22 abril, 2008

A luta pelo poder no PSD, com galos e galinhas...

Cada um é livre de pensar o que quiser. Eu também não fujo à regra e para não variar, reafirmo o meu descrédito total em relação aos partidos políticos actuais, quer sejam os do governo, quer os da oposição.

Daí que, não esteja minimamente interessado em participar ou dissecar estes jogos (muitas vezes sujos) de bastidores disputados por membros de famílias desavindas, chamem-se elas PSD ou PS.

Pouco me interessa a opinião de uma Maria João Avilez, cópia rasca do "bon chic bon gendre"parisiense, ou de qualquer outro chefe de propaganda centralista. O que dizem ou pensam, para mim - desculpem-me a grosseria, mas é mesmo assim - é para deitar ao lixo. Não pertenço, nem pretendo pertencer a tais "famílias" ou seus aparentados. Estou noutra.

Mas não deixa de ser caricata a importância que é dada pelos media a esses jogos de poder, os infindáveis debates que se vão promovendo à volta do assunto como se o povo profundo - que não aquele subjugado aos favores dos aparelhos partidários - não estivesse farto de saber que se trata apenas de meras candidaturas individuais a altos lugares (empregos) do Estado e ao poder que ele confere. Não creio que qualquer pessoa experiente e lúcida acredite que algum destes protagonistas tenha dimensão para liderar um país. Mais do mesmo, é o que o futuro nos reserva.

Já que (garantem-nos os sábios) é só através dos partidos políticos que a democracia melhor se expressa, então talvez esteja na hora de nos disponibilizarmos para a criação de um novo partido capaz de romper com os laços putrefactos dos existentes e de transmitir credibilidade ao eleitorado por meio de acções de seriedade reais e aparentes, e não por discursos comparáveis aos vendedores de banha-da-cobra de qualquer jardim público.

Se a democracia é inseparável dos partidos, a criação de novos partidos é imperativa, principalmente quando os que há provaram à exaustão não serem capazes de dar conta do recado.

Os portugueses do Portugal profundo não se revêem nos modelos existentes de partidos políticos, que mais se parecem com empresas públicas transformadas em agências de emprego para os filiados do que organismos de estudo e execução de projectos com impacto objectivo na vida dos cidadãos.

Até lá, não há partido político para o qual me disponha a oferecer o meu voto. Nem um.

PNDD (seria a minha sigla para um novo partido: Partido Nacional Descentralizador Democrático)

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