05 junho, 2016

Sub 19 do FCPorto, Campeões Nacionais!

Comandados por Folha, os sub 19 festejaram mais um título

Já  tantas vezes falei  dos nossos inimigos sem os eufemismos branqueadores de alguns patriotras de ocasião que preferem tratá-los com a candura adjectiva de "adversários", que já me chateia ouvir falar do assunto. Não porque me conforme com a situação, bem pelo contrário, mas por nada de verdadeiramente importante estarmos a fazer para nos livrarmos deles. E isto passa-se na política como no desporto. Quem tiver a ilusão que são coisas distintas, então que se deixe de queixas e se cale para sempre. Portanto não me admira mesmo nada que esta boa notícia para o desporto jovem, nem sequer seja citada telegraficamente pelos intocáveis media da porcaria da capital.

Ainda hoje, me se me reviraram as tripas com esta notícia do JN e com os comentários qua alguns cretinos fizeram com as insinuações cínicas do costume, tentando associar a volência aos gajos do norte. Como me tenho como gente de bem, que repele a violência gratuita, estar-me-ia a contradizer se aprovasse actos desta natureza. Não aprovo mesmo. Mas, há limites para a tolerância.

Dito isto, não posso fechar os olhos às injustiças e sectarismos permanentes praticados por certos árbitros contra alguns clubes, como é disso exemplo o FCPorto. Sabendo da ladaínha do costume de portugas básicos que se incomodam com estas denúncias [como se fossem exemplo para alguém], não quero com isto dizer que o FCPorto merecesse ganhar o campeonato pela qualidade do futebol praticado, mas não ando a dormir para ver o que os árbitros toleram às equipas de Lisboa e o que não perdoam ao FCPorto. E isto, aplica-se a todas as modalidades. Se estão à espera que aplique a treta dos treinadores que só criticam os árbitros quando prejudicam a sua equipa de momento, mas que quando estão no desemprego logo mudam o discurso para a ambigudade de que no final das contas sai tudo empatado, e que os clubes grandes são sempre os mais beneficiados, bem podem esperar sentados porque não embarco nessa nau. Não é bem assim, porque o FCPorto tem sido tratado como equipa pequena. 

Mais. O discurso da não violência faria sentido usá-lo por quem tivesse consciência de viver num país civilizado onde os órgãos da justiça, civil e desportiva, estivessem acima de qualquer suspeita e funcionassem. O problem é que não vivemos num país desses. O civismo é coisa que os portugueses estão longe de saber o que é. Só quem nunca saiu daqui, ou os políticos é que "acreditam" nisso. Há gente ligada à justiça e à política que têm  comportamentos abaixo dos quadrúpedes, que até fazem incitamentos à violência e que não se importam de publicamente mostrar o seu sectarismo quando se sujeitam a entrar em programas de qualidade duvidosa e não se inibem de se portarem como o mais fanático dos adeptos.  Somos nessa matéria uma vergonha. 

Por isso, como a injustiça é a semente de todos os ódios e guerras, não me choca nada que quando essa Justiça fecha os olhos às discriminações que se praticam fora e dentro dos recintos desportivos pelo facciosismo e desonestidade de certos árbitros, alguns espectadores percam o controle e cheguem a roupa ao pêlo a certos vigaristas vestidos de negro que se passeiam impunes nas nas barbas do país. Só digo isto: se no jogo em causa o árbitro foi mesmo descarado e gatuno, foram poucas as que levou. O mesmo devia ser feito a certos "jornalistas" pelo ódio que andam a semear há muitos anos. 

Chega de comer e calar.
  

1 comentário:

Anónimo disse...

Este ódio ao FCP à cidade do Porto ao Norte já há muitos anos que faz parte do Cardápio daqueles que se encostaram ao poder em Lisboa. A Bem da Nação é preciso esbanjar dinheiro na capital e arredores com obras faraónicas sempre a resvalar para o alem do estipulado, manda quem pode e obedecem os carneirinhos dizendo: O que se ade fazer, lá é que é a capital! Ou aqueles parolos políticos do Norte que se põem de cocaras aos poderosos governantes e ao polvo da comunicação social sitiados na capital do império.

A justiça em Portugal é quase como aquele celebre queijo Suíço cheio de buracos ou aquele queijo Francês que cheira mal mas que muitos o gostam de o comer.
O nojo a corja são todos cá de Cima, falam muito mas a troco de umas patacas ou de um lugarzinho lá em Baixo, deixam colocar as albardas e seguem com a carga do dono, são piores do que asnos.

Eu já não acredito em nada! Quando um funcionário europeu diz que a França é um caso à parte em relação a todos os outros países da Comunidade! Quando um responsável comunista português diz que isto está assim, porque deitaram o muro de Berlim a baixo! Estamos todos esclarecidos.
O câncer Nacional é a centralização do poder e de tudo que mexe em Portugal, o resto é violino...

Abílio Costa.