09 novembro, 2015

Antes da política, o meu FCPorto

Layún, um dos melhores em campo


Não precisava de dizer isto. Mas para que não fiquem dúvidas na memória de alguns, vou repetir-me: sou portista, portuense, nascido e criado na freguesia de Santo Ildefonso. Hoje em dia, sinto-me, assumida e orgulhosamente mais portuense que português (que querem, são os efeitos colaterais de 40 anos de centralismo). Já fui sócio do FCPorto por várias vezes. Actualmente, não sou sócio de clube nenhum. Nem o meu portismo, nem a minha condição de sócio, me impediram de me inscrever sócio do Boavista, e mais tarde do Estrela Vigorosa e Sport, unicamente para jogar ténis, como amador, claro. Fossem os  boavisteiros, portuenses assim...

Também gostava que o Porto Canal fosse mais portuense, que conveniente. Só que isso não depende de mim, depende de quem o administra e gere. Não é nesse espírito "mesmista" que me revejo. Ser portista, não é dizer que somos os maiores, que jogamos bem, quando estivemos 70 minutos para marcar um golo a uma equipa com um orçamento muito inferior ao FCPorto. Como mais uma vez se pôde constatar, a bipolaridade exibicional entre a Champions e a Liga é um facto. Ontem conseguimos ganhar. Na jornada anterior, com o Braga, deixámos 2 pontos em casa, perdemos a liderança e não marcamos um único golo. 

Pela enésima vez, Lopetegui ofereceu 45 (+25) minutos ao adversário, e isto não devia repetir-se, mas repete-se. É taxativo.

Lado positivo de Lopetegui: a capacidade de corrigir erros próprios durante os jogos. Lado negativo: hipotecar a ideia da rotatividade, com riscos desnecessários, como sucedeu ontem, ao meter dois medios defensivos e um criativo recém-lesionado (Brahimi) com características pouco indicadas para aprofundar o jogo. Brahimi é um jogador talentoso, mas prende demasiado a bola e ontem percebia-se que não estava na melhor forma. Não surpreende pois que os passes para trás e para o lado voltassem a estimular os assobiadores de serviço do Dragão. Sou completamente contra os assobios indiferenciados, como sabem, mas será este modelo de jogo irritante e perigoso a melhor maneira de os calar?

Resumindo, e para concluir: não gostei nada da 1ª. parte, pelas razões já referidas e também pela lentidão imprimida, pela fraca pressão, principais responsáveis pelos maus passes e pelas descontrações. Gostei do resultado, claro. Mas em vez de ter sentido gosto pelo futebol praticado (como com o Maccabi Tel Aviv), sofri, irritei-me, desatinei. Não quero ver futebol para ter menos prazer que arrelias. Portanto, apesar da victória, continuo pouco optimista.

1 comentário:

Anónimo disse...

Para alem de algumas coisas menos boas no futebol que praticamos, tem toda a razão em estar pessimista. Veja o que está acontecer com os Kalimeros, têm sempre um empurrãozinho dos àrbitros quando as coisas estão correr menos bem, e, o presidente calimero Brutus continua a sua saga do bota/abaixo.
Eu também já ando a dizer à muito tempo, que olhando ao centralismo que temos doentio, que antes de ser Português sou Portuense.
Vamos aguardar com calma que as coisas melhorem, e que os dirigentes do FCP tenham novidades e usem o Porto Canal...

Abílio Costa.