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31 julho, 2010

“FLEXIBILIZAÇÃO” DO TRABALHO

Alguns partidos políticos, bem como diversos sectores institucionais, nomeadamente o Sector Empresarial, andam muito “preocupados” em mudar o Código de Legislação Laboral, para poderem despedir trabalhadores quando muito bem lhes apetece!

Mas afinal, já temos em Portugal os despedimentos colectivos bem como, entre outras situações, a dispensa de trabalhadores com o argumento da extinção do seu posto de trabalho!!!

Isto para não falar nos precários com contratos a prazo e aqueles que trabalham passando recibo verde, o mesmo que dizer não terem qualquer tipo de regalias!


Pretendem um regresso ao passado em que os trabalhadores não eram considerados como tal, mas apenas

Uma peça da engrenagem e do “sistema”!

Como é tão difícil ser trabalhador (a maioria) em Portugal!



Renato Oliveira
(Publicado no JN, no Correio do Leitor)

10 novembro, 2009

Regionalização

Tenho que utilizar a página do leitor para desancar na maioria dos políticos portugueses,nomeadamente naqueles que já defenderam a Regionalização e que agora, bem situados e bem concentrados na capital do império à deriva, ignoram, escandalosamente, esta Reforma prevista na Constituição desde 1976!

Quem é o senhor Jorge Lacão para vir afirmar que “regionalizar não é uma prioridade para este governo e para o país”? Para este senhor, e para o governo, uma das prioridades é o casamento entre pessoas do mesmo sexo !!!

O que estes cavalheiros pretendem é continuar a concentrar, adicionando mais e mais sectores a uma capital cada vez mais Obesa, menos flexível, menos eficaz e muito menos solidária (Nada para a “província”. Tudo para a capital)!

Gostaria de os ver trabalhar e viver (com ordenados baixos e nível de vida precária) nasRegiões fora da capital, como a região Norte, por exemplo, que a leva a ser a terceira Região mais pobre da Europa!

A criação das preconizadas Cinco Regiões, atendendo às características de desenvolvimento económico e social, serão um excelente instrumento natural de aplicação do espírito de solidariedade inter e intra-regional, contribuindo para a democraticidade da administração dos interesses públicos regionais, e seu desenvolvimento, que se encontra num estado comatoso! Será muito vantajoso para os cidadãos, empresas e país, a criação de um Poder democrático regional, bem estruturado, nascido da regeneração desta administração pública que nos tem governado.

Só deste modo poderemos ter um país menos desigual, com mais justiça social e económica, e com uma melhor distribuição da riqueza produzida por cada região, mas não só. E acima de tudo para que o Norte e o Porto (assim como outras regiões) deixem de ser vilipendiados, como aconteceu com o desvio dos dinheiros oriundos da União Europeia, para Lisboa, a propósito do “spill-over effect”!

Se tudo continuar como até aqui, com as regiões a definhar, a luta das pessoas tornar-se-à inevitável!

É preciso dizer basta! Unidos vamos dar um novo rumo a este pobre país!

Renato Oliveira

Obs.- Esta carta foi enviada pelo autor para o correio do leitor dos jornais JN e Correio da Manhã

10 agosto, 2008

CARTA AO JORNAL DE NOTÍCIAS

De: Renato Oliveira
Data: 10-08-2008 19:26:40
Para: JN
Assunto: FW: Página do leitor


REGIÕES SIM


“Os partidos do arco do poder (PS, PSD, PP) estão aliados a grandes grupos empresariais
nacionais e estrangeiros com delegação de interesses em Lisboa”.

“Portugal é o país mais centralizado da Europa e o centralismo político habita no interior
dos partidos do arco do poder “ Disse Mendes Bota.

O excessivo investimento estatal na zona da capital do império, que a maioria dos
Portugueses já classifica como tendo atingido um patamar de exagero, muito para
além do razoável.

Este excessivo, para não dizer insultuoso, investimento em torno da capital provoca
- directa e indirectamente – o “Esquecimento” da restante parte do território nacional.

Uns, os lisboetas, são portugueses Europeus! E os outros o que serão ? Os Provincianos
da Ordem!

Lisboa continua a ser Portugal e o resto é paisagem !


Renato Oliveira
Porto