na eventualidade de alguém se sentir incomodado com a repetição dos assuntos aqui debatidos, para o bem de todos, sugiro que navegue para locais mais aprazíveis, porque este espaço não é uma estância de férias, de "yes mens", nem tão pouco, uma imitação da informação regimental vigente. Aqui, os «notáveis», são as pessoas que fazem do Porto a sua segunda pele, e que já perderam a paciência com as elites conformadas do burgo.
Acerca da cruzada centralista contra o FCPorto, e ao Porto, com a cooperação do próprio Estado (a RTP, pertence ao Estado), acolitada com a comunicação social privada, encontrei na caixa de comentários, entre outros, os seguintes comentários:
Kosta de Alhabaite:
«Mas o que realmente me incomoda, é a segunda vaga contra o Clube no que respeita ao Apito Final/UEFA».
«O que faz o nosso Clube? Porquê o silêncio? O que podemos nós, adeptos, sócios, accionistas fazer? Vamos continuar a comer e calar?»
«Mas a culpa é nossa! Só nossa!»
Suponho que estas preocupações já nem sequer merecem comentários, porque elas são legítimas e indignam-nos a todos. A todos, não diria, porque tenho sérias dúvidas, que os benfiquistas do Porto, que gostam de lavar a consciência de traidores, procurando convencer os distraídos que gostam muito do Porto, estão-se nas tintas para uma das suas maiores instituições, isto é, para o FCPorto. Por isso, tenham paciência benfiquistas do Porto, V. Exas. não amam a cidade, porque o FCPorto está para o Porto, como o granito em que ela pousa. Os portistas estão de bem com a cidade, e, apesar do calcário que outrora decorava (e bem) a Avenida dos Aliados, o granito é a nossa pedra autóctone. Quem fica desenquadrado neste «habitat» , não somos nós, são os benfiquistas.
Voltando às preocupações do "Kosta", o que é que então podemos fazer? Ele diz (e com alguma razão) que o FCPorto está calado, e afirma que a culpa é nossa. Será?
Eu insisto - como vem sendo costume, sempre que vejo um conterrâneo meu a auto-culpabilizar-se -, que não é bem assim, que a culpa poderá ser de alguns, não de todos, porque os nossos poderes, como estamos fartos de constatar, são limitadíssimos, caso contrário, não teríamos escrito tanto sobre o assunto, como agora mesmo o fazemos e se constata. É pela mesma razão, que não me canso de repetir a urgência de rectificar esta Democracia. É uma democracia disfuncional, como se vê, não nos iludamos.
Uma das iniciativas que pessoalmente subscreveria (e, imediatamente), isto para responder á pergunta de Alhabaite, seria mover uma acção contra o Estado português, já que se demitiu de arbitrar esta situação e se constituiu, ele mesmo, num dos principais suspeitos. Mas, pergunto: teremos nós recursos legais e financeiros para o fazer? E o FCPorto, que tem dinheiro e uma competente equipa de advogados, por que não o faz?
Outra dica que já aqui deixei no ar para reflexão, e até (quem sabe), como eventual alternativa de emprego para muitos portuenses, foi a possibilidade de reunir fundos para constituirem uma sociedade ligada à comunicação social (um jornal), com gente da casa, assumidamente portuense e portista. O mercado existe, está à nossa espera, porque o oportunismo e a falta de coragem de alguns jornalistas, inconscientemente, trataram de o gerar.
O desafio está lançado. O mais difícil (como sempre), é arranjar o dinheiro. Mas, pensem bem, pela positiva, e digam de vossa justiça.

