21 dezembro, 2010

O metro do Porto


Agora que o país está completamente "teso", tão cedo não haverá 3ª fase do metro, se é que alguma vez ela se materializará. Há obras mais importantes com total prioridade, tais como o novo aeroporto de Lisboa, a alta velocidade ferroviária Lisboa-Madrid, a 3ª travessia do Tejo, e mais umas quantas que não deixarão de aparecer.

Parece por isso oportuno o Metro aproveitar esta acalmia para reflectir em detalhes que necessitam rectificação. Sugiro dois.

A sinalização destinada aos utentes é, sem favor, a pior que conheço em todos os metros por onde já passei. A identificação das estações para quem circula nas carruagens, é deficiente, mau grado as indicações sonoras e o letreiro luminoso no interior das composições, que aliás não são visíveis de todos os lugares.

O lado pior, no entanto, são as indicações no interior das estações, destinadas a orientar a circulação dos passageiros, onde há falhas gritantes. É-me mais fácil orientar-me nos metros de Londres ou Paris do que no Porto, embora a complexidade de linhas e destinos não seja comparável. As indicações devem ser claras,completas, facilmente visíveis, rapidamente compreendidas. Lamentavelmente isto não acontece no Porto, e por isso se eu mandasse no Metro organizaria uma task force que se ocuparia de propor medidas tendentes a acabar com esta situação amadora, que não prestigia nem a empresa nem os próprios portuenses.

A outra rectificação que entendo que deveria ser feita, diz respeito ao bem-estar dos passageiros que aguardam nas estações. Uma vez que grande parte destas é a céu-aberto, não se compreende que sejamos obrigados a arrostar com a inclemência do tempo, sobretudo com a chuva. A obra até agora executada custou vários milhares de milhões de euros. O custo adicional para cobrir a totalidade das plataformas, seriam meros trocos. Então porque não se fez? Não vejo razão plausível, o que desde logo atira para a única explicação possível:  lamentável falta de consideração pelos passageiros.

Não posso nem quero esquecer que o metro é uma obra notável que foi feita com uma eficiência invulgar em Portugal. Justiça tem que ser feita, mas essa constatação ainda torna menos aceitável que detalhes como os que mencionei tenham sido cometidos e, sobretudo, que não tenham sido posteriormente identificados e devidamente corrigidos.

4 comentários:

  1. Então o que é que andam a fazer a merda deste autarcas do Grande Porto!?... deixam que o Anormal mais uma vez, não desista das grandes obras para a capital do império.

    Enquanto este Anormal, não tiver quem lhe bata o pé vai continuar
    esbanjar dinheiro em Lisboa e por o resto do país de tanga.

    Este autarca do Porto: nem cito o nome porque me dá enjoos, mais uma vez, vai desperdiçar dinheiro em corridas de automoveis só para satisfazer o seu egoismo.

    Pobre país cheio de lambe-cus, de políticos de merda que só querem tachos e não se importam minimamente em F.... o povo que lhes paga.

    O que está a fazer este chefão posto pelo governo na Metro do Porto!?... nada, vejam quanto é que ele mama todos os mêses...

    O PORTO É GRANDE VIVA O PORTO

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  2. Rui Farinas,

    a sua observação é pertinente. Eu próprio já há muito tempo que enviei para a Metro algumas sugestões. Além das que refere, há outras duas. Uma, são os monitores das máquinas do Andante que estão a céu aberto. Quando o Sol incide sobre eles é impossível ver-se o que lá está. Outra, é o nome das estações subterrâneas que têm, em alguns casos a iluminação colocada a um nível inferior não permitindo a sua visibilidade.

    E depois aquela mania muito portuguesinha de colocar a sinalética nos locais errados e minúscula que é para ninguém a ver.

    Mas isto somos nós que não percebemos nada destas coisas. Os experts reinvindicam bons salários para tudo, mas a competência é que raramente se vê. É só vaidade e presunção!

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  3. Foi publicado no passado dia 20 a obra "Porto- Ponto de Encontro de História Arte e Religião", (Zéfiro)de Ernesto Vaz Ribeiro.Obra interessantíssima, bem escrita e melhor paginada,onde bem se explica porque o portuense tem alma próprio que o distingue dos demais.
    Embora a Câmara tenha cedido uma sala no Palacio Balsemão, estranhei que não se tivesse feito representar. O mínimo que se exigia era e presença do vereador da cultura. Assim não vamos lá.
    António L. Leite de Castro

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  4. Caro Farinas, parece que o metro já vai até Fânzeres, o que é uma festa, nos dias que correm...
    De facto há coisas que por mais voltas que dê à cabeça, não consigo perceber, mas a culpa deve ser minha, de certeza. O Metro que apanho para ir ao Dragão, é o que vem do Ismai. Ultimamente, vá lá saber-se porquê, só vai até Campanhã, o que obriga a sair e apanhar outro. Já procurei saber as razões, mas ninguém me explica...
    Talvez, o Ministro, deixe de ser Invísivel e preste a atenção que merece, uma das poucas coisas que foi feita em prol do Porto e do grande Porto.

    Um abraço

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