Tantos são os cambalachos a envolver o 1º. Ministro que é realisticamente improvável estar inocente em todos eles. Essa, é a razão pela qual, a discussão técnica das performances governativas deixou de me interessar. Num país completamente virado ao avesso, chega a ser ridículo falar das questões de pormenor da accção governativa, como fazem os jornais com aquela brincadeira das setas para cima ou para baixo... O carácter e a honra, são as primeiras prerrogativas que um governante deve ter, e logo a seguir vem a competência. Sem as duas primeiras, a competência pode ser mal direccionada o que equivale a dizer que pode beneficiar o próprio, mas com prejuízo para o país.
Para mim, repito, até prova em contrário, a política em Portugal é uma fraude, uma aldrabice repetida, e enquanto tal, a minha única preocupação é saber quando é que nos podemos livrar do modelo.
Como se isto não sobrasse, o senhor Sócrates encarregou-se de levantar a fasquia da sua mediocridade, quando disse, com toda a naturalidade do mundo que, era adepto do Benfica e que os portistas não lhe podiam levar a mal por preferir que o Benfica vencesse a Taça da Liga, esse troféu expressamente inventado para o seu clube de coração poder ganhar qualquer coisa.
Pois se assim é, senhor Sócrates, também não me leve a mal por não lhe reconhecer a mínima categoria para ser 1º Ministro. Desculpe, mas se a fortuna me desse o ensejo de necessitar de um motorista, não me leve a mal, mas nunca o escolheria a si. Não é por nada, mas gosto de andar sempre com gasolina no depósito...

