Vamos colocar as coisas nestes termos: se você apanhasse um colega de trabalho a fazer algo que pudesse afectar o bom funcionamento da empresa, roubando, falsificando, ou mesmo fazendo o contrário daquilo que seria suposto fazer, sabendo que isso podia prejudicar a imagem e o trabalho de todos os outros colegas, calava-se ou denunciava a ocorrência? A sua resposta, caro leitor, fica ao critério da sua consciência, não precisa de ma dar. Mas eu dou a minha: denunciava-o imediatamente.
Escrevo isto porque continuo profundamente convencido que quando alguém, seja de que profissão for, assiste a um acto grave dentro do seu local de trabalho praticado por um colega, tem o dever de o denunciar sob pena de, não o fazendo, se tornar cúmplice do infractor por omissão.
Suponho que é por fazerem exactamente o contrário do que eu faria, que jornalistas e políticos gozam cada vez menos da confiança do povo e que já ninguém os leva a sério. Isto para dizer que a nova temporada de caça a Pinto da Costa e ao FCPorto está aberta. Foi logo pela manhã que esse escroque chamado Hélder Conduto, funcionário da RTP, chulo não assumido [recebe dinheiro dos impostos dos portistas e passa a vida a dar-lhes porrada], provavelmente a mando de outro mercenário conhecido pelo benfiquista de Paredes, deu início a nova época da má-língua e da conspiração contra Pinto da Costa sempre na vã esperança de assim poderem abalar o clube.
Agora, este moço de recados foi ao Brasil encomendar a Scolari mais umas telenovelas para encher o orgulho ferido da nação vermelha com a perda de mais um campeonato e assim afastar os holofotes da crítica a Luís Filipe Vieira, [mais conhecido por Orelhas ou negociante de coca-cola, sem cola]. É mais do mesmo, já sabemos, mas seja como for, é inadmissível que não haja uma entidade capaz de suster a fome de sangue desta escumalha.
Por conseguinte, é intolerável que andem agora a queixar-se de pressões do poder político [o caso Relvas é paradigmático], e que ao mesmo tempo assistam impávidos e serenos a este jornalismo de prostituta sem uma palavra pública a demarcarem-se dele. Por isso, comem todos por igual. E muito bem, digo eu.
Apreciem os actores... sem se rirem [se possível].
Por conseguinte, é intolerável que andem agora a queixar-se de pressões do poder político [o caso Relvas é paradigmático], e que ao mesmo tempo assistam impávidos e serenos a este jornalismo de prostituta sem uma palavra pública a demarcarem-se dele. Por isso, comem todos por igual. E muito bem, digo eu.
Apreciem os actores... sem se rirem [se possível].


