09 abril, 2018

Sugestões de um portista amador

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Rosemond Gérard

A victória de ontem do FCPorto sobre o Desportivo das Aves foi justa, e de uma importância inadiável. Houve muito empenho e velocidade, mas também muita atrapalhação nos passes e na materialização de golos. Pelo que se viu, a ansiedade ainda não foi totalmente ultrapassada.

Depois do que tem acontecido ao FCPorto internamente, e nos bastidores que controlam o desporto - em particular no futebol -, torna-se injusto, e excessivo, exigir demais dos nossos atletas. Volto a realçar um dado importante, que este cenário tem afectado todas as modalidades. Só para termos uma ideia bem significativa, basta comparar as dificuldades que a nossa excelente equipa de hóquei tem, quando defronta o Benfica em jogos arbitrados por árbitros portugueses, e quando entram árbitros estrangeiros. E não estou a citar isto só porque ganhámos o último jogo com uma diferença de 7 golos (9-2), mas por outra razão, que tem a ver com o uso e abuso dos jogadores benfiquistas do jogo sujo, da simulação de faltas, que funciona como uma espécie de carta branca para os árbitros as marcarem contra o FCPorto, sem terem efectivamente acontecido.  É só isto, e já é muito... Cenas destas ocorrem praticamente em todas as modalidades, umas vezes de forma mais evidente, e outras mais "elaboradas", mas são um facto. 

Regressando ao futebol, e sem proteccionismos clubistas, os atletas são os menos culpados pelos atropelos às leis do jogo que em grande medida têm afectado tanto os resultados desportivos, como a sua condição de profissionais. As últimas exibições do FCPorto não têm sido famosas, é uma verdade, mas é verdade também que existem múltiplas causas que as explicam, mas a falta de ambição não é seguramente. Não podemos pôr nos píncaros da lua as exibições do FCPorto, e de repente desatar a "bater" no treinador e nos jogadores. É bom ter memória, por mais razões que tenhamos para estranhar  a mudança. É sempre mais sensato procurar entender a fonte das causas.

Importa agora apontar a nossa atenção para um aspecto que me parece fundamental, relativamente ao nosso principal objectivo. Há dois enfoques a trabalhar profundamente para os próximos jogos, começando pelo que se segue no estádio da Luz. Primeiro, cuidar eficientemente da condição psicológica de toda a equipa, principalmente com os jogadores que se tenham revelado animicamente mais vulneráveis. Sem querer meter a foice em seara alheia, tenho a minha própria percepção enquanto adepto. Neste naipe de jogadores incluíria no lote dos menos fortes em termos psicológicos o Brahimi, o Corona, Sérgio Oliveira, e Oliver.

Reforçaria também a confiança em Soares e Aboubakar, embora o problema destes dois tenha mais a ver com questões físicas. Por último, trataria de aprimorar a qualidade de passe começando por obrigar os jogadores a olhar muito bem para o seu círculo de acção (e não raio), antes de passarem a bola, porque é, por raramente o fazerem que acabam por perder a bola, errar passes e remates. Tudo deverá ser executado com rapidez, mas com calma, que não é o mesmo que vagarosamente. Na impossibilidade de ver como são treinados os jogadores, admito que estes pormenores possam estar demasiado rotinados, sendo razoável aplicar a fórmula indicada para cada fase concreta da competição.

Podem parecer exagerados os cuidados propostos, tratando-se de um treinador já com alguns anos de experiência, mas a ansiedade não pode dominar durante mais tempo a qualidade técnica dos jogadores, de mais a mais, quando alguns deles já deram provas sobejas das suas capacidades. Só o treinador é que tem os elementos todos para saber quais são aqueles que exigem um trabalho mais intenso. Como quer que seja, para a "garra" ser completa, é fundamental acrescentar-lhe muita concentração, chegar primeiro à bola que o adversário e rematar com a convicção plena de fazer golo. Tudo isto, é teórico, dito por mim, mas ninguém pode negar que não seja esta a maior virtude do Ronaldo, ou seja, ter vontade de fazer sempre mais, e melhor. Hoje, mais que ontem, e bem menos que amanhã, como diria a poetisa Rosemond Gérard (na foto).   




1 comentário:

Anónimo disse...

Infelizmente ao nosso AMADO clube FCP à uns anos a esta parte, já aconteceu de tudo; roubo, incompetência e um silencio ensurdecedor do presidente, vai daí, que hoje o mesmo Clube Mafioso apesar de estar a ser investigado, mantém a mesma atitude e o mesmo carácter de roubo e manipulação, porque, se sente bem protegido pelos mandantes deste país. Por isto e outras coisas mais, é que o sr Pinto da Costa olhando à idade perdeu voz e agilidade para defender o FCPORTO.

Abílio Costa.