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14 julho, 2012

Como eles se protegem

A SIC transmitiu recentemente no programa Grande Reportagem um excelente trabalho sobre a vida e a situação financeira actual de alguns ex-ministros do nosso próspero país [se estivéssemos na miséria, isso já não seria possível, não é...].

O paradoxo entre o nível de vida do país  real e o dos políticos que o desgovernaram é uma brutalidade, um atentado à dignidade do povo. Ainda há quem defenda que eles deviam ganhar mais. Para quê? Se o paradigma que premeia o mérito está precisamente na sua incompetência? Ou teremos tido nós políticos competentes e bons governantes e eu ando distraído?

Cliquem neste link e tirem as vossas próprias conclusões. Vale a pena ver o programa todo.

12 fevereiro, 2010

Um Trio de Oportunistas

Bolas, já não peço que o homem da rua tenha de falar verdade 24 horas por dia, coitado, não sobreviria nesta sociedade tão rica em contradições. Nem que um político, pelas mesmas razões, não possa pontuamente omitir certas coisas. Agora, que nos peçam para considerar «normal» que os políticos mintam sistematicamente como mentem, isso não.

Dos 3 candidatos à liderança do PSD, é caso para dizer que venha o diabo e escôlha. O mais jovem, Pedro Passos Coelho, pode ser muito bom rapaz, mas não se lhe conhecem quaisquer ideias sobre a Regionalização. De Paulo Rangel, que ainda há poucas semanas, ou dias, afirmava a pés juntos que a sua candidatura estava fora de questão, ficamos a saber que é um seguidor da teoria [e da prática] que diz  que "o que é verdade hoje, amanhã é mentira".  Por último, Pedro Aguiar Branco, que ainda há umas semanas declarava para um jornal que a Regionalização não era uma prioridade, vem hoje afirmar no Grande Porto que é um regionalista convicto, mas não é capaz de esclarecer se está disposto a avançar com a regionalização, caso venha a ser eleito. Chama-se a isto falar sem dizer nada. É disto que temos na montra para escolher uma alternativa a Sócrates... Alguém notará alguma diferença entre as môscas rosas e as laranjas? Eu não. O que significa que a merda da vida em Portugal será a mesma, e que só as moscas podem eventualmente mudar de côr. Aqui chegados, alguém é capaz de perceber a bondade da democracia representativa? Alguns dos senhores serão capazes de dizer e explicar porque se sentem representados por tão promissores candidatos ao Governo do país sem fazerem de nós tolos?

Malditos «optimistas». Malditos conselheiros do "deixa andar, que assim está bem". São eles também os grandes responsáveis pela situação de profundo descrédito que abala o país. Quando digo país, excluo, obviamente Lisboa, como Lisboa exclui o resto do  país. Lisboa, tem pessoas, não tem robôts, embora o pareçam, por não quererem ver o país para lá das suas fronteiras, como um todo. Malditos também homens do norte, traidores e sem carácter. Deste trio de seguidistas, um é de Lisboa, dois são do Porto. Pelo discurso da tanga, enfadonho, conservador, repetitivo, fraco e submisso, uma só certeza podemos ter desde já: nenhum deles se aproveita.

18 outubro, 2008

Diz-me com quem andas

Autarcas criticam salários principescos e autarquia diz que Rui Sá continua "despeitado" por deixar SMAS
Como depreenderão do post anterior ao Concerto No.1 para Piano e Orquestra Op.23 de Tchaikovsky, é também a este tipo de habilidades políticas que me refiro, quando faço apelo a uma nova forma de selecção das lideranças. Estes exemplos têm deixar de ser "normalizados" e passar a ser severamente condenados, para depois podermos levar a sério a caça às bruxas aos meninos feios do futebol e aos Apitos de todas as cores. Isto, é tráfico de influências, e oportunismo, mais ou menos encapuzado.
Com a fama de homem rigoroso que Rui Rio soube vender aos seus apaniguados, é caso para lhes perguntar se acham que ele sabe escolher os seus amigos, e homens de confiança...