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20 janeiro, 2011

Combustíveis

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Enviado por Renato Oliveira ao Correio do Leitor do JN

02 novembro, 2010

O ACORDO

Afirma o Sr.Ministro das Finanças que o acordo com o PSD sobre o Orçamento Estado, tem implicações, nomeadamente no que diz respeito a um custo de 500 Milhões de Euros, e que esse custo terá de ser compensado com a apresentação de mais medidas adicionais de austeridade!

Mas afinal o que é isto? Chega-se a um acordo e não se sabe onde cortar os 500 milhões? Querem aplicar mais austeridade depois de terem acordado um projecto de Orçamento, que seria suposto saber quais as despesas a eliminar!

Quer o Sr.Ministro que lhe demos algumas dicas onde pode e deve cortar nas despesas?

Cortem no supérfluo e nos "tachos" dos boys! Cortem nos Institutos e Fundações públicas e não só ( e por falar em Fundações, a de Guimarães capital da cultura, tem uma presidente que aufere mensalmente a módica quantia de 14.300 euros + viatura + telemóvel! Tem dois vogais que ganham, cada, 12.500 euros mensais e têm ainda alguns ex-politicos, como Jorge Sampaio e Freitas do Amaral, que têm direito a um prémio de presença na ordem dos 500 euros!!!). Mas o que é isto?

Pode também o senhor Ministro impôr uma taxa adicional nas reformas mais elevadas e colocar um tecto nas mesmas reformas de 4.000/5.000 euros, para que se não ultrapassem estes valores!

Diz o senhor Ministro das finanças que o déficit não pode exceder os 4,6% em 2011! E nós perguntamos quanto é esta percentagem em Euros?

O mais provável é que seja menos do que o Sr.ministro calculou... FEZ A HORRIVEL ASNEIRA DE TOMAR COMO FIXA O QUE NÃO PASSA DE UMA VARIÁVEL (Isto aprende-se no 1º ano da faculdade de economia)!

Tudo isto tem de ser encarado com muita seriedade e são necessários politicos mais competentes, mais respeitadores da coisa pública, da ética e dos princípios!

Renato Oliveira

Porto

[Carta enviada ao JN para o Correio do Leitor]

26 outubro, 2010

O país do faz de conta

Era uma vez um País… a história podia começar desta maneira, mas a situação é demasiado grave para fábulas e contos, pelo que teremos que aguardar e verificar a que meta chegaremos, ou se o abismo está mais próximo!

Depois de diversos governos andarem anos a fio a desperdiçar o dinheiro dos contribuintes portugueses, e a engordar o Estado, prepara-se o actual governo, via Orçamento Estado, para voltar a atacar o bolso de todos nós, colocando, mais uma vez, um garrote nos salários, nas pensões, nos benefícios sociais, nas scuts do Norte (o País não é todo igual?), bem como no aumento de impostos, etc.etc.

Continuarão os trabalhadores e pensionistas portugueses a ver diminuídos os seus salários e pensões, e os pobres continuarão a ficar mais pobres. Ou seja, mais uma vez, aumentam os Impostos e reduzem os salários!

É caso para perguntarmos aos portugueses, que ciclicamente se deparam com uma crise económica/financeira, embora desta vez se considere mais uma catástrofe do que crise, se não valerá a pena entregar a Administração e Gestão de Portugal à União Europeia, ao FMI, ou mesmo a outro País Europeu? Seguramente que daqui por 5 anos estaríamos bem melhor e sem os sobressaltos que periodicamente nos atormentam!

É o caos e é a crise que os mais pobres vão sofrer e pagar! Não existem metas nem horizontes planeados a médio e a longo prazo. Os Portugueses que emigrem, porque é a única solução que têm para si e para  a salvação do país que os políticos lhes proporcionam! POR MUITO MENOS, DO QUE ACONTECE EM PORTUGAL, OS FRANCESES REVOLTAM-SE, e dão uma lição de como se defende os seus benefícios sociais!

Renato Oliveira
(Porto)

 [Enviado ao Correio do Leitordo, JN]

04 outubro, 2010

POBRES MAS …”RICOS”

De que nos serve ter uma RTP pública onde o governo injecta milhões de euros por ano, mais as taxas pagas pelos clientes da EDP, se com esses milhões pagariam o Abono de Família e muitos outros subsídios que cortaram àqueles que procuram “ajudar” o País a ter mais crianças e fazer subir a natalidade!

Porque paga, este País, 3.500 euros mensais aos assessores dos vereadores das Câmaras municipais e aos assessores dos gestores das empresas públicas, quando não “pode” comparticipar no pagamento dos medicamentos e exames de diagnóstico de todos aqueles que são mais pobres e que vêm ser posta em causa a sua saúde?

Porque não são penalizadas as pensões escandalosas que muitos pensionistas usufruem (2 e 3 reformas), e que alguns acumulam com chorudos salários, porque lhes foi proporcionado ocupar um lugar de destaque numa empresa pública qualquer?

Porque tem este “pequeno” país 250 deputados a ganhar altos vencimentos, acrescidos de mordomias, quando a Constituição da República Portuguesa prevê que o parlamento possa ter 180 deputados?

Porque se compram viaturas de luxo, topo de gama, para os mais diversos sectores da vida politica portuguesa, submarinos, carros blindados para mostrar aos senhores da NATO de que, afinal somos um País rico (mas não um rico país), mas a pobreza envergonhada e não só, aumenta de ano para ano?

