Só os néscios, ou os invejosos, se atrevem a contestar as qualidades de liderança e de gestão de Pinto da Costa no FCPorto. Mesmo se tivera razões para o fazer, custa-me bastante tecer críticas a quem como ele se tornou conhecido pelo muito que fez de bem feito e pelo pouco que fez de mal. E isto, nada tem a ver com fanatismos ou com alienação clubística, porque fora do futebol, tirando casos pontuais, pouco exemplos temos dignos de louvor. De mais a mais, no que diz respeito à região Norte e ao Porto, os casos de sucesso em outras áreas, também são praticamente ignorados pela comunicação social centralista, ou deficientemente publicitados. O Centralismo, não só é um processo retrógrado de governação, como promove a inveja com tudo de importante que se faz longe das fronteiras da capital, seja no futebol, seja na Universidade [a UP, é a melhor do país].
Pelas razões que citei, o constrangimento que sinto a criticar Pinto da Costa é directamente proporcional à força e à convicção que tenho em criticar a classe política. A classe política, além de ineficaz, desonesta e incompetente, tem causado muitos mais danos colaterais ao Porto do que um campeonato perdido pelo Futebol Clube do Porto. Só isto me basta para não lhe reconhecer qualquer serventia. A política ainda está muito longe de dar lições ao futebol. O panorama actual do país testemunha-o.
Apesar disso, há algo que está a falhar na gestão do Futebol Clube do Porto, e que Pinto da Costa como grande líder que é, parece não estar a valorizar, que é a política de comunicação com os adeptos. Nos últimos anos, os comentários da blogosfera portista têm traduzido eloquentemente esse descontentamento. Os sócios e adeptos percebem que o clube não tem uma estratégia de comunicação eficaz, além da voz do Presidente e do Treinador, o que lhes tem causado alguma ansiedade, nomeadamente quando o clube é atacado impiedosamente pelos principais adversários [Apito Dourado, túneis, agressões, etc.].
Vale que, o clube tem sabido atenuar esse problema com uma consistente rotina de victórias em várias modalidades, o que não quer dizer que o resolva. A verdade, é que independentemente do melhor futebol praticado na época passada pelo Benfica, o expediente das agressões usado nos túneis da Luz com a consequente privação de dois jogadores importantes [Hulk e Sapunaru], ajudou e muito o Benfica a vencer o campeonato. Se juntarmos a isso o trabalho de bastidores perpretado pelo antigo Presidente de Disciplina da Liga de Clubes, Ricardo Costa, podemos dizer que foi cozinhado o caldo perfeito para levar o Benfica à conquista do título. E o FCPorto, o que é que fez? Limitou-se a falar para uns microfones "desligados", onde só uma minoria o ouviu, ou para umas câmaras de TV manipuladas pelas respectivas Direcções de Programas... A mentira do Benfica prevaleceu como verdade, e o facto é que venceu.
Vale que, o clube tem sabido atenuar esse problema com uma consistente rotina de victórias em várias modalidades, o que não quer dizer que o resolva. A verdade, é que independentemente do melhor futebol praticado na época passada pelo Benfica, o expediente das agressões usado nos túneis da Luz com a consequente privação de dois jogadores importantes [Hulk e Sapunaru], ajudou e muito o Benfica a vencer o campeonato. Se juntarmos a isso o trabalho de bastidores perpretado pelo antigo Presidente de Disciplina da Liga de Clubes, Ricardo Costa, podemos dizer que foi cozinhado o caldo perfeito para levar o Benfica à conquista do título. E o FCPorto, o que é que fez? Limitou-se a falar para uns microfones "desligados", onde só uma minoria o ouviu, ou para umas câmaras de TV manipuladas pelas respectivas Direcções de Programas... A mentira do Benfica prevaleceu como verdade, e o facto é que venceu.
Ainda assim, há adeptos que continuam optimistas e que acham que esta discriminação pode ser combatida no campo, onde se ganham os jogos, o pior é se, ou quando começarem a perder com mais frequência... Será que o optimismo dos adeptos se manterá? Ou, subitamente inverterão todo esse capital de confiança contra a Direcção e o Treinador?
É por termos de admitir a hipótese de uma nova série de ciladas, ainda mais perigosas do que as anteriores [e consentidas], esquematizadas pelos protagonistas do costume [conspirações e intrigas de toda a espécie], que o FCPorto podia já ter planeado uma joint-venture com uma nova operadora de TV dotada de excelentes recursos técnicos e humanos para se defender da concorrência desleal. Esse investimento poderia ter um retorno positivo não só em termos promocionais para o clube, como simultaneamente debilitaria a agressividade da concorrência. Mais do que a perda de audiências, o rombo nas TVs centralistas notar-se-ia na perda de credibilidade resultante da necessidade de lidarem com o contraditório em igualdade de circunstâncias e meios. As televisões em Lisboa, pública e privadas, são parceiras do mesmo ofício, não são concorrentes, a concorrência é feita praticamente contra o Porto e o resto do país.
Para além das victórias desportivas do FCPorto, aquilo que como portista e portuense mais gostaria de ver realizado, é que a Direcção do clube, ainda no mandato de Pinto da Costa, fosse capaz de gerar um projecto desta natureza, para bem do clube, e do Porto.


