24 julho, 2018

Até o S. João incomoda Lisboa!


Vejo uma luz ao fundo do túnel na atenção dos portuenses no que diz respeito ao centralismo, e às suas consequências divisionistas. É ainda uma luz muito ténue, mas significativamente diferente do que acontecia há pouco tempo. 

Já aqui demonstrei diversas vezes, através de narrativas decorrentes, alguma preocupação com a lisboetização do JN malgrado as aparências. É verdade que agora cobre uma área maior, virado para outras mais a sul, sem descurar totalmente o Porto e a região Norte, como seria de prever quando a intenção é atingir, passo a passo, um objectivo sem dar muito nas vistas, assim como quem apanha uma mosca, mas o objectivo está quase atingido: dar mais palco a Lisboa e reduzí-lo ao Porto. Então se falarmos das páginas da "sociality" e da revista Evasões, Lisboa tem de estar sempre em destaque. Em condições normais até seria aceitável, equilibrado, o problema está na tendência natural dos media lisboetas para ignorarem o Porto, como de resto fazem todos os jornais e televisões da capital há longos anos. A execepção só acontece quando é para amesquinhar, ou para difamar as nossas gentes ou a nossa cidade.

Como não tenho outro jornal português para ler, a não ser o JN e sou incapaz de gastar um cêntimo num qualquer pasquim de Lisboa, seja ele generalista ou desportivo, prefiro (até ver) manter a leitura do JN do que não ter um jornal para ler. De uma coisa me orgulho: seja porque motivo fôr, em muitos anos, para aí já uns 40, não dei nada a ganhar àquela gente, e tenciono prosseguir nessa "empreitada".

Como mais atrás referi, acho que alguma coisa está a mudar para melhor na mentalidade dos nortenhos, particularmente dos tripeiros, quanto a esse cancro maligno chamado "centralismo". Antes, lia raras vezes o Correio do Leitor porque os assuntos abordados fugiam dessa importante temática, tirando um ou outro caso. Agora, e finalmente, vamos lendo cada vez com mais frequência cartas e emails dedicados ao repelente centralismo.

Escritos simples, objectivos, populares - e não populistas - como são (a)normalmente os escritos dos políticos. Já foi tempo em que também escrevia para o CL do JN, mas quando percebi que não podia dizer tudo o que pensava, desisti de o fazer. Curiosamente o extinto "Comércio do Porto", onde também colaborava o nosso amigo Bernardino Barros, publicava todas as minhas crónicas... Todas!  Um jornal muito bem concebido e virado para a descentralização e para o Porto!

Até o S. João do Porto os incomoda... De uma leitora, caso não tenham lido. Simples e claro:

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1 comentário:

Anónimo disse...

Parece-me que este ministro das finanças deve de ter uma alergia ao Norte e principalmente ao Porto. As verbas para a pediatria do HSJ já entraram no orçamento só que "Querido" ministro das finanças está a brincar com a saúde...

O caso do INFARMED é outra pouca vergonha, RM já se queixou ao PR será que o senhor dos Afectos irá fazer alguma coisa, duvido.
Andam por aí uns senhores dos municípios tipo Vasconcelos a fazer o jogo do peseud/descentralista 1º ministro Costa, que descentraliza com uma mão e centraliza com a outra.

E já agora só para dizer que a Banca é um dos maiores ladrões dos portugueses, mais do que a banca Espanhola e o resto da Europa. Salgados e toda essa Corja de ladrões ainda andam à solta. Estamos num país que até pagamos para respirar...

Abílio Costa.