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26 janeiro, 2011

O Carlinhos da RTP

O assunto é sobre futebol e já foi oportunamente abordado no Dragão até à Morte, no entanto, como tenho uma visceral aversão à hipocrisia não posso  deixar de o comentar.

Carlos Daniel, um dos responsáveis, senão mesmo o principal, pela execrável programação da RTP N,  escreveu ontem nas páginas do JN um artigo de opinião que poderá ser lido na íntegra no referido blogue portista do qual reproduzo o último parágrafo:

«Claro que em Portugal também há F.C. do Porto e Benfica. F.C.Porto sólido desde o primeiro dia e Benfica cada vez mais forte. O problema é que as vedetas maiores são sempre os Elmanos e os Paixões. Culpa nossa, dos jornalistas que exploram a polémica. Culpa deles, dos treinadores e dirigentes, que a alimentam. E com todo o respeito, caro leitor, culpa sua também, que deve atentar mais ao futebol tem de melhor. Esta crónica tenta ser um contributo.»

Efectivamente, há gente  que não se enxerga mesmo! Mas que raio de contributo pode dar uma crónica toda ela a tresandar a falso? Quererá você referir-se ao contributo da intriga? Da linhagem sectária,  persecutória, que os seus programas promomovem contra o FCPorto? Será isso?

Como é possível dar publicamente uma imagem tão deplorável de si próprio ? Respeito, Danielzinho? É você que nos vem falar de respeito? Está de novo a brincar connôsco, ou quê? Que raio de respeito pode ter o menino pelo público quando é o primeiro responsável pelas polémicas que, em total contradição com o que escreveu, reconhece estar a explorar ? Quem se julga este rapazote para se atrever a dar conselhos aos leitores, particularmente aos portistas? Culpa vossa? Culpa vossa sim, e culpa sua, Danizinho! 

Se as vedetas, como diz, são os árbitros e não os jogadores, é porque outras vedetas como o menino decidiram ajudar o clube do regime a fazer as coisas pelo outro lado, levando à letra as declarações do seu "respeitável" Presidente, minando e inventando polémica até com o ar que os portistas respiram. A quem quer o menino enganar?

Mas, "admitindo" por alguns segundos que o meu Q.I. de portista é como o Sr. Santos diz, abaixo de burro, e que me comovi com os seus angélicos conselhos, o que pensa então fazer o menino nos próximos programas? Demitir-se, ou passar a falar só do futebol jogado? Veja lá, pense bem. É que nós portistas não queremos obrigá-lo a fazer outra vez mea-culpa, o que equivaleria a dizer que o menino é mais cínico do que imaginávamos. E vomitar muitas vezes também faz mal.

04 junho, 2008

O Judas do Porto

Ainda é cedo para os inimigos do Porto/F.C.Porto (nunca este binómio se fundiu tanto como agora), destilarem o ódio que lhes alimenta a existência, nem para os portistas esmorecerem. Sei que é cada vez mais complicado confiarmos na Justiça, porque a ela se sobrepoêm outros obscuros interesses, mas considero que devemos continuar a acreditar na capacidade de defesa do FCPorto até ao fim.
Agora, já não podemos, nem devemos - sob pena de voltarmos a repetir a asneira - é dissociar tudo o que se está passar na cidade do Porto e com o seu maior clube desportivo com o espaço temporal da gestão de Rui Rio na Câmara Municipal. Nunca o Porto cidade decaiu tanto em termos de progresso e de protagonismo como durante os dois cinzentões mandatos de Rui Rio.
Para o Porto, os mandatos de Rui Rio corresponderam a 8 anos de orfandade política e solidão humilhante. Desse estigma, não pode livrar-se nem fazer-se de inocente, porque se há coisa que ele nunca teve, foi um gesto sincero de reconhecimento a uma instituição que trouxe mais alegrias e orgulho para os portuenses do que alguma vez ele será capaz. Pelo contrário, ao hostilizar desde o primeiro dia o F.C.Porto, contribuiu activamente para esvaziar a cidade de uma voz autorizada para a defender. Por isso, é que agora está atrapalhado a tentar inverter o ciclo das suas convicções.
Além de sentir desconforto, por não poder reclamar de forma mais afirmativa aquilo que o Governo de Lisboa nos está a roubar de caras (fundos do QREN), - mesmo que a coberto de manipulações "legais" - já se mostra "disponível" para ser convencido a defender a Regionalização promovendo fóruns para discutir o assunto. A culpa não é toda dele, porque alguém o pôs lá, muitos portuenses, alguns até adeptos do FCPorto. Por isso, agora, governem-se com o que têm e saibam também assumir a quota respectiva de responsabilidade pela agonia do Porto.
Rui Rio, vai seguramente ficar na história do Porto, mas não pelos melhores motivos. Será recordado sim, como o Judas Iscariotes da política portuense. Judas entregou Cristo aos seus perseguidores por trinta moedas de prata, Rui Rio apunhalou Pinto da Costa pela cadeira do poder em Lisboa. As semelhanças assustam.