costa.