22 fevereiro, 2018

É proibido proibir...

Bela expressão esta, talvez a mais utópica e venenosa da Democracia. Senão vejamos: são, ou não são os jornalistas quem mais se agarram a esta treta, e simultaneamente quem mais a usa como ferramenta chantagista para fazerem o que bem entendem?

Ainda só passaram poucos dias, lá estavam eles, em uníssono, em todos os canais de tv a fazer o choradinho do costume, acusando o presidente do Sporting de ditador, de ser contra a liberdade de expressão, quando todos sabemos do currículo corporativista e anti-democrático que lavraram pela sua mão , ao fazerem do resto do país uma colónia de Lisboa.

Não é que Bruno Carvalho seja para levar a sério, porque é mais um vigarista disfarçado de homem de barba rija, mas os jornalistas não são mais respeitáveis. Vejam lá a diferença que há entre a forma como abordam os casos relacionados com o FCPorto comparados com os clubes de Lisboa. Aliás, por que se admiram que a má reputação de que gozam esteja tão radicalizada na sociedade se os melhores profissionais não ousam demarcar-se dos que os envergonham?

O caso mais recente saiu hoje nas 1ªas capas dos jornais com a decisão do Tribunal da Relação considerar ilícita a divulgação dos emails benfiquistas como se tratasse de uma absolvição. O JN, o mesmo jornal que serve de cópia ao telejornal do Porto Canal trazia este título: "Juízes calam FCPorto no caso dos emails". Estão a perceber o sentido destas aberrações entre a fonte de informação e o destinatário? Será que o FCPorto não tem nada a ver com o Porto Canal? De onde vem o capital do Porto Canal, quem paga os salários ao pessoal? Será o Jornal de Notícias? Responda quem sabe, e explique quem pode. 


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