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08 agosto, 2010

Mais de 2500 fogos florestais numa semana

Se há notícia que me revolve as tripas e  me faz chegar espuma de raiva á boca, são os fogos de verão. Ou, por outra, a crónica incompetência dos governantes para gizarem planos de prevenção, minimamente estruturados, contra os incêndios . 

Para além do habitual voluntarismo dos corpos de Bombeiros e das populações, ano após ano, pouco mais podemos esperar dos governantes, que desculpas carpideiras. Um zero!

Irra! Quando nos libertaremos deste pesadelo ?

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26 março, 2009

Incêndios de Primavera

Ainda mal despontou a Primavera e já começa o inferno dos incêndios nas sempre descuidadas matas do país. Só em Vieira do Vinho e no Gerês, houve 53 incêndios, nos espaço de poucos dias.
O ano passado, ao contrário do que é habitual, a Natureza foi amiga com o Governo (e nossa), porque, como devem estar lembrados, a Primavera foi excepcionalmente fresca e húmida, prolongando-se quase por todo o Verão, o que o tranquilizou e pôs a salvo de mais um (entre centenas de outros) vexame de incompetência, no que concerne à política de prevenção e combate aos fogos. Haja Deus, suspirarão de alívio os mais supersticiosos.

O caso, é que a mãe Natureza, apesar das barbaridades que o bicho homem lhe faz, em nome de um suposto e muito discutível progresso, ainda é quem mais ordena, e de vez em quando zanga-se, pagando-se com juros das agressões a que a sujeitam. Só é pena, que esses juros - que se traduzem na morte de centenas de milhar de pessoas inocentes e de animais - não sejam pagos pelos principais responsáveis dos países, particularmente, daqueles que sistematicamente violam os acordos internacionais de protecção do Ambiente. Os furacões e tsunamis, deviam começar por atingir a Casa Branca e pregar uns valentes sustos a famílias como os Bushs (o Obhama merece o benefício da dúvida) e seus seguidores em todo o Mundo. Umas quantas "justiças" destas feitas pela mãe Natureza, e esta gente talvez começasse a perceber finalmente a fragilidade dos seus bunkers, da sua condição de simples mortais, e a encarar estas coisas com a seriedade que merecem.

Mas, voltando aos "nossos" incêndios prematuros, receio bem que, se este Verão não for atípico, se as temperaturas forem condizentes com a estação, não tenhamos ilusões, iremos constatar, mais uma vez, a inoperância do Estado para lutar contra este flagelo, contemplando impotentes e revoltados, mais umas centenas de milhar de hectares de floresta ardida, de algumas mortes, com casas e herdades destruídas.

A cena que se seguirá, já a conhecem: aparecerá nos ecrans das nossas televisões um ministro qualquer, para tentar contrariar os testemunhos da sua incompetência, a desculpar-se com o choradinho do costume, dos incendiários, do descuido dos proprietários por não limparem os terrenos, e a jurar a pés juntos que os meios de combate aos fogos, são suficientes. Pronto, o sentido do «dever» estará assim cumprido. Até ao próximo verão, que é como quem diz, até aos próximos incêndios...

Mas, não liguem ao que aqui está escrito, haverá sempre um f.d.p. qualquer a lembrar-nos que isto, que mais não é do que a realidade, não passa de populismo barato.