Escrevi ambas, porque o perfil psicopático de Carolina já não constitui notícia para ninguém, mas o de Maria José Morgado, há medida que o fracassado processo Apito Dourado foi desafinando, tem vindo a revelar-se cada vez mais suspeito para a opinião pública portuense.
De facto, não passa pela cabeça de ninguém minimamente equilibrado, sobretudo com a responsabilidade de uma Procuradora Geral Adjunta, alegar ter falado com uma das principais figuras do processo por razões humanitárias e [pasme-se!] por consideração ao agente *Sérgio Bagulho. Se fôr para levar a sério tais declarações, passaremos, desde logo, a ter a certeza que todos podemos em qualquer momento, caso uma imprudência circunstancial nos leve à barra do Tribunal, contactar pessoalmente com um alto responsável do Ministério Público, por razões humanitárias! A não ser que as razões humanitárias de Maria José Morgado sejam sulistas, elitistas e muito pouco liberais... Para ser sincero, a mim, é o que me parece que são.
Esta senhora só ainda está em funções e não foi ela própria submetida a um rigoroso inquérito disciplinar por instâncias superiores, porque estamos num país onde as pessoas acreditam que votar é testemunho de sentido de responsabilidade cívica. Que me perdoem os leitores que foram votar, mas eu, reafirmo que não é testemunho de coisa nenhuma! Este país não precisa de eleitores, precisa de uma revolução a sério [ai, o que eu fui dizer]. Alberto João Jardim, estou contigo! Viva a Madeira!
*Ainda que mal pergunte: qual é a diferença entre "consideração" e tráfico de influências? Esta situação é, ou não, discriminatória? É, ou não, altamente condenável?

