Mostrar mensagens com a etiqueta Urbanismo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Urbanismo. Mostrar todas as mensagens

29 novembro, 2011

Alteração ao contrato para projecto da avenida Nun’ Álvares foi aprovada

Via vai ligar Praça do Império à Avenida da Boavista.
A Câmara do Porto aprovou esta terça-feira, com a abstenção do PS, a alteração do contrato para o desenvolvimento e conclusão do projecto para o loteamento urbano e projectos de Urbanização da avenida Nun´Álvares.

A proposta surgiu no seguimento de uma recomendação do Tribunal de Contas sobre a concretização das datas do acordo.

De acordo com o documento agora aprovado, o prazo de execução das obras de urbanização “não poderá, em circunstância alguma, ser superior a 3 anos”, contados a partir da data da respectiva licença ou aprovação.

Caso a obra não seja iniciada nos 3 anos seguintes à aprovação dos projectos, o prestador de serviços fica “liberado da acessória técnica em fase de execução das obras”, acrescenta-se no documento.

A alteração feita ao contrato, celebrado em Agosto de 2011, determina ainda que António Marques, a que o serviço foi adjudicado, passe a ter 135 dias para a conclusão do ante-projecto e elaboração do Estudo de Impacte Ambiental.

Para a elaboração do projecto de loteamento, o adjudicatário fica com 45 dias a contar da data da comunicação da aprovação da fase anterior, seguindo-se o prazo de 120 dias para elaboração dos projectos e obras de urbanização.

A câmara aprovou, a 24 de Maio de 2011, a adjudicação e aquisição de serviços com vista à construção da Via Nun’Álvares.

O processo foi remetido para o Tribunal de Contas, que, “em sede de pedido de esclarecimentos”, solicitou que se fizesse “constar do clausulado, ainda que por adenda, e de forma concreta, a data de início e termo do contrato”.

Na proposta, a autarquia explica que “o conteúdo da adenda solicitada por aquele Tribunal não é mais do que a transcrição da cláusula 9.ª do Caderno de Encargos conjugada com a proposta adjudicada”, em nada alterando, por isso, “o conteúdo dos documentos aprovados”.

Cronologia

Em Maio, a autarquia decidiu entregar o projecto de loteamento e urbanização da futura Via Nun’ Álvares ao arquitecto António Marques, numa adjudicação por 552,5 mil euros e prazo de execução de 10 meses.

António Marques apresentou uma das 5 propostas finalistas do concurso público (selecionadas de um lote de 12 propostas) e terá sido o candidato que melhor se adequou às sugestões do júri.

Foi em Dezembro de 2009 que a Câmara do Porto decidiu abrir um “Concurso de Concepção para a Elaboração do Projecto do Loteamento Urbano e dos Projetos das Obras de Urbanização da Avenida Nun´Álvares”.

O projecto da Via Nun’Álvares e da envolvente abrange uma área superior a 30 hectares nas freguesias de Nevogilde e da Foz.

[Fonte: Porto24]

13 janeiro, 2009

B. E.- Bloco, é a favor das favelas?


Clique sobre a imagem do texto para ler
O Rui Farinas já aqui abordou este assunto. Hoje, é a minha vez.

Nesta trapalhada, com vários protagonistas, não há ninguém inocente. Os primeiros, são as pessoas que, sem qualquer critério urbanístico e sem a devida licença de construção (vá-se lá saber,passada por quem), decidiram construir na escarpa da Serra do Pilar, as suas próprias residências.
A seguir, são as autoridades públicas (Ministério das Finanças e Câmara de Gaia) que negligentemente não foram capazes de se entenderem, na hora certa, sobre quem manda em quê. Deviam ter definido qual a responsabilidade que cabia a cada organismo e quem tinha o dever de vigiar aquela área e impedir o crescimento daquela favela terceiro mundista.
Os residentes queixam-se, e aqui, com alguma razão, que a Câmara de Gaia apesar de considerar as casas ilegais, não deixou de lhes cobrar as respectivas taxas camarárias como se fossem legais.
Subitamente, entra nesta confusão, o parecer do LNEC (Laboratório Nacional de Engenharia Civil), que recomenda a evacuação urgente das pessoas daquelas casas por questões de segurança. Para compor o ramalhete, ficamos agora a saber que a área em causa (imagine-se), insere-se numa zona considerada Reserva Ecológica Nacional!
Para terminar entram em cena os partidos políticos (Bloco de Esquerda e PSD) a acusarem-se mutuamente, em lugar de procurarem consensos por forma a solucionarem o assunto. Uns (BE), afirmam que a verdadeira intenção da CMGaia reside no interesse de ali construir empreendimentos imobiliários, e os outros (PSD/Câmara) juram a pés juntos que não.
Afinal, aonde é que começa e acaba a responsabilidade de todos os intervenientes? O problema é muito antigo. Não foi a actual autarquia nem a que lhe antecedeu quem deu o primeiro empurrão para a anarquia urbana que impera naquela zona, mas alguém foi. Disso, não há duvidas.
E então, o que é que se vai fazer agora? Colocar uma pedra no assunto (como convém aos prevaricadores) e deixar tudo como está? É claro que, para esses, este regime "democrático" encaixa que nem uma luva, assim é que está bem. É uma maravilha, gostam de lhe chamar: tolerância. Pudera!