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02 maio, 2010

O barril de pólvora fabricado pelos media

Autocarro de adeptos do FCPorto incendiado por benfiquistas
É Domingo, dia de descanso. Habitualmente, aos fins de semana, limito-me a colocar música para purgar a alma das intoxicações quotidianas. Hoje, vou ter de abrir uma excepção. Estou indignado, revoltado.

 Na véspera de um jogo de futebol, assiste-se pela parte da comunicação social a uma campanha de coacção e pressão sobre os agentes de autoridade que excede todos os limites da tolerância. É uma provocação vergonhosa, uma autêntica declaração de guerra exercida sobre os adeptos de um clube. Os adeptos dos clubes, são cidadãos como quaisquer outros que merecem o devido respeito.   Quero enganar-me, mas palpita-me que logo à noite o jogo entre o FCPorto e o Benfica vai acabar mal, e a comunicação social , com a RTP à cabeça, será, indubitavelmente, a grande responsável por tudo o que de grave vier a acontecer. Eu não tenho dúvidas em afirmá-lo e estarei disponível para servir de testemunha disso em Tribunal, se necessário for.

Antes mesmo de acontecerem incidentes, a RTP e todas as televisões privadas, têm tratado  [impunemente] de fomentar um ambiente de crispação propício à instauração da revolta e da violência. Já não é a primeira vez que o fazem, mas desta, os métodos usados são intoleráveis. Foi um chorrilho de entrevistas à Polícia completamente absurdo e exagerado. Foi um interrogatório digno da antiga PIDE, só faltou mesmo perguntar: prometam-nos que vão mesmo intimidar os portistas, que vão prender e bater! Foi um trabalho de mercenário. 

Os eternos convidados para debater "futebol", sectários homens do regime, destilaram previamente  o seu veneno em cima dos portistas para completarem a estratégia de intimidação. Energúmenos foi um dos piropos com que nos brindaram, foi  apenas das coisas mais simpáticas que pudemos ouvir, antes do jôgo!!! E ainda nenhum autocarro foi incendiado, imaginem se fosse!

A violência gera a violência, e essa espécie de répteis humanóides eternos candidatos a jornalistas, conhece o realismo do provérbio. Contudo, não se coíbem de lançar essas sementes. A violência não se fica por uns vidros partidos, vai mais longe. Mata. E as palavras, o discurso da intoxicação pública, também. Os primeiros criminosos já são conhecidos, chamam-se: media.

Mas, há outros co-responsáveis, ainda mais poderosos. O Governo. As mais altas autoridades do país, não revelaram a menor sensibilidade para a gravidade da situação, para o barril de pólvora que os media estão a montar. Limitam-se a ser cúmplices de uma palhaçada altamente perigosa convencidos que enviar batalhões de polícia para o Porto é uma medida preventiva de segurança.

Se necessário fora, aqui temos outro sólido testemunho da incompetência dos dirigentes da nação no exercício das suas funções.

Se o pior acontecer, serão eles, antes mesmo da comunicação social, os maiores responsáveis. Por negligência.

27 abril, 2010

Sentido de Estado

tudo dentro dos conformes...
Clique sobre o símbolo do milhafre para ampliar. Com força!

11 janeiro, 2010

O Twitt de um tipo de baixo carácter e mentalidade preconceituosa e ressabiada





Fiz questão de lembrar a este senhor que há quem seja mais especialista em incendiar autocarros.



Deste meu post não se depreenda que sou defensor dos actos abjectos que os chamados super dragões variadas vezes têm protagonizado. Só não posso é com crápulas de mentalidade preconceituosa e selectiva.

25 março, 2009

No país dos cobardes

Pela calada da noite, como os malfeitores, o governo mandou encerrar os dois últimos ramais afluentes que alimentavam a Linha do Douro. A semelhança com as estratégias e actos cavaquistas no sector não é mera coincidência. No centrão a cobardia política é endémica. Ridiculamente, nesse mesmo dia, Cavaco Silva perorou em Vila Pouca de Aguiar sobre os problemas da "interioridade".

Os trasmontanos e durienses, que em breve serão espoliados do troço Régua-Pocinho (é uma questão de tempo), são há muito também espoliados do potencial hidroeléctrico dos seus rios engrossando os lucros obscenos da lisboeta EDP que, ironicamente, tem sede na praça do famigerado marquês do Pombal. Em breve o sequestro definitivo da água do Douro será levado a cabo pela EDP e pela Iberdrola através das novas barragens. Depois, mais tarde, porque esse dia chegará, será transvasada para o Tejo e Alqueva onde regará os múltiplos campos de golfe que são a nova coqueluche turística que substituirá a sul o já degradado Algarve. Os trasmontanos nada ganharão com isso. Nem eles nem os minhotos, nem os portuenses, nem as gentes do Vouga. Acreditem que também esse último e definitivo roubo nos será apresentado como um inquestionável interesse nacional. E ai de quem ousar duvidar ou questionar. Se necessário for ressuscita-se o marquês e assassina-se de novo os Távoras. Por cá haverá sempre quem a troco de um prato de lentilhas achará tudo isto muito bem.

O FC Porto sagrou-se campeão nacional na época transacta com larga vantagem sobre os seus adversários directos. Mesmo depois de num processo rocambolesco lhe terem subtraido 6 pontos, a vitória e a distância para os restantes foi clara e inequívoca. Espantosamente ainda não lhe entregaram o devido e merecido troféu. Apesar do clube portuense já ter reclamado, ingloriamente, para o ministro da presidência e para o secretário de estado do desporto, o "corajoso" político desempregado que por estes dias dirige a liga de futebol ainda não foi capaz de entregar a taça. Está com medo de quê?