Infelizmente haverá muitas mais questões desta índole para colocar e dizer aos governantes que existe muito onde cortar na despesa, sem afectar deliberadamente a vida de todos aqueles que têm cumprido os seus deveres como contribuintes e que procuram levar a vida sem os sobressaltos que ciclicamente os governos de Portugal lhes tem provocado!

Eu sei que já passou a época dos grandes ideais! Mas nunca aceitarei paraísos fiscais para aqueles que muito podem e os foragidos da lei, não pagarem os impostos que a maioria paga, e que recebem fortunas sem que todos saibamos como conseguiram, dentro deste país,tornarem-se milionários num relativo espaço de tempo!

Até porque o “Zé Povinho” já não aguenta mais esta situação!

Renato Oliveira
Porto

[Carta de Renato Oliveira enviada  ao Correio do Leitor do JN]

22 março, 2010

Primeiro Ministro dos Portugueses?

“Descobrimos” nós Portugueses que o Sr.Primeiro Ministro é benfiquista desde que nasceu!

Tudo bem, tem todo o direito de o ser! Contudo é inadmissível, na minha opinião, que sendo
O primeiro-ministro de todos os portugueses, venha para a comunicação social afirmar que
quer que o benfica vença os jogos que terá com outros clubes portugueses, alinhando
publicamente por uma facção vermelha, em detrimento de outras cores que deveria resguardar!

E já que ficou muito feliz pela vitória do seu benfica, na taça da liga da cerveja, assuma que
o país merece e precisa de um primeiro-ministro que governe Portugal e que não divida,
ainda mais, os portugueses em cidadãos de primeira e cidadãos de segunda!

É que desta maneira, sem ser recatado, adensa-se a teia de relações e compromissos pouco
claros, com interesses de diferentes índoles, como se tem provado nas campanhas eleitorais,
onde aparece o dirigente mor daquele clube a dar apoio ao actual primeiro-ministro!

E parafraseando alguém: “Não havia necessidade”!


Renato Oliveira

Porto

07 fevereiro, 2010

DIREITO À INDIGNAÇÃO

Por mais que me esforce, não consigo compreender os contrastes de um país como Portugal Membro da União Europeia há 24 anos e que continua a ter índices sociais, políticos e económicos mais parecidos com muitos dos países do terceiro mundo!Para ilustrar esta minha análise, basta-me um “pequeno exemplo”, entre muitos outros, sobre a quantia que aufere em Pensões, a líder de um partido da oposição (seja ele qual for), que é bem superior ao ordenado do primeiro-ministro (seja ele qual for) do mesmo País!

Talvez por isso, queiram combater as pensões e os ordenados de quem pouco ganha, não acontecendo o mesmo com aqueles que tem pensões (P.R., Líder oposição, vários ministros e ex-ministros, deputados e
vários políticos e ex-politicos, bem na vida e actualmente em funções de CEO de empresas públicas e privadas) e que continuam no activo a auferir altas e várias pensões ou a exercer outras actividades bem remuneradas incorporadas às altas pensões! São paradigmáticos os casos de Silva Lopes, Vítor Constâncio, Manuela F.Leite, Murteira Nabo, Mário Soares, Cavaco Silva, etc.etc.

E em momentos de apertar o cinto, a receita é a do costume, ou seja os do costume que paguem a crise! Há quantos anos isto acontece? Há quantos anos sofrem este drama, os Portugueses?

As orientações politicas, económicas e sociais, até agora levadas à prática pelo actual e anteriores governos, levam sempre à diminuição e corte naqueles que menos possuem acentuando as desigualdades existentes na distribuição da riqueza!

Não admira, por isso mas não só, que o vulgar trabalhador e muitos jovens licenciados com alto potencial, continuem a procurar fazer a sua vida noutros países, EMIGRANDO!

Como dizia um ex-primeiro ministro português (só podia ser): “É A VIDA”!

Renato J.P.Oliveira

16 novembro, 2008

Carta enviada ao JN, de Renato Oliveira

De: Renato Oliveira [mailto:renato_oliveira@tele2.pt]
Enviada: sábado, 15 de Novembro de 2008 19:14
Para: 'csantos@jn.pt'
Cc: 'leitor@jn.pt'
Assunto: Página do Leitor

REGIONALIZAÇÃO


A não criação das regiões administrativas, previstas na Constituição da República desde 1976, tem constituído uma continuada inconstitucionalidade por omissão, para além de representar a negação de um direito dos cidadãos a uma Administração pública regionalmente descentralizada!

Numa época em que a participação cívica e política na vida colectiva, sobretudo ao nível das novas gerações, é cada vez menor, a regionalização apresenta-se como um projecto de promoção e aglutinação da cidadania, mobilizador da aproximação entre eleitos e eleitores, cidadãos e instituições, verdadeiro factor de credibilização do Estado e da democracia.

A criação das cinco regiões, atendendo às características de desenvolvimento económico e social que nelas já existem, será um instrumento natural de aplicação do espírito de solidariedade inter e intra-regional.

As cinco regiões administrativas a criar, contribuirão para a democraticidade da administração dos interesses públicos regionais, que se encontram num estado comatoso, e para a redução do número de responsáveis políticos actualmente existentes a nível dos 18 Distritos nacionais. Assim, estas cinco regiões contribuirão para o equilíbrio das finanças públicas, e para uma correcta aplicação do principio da subsidiariedade.


Renato Oliveira
Porto