10 abril, 2015

Nojentos e hipócritas

Há no país, um determinado grupo de figuras públicas com o condão de me desinteressarem radicalmente de tudo o que dizem, ou fazem. Corrijo! Há uma excepção:  que é ouví-las dizer que tencionam sair do país para sempre, ou  simplesmente desaparecer...

Falei em desinteresse, mas talvez me tenha exprimido mal. É mais uma espécie de temor de contaminação por proximidade. É o mesmo sentimento que temos com as coisas más, como o cancro, a sida, as máfias, ou com a própria morte. Grande parte dessas pessoas, são políticos com funções governativas, embora não o mereçam. Quando tal gentinha surge de rompante no écran da tv rodeada de repórteres, primo rápida e instintivamente o botão de comando para mudar de canal, como se de uma epidemia virosa se tratasse. Cito apenas dois exemplos: Passos Coelho e Cavaco Silva. A única diferença entre eles e uma virose, é que para certas viroses ainda podemos ter remédio...

No tempo da outra senhora, de Salazar a Caetano, aquilo também era uma hipocrisia, monótona e cinzentona. Sabíamos que era uma farsa, que não podíamos dizer abertamente o que pensávamos, mas não esperávamos nada de novo porque as coisas eram mesmo assim. Mas ninguém nos dizia que vivíamos numa democracia. Agora, a ditadura é outra, vestiu a roupagem da democracia, e em vez da PIDE, usa as escutas, a informática e a autoridade tributária para nos espiar. E em vez das armas, usam os votos. Em vez das balas, usam os impostos e o saque às reformas.

Nunca, em tempo algum, seria capaz de mexer uma palha para lutar por um país com tão miseráveis comandantes. Oxalá um dia não precisem de mim, para defender a "pátria" (Lisboa, segundo eles), porque saberei muito bem de que lado estarei.


2 comentários:

marujo88 disse...

Nojentos hipócritas, e vigaristas acrescento eu, também já não consigo ver a cara desses vigaristas, o país está a ir ao fundo e não há bóia que nos salve, continuam a vender o país aos bocados por um preço abaixo de saldo, quando já não houver mais nada para vender vão fugir como fez o Barroso. Não vir por aí uma peste do politico que os matasse a todos.
Abraço
Manuel da Silva Moutinho

Anónimo disse...

Mudaram as moscas varejas mas a trampa é a mesma.
Salteadores de bens nacionais, que vendem a nossa riqueza a piratas amarelos e a nazis.
Quem tem este tipo de Trampa a mandar nos nossos destinos, sujeitasse a vir a ser uns miseráveis, um povo de esmolas.
Estamos muito bem servidos por charlatões, vigaristas e lesa pátria.
Estamos sempre prontos a dar os nossos bens, o nosso sacrifício, para que nunca lhes falte nada.
Tudo a bem da Nação.

Abílio Costa.