02 julho, 2018

Se a Selecção não representa o país, a politica também não


Das duas, uma: ou os órgãos de comunicação social andam a enganar os portugueses, e se andam, alguma medida drástica tem de ser tomada pelo governo para acabar de vez com a fraude, ou se não andam, é porque o país está tomado pelo vírus da criminalidade e o governo faz o papel de cúmplice.

Tenho uma opinião formada dos jornalistas, e não é propriamente positiva. Daí, até garantir que são todos maus profissionais, vai uma grande distância, o que não quer dizer que os melhores tenham feito alguma coisa de relevante para se descartarem dos colegas medíocres. É aí que o problema se agrava. O conceito de liberdade da classe é utilitariamente comum a todos, e demasiado ambíguo para aliciar os mais honestos a imporem-se contra os que não o são. A ambiguidade é também comum a todos, assim como o corporativismo, porque eles sabem quão detestados são por muitos leitores que vivem fora da capital, e por quê. 

Por sua vez o governo nada faz para mudar o paradigma, dá-lhe jeito este modelo de liberdade anárquica. Desta forma, é mais simples para os governantes controlarem os media, mesmo quando são inconvenientes com eles. Provam-no a cumplicidade de silêncio dos órgãos de comunicação social de Lisboa com o escândalo de corrupção do Benfica, e o modo vingativo como tratam o Norte, particularmente o Porto. Até os crimes de faca e alguidar, que infelizmente continuam a acontecer em todo o país, servem para diabolizar o Porto e a região. Crimes que acontecem todos os dias em Lisboa, na Cova da Moura e afins, mas são anunciados sem enfatizar demasiado o nome de Lisboa! Não será caso de espantar, se nos próximos tempos assistirmos a uma série de "casos"empolgados ou mesmo inventados, para manipular a opinião pública contra o Porto (e o FCPorto), e ao mesmo tempo retardar o avanço das investigações  da PJ com o "mundo obscuro" do Benfica. Para além destas evidências, e das múltiplas conveniências dos media, é impossível negar que o país se está a degradar a uma velocidade atómica. 

São as reivindicações dos juízes, médicos, enfermeiros,  professores, os abusos subsidiários dos deputados, as benesses de F. Medina a Madonna, a esmola mesquinha do Infarmed, os buracos da Banca, os incêndios sem reforma florestal, o turismo desregrado, o despovoamento da cidade do Porto, as promessas ilusórias de descentralização, a depauperação galopante do sistema de saúde, o desmazelo do Metro do Porto e da STCP. Enfim, tudo isto e ainda mais! Pergunto-me se ainda assim, como há quem assobie para o lado e tenha a indistinta lata de dizer que o país está melhor!

Não está, nem nunca esteve! Com uma excepção que muito deve orgulhar os irresponsáveis políticos: este país é um diamante para os corruptos!  




1 comentário:

Anónimo disse...

Eu não queria ir tão longe mas já agora dizer que este país até parece a Casa da Irene ou uma Casa de Tia da Linha.
Este país brota de políticos incompetentes, procissões, romarias, corruptos, ladrões, reivindicadores de tudo, e pior, de um povo acomodado, carente, sempre à espera dos afectos do presidente.
Quanto a futebois; os da 2ª circular que são capa de jornais pelo pior, e já agora porque não a Madona que veio dar mais um jeitinho à confusão.

Abílio Costa.