De preferência e, se possível, deviam os críticos contrapor com alternativas às ideias de terceiros com acções práticas, caso contrário, a crítica assemelha-se a pura destruição, esvaziando-se em si mesma. Mas nem sempre é possível contrapor às criticas com alternativas concretas.
Podemos criticar Cavaco Silva, por exemplo, pela arrogância de nos querer convencer de que é o José Mourinho da política nacional, mas não podemos substituir-nos a ele, em tempo útil, para lhe explicar a dimensão e o ridículo do seu engano. Mais difícil e incompreensível, é explicar a consistência argumentativa do eleitorado que lhe alimentou a fantasia. Ratoeiras de uma Democracia pobre...
Podemos criticar Cavaco Silva, por exemplo, pela arrogância de nos querer convencer de que é o José Mourinho da política nacional, mas não podemos substituir-nos a ele, em tempo útil, para lhe explicar a dimensão e o ridículo do seu engano. Mais difícil e incompreensível, é explicar a consistência argumentativa do eleitorado que lhe alimentou a fantasia. Ratoeiras de uma Democracia pobre...
Os portugueses são imaturos, queixam-se muito entre si, mas envergonham-se de reclamar no momento e local certo. Dizem que não vale a pena, e como não vale a pena, fica logo aí justificada a tradicional tendência para o deixa andar, para o comodismo de quem não quer assumir responsabilidade de coisa nenhuma. No entanto, assim que aparece alguém com alguma iniciativa, já não hesitam em lançar para a atmosfera todo o tipo de adornos, de críticas e sugestões.
Nas últimas semanas, em curtos intervalos de tempo, pude comprovar por mim mesmo esta realidade. Em locais de atendimento público diferentes em que pessoas foram sujeitas a períodos de espera intoleráveis, sem um único pedido de desculpas ou explicações [CTT's e TVCabo] não houve ninguém, excepto eu próprio, que se dispusesse a reclamar. Contudo, vi-as bem a murmurar entre si, visivelmente incomodadas, mas incapazes de se dirigirem ao responsável da empresa para apresentar o seu protesto.
Nas últimas semanas, em curtos intervalos de tempo, pude comprovar por mim mesmo esta realidade. Em locais de atendimento público diferentes em que pessoas foram sujeitas a períodos de espera intoleráveis, sem um único pedido de desculpas ou explicações [CTT's e TVCabo] não houve ninguém, excepto eu próprio, que se dispusesse a reclamar. Contudo, vi-as bem a murmurar entre si, visivelmente incomodadas, mas incapazes de se dirigirem ao responsável da empresa para apresentar o seu protesto.
A vida, não é só preto nem branco, mas também não é o colorido que um belo dia de sol faz parecer. Às vezes é mesmo preciso impor a nós mesmo uns tons mais neutros e austeros... É neste último patamar que prefiro colocar-me sempre que a confusão se me instala no espírito. Explico.
Foi aberta online anteontem uma Petição Contra a Discriminação ao FCPorto pela RTP e exigida a demissão dos Directores de Informação. Um desses responsáveis, o Director Adjunto da RTP N [Dinis Sottomayor] compareceu o fim de semana passado no debate promovido pelo Movimento P.Partido Norte onde se discutiu precisamente "O Norte e a Comunicação Social. Como não pude comparecer, não sei do que falou este jornalista sobre o assunto, mas gostava era de saber se alguém se lembrou de lhe perguntar se existe, ou não, censura na RTP, se os jornalistas são livres, ou não, para escolher os temas e as linhas editoriais, e se sim, porque não debatem mais a Regionalização. E, por último, por que é que a RTP é tão leviana e sectária com o Futebol Clube do Porto.
Seria de toda a conveniência que essas dúvidas se desfizessem, e que o senhor jornalista explicasse o que o impede de falar na RTP N sobre temáticas que aparentemente lhe interessam, caso contrário, a ambiguidade acabará por se instalar no seio do próprio Movimento, o que não é nada recomendável...
Aqui, não há lugar para cores difusas, só há mesmo o preto ou o branco. Porque, se a pretexto de termos uma família para criar, o nosso patrão nos ordenar para matarmos alguém, nós, pura e simplesmente só temos é de lhe desobedecer. E... denunciá-lo!
Valerá a pena lembrar, a quem porventura já se tenha esquecido, não há uma só maneira de matar. Por vezes, as formas menos literais, são as que mais danos colaterais provocam.
Nota:
Não se esqueça se subscrever a Petição linkada em cima, à direita. Passe a palavra aos seus amigos e não diga que não vale a pena, mesmo que tenha razão. Quantos mais formos, mais respeito imporemos. Afinal, onde está o seu portismo?
Aqui, não há lugar para cores difusas, só há mesmo o preto ou o branco. Porque, se a pretexto de termos uma família para criar, o nosso patrão nos ordenar para matarmos alguém, nós, pura e simplesmente só temos é de lhe desobedecer. E... denunciá-lo!
Valerá a pena lembrar, a quem porventura já se tenha esquecido, não há uma só maneira de matar. Por vezes, as formas menos literais, são as que mais danos colaterais provocam.
Nota:
Não se esqueça se subscrever a Petição linkada em cima, à direita. Passe a palavra aos seus amigos e não diga que não vale a pena, mesmo que tenha razão. Quantos mais formos, mais respeito imporemos. Afinal, onde está o seu portismo?



