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12 julho, 2009

Um vómito chamado Benfica

Todos os anos é a fanfarronice do costume. O campeão é o FCPorto, mas é ao Benfica que os media em geral, concedem toda a primazia. É um facto. É sempre assim e, não é um problema de somenos importância, é, pelo contrário um assunto muito grave a que urge pôr fim. Entretanto, é sempre bom lembrar que o senhor Salazar, o ditador cuja largura de costas serviu de álibi para muita e variada asneira democrática, já morreu há quatro dezenas de anos... Malgrado o facto, o desrespeito pelo clube do Norte e pelos seus imensos adeptos é tão libertino e desafiante, que nem sequer se dão à maçada de nos explicar como é que tal comportamento convive em boa consciência com as mais elementares regras da Democracia. Bem podemos esperar, que não se faz luz naqueles democráticos espíritos, excepto a Luz daquilo que deveria ser o estádio de um suposto clube de futebol.
A imbecilidade dos media adquire tamanhas proporções que nem se dão conta dos tiros sucessivos que dão nos próprios pés. Começam sempre as pré-épocas, com mariquices e exibicionismos em torno das contratações de jogadores, misturadas com apreciações individuais e colectivas ao "nível" dos galácticos do Real Madrid [passe o exagero]. Conforme costumam noticiar, cada jogador que entra [ou está para entrar] no Benfica, realiza um sonho pré-natal, uma espécie de Euromilhões formatado em paixão clubística. É extraordinário, como um clube praticamente desconhecido na Europa e no Mundo, com um inexistente currículo de sucessos nos últimos 30 anos, "consegue ser" o sonho da vida de tantos jogadores de outros continentes! Só é possível acreditar nesta publicidade vigarista [com a cooperação do próprio Estado], se lá pelas Américas do Sul, estiverem proibidas notícias sobre clubes como o Barcelona, o Manchester U., o Liverpol, ou o FCPorto!
A gabarolice, da mais repugnante que nos foi dado observar em qualquer outro ponto do planeta, empurra-os para um precipício interminável onde, mais tarde, o ridículo acabará invariavelmente por se transformar numa bomba, explodindo-lhes nas próprias mãos. Aquela gente está tão embrutecida, que se mortifica com masturbações de vaidade em vez de se animar com expectativas assentes numa política de organização séria e comedida [à Porto].
Como é possível, vender-se um produto com uma chancela de qualidade adquirida antes mesmo de ter passado pelo respectivo controlo? Por outras palavras: como é possível que jornais e televisões afirmem à boca pequena que Jorge Jesus É o MELHOR TREINADOR português sem ainda ter ganho nada? É possível sim, no mundo surreal e patético do Benfica, ou do Centralismo [vai dar ao mesmo]. Parece até, que o José Mourinho já foi a enterrar [salvo-seja]... e que o Jesualdo Ferreira nunca ganhou nada! Há, nestes manifestos de total desonestidade, para lá da própria farsa, uma sonegação sistemática da realidade e do mérito. Isto, em absoluta impunidade.
Pois bem, para nós portistas, até nos dá jeito que continuem a afogar-se nesse mar de paranóia crónica, porque tiramos sempre dividendos de tanta estupidez repetida. Mas atenção, se passadas as primeiras jornadas de erecção matinal, os resultados não corresponderem à genialidade das expectativas, podemos estar certos que de alguma gaveta de um juizeco benfa sairá a segunda série de um processo qualquer, contra o nosso clube e Presidente.
Vai uma aposta? Se isso voltar acontecer, meus caros, só nos resta levar à letra o inofensivo chavão: nós só queremos Lisboa a arder! Será a última oportunidade dada à justiça portuguesa para mostrar que existe, que não anda distraída, e que é de facto, como diz: cega!