06 novembro, 2017

Sofia Coppola no arranque do Porto/Post/Doc


Image de Sofia Coppola no arranque do Porto/Post/Doc
Nicole Kidman

‘The Beguiled’ será exibido no grande auditório do Rivoli, pelas 21h30.
A sequela do filme promovido por Al Gore, ex-vice-presidente dos EUA durante os mandatos de Bill Clinton, sobre alterações climáticas e um documentário sobre a cantora e modelo Grace Jones são outros dos destaques do Porto/Post/Doc deste ano citados pelo organizador Dario Oliveira.
‘Uma Sequela Inconveniente: A Verdade ao Poder’, de Bonni Cohen e Jon Shenk enquanto sequela do premiado ‘Uma Verdade Inconveniente’, é exibido no dia 30 de novembro e trata-se de “um filme que urge ver”, segundo Dario Oliveira.
O documentário ‘Grace Jones: Bloodlight and Bami’, de Sophie Fiennes, que passa dia 2 de dezembro, às 21h30, no Rivoli, é outro dos filmes apontados por Dario Oliveira e que aparece na secção Transmission (cinema cruzado com a música), sendo “muito mais do que um ‘biopic’” da cantora.
‘The Unseen’, do checo Miroslav Janek, exibido dia 1 de dezembro, pelas 16h30, no pequeno auditório do Rivoli, é outro dos destaques.
“É um filme inesquecível em que o Miroslav Janek acompanha uma escola de cegos a quem é distribuída uma máquina fotográfica e os miúdos fazem o registo diário das suas atividades. Como eles dizem, em determinado momento do filme, para que as outras pessoas saibam o que é o dia-a-dia deles. É um filme que retrata um quotidiano com uma poética de cinema e com uma franqueza impressionante”, resume Dario Oliveira.
O Porto/Post/Doc conta com uma competição internacional com 12 filmes e vários programas paralelos a decorrerem no Rivoli, no Passos Manuel, na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto e no Maus Hábitos.
No âmbito do programa ‘Highlights’, é exibido também em antestreia um dos filmes-sensação de Cannes deste ano: ‘120 Battements par Minute’, do marroquino Robin Campillo.
Há ainda um programa especial dedicado ao tema do Arquivo e Memória, criado em parceria com o Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, para exibir filmes recentes que utilizam material de arquivo, de onde se destaca o foco dedicado ao centenário da morte de Jean Rouch, “o revolucionário e grande amigo da cidade do Porto e de Manoel de Oliveira”, explica Dario Oliveira.
Com um orçamento atual que ronda os 130 mil euros, o festival espera agora pelo resultado dos apoios para o triénio 2018-2020.
Apostar na programação e, particularmente, num projeto educativo são outras prioridades, porque a “alfabetização a partir das imagens é fundamental neste momento”, afirma Dario Oliveira.
(Porto24)

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