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Uma semana e pouco depois de um interregno sem postar, com o Prelúdio em E menor de Chopin a pautar o silêncio, aqui estou de novo pronto para a "guerra". Como informei, razões pessoais inadiáveis estiveram por trás do meu afastamento, ocupando-me praticamente o tempo todo, tornando impossível dar continuidade a esta tarefa.
Apesar disso, deu para me aperceber, lá mais para o fim da noite, com uma passagem rápida pela televisão, que os debates políticos se intensificaram com a mediocridade do costume.
Se pelas razões acima apontadas não tive tempo para assistir a estes espectáculos enfadonhos, também começo a não ter paciência nem interesse em vê-los. Já estou cansado da cara e da conversa repetitiva da maioria dos protagonistas e daquela arrogância patética de quem sabe que para convencer é preciso parecer sério, mas nem isso já conseguem fazer.
Com uma ou outra excepção, tenho dos políticos uma fraca imagem de seriedade e com uma baixíssima formação moral. Continuam sem dar sinais de mudar e isso é o pior, porque é mais complicado serem os cidadãos a apontar-lhes o caminho quando eles se recusam a segui-lo. A Regionalização podia ser um desses caminhos, mas eles não querem. Agora, como precisam de cativar eleitorado, lá voltam eles à baila com a Regionalização, mas creio que até o cidadão mais distraído percebe o oportunismo deste interesse "sazonal".
Vou, por isso falar da selecção de futebol. Ou, melhor, vou deixar um recorte de uma carta que escrevi para o jornal O Jogo [antes de se ter vendido a Lisboa], para recordar o tempo passado a tecer elogios às qualidades técnicas dos jogadores portugueses [refiro-me só aos de origem], em que a expressão génio era usada e abusada pelos "jornalistas" do regime sem notarem naquilo que estava - e está -, à vista de todos: técnicamente nós somos uns aselhas a chutar à baliza.
ps - desculpem a qualidade da imagem, mas como podem verificar, a notícia tal como o problema em questão, já é velhinha. Esta carta foi publicada no O Jogo, em Outubro de 1995 mas podia ter sido dez, vinte, ou 30 anos antes...

