Sei ao que me arrisco dando a cara por confrontar e criticar, sem papas na língua, as várias autoridades públicas. É que, aquele respeito que por princípio é devido a qualquer pessoa, seja qual for a sua classe social, perde o prazo de validade e o sentido quando a reciprocidade não se faz notar. E a reciprocidade do Estado, na pessoa dos seus representantes, em termos de respeito e consideração para com os cidadãos do Porto, é coisa que não se vê nem se sente. Bem pelo contrário, vem ganhando a forma de uma indecorosa provocação.
Vai daí, que não me perturba nada ser incomodado pelos tribunais portugueses por assumir publicamente que não tenho pingo de respeito pelas mais altas autoridades deste país, desde o 1º. Ministro, passando pelo incompetente Procurador da República, ao figurativo Presidente da República, terminando na circense Assembleia da República . Nenhuma destas autoridades me merece qualquer credibilidade. E depois? Prendam-me, agora mesmo, em vésperas do Natal! Mostrem a vossa coragem elitista [e sulista] e provem-me que não tenho razões de sobra para fazer estas afirmações!
Para que servem todas estas pessoas e entidades se, não sendo de todo ignorantes, tendo o dever de acompanhar o que se passa no Norte do país [a região que mais tem empobrecido], de saberem do flagelo que os sucessivos Governo Centralistas têm vindo a causar na qualidade de vida destas populações, são incapazes de dar um murro na mesa e dizer basta?! Para quê? Digam-no, mas sem embrulhar a argumentação em papel de veludo, nem prosapiar a lábia.
Desçam à terra e provem-me em que é que vos sou inferior? Num particular aspecto não sou, posso garantir-vos. Querem que vos diga? Pois aí vai: na honestidade, meus senhores. Dou-vos cabazada, como costumam dizer os arrogantes do clube que V. Exas. tanto se esforçam por proteger e afastar das mãos da Justiça. Então o que é que vos mantém no Poder, posso saber?
Primeiro tentaram destruir o único bastião de resistência na cidade do Porto, O Futebol Clube do Porto, contratando todo o tipo de escroques, de jornalistas a políticos e investigadores, para inventarem sustentação jurídica para anular o seu cérebro: Pinto da Costa. Agora, roubam-nos um evento como a Red Bull Air Race que, não sendo a solução para os nossos inúmeros problemas sempre era uma lufada de ar fresco para a economia da cidade já tão depauperada. Que mais nos querem roubar? A alma? O que é que o Estado português quer, afinal? Tornar-se na fonte de movimentos independentistas? É? Ao menos digam-no, que é para nos prepararmos, para não nos apanharem desprevenidos [como cobardemente costumam fazer nos túneis de um certo clube...].
A todos os representantes do Estado português e seus defensores, desejo um péssimo e infeliz Natal. Sem excepção.
Nota:
Aos leitores, amigos, e portuenses de corpo e alma, reitero os votos sinceros de uma boa consoada. Se for parar à cadeia por favor não levem cigarros nem criancinhas. Eu não fumo, nem sou pedófilo...

