Assim se mede o nível dos "lideres"...
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16 abril, 2010
05 novembro, 2009
Vale e Azevedo poderá ver extradição adiada
João Vale e Azevedo deverá invocar hoje a falta de uma decisão final sobre o cúmulo jurídico das penas que lhe foram aplicadas em Portugal para pedir um novo adiamento do processo de extradição
Este, escarnece e humilha a "lusitana" justiça com total impunidade. O outro, o orelhudo, está no activo, ainda não foi investigada a sua suspeitíssima fortuna, e dizem que quem não é benfiquista não é bom chefe de família...
Vamos embora pessoal, toca a fazer como eles. A vida não quer nada com os honestos, ela está engendrada para proteger os corruptos.
25 agosto, 2009
O exemplo do Estado

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A inépcia do Estado não pára de nos surpreender. Para não variar, faz questão de coleccionar provas de laxismo que, inevitavelmente, acabarão por desencadear na opinião pública uma crescente onda de indignação e levar os cidadãos mais pacatos à desobediência civil. É neste laxismo do Estado e dos seus representantes que os chicos-espertos como José Veiga encontram o trampolim ideal para enriquecerem e fazerem negócios à custa dos contribuintes pagantes.
A Superfute deve ao fisco 4 milhões de euros, metade, já foi anulada por ter expirado o prazo de cobrança. Grandes exemplos, grande Estado! Isto, é que é incentivar os bons pagadores a continuarem a pagar impostos...
A Superfute deve ao fisco 4 milhões de euros, metade, já foi anulada por ter expirado o prazo de cobrança. Grandes exemplos, grande Estado! Isto, é que é incentivar os bons pagadores a continuarem a pagar impostos...
14 abril, 2008
É PRECISO DENUNCIAR ISTO. SEMPRE!
Em Portugal, para muitos, a política em geral e a governação em particular, mais do que um serviço, uma missão ou qualquer coisa de nobre é, sobretudo, um meio fácil de ganhar a vida (para o qual, diga-se de passagem, nem sequer é exigida grande competência ou mesmo honestidade, como os factos têm vindo a comprovar ao longo dos anos). Para outros tantos, porém, trata-se apenas de um placa giratória que, mais tarde ou mais cedo, lhes permitirá voar muito mais alto e com muito mais proveito. A lista é imensa. Sem procurarmos ser exaustivos, aqui vão os casos principais:
Fernando Nogueira, ex-Ministro da Presidência, Justiça e Defesa, actual Presidente do BCP Angola
José de Oliveira e Costa, ex-Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, actual Presidente do Banco Português de Negócios (BPN)
Rui Machete, ex-Ministro dos Assuntos Sociais, actual Presidente do Conselho Superior do BPN e Presidente do Conselho Executivo da FLAD
Armando Vara, ex-Ministro adjunto do Primeiro Ministro, actual Vice-Presidente do BCP
Paulo Teixeira Pinto, ex-Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros, ex-Presidente do BCP (Depois de 3 anos de "trabalho", saiu com 10 milhões de indemnização e mais 35.000 € por mês até morrer...)
António Vitorino, ex-Ministro da Presidência e da Defesa, actual Vice-Presidente da PT Internacional e Presidente da Assembleia Geral do Santander Totta
Celeste Cardona, ex-Ministra da Justiça, actual vogal do CA da CGD
José Silveira Godinho, ex-Secretário de Estado das Finanças, actual Administrador do BES
João de Deus Pinheiro, ex-Ministro da Educação e Negócios Estrangeiros, actual vogal do CA do Banco Privado Português.
Elias da Costa, ex-Secretário de Estado da Construção e Habitação, actual vogal do CA do BES
Ferreira do Amaral, ex-Ministro das Obras Públicas (que entregou todas as pontes a jusante de Vila Franca de Xira à Lusoponte) e actual Presidente da… [claro!…] Lusoponte
António Pires de Lima, ex-deputado do CDS e actual CEO da Unicer
Pina Moura, ex-Ministro das Finanças e actual presidente da Média Capital e da Iberdrola
Manuela Ferreira Leite, ex-Ministra das Finanças e actual administradora do Santander
João Cravinho, ex-Ministro do Equipamento, Planeamento e Administração do Território e deputado do PS, actual administrador do BERD, em Londres
Fernando Gomes, ex-Ministro da Administração Interna e ex-Presidente da Câmara do Porto, actual administrador da Galp Energia
Jorge Coelho (a estrela mais recente da constelação), ex-Ministro da Administração Interna e do Equipamento Social, futuro (a partir de Maio) consultor da Mota Engil
Depois disto, só pode dar vontade de rir à gargalhada para conter a indignação. Sobretudo, quando assistimos à caça ao Homem movida a Pinto da Costa, que, no fim de contas, coitado, é um menino de coro, comparado com esta lista de "respeitáveis" políticos.
