Autocarro de adeptos do FCPorto incendiado por benfiquistas
É Domingo, dia de descanso. Habitualmente, aos fins de semana, limito-me a colocar música para purgar a alma das intoxicações quotidianas. Hoje, vou ter de abrir uma excepção. Estou indignado, revoltado.
É Domingo, dia de descanso. Habitualmente, aos fins de semana, limito-me a colocar música para purgar a alma das intoxicações quotidianas. Hoje, vou ter de abrir uma excepção. Estou indignado, revoltado.
Na véspera de um jogo de futebol, assiste-se pela parte da comunicação social a uma campanha de coacção e pressão sobre os agentes de autoridade que excede todos os limites da tolerância. É uma provocação vergonhosa, uma autêntica declaração de guerra exercida sobre os adeptos de um clube. Os adeptos dos clubes, são cidadãos como quaisquer outros que merecem o devido respeito. Quero enganar-me, mas palpita-me que logo à noite o jogo entre o FCPorto e o Benfica vai acabar mal, e a comunicação social , com a RTP à cabeça, será, indubitavelmente, a grande responsável por tudo o que de grave vier a acontecer. Eu não tenho dúvidas em afirmá-lo e estarei disponível para servir de testemunha disso em Tribunal, se necessário for.
Antes mesmo de acontecerem incidentes, a RTP e todas as televisões privadas, têm tratado [impunemente] de fomentar um ambiente de crispação propício à instauração da revolta e da violência. Já não é a primeira vez que o fazem, mas desta, os métodos usados são intoleráveis. Foi um chorrilho de entrevistas à Polícia completamente absurdo e exagerado. Foi um interrogatório digno da antiga PIDE, só faltou mesmo perguntar: prometam-nos que vão mesmo intimidar os portistas, que vão prender e bater! Foi um trabalho de mercenário.
Os eternos convidados para debater "futebol", sectários homens do regime, destilaram previamente o seu veneno em cima dos portistas para completarem a estratégia de intimidação. Energúmenos foi um dos piropos com que nos brindaram, foi apenas das coisas mais simpáticas que pudemos ouvir, antes do jôgo!!! E ainda nenhum autocarro foi incendiado, imaginem se fosse!
A violência gera a violência, e essa espécie de répteis humanóides eternos candidatos a jornalistas, conhece o realismo do provérbio. Contudo, não se coíbem de lançar essas sementes. A violência não se fica por uns vidros partidos, vai mais longe. Mata. E as palavras, o discurso da intoxicação pública, também. Os primeiros criminosos já são conhecidos, chamam-se: media.
Mas, há outros co-responsáveis, ainda mais poderosos. O Governo. As mais altas autoridades do país, não revelaram a menor sensibilidade para a gravidade da situação, para o barril de pólvora que os media estão a montar. Limitam-se a ser cúmplices de uma palhaçada altamente perigosa convencidos que enviar batalhões de polícia para o Porto é uma medida preventiva de segurança.
Se necessário fora, aqui temos outro sólido testemunho da incompetência dos dirigentes da nação no exercício das suas funções.
Se o pior acontecer, serão eles, antes mesmo da comunicação social, os maiores responsáveis. Por negligência.
Se necessário fora, aqui temos outro sólido testemunho da incompetência dos dirigentes da nação no exercício das suas funções.
Se o pior acontecer, serão eles, antes mesmo da comunicação social, os maiores responsáveis. Por negligência.



