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04 março, 2012

Os chantagistas do Benfica, os "jornalistas", e a subserviência dos dirigentes desportivos

Qualquer observador atento às coisas do futebol, fora das 4 linhas, já terá percebido que há uma diferença de tratamento da parte das órgãos disciplinares da Liga, e da Federação Portuguesa de Futebol, em relação aos presumíveis infractores, consoante os símbolos dos clubes representados. Podíamo-nos ficar pela inenarrável conspiração [do Apito Dourado] urdida pelas hostes benfiquistas contra o FCPorto - cinicamente transformada em processo de investigação criminal -,  que as instâncias superiores da Justiça acabaram por desmascarar e reduzir a pó, ainda que tardiamente, mas isso seria beneficiar a pulhice, porque a saga persecutória contra o FCPorto continua, e está bem viva.

Se quiserem fazer um teste ao que acabo de afirmar, estejam atentos à reacção dos órgãos disciplinares do futebol, face às declarações produzidas por Luís Filipe Vieira e Jorge Jesus, em relação à arbitragem do jogo de sexta-feira que, como bem sabem, mereceram, em casos semelhantes, célere punição a vários membros do FCPorto [incluindo ao próprio Presidente], por eventuais acções incorrectas bem menos gravosas. Veremos se me engano, ou se desta vez a Justiça federativa actuará sem demoras, nem cedências, às chantagens desse malfeitor, disfarçado de dirigente desportivo, que não tem pejo em afrontar a autoridade do Estado sempre que vê a vida do Benfica a andar para trás. Se me enganar, óptimo, poderá querer significar que alguma coisa estará a mudar para melhor no seio dos novos corpos dirigentes da FPF, mas suspeito que não é isso que vai acontecer.

Curiosamente, com tantos comentadores desportivos debruçados em regime de exclusividade sobre o golo da victória do FCPorto, supostamente marcado em offside, não apareceu ninguém a criticar o comportamento anti-desportivo dos dirigentes do Benfica por permitirem, mais uma vez, que a sua equipa entrasse em campo de mão dada com crianças vestidas com o equipamento da própria equipa, em vez do equipamento da equipa adversária, como se faz  no mundo civilizado do futebol internacional. Fair-play é coisa que aquela gente não faz ideia do que seja, e contudo, os seus correlegionários da comunicação social ainda são piores.

É por essas, e outras, que os jornalistas gozam de péssima reputação junto do público, e que, quando abrem a boca para "moralizar", ele já não lhes dá muito crédito, e até faz por proteger as vias respiratórias para não se deixar intoxicar.

As irregularidades, sejam elas quais forem, passam-lhes sempre ao lado desde que sejam os dirigentes do clube do regime a praticá-las. Mas, o que não fariam estes mercenários da comunicação, estes cancros malignos do jornalismo, caso fosse o FCPorto a ter o mesmo comportamento?! Além do mais, também lhes passou despercebidos [imaginem só!], os muitos jogos em que o Benfica foi claramente beneficiado pelas arbitragens, com golos marcados em nítido fora de jogo, e penaltis não marcados a favor dos clubes adversários, daí resultando a vantagem que tinha sobre os mesmos. Nisso não falam eles! Ó falas! São demasiado desonestos e corruptos para o fazer! Disso, não tenho eu qualquer dúvida!