É assim, meus senhores. Vão, continuem a ir às urnas, continuem a votar nestes senhores. Não sei se ainda assim será necessário informar que não é no futuro do país que votarão, mas tão só no futuro destes melros. Se continuarem a acreditar nesta comédia, depois não se queixem, não digam que não sabiam...
Fernando Nogueira, ex-Ministro da Presidência, Justiça e Defesa, actual Presidente do BCP Angola
José de Oliveira e Costa, ex-Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, actual Presidente do Banco Português de Negócios (BPN)
Rui Machete, ex-Ministro dos Assuntos Sociais, actual Presidente do Conselho Superior do BPN e Presidente do Conselho Executivo da FLAD
Armando Vara, ex-Ministro adjunto do Primeiro Ministro, actual Vice-Presidente do BCP
Paulo Teixeira Pinto, ex-Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros, ex-Presidente do BCP (Depois de 3 anos de "trabalho", saiu com 10 milhões de indemnização e mais 35.000 € por mês até morrer...)
António Vitorino, ex-Ministro da Presidência e da Defesa, actual Vice-Presidente da PT Internacional e Presidente da Assembleia Geral do Santander Totta
Celeste Cardona, ex-Ministra da Justiça, actual vogal do CA da CGD
José Silveira Godinho, ex-Secretário de Estado das Finanças, actual Administrador do BES
João de Deus Pinheiro, ex-Ministro da Educação e Negócios Estrangeiros, actual vogal do CA do Banco Privado Português.
Elias da Costa, ex-Secretário de Estado da Construção e Habitação, actual vogal do CA do BES
Ferreira do Amaral, ex-Ministro das Obras Públicas (que entregou todas as pontes a jusante de Vila Franca de Xira à Lusoponte) e actual Presidente da… [claro!…] Lusoponte
António Pires de Lima, ex-deputado do CDS e actual CEO da Unicer
Pina Moura, ex-Ministro das Finanças e actual presidente da Média Capital e da Iberdrola
Manuela Ferreira Leite, ex-Ministra das Finanças e actual administradora do Santander
João Cravinho, ex-Ministro do Equipamento, Planeamento e Administração do Território e deputado do PS, actual administrador do BERD, em Londres
Fernando Gomes, ex-Ministro da Administração Interna e ex-Presidente da Câmara do Porto, actual administrador da Galp Energia
Jorge Coelho (a estrela mais recente da constelação), ex-Ministro da Administração Interna e do Equipamento Social, futuro (a partir de Maio) consultor da Mota Engil
Depois disto, só pode dar vontade de rir à gargalhada para conter a indignação. Sobretudo, quando assistimos à caça ao Homem movida a Pinto da Costa, que, no fim de contas, coitado, é um menino de coro, comparado com esta lista de "respeitáveis" políticos.
É assim, meus senhores. Vão, continuem a ir às urnas, continuem a votar nestes senhores. Não sei se ainda assim será necessário informar que não é no futuro do país que votarão, mas tão só no futuro destes melros. Se continuarem a acreditar nesta comédia, depois não se queixem, não digam que não sabiam...
10 janeiro, 2008
Há moral, ou comem todos?
Depois de assitirem ao habitual aparato histérico das televisões lisboetas em redor do processo "Apito Dourado", com Portugal profundo a deleitar-se com a imagem de Pinto da Costa a ser diligentemente escoltado por agentes de segurança, os portugueses mais susceptíveis devem ter ficado convencidos que o homem que pretendem colonar com a Camorra Napolitana ia rapidamente ser "condenado à morte". Puro engano. A procissão ainda vai no adro e o processo decorre com a recôlha de elementos de prova a revelar-se pouco animadora talvez por (quem sabe) ainda não existirem.
Entretanto, o público assiste, mais impávido do que sereno, a todo o género de
ocorrências, geradas pelos poderes políticos cuja única virtude é transmitirem-nos a certeza que não dão grande importância à história que recomenda à mulher de César parecer séria.
Um ex-político (será mesmo, que o 'ex' se aplica aos políticos?) de seu nome Armando Vara, acaba de pedir uma licença sem vencimento da CGD para se candidatar à vice-presidência do BCP, conservando prudentemente (como convém) o vínculo laboral com a Banca pública, a fim de não hipotecar o seu futuro profissional (vulgo emprego) incluindo as respectivas aposentações.
