05 dezembro, 2017

Tudo devia uní-los, agora mais do que nunca!


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Estádio do Dragão


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Câmara do Porto












Nunca fui muito à missa  das redes sociais. Cheguei a abrir conta no Facebook assim que apareceu na Internet, mas cedo me apercebi que não era um modelo de convívio da minha preferência. Depressa percebi  que tinha mais visibilidade do que o blogue isolado, mas era uma visibilidade leviana, muito condizente com o conceito de "amigo" dessas mesmas redes. Além de que teria de perder muito tempo a livrar-me dos comentadores imbecis.

Esta opção tem os seus inconvenientes, que é ficar com os contactos um pouco condicionados, impossibilitando-me uma aproximação directa com quem prefere comunicar nessas redes. Por outro lado, um blogue é algo mais privado, mais intimo, mais dirigível. Por mim, prefiro ter mais visitas, que comentários, embora estes últimos sejam sempre bem-vindos, desde que venham por bem, ou para criticar com seriedade e respeito. Nas redes sociais há muita gente, mas também muita anarquia e muita vaidade à mistura. Em suma, para mim: pouco recomendável.

Mesmo assim, nada me impede de continuar a dizer o que penso de um país anão, em tamanho e dignidade, como o nosso. Neste momento penoso para os portistas em particular, precisamos de respostas vindas de quem devia e podia fazer mais, e não as temos. 

Na presidência do FCPorto continua a política da rolha. A Câmara do Porto prossegue numa gestão cautelosa de eventuais acusações promiscuas com o clube, resultante do "síndrome" Rui Rio, com Lisboa sempre à espreita de um deslize para, como é costume, debitar moralidades pífias. 

As relações das duas instituições mais populares da cidade, são aparentemente boas, mas tardam a unirem-se nas causas comuns. As chamadas elites da cidade e da região, continuam afastadas, limitando-se a alguns tímidos comentários de circunstância muito passageiros, ou a um oportuno artigo anti-centralista envergonhado. E contudo, o centralismo continua a crescer, com mais e mais ferocidade e prepotência (Portugal democrático)...   

Numa relação de estranha ambivalência, com portistas próximos, mas ao mesmo tempo tão afastados, não resisto à tentação de deixar no ar algumas questões a figuras públicas da cidade, assumidas como portistas, sobre a coerência entre o que são, e o que fazem.

Começando pelo Porto Canal, e pelo FCPorto, seu principal proprietário, gostaria de saber o que os responsáveis pensam do actual Jornal de Notícias. Se já perceberam a viragem pró-centralista do respectivo alinhamento editorial (que é assustadora), ou se não. E caso tenham  percebido, saber se tencionam continuar a considerá-lo uma excepção à regra - como já ouvi - em comparação com os jornais e televisões de Lisboa! Não suporto ouvir elogiar o JN, quando é mais um jornal fundado no Porto, em vias de extinção. Pior, é uma administração de um jornal que foi do Porto a querer enganar os portuenses, impingindo-lhes mais Lisboa! Queria saber se têm opinião, ou se há alguém com a rolha a abafar-lhes a voz. Curiosidade...

Depois, individualizando um pouco, perguntar a Miguel Guedes (é só um exemplo) se é a avença que recebe do JN que o inibe de se afastar de um jornal apostado em ser mais contra, do que a favor dos interesses da cidade, e dos seus leitores. Quem diz Miguel Guedes, diz todos os portuenses e portistas (porque conheço poucos portuenses benfiquistas que não sejam centralistas) que lá continuam a escrever, desde políticos, jornalistas, reitores universitários, ex-vereadores, etc., e tal.

Questiono estas pessoas, porque acho que para escrever artigos anti-centralistas, não é preciso receber dinheiro em troca. Também eu aqui escrevo há alguns anos, não é de agora, e ninguém me paga para o fazer. Mas a verdade, é que também ninguém restringe o que redijo. Sou livre, porque sou dono da minha própria liberdade, não a hipoteco a nenhum Joaquim Oliveira, ou Proença de Carvalho, e muito menos a peço a ninguém. 

Num jornal como o JN de agora, não é por isso grande façanha escrever contra o centralismo, com um Conselho Directivo empenhado em reforçar esse centralismo com todas as letras do alfabeto. Há portanto aqui  alguma incoerência nos desideratos dos colunistas do Porto, admitamos... Sim, porque se um intruso penetrar na "minha" casa, sem o meu consentimento, não me parece boa política resolver o problema deixando o intruso nela permanecer, dizendo-lhe por escrito (ou pessoalmente) que se deve afastar. Até porque não acredito que os leitores do JN, e sobretudo quem nele escreve, não se tenham apercebido do rumo que o jornal está a levar, e se sintam confortáveis a cooperar nele nestas condições. O JN actual aparenta matriz pidesca. É assim, com o rebuçado da avença, que os centralistas calam as chamadas elites, e outra figuras do burgo.

Mas, tenham paciência, o caminho não é esse. Segui-lo é entrar no jogo centralista, não é combatê-lo. Opiniões condicionadas e contrapostas por alinhamentos de raiz centralista, são opiniões mancas. Só assim se explica a passividade dos portuenses. Falam da história da cidade, evocam os seus heróis, validam as suas gentes, mas são incapazes de os imitar, não por mimetismo serôdio, mas porque é preciso, não só repudiar, como banir de vez, o que, e quem, nos quer mal.  

2 comentários:

  1. As elites do Porto não prestam, são uns engraxadores, uns oportunistas que estão sempre à espera que os gajos de lisboa deixem cair uns ossos para eles comerem, o Júlio Magalhães está no Porto Canal a tratar da vida dele e a Direcção/SAD do FCP não os incomodem por querem dormir.
    Os que lutam são sempre os mesmos, mal vai o mundo
    Abraço

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  2. Nem parecem gente do Norte, andam todos olhar para o seu EGO, alguns até me fazem lembrar aquela frase " Quanto mais me bates mais eu gosto de ti". Esta gente, desde políticos, empresários e alguns notáveis da nossa praça só aparecem quando lhes dá jeito. Eu penso que este comodismo é fruto da idade, está tudo velho e olharem para sua barriga.
    O Porto precisa de gente Nova com sangue na guelra para lutar contra Ladrões Centralistas Lesa Pátria deste País tanto na política como no desporto.

    Abílio Costa.

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Abrimos portas à frontalidade, mas restringimos sem demagogia, o insulto e a provocação. Democraticamente...