Tudo isto, sublinhe-se, dentro da maior legalidade. Contudo, a pergunta que apetece fazer nesta altura é a seguinte: quantos portugueses, sem ligações partidárias, gostariam de ter esta facilidade "salta pocinhas", de andar de um emprego (fortemente remunerado) para o outro sem arriscar perder nenhum?
António Lamego, ex-sócio do Ministro da Justiça, Alberto Costa, adquiriu recentemente uma prisão desactivada em Setúbal, com 46.000 m2, no âmbito de um programa de alienações, por um preço inferior em cerca de 890 mil euros ao que o Estado pagou, com a curiosidade de ter apresentado a respectiva proposta de aquisição antes mesmo do registo comercial da empresa compradora de que é dono (Diranniproject III) ter sido feito! Genial!
É óbvio, que todos estes processos terão naturalmente obedecido a mecanismos legais, mas não parece menos óbvio que, de transparentes e correctos, tais processos, pouco têm.
Trata-se, de dois processos distintos, em que os respectivos procedimentos deviam parecer sérios, acima de qualquer suspeita, sobretudo, pelas pessoas neles envolvidos terem grandes responsabilidades político/institucionais, e o dever cívico de praticar (para os poderem transmitir à população) bons exemplos. É também para isso que lhes é conferida a autoridade. Ora, não é isso que está a acontecer.
Como já foi aqui abordado, tanto o mérito como a legalidade, não podem justificar e ainda menos explicar, tudo. Outros valores parecem estar esquecidos, sendo o bom senso um deles e a Ética, outro.
Ética que, em absoluto não existiu e que abre caminho às mais cinzentas suspeições.
Senhores políticos e ex-políticos: depois não se queixem, nem digam que são mal pagos, porque não é isso o que parece. Afinal, gostam imenso de acumular lides políticas com empresariais e, nesse caso, nem sempre é possível compatibilizá-las com a implícita declaração de interesses.
Como à mulher de César, é preciso parecer sério...
Entretanto, o público assiste, mais impávido do que sereno, a todo o género de
ocorrências, geradas pelos poderes políticos cuja única virtude é transmitirem-nos a certeza que não dão grande importância à história que recomenda à mulher de César parecer séria.
Um ex-político (será mesmo, que o 'ex' se aplica aos políticos?) de seu nome Armando Vara, acaba de pedir uma licença sem vencimento da CGD para se candidatar à vice-presidência do BCP, conservando prudentemente (como convém) o vínculo laboral com a Banca pública, a fim de não hipotecar o seu futuro profissional (vulgo emprego) incluindo as respectivas aposentações.
Tudo isto, sublinhe-se, dentro da maior legalidade. Contudo, a pergunta que apetece fazer nesta altura é a seguinte: quantos portugueses, sem ligações partidárias, gostariam de ter esta facilidade "salta pocinhas", de andar de um emprego (fortemente remunerado) para o outro sem arriscar perder nenhum?
António Lamego, ex-sócio do Ministro da Justiça, Alberto Costa, adquiriu recentemente uma prisão desactivada em Setúbal, com 46.000 m2, no âmbito de um programa de alienações, por um preço inferior em cerca de 890 mil euros ao que o Estado pagou, com a curiosidade de ter apresentado a respectiva proposta de aquisição antes mesmo do registo comercial da empresa compradora de que é dono (Diranniproject III) ter sido feito! Genial!
É óbvio, que todos estes processos terão naturalmente obedecido a mecanismos legais, mas não parece menos óbvio que, de transparentes e correctos, tais processos, pouco têm.
Trata-se, de dois processos distintos, em que os respectivos procedimentos deviam parecer sérios, acima de qualquer suspeita, sobretudo, pelas pessoas neles envolvidos terem grandes responsabilidades político/institucionais, e o dever cívico de praticar (para os poderem transmitir à população) bons exemplos. É também para isso que lhes é conferida a autoridade. Ora, não é isso que está a acontecer.
Como já foi aqui abordado, tanto o mérito como a legalidade, não podem justificar e ainda menos explicar, tudo. Outros valores parecem estar esquecidos, sendo o bom senso um deles e a Ética, outro.
Ética que, em absoluto não existiu e que abre caminho às mais cinzentas suspeições.
Senhores políticos e ex-políticos: depois não se queixem, nem digam que são mal pagos, porque não é isso o que parece. Afinal, gostam imenso de acumular lides políticas com empresariais e, nesse caso, nem sempre é possível compatibilizá-las com a implícita declaração de interesses.
Como à mulher de César, é preciso parecer sério...
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